Ancalagon

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Sobre Ancalagon

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  1. Atualização de Ficha Ninja

    Yoo! Solicito a possibilidade de atualização de ficha por término de missão. Link para a ficha: Hatake Ookami Link da missão avaliada: Avaliação de missão 1. +9.666,00 両 (Ryōs), totalizando 19.666,00 両; 2. +2 pontos de atributos a serem distribuídos no atributo Ninjutsu (+4 Potência); 3. Reputação - Esforçado: +3 pontos a serem distribuídos no atributo Ninjutsu (+3 Potência e +3 Selos) / +1 slot de Técnica: Suirō no Jutsu; 4. Relacionamentos: Senju Mai - companheira de time. Uchiha Kadso - companheiro de time. Mitsuki-sensei - mentora.
  2. [Rank-D] Surpresa não se avisa

    Ōkami manteve-se atento aos movimentos de seus companheiros de time, Mai e Kadso. Ao menor sinal de perigo, os seus dois clones d'água agiriam em socorro a eles. No entanto, essa ação não foi necessária. Embora tivesse observado o plano do Uchiha com um olhar pasmo, ficou internamente aliviado pela chegada deles ao outro lado. Nem percebeu a expressão da sensei em relação ao trio. Já que todos estavam seguros, os clones se desmancharam em poças d'água em seguida. - Por essa eu admito que não esperava... - disse aos dois genins. Antes de voltar-se para o destino da missão, checou como estava a caixa do Daymiou sem retirá-la do interior da bolsa. Estava intacta pelo que pôde perceber. Mais uma vez, a Jounin tomou a dianteira para guiar o trio sem nenhuma cerimônia ou comentários. Pouco expressiva, concluía o Hatake a respeito de sua mentora enquanto seguia seus passos numa descida verdejante. Na verdade, ele começava a analisar aos poucos. Levantava hipóteses em sua cabeça sobre a sensei ser nova no que estava fazendo, isto é, seu time era o primeiro time liderado por ela. A julgar pela sua aparência física, não parecia ter muita idade, o que fundamentava ainda mais esse pensamento. Somado a isso, ela tinha pouquíssimo tato com as pessoas, pelo menos até aquele ponto. Começava a considerar que Mitsuki-sensei estava acostumada a trabalhar sozinha e talvez tenha sido assim por algum tempo em sua carreira como ninja. De todo modo, esses pensamentos que não levariam a lugar nenhum logo foram desmanchados quando pôde contemplar a imponência de um castelo no horizonte. - Incrível... - comentou bem baixinho. Nunca havia visto uma construção tão bela como aquela e olha que ainda estavam longe, mas sua imaginação já podia antecipar o que veria quando chegasse mais perto. Logo em seguida, voltou a se concentrar totalmente na missão para evitar surpresas desagradáveis. Atento, olhou aos arredores no intuito de vasculhar a área para ver se estava de fato tudo bem. E, no mais, apenas seguiria os passos silenciosos de Mitsuki.
  3. [Rank-D] Surpresa não se avisa

    Guiado pela jounin, Ōkami seguiu por um caminho bastante ingrime acompanhado de seus companheiros de time. Antes que pudesse se deparar com a vista nada amistosa do abismo, pôde ouvir o som de uma forte correnteza que corria imponente entre um terreno e outro. Chutou uma pequena pedra para ter dimensão de quão grande seria a queda ao chegar na borda da escarpa. Enquanto observava a pedra cair, escutava o que Mitsuki-sensei dizia. Estavam no caminho certo, isto é, aquele que deixava o destino mais próximo e ainda evitava o encontro com possíveis vagabundos de beira de estrada. A atenção do Hatake foi presa imediatamente com o movimento de sua sensei, que no caso, seus olhos foram incapazes de acompanhar mesmo que estivesse atento a ela. "Rápida." - pensou quando se deu conta de que a kunoichi já estava do outro lado. Voltou a encarar o abismo e o rio abaixo com um olhar claramente desanimado. - É uma bela queda, tomem cuidado... - alertou. Desejava que tivesse uma ponte ali, mesmo que uma improvisada, mas ao mesmo tempo sabia que se assim fosse, possivelmente aquela rota seria um local de encontros indesejáveis com os mercenários que a sensei mencionara. Não tinha outro jeito. Era aquele caminho ou aquele caminho, não havia outro e mesmo se houvesse, a Sensei nunca iria tomá-lo por conta de meros genins. Pelo menos altura não era uma fobia que Ōkami carregava e desejava sinceramente que fosse dessa mesma forma para Kadso e Mai. Não era sua intenção deixar Mitsuki-sensei esperando muito do outro lado, por isso, logo tratou de pensar em formas de superar o obstáculo diante de si. Formou o selo de Tigre e logo em seguida dois Mizu Bunshin surgiram ao seu lado. - Caso não consigam, vou lançar um desses clones no ar, daí vocês tomam impulso neles. - afirmou. - Mas quanto mais longe eles ficam de mim, mais fracos eles se tornam... então não sei se daria tão certo assim. - concluiu apontando a fragilidade da técnica. Em seguida, os "três" Hatakes saltaram sincronizadamente para trás a fim de tomar distância suficiente para um salto com impulso mais forte. Posicionados e prontos, correram com tudo em direção a borda do abismo e dali saltaram com toda força que possuíam nas pernas. Antes que começassem a cair, ambos os clones d'água deram suporte com as mãos unidas para que o verdadeiro Ōkami pudesse tomar impulso para um segundo salto, empurrando-o em direção ao outro lado. Após servirem o seu propósito, ambos se desmancharam em água e caíram sobre o rio abaixo. Se fosse necessário, o Hatake arremessaria uma kunai com fio de nylon preso no aro no intuito de assegurar uma passagem segura por meio de seu Shurikenjutsu, mesmo que improvisada. - AGORA SÃO VOCÊS!! - gritou do outro lado. Fez novamente dois Mizu Bunshin para serem usados de "plataforma" caso Kadso ou Mai necessitassem de um impulso a mais no meio do salto. Ficou próximo da sensei, aguardando os outros dois. @Fugere urbem @Kadso
  4. Chat oficial do RPG Naruto #0

    Se alguém precisar que mestre, estou sem ter o que fazer a disposição, se for possível =D...
  5. [Rank-D] Surpresa não se avisa

    Ōkami seguia correndo posicionado entre os dois outros genin, com Senju Mai a sua direita e Uchiha Kadso a esquerda. Mitsuki-sensei estava logo a frente do trio. Desejava que ela não tivesse escutado as reclamações do jovem Kadso, mas era inútil. Expressou desaprovação ao que o Uchiha falara com um balançar negativo de cabeça. Antes da fala da Jounin-sensei, o Hatake comentou a situação. - Talvez ela não seja tão diferente de você, Kadso-kun. Bolinhos de arroz voadores, bilhetes explosivos... Consigo ver certa similaridade nessas ações. - disse. Logo depois voltou a focar sua atenção nas breves palavras da mentora do time. Mais uma vez, um discurso bem breve e áspero. Ela não era muito amistosa. Parecia estar ali mais por obrigação do que por vontade própria e apesar de o Hatake não se incomodar com isso, ele se perguntava se seus companheiros de time reagiriam diferente a esse jeito de ser da Mitsuki-sensei. Sua vontade era de tentar, de alguma forma, quebrar o gelo entre o trio e a Jounin, no entanto, além de não ter essa habilidade, estavam em missão. Logo, não seria uma coisa muito inteligente causar uma distração com alguma conversa enquanto viajavam até os domínios do Senhor Feudal daquele país. Talvez Ōkami tentasse puxar algum assunto para fazer seu time se familiarizar com a jounin se em algum momento eles parassem para descansar. Seria um desafio, pois passou a maior parte do tempo da Academia Ninja quieto em seu canto e observando seus colegas. A verdade era que não sabia puxar assunto algum e tinha receio de ao tentar acabar saindo um "tá frio hoje, né?", ou qualquer outro comentário aleatório sobre o tempo. - Pare de resmungar, Kadso, ou vamos ser mal avaliados na missão. Foco! - disse em resposta ao saldo zerado. Assim que adentraram na floresta, Ōkami olhou aos arredores nas árvores e executou uma sequência de cinco selos manuais (Carneiro → Javali → Boi → Cão → Cobra), fazendo-os tão rápido quanto sua capacidade permitia. Tratava-se de uma preparação prévia para o caso de precisar evadir de algum perigo que pudesse atingi-lo, em outras palavras, um Kawarimi no Jutsu. Estava tomando cuidados mais que redobrados, pois além de estar carregando a entrega para o Daymiou, a Sensei havia acabado de falar sobre o inesperado como se ela própria já estivesse esperando que algo fosse acontecer. E, na hipótese de algum ataque inimigo, caso fosse atingido, o Hatake trocaria de lugar com um tronco de madeira a sua volta. Dando-lhe a oportunidade de fugir ou contra-atacar a ameaça. Claro que, para isso, ele precisava pensar antecipadamente, bem como se preparar, assim como acabara de fazer ao executar os selos e traçar possíveis rotas de fuga e formas de devolver um ataque inimigo. Estar alguns passos a frente ou pelo menos tentar era a forma de o Hatake lidar com situações em que ele se vê em desvantagem. - Será que não é melhor sairmos da estrada e irmos saltando pelas copas das árvores? - questionou a Sensei quando ela diminuiu seus passos. E sem perceber acabou fazendo aquilo que para ele era a maior dificuldade, puxar assunto.
  6. [Rank-D] Surpresa não se avisa

    Uma voz feminina surgiu nas proximidades dos portões de Konoha, revelando ser a autora do bilhete destrutivo. Guiado por ela, Ōkami virou-se para encará-la de frente. No entanto, surpreendeu-se de uma maneira inesperada. Primeiro, pela beleza da sensei e seu ar de rigidez que lhe dava um certo charme atrativo ao garoto grisalho. Como consequência disso, as bochechas do Hatake coraram levemente. E segundo e mais importante, pelas falas da Jounin e pela forma que falava. Percebeu pelo tom de voz dela que se tratava de uma kunoichi bastante séria e direta ao ponto, ao estilo "militar linha dura". Ficou em silêncio nos primeiros momentos, na verdade, teve receio de dizer qualquer coisa e tomar uma bronca desnecessária. Assim que a mulher começou a explicar brevemente a missão, a atenção de Ōkami foi presa automaticamente, o que fez suas bochechas rosadas voltarem ao normal e um olhar de surpresa ser estampado em seu rosto. "Uma entrega especial para o Daymiou do País do Fogo?" - intrigado, pensou consigo mesmo. A missão se tornou imediatamente alvo de interesse somente pelo fato de envolver uma figura tão influente e importante. Estava preocupado em ter que caçar animais de estimação, algo que comumente era atribuído aos shinobis recém formados, mas por sorte isso não ocorreu, pelo menos por enquanto. Rapidamente, o Hatake começou a maquinar a situação na qual se encontrava. Supôs que possivelmente o seu time foi escolhido a dedo pelo Senhor Feudal para aquela missão. Talvez ele quisesse conhecer pessoalmente a Senju e o Uchiha, dois membros dos clãs fundadores do atual sistema de vilas. Nesse momento, o olhar de surpresa tomou um ar mais sério e por breves segundos encarou os dois outros Genins. Em seguida, perseguiu com os olhos a caixa quadrada envolvida por um papel de cor laranja. "O conteúdo da entrega está guardado nessa pequena caixa? Não deve ser algo frágil pelo fato da sensei ter jogado daquela forma. E também não deve ser algo de grande valor, se fosse não teriam designado um time de Genins. Talvez um capricho para o próprio Daymiou ou um presente para alguém do convívio dele." - pensou, apesar da sensei ter deixado bem claro que não era do interesse deles saber o que estava ali. - Fiquem atentos, poderemos encontrar problemas no caminho só pelo fato do destinatário ser quem é. - alertou os companheiros de time. Ōkami tomaria a iniciativa de pegar a caixa lançada ao ar pela Mitsuki-sensei, caso fosse a intenção dela que um dos três genins assim o fizesse quando arremessou o objeto antes de partir em disparada portão a fora. Em posse da tal entrega especial ao Daymiou do País do Fogo, usaria seu hitaiate para envolver a caixa já embrulhada pelo papel laranja e a guardaria no fundo de sua bolsa bege presa na cintura de sua indumentária ninja. Como a sensei partiu velozmente, assim o faria também dentro de seus limites e tentando não se distanciar muito dos outros dois genins, é claro.
  7. [Rank-D] Surpresa não se avisa

    Ōkami repousou por breves segundos na sombra de uma árvore até que seus dois companheiros de time o alcançaram. Observou que ambos pareciam cansados com a corrida de antes. Àquela altura já havia conseguido recuperar o seu fôlego. O jovem Hatake escutou as queixas de Kadso sobre trapaças, mas sem dar muita atenção. Limitou-se a responder sua última pergunta sobre a prenda que os dois "perdedores" deveriam pagar. O esperado, é claro, aconteceu. Ōkami pôs um ponto final na brincadeira com uma resposta - no mínimo - política. - Sem prendas, Kadso-kun, como vencedor do desafio quero apenas que deem o seu melhor a partir de agora. - disse com lábios e olhos sorridentes. Coincidentemente, após sua fala, uma folha de papel veio flutuando até próximo ao trio e se abriu perante seus olhos curiosos. O genin grisalho leu a mensagem e ficou sem entender muito bem o que estava acontecendo. Atento, procurou algum selamento similar aos de kibaku fuda para ver se aquilo realmente explodiria. Uma jounin não colocaria em risco a vida de seus supostos aprendizes daquela forma. Talvez, no máximo, o papel soltaria alguma cortina de fumaça. De todo modo, não ficou ali esperando para ver. Já tomou novamente a postura de corrida para se dirigir ao local mencionado. "Já estamos em missão? Como assim? Será algum tipo de teste?" - questionava-se, intrigado. - Vamos lá, pessoal! - disse antes de começar a correr. Dessa vez, ele não saiu desesperado na frente. Queria chegar junto com os outros dois. Procurou cortar caminho pelo alto, isto é, saltando de um telhado a outro ao invés de seguir pelas ruas. Assim, acreditava que chegaria mais rápido. Entre um impulso e outro, analisava o que havia acontecido há pouco, atendo-se ao principal detalhe, o nome descrito no papel. Nome este que não revelava nem o sexo e muito menos de quem se tratava. Seu pai, Hatake Raizen, nunca mencionou nenhum(a) Mitsuki. Um misto de emoções saltitavam no estômago do genin. Estava ansioso para conhecer o mentor ou mentora de seu time, bem como compreender melhor essa que parecia ser sua primeira missão. Não havia antecipado a possibilidade de ficar nervoso como estava naquele momento. Era uma sensação que não experimentou durante o tempo na Academia Ninja, pois o conhecimento adquirido previamente de seus pais lhe garantiu uma certa posição de conforto e, até mesmo, excesso de confiança. Todas essas borboletas no estômago fazia com que seus saltos fossem mais e mais altos e longos, na tentativa de avistar no horizonte a pessoa responsável pelo bilhete, isto é, seu ou sua sensei. Sem sucesso, porém. - Conseguem ver alguém?- indagou aos colegas de time. Os grandes portões estavam logo a frente. O caminho seguiu por terra a partir daquele ponto. Chegou correndo e ofegante, não pelo cansaço físico, mas mais pela ansiedade. Tentava esconder a todo custo seu nervosismo perante os outros dois. Talvez também estivessem sentindo aquela pulsação mais forte. A primeira vez sempre causa isso até se tornar algo rotineiro. Ao chegar, guardou as mãos suadas no bolso da calça e olhou ao redor em busca de Mitsuki-sensei, quem quer que fosse essa pessoa.
  8. Konohagakure no Sato

    Começou a correr com a parte superior do corpo inclinada para frente e os braços para trás. Mai saiu na frente, mas não foi difícil ultrapassá-la. O jovem Hatake correu por algumas ruas e, visando cortar caminho, saltou sobre o toldo de uma loja para alcançar a parte mais alta da construção com outro salto longo. Ouviu o jovem Uchiha falar sobre o cachorro, mas não deu muita atenção ao que ele falou. Os dois estavam bem próximos um ao outro, no entanto, Kadso tropeçou a despencou pelo chão abaixo. O primeiro impulso de Ōkami foi pensar em ajudá-lo, era o que faria em uma situação normal, no entanto, aquele desafio era um teste sutil para testar as habilidades de seus dois novos companheiros de time. Queria terminá-lo. Obviamente, o resultado da corrida não apresentaria conclusões sólidas sobre a Senju e sobre o Uchiha - coisa que só aconteceria em alguma missão ou treino -, mas ajudaria a começar a ter uma ideia a respeito de ambos. "Ele consegue me acompanhar, mas é atrapalhado." - concluiu enquanto observava do alto do terraço o jovem se recompor. Ōkami já podia enumerar as vezes em que Kadso se atrapalhou: vestir a camisa ao avesso, sair de casa sem seu hitaiate, tropeçar e cair feito jaca no chão. Antes de prosseguir, olhou um pouco mais para trás e viu a Mai se aproximando. Não sabia se ela estava se segurando ou se realmente aquela era sua velocidade máxima em corridas. De todo modo, decidiu prosseguir. Saltou para o outro lado da rua e voltou a correr pelo chão com a mesma postura de antes. Chegou primeiro ao local. Certamente teria chegado junto com Kadso se ele não tivesse caído. Os portões estavam abertos e sendo guardados por dois chuunins responsáveis pela segurança das imediações. Cumprimentou ambos e, a passos calmos, adentrou para o pátio da Academia Ninja, onde esperaria pela chegada dos outros dois. Estava meio ofegante e com algumas gotas de suor no rosto. Talvez seus dois colegas nunca mais ouvissem um desafio desse gênero proposto por ele. Não era de seu feitio fazer ou participar de "brincadeiras" desse tipo, mas, daquela vez, o desafio cumpriu seu propósito. As pequenas circunstâncias fazia Ōkami observar e conhecer melhor seu time. Buscou a sombra da árvore mais próxima e ficou sozinho com seus próprios pensamentos enquanto eles não chegavam. "Mai não conseguiu esquivar dos bolinhos de arroz e não conseguiu nos acompanhar. Talvez Kadso estivesse certo sobre ela. Lenta... Ela deve ser muito boa em outros aspectos." - pensou. Não queria admitir, mas todas essas percepções tinham uma única razão, o Hatake se sentia ofuscado pelos dois grandes nomes Senju e Uchiha. Quando ambos despertassem seu verdadeiro potencial, seria difícil para Ōkami acompanhá-los de igual para igual. Na verdade, provavelmente, impossível. Uma insegurança obscura tomava conta do garoto. Queria provar para si mesmo que era bom também. Não se tratava de uma obsessão em ser o mais forte, era apenas aquele frio na barriga por conta dos primeiros passos na carreira como shinobi. Tanto mais estava a sua frente. Mal podia esperar para começar a escrever a sua história e, assim como outros Hatakes, fazer algum feito notório em nome de sua vila.
  9. Konohagakure no Sato

    Ōkami percebeu a gratidão dos companheiros de time por sua atitude de ter guardado o hitaiate, ao invés de ser o único "certo", ficou internamente feliz com aquilo. O time seguiu andando em direção à Academia. O sol já começava a surgir mais imponente àquela hora, trazendo as pessoas para fora de suas casas. No entanto, ainda era cedo, apenas alguns comerciantes abrindo suas lojas. Algo fez o jovem Hatake despertar de seus pensamentos. Um olhar distraído para a vitrine da Ninja Shop a sua esquerda, fez-lhe contemplar uma bela tantō, uma espada curta, que estava sendo posta no mostruário pelo dono do estabelecimento. Aprender a arte de combate com espadas, o Kenjutsu, estava entre suas pretensões. Na verdade, já estava juntando seus ryos há algum tempo para adquirir uma no futuro. "Uma lâmina condutora de chakra cairia bem para as missões que estão por vir." - pensou. Kadso continuou a tagarelar, primeiro sobre um desafio, depois o assunto mudou repentinamente para uma suposta missão secreta que seu pai estava executando há dois anos. Atento aos detalhes mais cruciais, o Hatake teve um pequeno flashback de momentos antes, quando o jovem Uchiha saiu correndo. Ele sabia que algo que Mai disse ofendeu e fez com que Kadso tivesse aquela reação. Uma suspeita começava a surgir na mente astuta de Ōkami: o Uchiha tinha problemas em aceitar uma possível morte de seu pai em missão e esse assunto o incomodava muito. A razão de levantar essa suspeita era simples, uma criança de nove anos nunca teria ciência do andamento de uma missão supersecreta. Assuntos sigilosos como esses ficavam fora do alcance de conhecimento de jovens shinobis, segundo a concepção de Ōkami. Então, talvez, toda essa história fosse apenas a esperança de uma criança em rever seu pai novamente. Um ar melancólico fez o Hatake recuar e ficar um passo atrás dos outros dois. “Será que...? Não, o amadurecimento como shinobi fará com que ele olhe essa situação por outra perspectiva. Espero estar errado.” – pensou. Era óbvio para ele. Se seu pai, Hatake Raizen, saísse em missão e demorasse todo esse tempo, ele encararia imediatamente como morte. Ōkami pensou em falar o que pensava sobre o assunto, mas não seria nada apropriado para aquele momento e, além disso, era uma questão muito pessoal. Não cabia a ele opinar sobre. Além de que, talvez ele estivesse mesmo vivo. Era uma questão de enxergar o copo meio cheio ou meio vazio. Claramente, o Uchiha era o otimista e o Hatake o pessimista do grupo. Cabia a Mai ser a realista, talvez. - H-hai... seria um prazer conhecer a F-ferida (?). - afirmou com um tom de interrogação devido ao nome diferente da Uchiha. - Sobre o desafio que você mencionou, acho que estou no direito de propor um, já que fui o único a trazer o hitaiate. Faltam alguns quarteirões até a Academia, vamos apostar uma corrida até lá. Sem uso de ninjutsu e sem trapaças. - lançou o desafio. Embarcou na ideia de Kadso por duas razões, a primeira era para afastar a melancolia que tomou conta de seus pensamentos e a segunda era para testar sua hipótese de antes. Se Mai era realmente lenta conforme Kadso havia acusado ou não. Caso aceitassem, o Hatake já sairia em disparada correndo com a postura habitual de shinobis e pulando entre uma ou outra construção pelo caminho.
  10. Konohagakure no Sato

    Suspirou aliviado pela trégua que se estabeleceu entre os dois. Contudo, acreditava que mais conflitos como aquele poderiam se repetir. Diferente da Senju, o jovem Hatake era bastante paciente. Mesmo que tivesse sido atingido pelo bolinho de arroz, ele não teria perdido a calma como a kuhoichi. Cada pessoa reage diferente às situações ao seu redor. Não podia esperar que todos pensassem e agissem como ele. Essas diferenças teriam de ser bem administradas e superadas com o tempo. Talvez esse fosse o sentido de trabalhar em equipe. Ele esperava que no campo de ação, isto é, em eventuais missões ou até mesmo em batalhas, o entrosamento entre eles acontecesse de forma natural. Afinal, futuramente precisarão combinar suas técnicas e demais talentos para agirem em nome de Konoha. "Que bom..." - pensou. - Não era exatamente o que eu tinha em mente, mas... - disse ao Kadso interrompendo a fala por uma ação. Ōkami removeu sua bandana do braço e a guardou dentro de uma bolsa cor bege que carregava na parte de trás da cintura. A intenção era se apresentar ao sensei da mesma forma que Kadso estava, pois se ele fosse o único diferente, ele se sairia como errado sozinho. No entanto, se os três chegassem sem o hitaiate, a bronca seria disseminada para o grupo e ainda poderiam dar a desculpa de terem esquecido pela falta de costume. - Vê se não esquece na próxima. E ajeita essa camisa pelo menos. - cobrou num tom amistoso de voz. Seguindo as recomendações de Mai, Ōkami começou a andar para a Academia Ninja. Estava ansioso para conhecer seu sensei. Perguntava-se em pensamento se seria um ou uma jounin conhecido (a) de seus pais. Mas, a sua principal curiosidade, era se seria alguém forte e com muitas coisas a ensinar. O jovem Hatake ansiava por treinos, combates, coisas que exigissem o máximo dele. Pois, para compor o Esquadrão de Elite de Konoha, precisava ser um shinobi de habilidades notórias. O Hatake ficou quase que preso em seus próprios pensamentos sem prestar a mínima atenção ao que o Uchiha tagarelava pelo caminho. Apesar de não fazer isso propositalmente, era uma mania irritante e normal de acontecer. Provavelmente ele responderia qualquer coisa com um "O que disse?", entregando não ter ouvido nada o tempo todo.
  11. Konohagakure no Sato

    Ao voltar-se para Senju Mai, percebeu que ela estava suja com grãos de arroz no rosto e cabelo. Não havia se desviado ou se protegido a tempo. Com isso, o jovem Hatake cogitou as seguintes possibilidades, ou ela estava muito distraída com a conversa de antes, ou seus reflexos não eram tão bons. De todo modo, qualquer conclusão seria precipitada. Sem contar que o real espanto de Ōkami veio com a reação da kunoichi. Se antes ela tinha se mostrado uma garota serena e agradável, depois da entrada nada agradável de Kadso, ela mostrou ser muito brava e explosiva. Exatamente o oposto. O espanto acompanhado de certo temor era visível na feição do garoto grisalho. "Talvez eu devesse ter dito que Kadso não era exatamente muito maduro." - pensou. - Sinto muito por isso, Mai... - tentou confortá-la. Ōkami virou o rosto para Kadso e estranhou muito a forma como ele estava diante de seus olhos - sujo de arroz, camisa ao avesso e sem hitaiate. Quando pensou que ele se desculparia, o Uchiha fez o contrário. Soltou um monte de provocações para Mai acompanhado de um aceno de mão para ele. Como de praxe, Ōkami fez uma leitura rápida da situação. Kadso esperava que ambos se juntassem contra a garota do clã Senju. Uma rixa que ele não fazia ideia de onde vinha, apesar de saber que os dois clãs sempre foram como água e óleo. Talvez isso tivesse alguma relação. Essa era uma das características dele, analisar aquilo que ocorre a seu redor e então decidir o que fazer. Pensar antes de agir. Contudo, nesse caso, ele se viu em um impasse. "Aliar-se" ao Kadso ou Mai, sendo que de uma forma ou de outra são todos do mesmo time. Não precisou tomar partido de nenhum dos lados. Algo que Mai disse não agradou o pequeno Uchiha e o fez correr para longe dali. Obviamente, Ōkami não entendeu nada. "Nosso primeiro encontro como time está de mal a pior. Preciso tentar arrumar isso." - concluiu consigo mesmo. Ōkami formou o selo de carneiro com mãos e executou um Shunshin no Jutsu para se locomover rapidamente para frente de Kadso. Quando "reapareceu" na frente dele, estava com as mãos no bolso de sua calça e ecanrando o Uchiha com um olhar sério. - Recompanha-se, Kadso. Somos um time daqui para frente. Não vamos nos deixar levar pelas primeiras impressões. Somos shinobis agora, apesar de você estar sem hitaiate. Devemos agir como tal... - disse. Dar uma lição de moral ou tentar ser da voz a razão era algo inédito até para ele mesmo, mas estava apenas tentando criar uma atmosfera mais respirável por ali. Manteve-se na frente do jovem Uchiha e tentaria impedi-lo de fugir caso ele tentasse novamente.
  12. Konohagakure no Sato

    Ōkami recordava vagamente do dia da cerimônia de formatura. Naquele dia, ele e seus pais foram praticamente os primeiros a chegarem e a irem embora também. Comemoram juntos em casa com um almoço especial enquanto a maioria das famílias e genins recém-formados permaneceram no local. Era uma coisa que os três, como membros familiares, tinham em comum: detestar aglomerações. Eram reservados demais ao ponto de ser mais um estilo de vida quase. - Talvez seja mesmo necessário passarmos na academia... - respondia o comentário de Mai, mas interrompeu a sua fala antes de terminar o raciocínio. Um reflexo instintivo fez seu corpo mover-se para baixo, a fim de evitar ser atingido por um objeto que veio das árvores um pouco a frente de onde estava. O bolinho de arroz passou sobre sua cabeça atingindo o chão logo atrás. Ōkami teve a sensação de que Mai não se moveu ao mesmo tempo que ele. Talvez ela tivesse segurado o bolinho ao invés de desviar ou simplesmente não o percebeu a tempo de se mover. O fato é que o jovem Hatake logo ligou uma coisa a outra. Sabia que aquilo só podia ser obra do Uchiha, apesar de não conhecê-lo tão bem, sabia que ele faria algo do gênero. No entanto, esperava ser surpreendido por algo mais chocante, como um genjutsu, e não um bolinho de arroz. Por um breve momento, ele pensou em usar um Shunshin no Jutsu e fios de nylon para tentar amarrar Kadso ao tronco de árvore que estava se escondendo. Desistiu da ideia logo em seguida. - Hey, Kadso, você está atrasado. - disse. Ao terminar a fala, voltou-se para a Senju para ver como ela estava.
  13. Konohagakure no Sato

    Pakkun: Esse cheiro é inconfundível, eu também uso esse shampoo para manter meu pelo macio. - respondeu à Senju. No momento seguinte, o focinho apurado de Pakkun franziu algumas poucas vezes ao captar mais uma característica da garota. E, dessa vez, não se tratava de um odor. Pakkun possuía uma sensibilidade incrível no focinho, mesmo para os padrões caninos. Isso o fazia perceber coisas além de odores ao seu redor. O pequeno pug levantou uma suspeita sobre a garota, mas preferiu não manifestar nada. Afinal, não era de sua conta. "Tem algo de diferente nela e aposto que tem a ver com o sangue que corre em suas veias." - supôs. Pakkun: Bom, acho que agora podem fazer companhia um ao outro. Até... - despediu-se. O pequeno cachorro sumiu envolto a uma cortina de fumaça branca exatamente igual àquela que surgiu quando ele apareceu no quarto de Ōkami. O Genin havia ficado sem graça pela exposição a qual a Senju passou. Ela usava o mesmo shampoo que um cachorro. Tudo bem que Pakkun não era um cachorro comum, mas ainda assim aquilo soava meio inusitado para ele. De todo modo, a situação passou com a retirada de Pakkun do local. Logo em seguida, Mai perguntou sobre o terceiro componente do grupo. - Se não me engano, o nome dele é Kadso. Algo assim... - respondeu. Ao falar sobre ele, Ōkami se lembrou de algumas características. Tal como a idade dele, era um dos mais novos da turma, senão o mais novo. Os dois tiveram pouco contato naquele tempo. Enquanto o Uchiha ficava mais em evidência, o Hatake sempre preferiu a discrição. Afinal, quem não era visto, não era lembrado. E ele sempre preferiu assim. Ōkami percebeu que sua companheira de time pareceu ter se perdido em seus pensamentos por alguns momentos. Pareceu-lhe, inclusive, preocupada com alguma coisa, mas ele preferiu não perguntar. "Um Uchiha tem a tendência em ser bom com Genjutsu, Senju com Ninjutsu... E eu? Em que exatamente poderei agregar à equipe? Talvez meu único diferencial seja a habilidade sensorial do Pakkun, mas ainda assim, é algo dele e não meu. O quão atrás estou desses dois prodígios?" - questionou-se em pensamentos, mas sem tentar transparecer algum tipo de perturbação ou preocupação em sua expressão facial. - É, acho que ele se atrasou um pouco. Você tem ideia de quem será nosso Sensei? - questionou na tentativa de puxar algum assunto.
  14. Konohagakure no Sato

    Ōkami quase perdeu Pakkun de vista. Quando finalmente o alcançou, percebeu que ele estava tendo uma conversa um tanto quanto inusitada com a kunoichi de seu time, a Senju Mai. O jovem Hatake se aproximou lentamente, mas pôde pegar parte do diálogo entre os dois. Pakkun estava visivelmente eufórico com o odor que aparentemente vinha da garota. Pakkun: Esse cheiro, tem muito tempo que não sentia... você também usa o shampoo Verde Floral?!?! - questionou abanando o sua cauda curta. "O-o que está acontecendo aqui??" - pensou Ōkami. - Olá, Mai. Vejo que conheceu o Pakkun... A situação estava tão constrangedora que o jovem Hatake estava coçando a cabeça como um "tique nervoso". Àquela altura faltava apenas a presença do Uchiha.
  15. Konohagakure no Sato

    O ponto de encontro com seu time ficava próximo ao quarteirão residencial onde vivia com seus pais. Tratava-se de uma praça geralmente frequentada por civis. O local era abençoado pelas belas cerejeiras que já começavam a desabrochar naquela estação do ano. O horário marcado pelo trio de Genin's foi bem cedo, justamente na tentativa de se entrosarem melhor, já que a partir dali formariam um time juntos. "É melhor eu sair de casa agora para não atrasar." - pensou consigo mesmo. Da janela de seu quarto, Ōkami podia ver uma parte da praça. Já estava quase pronto para sair de casa. Contudo, antes que o fizesse, foi surpreendido por uma pequena cortina de fumaça branca que surgiu sobre sua poltrona. Apesar da surpresa, o jovem Hatake não se assustou. No fundo, já sabia quem era. Seu fiel companheiro da matilha de Ninken's, o pequeno e característico Pakkun. Assim que a fumaça se dissipou, o pug levantou a simpática patinha de cachorro como um aceno de cumprimento. Pakkun: Bom dia, garoto. - disse. - Pakkun? Bom dia... Aconteceu alguma coisa? - perguntou curioso. Pakkun: Não. Quero dizer, sim. Eu apareci aqui só para te dar um presente já que está prestes a começar sua jornada como shinobi. - esclareceu. O pequeno pug levou ambas as patas dianteiras sobre sua cabeça para remover a bandana tradicional de Konoha. Depois de retirar o acessório, segurou-o com a boca e saltou da poltrona para próximo de Ōkami. Estava presenteando o Genin com a bandana que há muito esteve sobre sua cabeça e o acompanhou por diversas missões e histórias. Era um presente especial e muito simbólico para a relação de amizade entre os dois. Raramente Ōkami permitia que o vissem emocionado, mas naquele momento foi inevitável. Seus olhos se encheram d'água quase que automaticamente. E, claro, Pakkun não poderia perder a oportunidade. Pakkun: Você todo emotivo? Isso sim é uma surpresa... - Obrigado, significa muito para mim. - agradeceu tentando desviar o olhar para qualquer lugar aleatório de seu quarto. Pakkun: Vamos, pegue logo. - disse. Ōkami recolheu a bandana e a amarrou no braço direito. Diferente da sensação que teve na formatura da Academia Ninja, dessa vez, o jovem Hatake realmente sentiu que deu seu primeiro passo como shinobi. E já estava quase dando a hora de dar o segundo passo, conhecer melhor seus dois companheiros de time, um Uchiha e uma Senju. Dois grandes nomes que faziam Ōkami frequentemente se perguntar o motivo de estar ali entre eles. Afinal, geralmente os times são formados com algum critério lógico. Ou era o que pensava pelo menos. Finalmente pronto, o Genin saltou pela janela do quarto para a rua. Pakkun o seguiu, estava com bastante tempo livre ou talvez apenas quisesse ficar perto de Ōkami. Chegaram ao local de encontro em poucos passos. Não havia ninguém ali, além deles. Estavam adiantados ou talvez os outros integrantes estivessem atrasados. No entanto, a calmaria do local cessou com uma reação estranha que Pakkun teve. Pakkun: Esse cheiro, seria o...? O pequeno canino saiu em disparada para o outro lado da praça. Sem entender absolutamente nada, Ōkami o seguiu.