Geu

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  1. Póesia Poesia do Geu

    Extended Play Colina The mother of exiles The mothers of invention Of the wind My mind Is blowind Wind Vento Exílio e lamento Uma colina pra correr bem adiante, mas também atrás de mim Uma colina pra descer, mas pra subir também, e pra ficar parado De braço aberto, deitado, à contemplar as coisas passando Comigo e por aí Vontade de partir De viver Clima Ás vezes chove, ás vezes tá escuro demais pra eu perceber A noite me deixa ébrio, e enevoado A névoa vem escapando de mim, por todos os poros Hocus Pocus Pelo bafo de Halls,- hálito Tem acontecido bastante coisas E eu fico olhando, e parece que eu tô sentado na arquibancada e o jogo já acabou E está tudo bem Eu olho pro céu alto e distante, e azul claro, e o sol é presente mas não é forte Pura sorte Mas parece que toda manhã é assim Música Uma faixa, e outra, gravadas numa fita cassete, vou por no carro do meu pai pra tocar, mais tarde Agora é de manhã E amanhã há outra, mas não há mais a de agora Peguei a bicicleta e fui-me embora, á pedalo lento, á pedalo veloz Ruas, e casas, vizinhos, lembranças passadas, histórias de baixo nível Que ninguém dá a mínima Mas que são as melhores de ler; Uma faixa preta Na cintura, uma faixa branca na cabeça Manchada de sangue transparente E eu tenho sangrado muito ultimamente Tem chovido muito dentro de mim, e às vezes é frio, e ás vezes é casamento de viúva Zero Chá de boldo, um saquinho preto mergulhado num rio marrom cheio de reflexos Pendendo duma cordinha branca ordinária E tem restos vegetais dentro de um saquinho de papel E a xícara é branca E o que isso importa? O gosto é indescritível Corrida Não me sinto mais atrás de ninguém Vejo todos ao meu redor, e já não sei para onde eu quero ir Já não sei onde podemos ir hoje a noite E ás vezes parece mesmo que ninguém iria a lugar algum comigo Quem sabe eu não tenho que ir andando sozinho agora Ou quem sabe eu já não estava vindo lá de trás Mas quando olho agora há tanto que ficou, há tanto que passou de lado Desapercebido Há tanto tempo sumindo, E parece que estamos sempre esperando Enquanto corremos Quarto Mar Room My room In my mind In the air In the middle Tinky-Winky Ou seja lá o quê Tenho estado de bem comigo mesmo, Mesmo que não pareça Que eu não apareça mais Que eu não esteja tão desesperado por aparecer Vou mesmo é ir sumindo, Mas ir E como vou indo Voo Acampamento Há uma certa floresta de pinheiros altos E há um boné de caçador numa cabana de pinho, bom acabamento, verniz Quis andar por estas bandas ultimamente, e cá estou Mas o caminho é difícil de acertar e ás vezes eu me perco Mas cá estou eu aqui, de boné na mão, arrumando o cabelo e eu coloco o meu boné azul marinho E eu não sei o que estou caçando, mas vou caçar
  2. Minha gata é um cão

  3. Clássico: Naruto vs OP

    Naruto fodace
  4. Gostei desse canal do youtube

    É um canal de OP na verdade, conheço a bastante tempo, de um tempo pra cá que ele começou com os vídeos de HxH, bem daora o trampo do cara. Melhor que o carinha do all blue tendo orgasmo e gritando oda gênio pra qualquer risco num quadro do mangá. Mas eu curto o cra do all blue tbm, gente boa.
  5. Minha gata é um cão

    É porque ela não é uma gata comum, ela não é nem uma gata pra falar a verdade, esses são uns protótipos de robô que o governo tá colocando nas casas das famílias brasileiras pra comer o cu de quem tá lendo.
  6. Exato kkk, eu achei bem interessante essas ilustrações, se bem me lembro tem ilustrações internas - pesquisei e tem sim - também no decorrer das páginas, de um artista brasileiro, o estilo é bem único e ele também faz as ilustrações da edição de O Alienista. A Amazon tá com umas versões exclusivas bem interessantes, tem do livro anterior aqui do ressacas também, A Metamorfose, do Kafka. Sim, nossa literatura é bastante rica tanto em prosa quanto em poesia e é uma boa explorar mais ela.
  7. (Capa da edição da Amazon que eu vi em um vídeo do Quadro em Branco e me atraiu a ler esse título) Título: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Autor: Machado de Assis. Publicação: 1881. Editora: Originalmente publicado em formato de folhetim pela Revista Brasileira, e posteriormente pela primeira vez em formato de livro pela Tipografia Nacional. A edição que eu li foi a da Nova Aguilar. Nacionalidade: Brasileira. Idioma: Português. Sinopse O livro narra a história do aristocrata Brás Cubas que acabou de morrer e está, agora no outro plano, escrevendo as suas memórias, por isso são póstumas. Passamos daí então a revisitar os capítulos da vida de Brás e acompanhar suas desventuras e escolhas, as perdas e os caminhos por onde ele tinha trilhado sua vida até retornamos ao ponto inicial, o fim. Minha opinião Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) marca a chegada do Realismo na obra de Machado como também na literatura brasileira como um todo. Forma a chamada trilogia realista juntamente com as obras posteriores Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899), onde o personagem Quincas chega mesmo à aparecer e participar da história desse primeiro livro. E falando do livro em si, a coisa que mais chama a atenção é a narrativa do Machado que se usa constantemente da metalinguagem referindo-se ao formato dos próprios capítulos, brincando com o formato deles de variados modos, e a consciência do eu lirico do próprio livro, a quebra da quarta parede também é constante e isso nos apresenta uma leitura muito moderna, a despeito de ser uma obra antiga e de assim conter um português mais arcaico, que ainda assim é uma delícia de ler, tem uma narrativa muito boa. Falando em narrativa, as viradas da história são fantásticas. A proposta do livro de um defunto escrevendo suas memórias após a sua morte e refletindo toda a sua vida, começa de uma maneira muito diferente narrando seus últimos dias, - então começamos já pelo final do livro. Vemos seu próprio enterro e até mesmo sua visão psicodélica do outro plano, para depois seguir as fases primeiras da vida: nascimento, infância, a juventude e os amores, as ambições políticas da vida adulta, as desilusões e erros do personagem, etc. É essa a marca mesmo do realismo, de trazer uma história mais próxima do real que não foge aos pesos da vida, e das escolhas, e nem esconde os defeitos dos personagens. O Brás, ao qual acompanhamos os pensamentos e a história, é muitas vezes mesquinho, arrogante, egoísta, até mesmo quando faz boas ações há ali uma vontade egoística de se sentir bem ou de se sentir um homem mais elevado, ao mesmo tempo que podemos odiar Brás, vemos um relato sincero de si mesmo, onde por vezes o próprio chega até a narrar que fez tal coisa admitindo sua atitude reprovável ou por qual sentimento foi movido, é um retrato fiel, real, da vida completa do personagem principal, e é difícil não refletir em nossa própria trajetória adotando um olhar como esse, também somos muitas vezes como o Brás. Ainda a falar da narrativa, Machado realmente sabe desenrolar uma história e levar uma história que você pode supor ser limitada a certos limites de um “slice of life” mas que acaba por nos levar a capítulos muito diversificados tematicamente, você vai ter uma abordagem filosófica aqui, psicológica ali, capítulos que giram em torno de reflexões metafóricas sobre uma simples borboleta por exemplo, e capítulos que estabelecem a história real em si, as relações e desventuras. Por último, é interessante ressaltar que o Machado era um escritor negro, que sofreu historicamente um processo de embranquecimento e só recentemente tivemos o resgate de sua herança que tentaram apagar. Esse livro em específico, narra não só um aristocrata branco, como um rol de aristocratas brancos com escravos, o próprio Brás Cubas tem o pensamento da época sobre a escravidão, chegando mesmo a agredir e a fazer juízos de valor sobre seu criado e sua condição, inclusive desde quando era criança onde, em certa passagem, chega a quebrar a cabeça de uma criada negra e judiar do seu criado, ainda criança, açoitando-o enquanto montava nele como um cavalinho. A verdade é que o Machado faz um retrato da aristocracia branca da época e satiriza com sua ironia muito singular e afiada essa realidade. Possa parecer a um leitor desatento que descobre que o Machado fora negro que era ali um escritor negro escrevendo uma história de brancos, típica de um escritor branco da época que não via com maus olhos a escravidão ou que ainda detinha pensamentos de superioridade racial, moldado pela sua própria época (Machado já nasceu livre, mas seus avós sofreram ainda a época da escravidão), mas tudo está nas entrelinhas, e as entrelinhas são essenciais para ler Machado. Foi meu primeiro livro do autor lido de maneira consciente e com mais maturidade. A bem da verdade eu estudei toda minha vida em escola pública e o contato com as obras da literatura brasileira clássica que deveriam compor a formação de cada um de nós não é bem uma realidade no ensino das escolas públicas e das camadas mais carentes, é um contato muito superficial, quando não acaba sendo um não contato. Passagens do Livro “Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.” - CAPÍTULO XXl / O Almocreve - recomendo esse capítulo inteiro, é genial. “Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! que desabafo! que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitarse, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.’’ “Mas é isso mesmo que nos faz senhores da Terra, é esse poder de restaurar o passado, para tocar a instabilidade das nossas impressões e a vaidade dos nossos afetos. Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.’’ “Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da Terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar.” “Calou-se, profundamente abatido, com os olhos no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O senhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pediu-me que não referisse a ninguém o que se passara entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara nada. Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia. Lobo Neves recebeuos com alegria, a princípio um tanto postiça, mas logo depois natural. No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava, chasqueava, e ria, e riam todos.” “Vê agora a neutralidade deste globo, que nos leva, através dos espaços, como uma lancha de náufragos, que vai dar à costa: dorme hoje um casal de virtudes no mesmo espaço de chão que sofreu um casal de pecados. Amanhã pode lá dormir um eclesiástico, depois um assassino, depois um ferreiro, depois um poeta, e todos abençoarão esse canto de Terra, que lhes deu algumas ilusões.” “Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade.” - Tem várias outras, mas aí vocês terão que ler. Eu Já coloquei trechos demais até. ________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Então pessoal vamos participar do evento, é super simples de fazer e dá pra aliar uma leitura que estejam fazendo agora ou um livro fresco na memória a um exercício de escrita, expressar um pouco nossas opiniões e contribuir pro fórum com uma discussão sobre livros que sempre é bem interessante. Comentem, e obrigado pela atenção.
  8. Farei o próximo. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Já posso postar inclusive.
  9. Póesia Poesia do Geu

    Moça Doce dama do mar Me diga que vamos nos ver de novo Me fale quando vamos nos ver de novo Me fale de novo Só fale Eu sinto falta do seu falar, do nosso papeado Da nossa glosa Dama do mar, que tanto encheu de alegria minha prosa Que tanto me fez prosar prosa jocosa Perder a compostura Ao lado de uma cadeirola de praia, que imagino eu ter tiras verdes e brancas Ao lado de um guarda-sol, da mesma cor? Ou só branco Eu sinto o cheiro do mar, o gosto de sal e a maresia As ondas que vão, que vem, e areia, meu bem, enchendo os espaços entre os dedos das mãos Estamos no chão, à conversar, e nunca há conversa melhor E eu te vejo sorrir, e eu sei coisas a seu respeito, mas não te vejo direito na minha memória Sei que sua tia fora uma chata, e que você lidava tão bem com as palavras, escrevia tão docemente, muito embora eu só lamente não ser eterna como seus dizeres Como seu falar, como o ar, entorno de você, em torno de nós, eu senti É minha memória mais feliz, e sinto que eu ainda não vivi ela E sempre que lembro de você, me sinto de novo no mar, na praia E quando eu fui, é realmente parecido com o que você me descreveu, e depois daquilo também fui ao cinema, gastei muitas primeiras vezes, enfrentei tantos dilemas Mas ainda me pergunto, que sentimento estranho é esse, e como ele queda e jaz aqui guardado debaixo desse guarda-sol, debaixo do seu sorriso, e do seu falar, do seu ar Às vezes me pego vendo o céu avermelhado, laranja, vendo os contornos todos pretos, a sombra que paira e emudece as construções Vejo a torre de rádio, negra como uma torre de conto de fadas, em riste e a distância; lembro como uma doce lembrança da capital É em Brasília que você mora agora? Ou já se foi daí também meu bem? Se foi à fora do país? Se foi afora a outros ares? Outros patamares do viver? E penso, se não tiveres tido melhor sorte, que Deus te livre ter conhecido a morte Viverás ainda eternamente em mim E se não se foi, ainda se foi pra mim, e quedo eu ainda assim combalido Me vejo corrido, desesperado, com o coração a saltar e bater às portas do peito, me vejo sem eito, e meio sem jeito Percebo que não é mais sobre o tempo, é um outro estar Uma coisa que se esgueira pela minha realidade, que se agarra aos meus sentidos fraquinho E eu te vejo, tão linda, tão em paz E eu sinto o cheiro do mar, e eu toco a areia do chão Provo o gosto do sal, e ouço sua conversa atento E ouço como recordo, aquilo que sempre disse, e ouço tantas outras histórias que agora me contas, tanto tristes quanto felizes Ah, e quem me dera houvesse um livro sobre você, de capa branca e com chuviscos, pontinhos em preto, com a lombada verde claro sorvete, e o título escrito com linhas finas e enroladas Quem me dera houvesse uma carta, vinda do mar, dentro de uma garrafa de uísque, de run? Run for your life, run for the life Que não fosse carta, que fosse mapa E que no X você estivesse lá de novo, Moça, o moço cansou de falar, me deixe só lembrar, Sei que é memória pouca, pequena. Mas é memória imortal. Continua Convencionei comigo mesmo ver a ruiva do mar outra vez E é bem verdade que não te vi de manhã, muito menos à tarde Muito menos no mar Te vi de noite, como chama no escuro E como um vaga lumes fui vagando no seu eito, voejando em seu redor, ao derredor todo sorrisos, e quando fui até você não tinha vidro nenhum em que eu batesse o rosto, posto que não era chama de candeeira, chama de lamparina Era chama, chama livre, mulher forte, encanto meu E como um vaga lumes no meio das chamas logo fui extirpado E nos seus braços você pegou minha essência, e o seu beijo me beijou bem fundo e dissipou toda a fábula Todo o conto de fadas, e você sabia que era hora, e que era tempo E que podia o ponteiro do relógio bater meia noite, uma, duas, três da madrugada Que não acontecia nada Além de nossos beijos, nossos afagos, nossos rasgos e mordidas Nossa chama atiçada, nossa expressão de vida E que vida! e que noite in the time!
  10. Póesia Poesia do Geu

    A luz interior Tudo o que eu sou tem passado por mim como um passe de mágica E vai vertendo, vai caindo, vou caindo de mim mesmo como uma cachoeira Derretendo, desfazendo como areia Voltando ao pó, por blocos, bloco a bloco, brick, bloc, crack Vão se criando montanhas? Aonde eu vou caindo? Me pareceu ver desfiladeiros, de relance Montes altos, naturais, mesmo que livres de muitas árvores, mas perto dos ares, e da aguá O ar cheio de água enche meus pulmões, mas há mais Tem um círculo azul escuro, ou claro, como o fogo, inscrições Na palma das minhas mãos, fecho as juntas no meu rosto, cobrindo meus olhos Vejo o escuro, porque abri os olhos nesse espaço, e vejo o círculo mágico Na minha frente, na minha mente, na minha memória É tudo o que eu fui, é tudo que eu sou e tudo afora Que há, pra mim, que há de possibilidade, de caminhos Vou me meio sem destino, ao meu destino Amigo do acaso, ou fecho os olhos ao que vêm me acontecendo ultimamente Tento não sentir, tenho estado meio dormente Dormindo Fingindo tão bem, encenando tão bem essa peça de teatro Às vezes tenho agido feito um rato E isso não é poético(?) É realista Um animal encantado com a engenhosidade de suas próprias dificuldades Amedrontado com sua própria montanha, que tem de escalar Mas nem sempre fui rato, nem sempre fui outra coisa Minha vida toda tem passado por mim Como uma explosão de constelações, e eu pareço mesmo gostar de estrelas Ou do pó estrelado, brilhante, cintilante E na verdade não é diferente do pó que está nas estantes, que cobre os livros Não é diferente do pó que cobre a terra, que voeja como vento Não é diferente do pó que escorre pelo rosto, pelo peito, ao redor dos olhos Que desprende de nós E parece difícil que haja magia, numa tragédia Num acovardamento, mas tenho visto essa caverna de cristais Esse som retumbante, fala com eles, fala comigo E são azuis claro vívido, vívidos, a queimar tudo que há de essência Há queimar sua vida, combustão espontânea, espontânea, natural E as cores sempre estiveram por lá na memória, e nas minhas bochechas E têm chovido esse dias, tem outros que tem estado nublado Estou triste em alguns deles, e nem em todos estou acordado Tenho apanhado, tenho sofrido Mas vejo meu cabelo crescendo, se arrastando pelo coro cabeludo Se esgueirando ao redor do meu rosto, como rabiscos, como um monturo De tentativas(?) Idas e vidas Passadas, vidas futuras, projetos de ser Pessoas por ver, pessoas que vi, que quero voltar a ver E o bigode tem dado as mãos a massa que emoldura meu queixo, como a mão de Deus tocando sua criação, com um esforço, de um ocorrido raro, mágico Tenho imaginado coisas diferentes, têm brotado todo tipo de rosas na minha mente Tenho andado por um jardim e estou cultivando, tentando cultivar, qualquer coisa, qualquer pretexto Tenho falado comigo mesmo, monólogos(?) Diálogos(!) Têm se passado tanta coisa, e o tempo parece que não passa, Tenho sido motivo de pirraça Tenho perdido a fé Mas minha vida toda tem passado por mim esses dias, e todos os eu's, e eu agora Estamos conversando, tenho visto meus primeiros projetos E vêm tudo passando por mim e parece que vêm tudo ficando, quiçá sempre tenham ficado E eu não percebia Acordei um dia, e esse dia foi hoje Por que esse dia vai passar logo mais, corrido, tangido E não me parece muito provável que a vida se vire de uma hora pra outra como poucas vezes temos visto Se anseia por isso Mas ... É ... Eu tenho juntado tudo dentro de mim E agora, sempre que fecho os olhos, vejo essa chama branca Essa chama azul clara, como a própria luz Uma (A) luz interior em meio a toda a escuridão do meu ser E não sejamos hipócritas, nem sejamos incrédulos Sejamos nós Que amarram tantas pontas de cordas soltas, e deixam outras tantas soltas Despreocupadas E montam uma tapeçaria tal, tenho observado ela, vou vendo, depois de parar de olhar apenas para um ponto fixo Fixei esse problema Agora eu estou numa cabana de madeira, num templo de madeira, bem aberto Um teto, vigas, um chão, como um tatame, a frente tem um desfiladeiro, estou numa montanha muita alta, no cume(?) E atrás um floresta instigante, que eleva o coração de todos os homens e me atiça a curiosidade Sobre mim mesmo E parece que há algum sino, de não só uma cultura, há peças de bronze de metal, prata Algum toque de linho, cortinas, ou sedas que pendem do teto, que parece bem alto, que não sei até onde vai Mas na minha frente tem minha tapeçaria, que a venho produzindo E aos meus pés, onde estava sentado a fazendo, e meditando Tem materiais de feitura E eu a tenho contemplado, e fico contemplando E eu sou a tapeçaria
  11. Póesia Poesia do Geu

    Sílaba Sei É Pois é Que amar Que toda hora, ora é sobre o mar ou amor Por favor Continue Diga Cave fundo esse sentimento seu, e essa sua ideia de ser, de vir a ser Vejo o tempo passando no meu rosto, no espelho É na verdade um retrato, e essa moldura já tem visto tantas transformações O espelho aqui de casa tem dos quatro lados um encarte vitoriano antigo, mas eu só penso no futuro, e no agora Tá tudo parado Está Isso mesmo Ente A chuva vai caindo retinente, rente a gente, rente ao chão, rente,rente,rente, tente, mente, insistente, mente a mente, a mente sente quente, a gente sente toda espécie de orgasmo, rasfo,asgo,masgo,tasgo, trago outro afago, mago moribundo, vindo de’outro mundo, pundo, mundo is fundo,rundo, ruído vindo, todo-lado, ah!, aahhhhhhhhhhhhh!, gloooaaaaaaaabbbbabababababaabaaaababababababa... A nau Magia! Is gia Weberrrrr De aranha Wriiiic tic-tic-tic-tic À tilintar sob as nossas cabeças, sob as velas esquecidas de alguma nau abandonada? Fantasmagórica Agora eufórica Estou nua sob os lençóis anormais do meu quarto, na minha cama nua descobrindo minha vergonha toda, caminhando em mim com os dedos É segredo? Nenhum Que o barco não é abandonado Habitado do jeito que é, vosmicê assim me inqueres? Que espécie de estupido eres? - Me queres, sei que queres, ou quero eu Eros, hero, hera Venenosa, asfixia erótica Ouvi falar... E que prazer há? Há aqui, agora Poc-Poc Pulou a rã, aham, aham, assim! Pulou na janela, e ela é redonda, e tem uma cruz à cortar a paisagem do mar, das beiradas da terra, às quedas do universo Verso a verso e a ação se desenrola, e eu me desenrolo, e rolo, louca Viro, pulo, mordo a boca, suja de batom, tom amora Ora bolas Vai lá fora ver o que há! Que há tanta gente correndo apressada de um lado a outro da nau, com que aval? Que alvará? Ahh, a liberdade, que não seja só a deles! Meros seres todos nós, pena não cantarmos em uma só voz Só os fantasmas emitem os mesmos ruídos em uníssono Aaaaaaaaahhhhhh Aaaaaaaaaaahhhhhhhhh Ah,ah,ah,ah,ah,ah,ah,ahhhhhhhhhhhhhhh!!!
  12. Lendo atualmente

    Pois é, tô com vontade de começar mas fico adiando kkk
  13. Lendo atualmente

    O último livro que li foi "O Futuro de uma Ilusão" do Freud, tem 2 dias. Vou iniciar Memórias Póstumas por esses dias, enquanto GOT tá em suspenso aí, li o primeiro livro ano passado e tava pra começar o segundo, ganhei a coleção completa do Sherlock também e ainda não comecei.
  14. Póesia Poesia do Geu

    Vou dar uma olhada sim, valeu amigo.
  15. Seus mangás favoritos

    Não bem meu Ranking, mas o ranking das obras que eu li completas, a partir do momento que eu resolvi listar e rankear. 1 - Oyasumi Punpun 2 - Vagabond 3 - Naruto 4 - 20 Century Boys 5 - Hunter x Hunter 6 - Slam Dunk 7 - Aku no Hana 8 - Saint Seya Oyasumi Punpun é sem dúvidas o melhor mangá que eu li, parafraseando uma fala de uma de suas personagens, que eu suspeito que foi usada como veículo para fazer uma metalinguagem da própria obra, é uma obra que não quer expor temas tristes apenas para fazer uma história de drama, mas pra incomodar o leitor à olhar pra sua própria vida e tomar uma atitude. Construção de personagem fenomenal do Asano, drama, as mensagens, a narrativa, tudo perfeito. Vagabond é o mangá com a arte mais linda e tem uma ótima história também, sobretudo com mensagens e reflexões muito acertadas, é um mangá que usa muito da contemplação pra passar todo aquele clima bucólico da vida no japão feudal, Musashi é um aprendiz da vida e um homem que está sempre em contato com o natural e sempre observando a vida e o sentido das coisas, é um clima muito único ler Vagabond, as batalhas são épicas e o senso de movimentação das páginas perfeito. Naruto é minha obra favorita, nada me fez gostar mais de mangás, animes e afins que Naruto, tem um universo fantástico, ponto alto pros personagens, pras lutas, pro lado estratégico e pras mensagens, mesmo sendo um shonen e não fugindo aos temas clichês de shonen tem em seus temas principais como o racismo, preconceito, a necessidade de aceitação, os laços, os prolemas de ódio do mundo ninja, os dilemas dos sujeitos nesse mundo, temas mais aprofundados. A história também era muito boa, mas é uma obra que se perdeu em toda sua parte 2(shippudem), desde o inicio ali algumas partes vitais pra obra já estavam afetadas, e no final foi aquele desastre. 20 boys por enquanto foi a única obra completa do Urasawa que eu li, tinha começado Monster mas enjoei de mangás dei um bom tempo e quando voltei acabei lendo outras obras. Tem ótimos personagens, adoro o traço do autor, e o ponto alto é o clima investigativo e de suspense, reviravoltas o tempo todo, a construção do mistério e tudo o mais. É muito bom, mas o final meio que se perdeu sinceramente, há claramente uma esticada no mangá, chega uma hora que a brincadeira de fulano é o Amigo, ah não mas na verdade é ciclano, satura e quem lê vai perceber esse momento na obra, lembro de ter algum problema com o final também, e com a falta de um sentido maior pra amarrar toda a história, é claro que há mensagens no decorrer do caminho, mas no fim parece que foi tudo um exercício de desenrolar um mistério e ver até onde ele ia. HxH é fantástico, estratégia, o universo embora pouco explorado até agora, são poucas lutas mas são ótimas, muitas vezes até esses momentos de luta são substituídos por outras formas de termos ação no mangá(como as provas e o jogo de queimada em Greed Island), a parte das mensagens sobretudo quando temos a ginada do arco quimera ants é fenomenal, muita informação enfim. O fandom é chato pra caralho, e elevam o mangá, pra mim é overrated, não quer dizer que não seja muito bom, mas há claramente um delírio coletivo quanto a qualidade da obra, e cegueira quanto aos pontos fracos. Slam Dunk, segunda obra do Takehiko que li e o que eu posso dizer? É ótimo, é um exagero você abrir um site como o myanimelist e ver na aba mangás ele no top 10? Pode ser, tem gente que endeusa clássicos sem nem ao menos tê-los lido e sem dúvida um agregador de notas não é parâmetro para nada. É em essência um mangá de esporte com as mesmas convenções que se tem no gênero, acredito que muitas ele mesmo instituiu e isso é um ponto, como um mangá de esporte é excelente pode muito bem ser o melhor, no todo ainda é um ótimo mangá. O ponto alto é a arte e a sensação de movimento, a tensão nas partidas, realmente faz a diferença para um mangá do gênero, inclusive tem um volume ai mais pro final da obra que trata de um jogo tenso pra caralho e você lê o volume todo correndo, é como a tensão de uma partida MESMO. As mensagens da obra também são ótimas, principalmente a que amarra o final. Final esse que quebra qualquer convenção do gênero. Tem comédia também e funciona bem. Aku no Hana eu li todo, é confuso, tem um terror psicológico, uma sensação de incomodo, mas tem momento de reflexão e mensagens, é estranhamente uma história que vale a pena ler. E eu cansei de falar sobre cada escolha. Assisti CDZ na infância, blz, mas ganhei de presente de um amigo um coleção velha da Conrad que ele não queria mais e bem fui lá ler e pude analisar bem a obra, que é datada pra caralho, é legal vê as diferenças da versão original da história, algo que dá pra destacar em CDZ é seu clima mais "dark" em relação a DBZ por exemplo, e você vê isso em elementos como o golpe fantasma de fênix, a jornada pra restaurar as armaduras nas montanhas com o Mu, a casa do máscara da morte, o Hades e etc... Então visualmente e tematicamente é algo bem interessante pra obra, que é super rasa e datada. Li um ou outro mangá fora desses que não completei ou que ainda está saindo, Toriko por exemplo li grande parte mas não conclui a leitura, Yu-Gi Oh foi outro, mas ai só coloquei as que li de cabo a rabo, OP é o único mangá que acompanho mas não li todo por mangá o meio eu vi apenas o anime, e o mangá só peguei mesmo dos atuais, que na minha época era o começo de Dressrosa, que posteriormente eu reli de uma sentada, então desde ali eu leio o mangá, e li East Blue porque comprei os volumes e queria ler o resto em físico, depois desisti de completar a coleção kkk Outras obras foi só por anime como FullMetal que eu vi as duas versões várias vezes já por exemplo, Dn tbm e por ai vai