ryu-ryu

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  1. [Missão Rank-C] Vulcão

    O que a sensei disse perante a minha resposta à pergunta anterior dela a principio foi tão confusa para mim quanto essa frase que elaborei agora, mas eu sentia que eventualmente eu iria entender ela perfeitamente. Eu podia sentir que a Dobei era uma pessoa boa que se importava com os outros, digo, pelo menos comigo e todo o meu azar, mas infelizmente quanto a isso não tinha nada o que se fazer. O azar havia grudado em mim de uma forma que até a cor natural do meu cabelo mudou, eu já havia aceitado que iria viver com ela até o dia da minha morte. - Assim fica difícil, Sensei... Sem nenhum item de sorte com a gente teremos que contar apenas com a minha tatuagem da sorte... E desde que eu a fiz eu sinto que só marquei uma palavra aleatória no rosto porque não tive aumento algum de sorte... – Reclamei com a mulher dobrando os braços rapidamente, entrando e ao mesmo tempo saindo de um estado pensativo conforme continuávamos a caminhar. A movimentação estranha dos moradores daquela vila continuava como se estivessem prevendo uma tempestade que estava para vir. Aquilo com certeza era estranho e, se realmente estivessem agindo por medo de algo que estava por vir, eu não diria que estou muito afim de descobrir o motivo daquele medo. Não era possível que meros bandidos deixassem aquele povo assim, né? Apesar de tudo deve ter um ou dois ninjas naquelas bandas que se garantem em batalha, então não teriam porque temer tanto... Mas fora perdido em pensamentos que, pego de surpresa, recebi um abraço da sensei. A minha surpresa para aquela ação fora tanta que, de imediato, tudo o que eu fiz foi permanecer imóvel como se fosse um gatinho filhote sendo pego pela gata mãe que o iria levar para casa. A sensei sequer precisava por a mão na minha boca naquela situação, eu no máximo teria miado baixinho aceitando a carona, e no fim foi isso que aconteceu. Mal havia entendido a situação e ainda recebi um agradecimento tão sincero que eu não era loco de duvidar do que havia ouvido e por fim, quando dei por mim, estávamos quase fora da cidade com todos do time reunidos novamente. À medida que Hakuryuu falava, eu ficava em um misto de olhar para a sensei e para a Kana-chan, pensando em tudo o que havia acontecido. As perguntas feitas em relação a agir ou não me fizeram pensar melhor na possibilidade de eu, um dia, realmente ter que agir para defender alguém que sempre me defendeu dos garotos brigões que vinham tirar sarro do meu azar e do meu cabelo verde. A Kana era a garota mais forte que eu conhecia, mais até que muitos garotos e sem sombra de duvidas mais forte do que eu, e ainda assim eu teria que defende-la? Quase impossível, eu não via uma situação assim acontecendo nunca. Quando a garota em questão começou a falar, e a falar muito que por sinal era uma característica dela de quanto estava irritada – coisa que acontece na grande maioria das vezes –, eu fui pego de volta dos meus pensamentos. Aquela ainda não era a hora de pensar tanto assim, estávamos no meio de uma missão; E uma missão Rank C! Dando dois tapinhas no meu rosto, voltei a prestar atenção ao meu redor. Se normalmente eu já costumava ter azar com tudo, avoado então eu iria acabar desfalcando o time mais rápido do que imaginava. - Eu posso usar jutsus de terra! – Disse confiante dando a minha contribuição para aquele momento estratégico de troca de informações. Após toda a adrenalina passar, as emoções de ter sido abraçado por uma mulher madura naquela altura do campeonato vieram à tona e meu rosto imediatamente corou em um misto de irritação também. O que foi aquilo?! Sensei?! Esse tipo de relação entre aluno-professor é permitido porque estamos no mundo shinobi?! Não, não, não! S-Sem falar que o meu coração já batia rápido daquele jeito por outra... Agora, pela sensei também?! E se ela engravidar por causa daquele abraço?!?!?! Eu vou ter que me responsabilizar?! Se acalma, Naraka. Você tem azar, aquilo não foi nada além de uma estratégia para não ser percebido pelo inimigo. - Mas... E se... N-Não... Argh... – Resmungando para mim mesmo, me forçaria a voltar a prestar atenção no que diziam perante a missão, visualmente fracassando por não conseguir pensar em outra coisa no momento.
  2. [Loser's Town] Segunda Dose

    Conforme meu kouhai contava quem era o tal do Boggart e o que ele fez, meu sangue começava a ferver. Não só pelo fato dele ter a capacidade de ser um dos melhores estudantes da escola e ainda assim a preferiu trair para se tornar um delinquente, mas também pelo fato de ter feito meus amigos de idiotas ao enganarem eles. Se o Ye Xiu e a Yumi perspicazes do jeito que são foram enganados, aquele cara era, desde o começo, era apenas um delinquente infiltrado no meio de uma escola pura e séria e isso era imperdoável. A minha vontade era de eu mesmo lidar com esse traidor, mas os sentimentos e a determinação que meu kouhai passou ao dizer que ele mesmo faria isso fora mais do que o suficiente para me fazer mudar de ideia. Que tipo de senpai eu seria se o impedisse de vencer aquela luta e conseguir a sua honra como lutador e principalmente de estudante de volta? - Vai lá e mostra pra ele quem você é, Ye Xiu. Eu não irei impedir que você lute contra ele, pelo contrário. Irei explodir todos os delinquentes desgraçados que ousarem o impedir de conseguir a sua honra de volta. – Disse para o rapaz tocando seu ombro, mostrando que eu confiava nele. Assim que a conversa terminou e os objetivos foram atualizados, nos separamos da Stella e fomos de encontro ao último boss da ilha para por um fim naquela guerra que já era de nossa vitória. Não demorou muito para chegarmos em uma parte da ilha onde era proibido o uso de armas provavelmente devido ao comércio, mas não era mais o caso. Naquele momento, aquela ilha não era nada mais do que um campo de guerra – e, na nossa frente, o inimigo nos aguardava. - É claro que iria aparecer um mini-boss antes do confronto final só pra tirar mais HP da PT... – Disse saindo um pouco do personagem ao ver aquela cena como a de um RPG, jogo o qual eu normalmente evitaria de me envolver já que desviaria o foco dos estudos. Em uma chuva de provocações e pequenas revelações, a que mais me surpreendeu fora ver a Yumi tomando a frente e guiando os nossos estudantes após dois deles terem se sacrificado para nos mostrar o efeito especial da espada do tal do Boggart. Abri um sorriso confiante no rosto ao ver o quanto a garota medrosa que se escondia atrás de pedras e caixas que eu conheci lá no começo havia evoluído e se tornado confiante em si mesmo, ao ponto até de provocar o inimigo de volta, sendo assim impossível de não ficar empolgado com a luta que estava para começar. - Como eu disse antes, Ye Xiu, vá conseguir a cabeça daquele delinquente maldito para a nossa escola. Mas antes... – Respondi a yumi falando para o garoto dando alguns passos à frente naquela cena. Pisando forte no chão propositalmente para chamar a atenção não só dos nossos estudantes como dos delinquentes para mim, buscaria arrancar um pedaço grande do solo, coisa de 20 metros no mínimo, inflando-o durante o processo de levantá-lo sobre a minha própria cabeça. Assim que fizesse isso, acreditando que todos estivessem me olhando e respeitando a lendária preparação de ataque grande onde ninguém ataca para impedir que acontecesse, a lançaria na direção dos delinquentes. - PREPAREM-SE, MALDITOS DELINQUENTES! TODOS VOCÊS HOJES IRÃO DIRETO PARA A DETENÇÃO! – Bradei sacando minhas tonfas logo em seguida, ativando o PdD nelas e nos meus braços. Assim que a pedra explodisse fosse em cima dos delinquentes ou antes de cair sobre eles, eu já teria alcançado a animação que eu buscava para dar inicio ao combate. Mostrar para os nossos estudantes que haviam coisas sem sentido do nosso lado também era a melhor forma de trazê-los de volta a realidade e não deixar que lutassem com medo de morrer. Os gêmeos que estavam com o Boggart pareciam que iriam fugir a qualquer momento, mas a mulher que tinha uma aura estranha com certeza não – e eu sentia que ela era extremamente perigosa. - Então os delinquentes possuem até alguém como você com eles... Alguém que, pela expressão vazia, olhos cheios de arrependimento e a aura completamente sombria... Repetiu de ano três vezes... – Disse buscando provocá-la para ver qual era a dela, mantendo a guarda alta pronto para me defender de algum possível ataque. Além de animar nossos estudantes, separar o alvo do meu kouhai dos outros para que ele tivesse uma luta justa era o meu objetivo também com aquela explosão. Por saber que era completamente impossível os delinquentes manterem algo como “justo” em uma luta, eu iria trabalhar ali para me livrar dos reais problemas que pudessem tentar ajudar o tal do Boggart na surra que ele estava prestes a levar do meu kouhai – independente se fosse uma repetente ou não.
  3. L’odi lluita amb la lujuria

    O mundo humano era, com certeza, um lugar com muito barulho e chamativo. Não importava para que canto eu olhasse, lá teria algum letreiro brilhante ou música animada com vozes de pessoas aparentemente se divertindo. Aquilo tudo com certeza me incomodava, quem eles achavam que eram para ficar incomodando os outros daquele jeito? Se eu fosse um pouco mais forte eu teria a certeza de acabar com toda aquela animação sozinho, mas por conhecer bem os meus limites, por hora iria me concentrar nos meus pequenos objetivos que me levariam ao tão sonhado grande poder. Assim que sai da parte principal daquele parque de diversões, cheguei em uma praça onde uma ilustre presença me aguardava: Uma shinigami aparentemente executando uma missão de resgate já que havia se ocultado após pegar o corpo de um outro jovem. Será que ele também era um shinigami ou apenas um humano precisando de ajuda? De qualquer forma, aquele achado com certeza me animou bastante. - Que o pique-esconde e o pega-pega comece... A alma dessa shinigami precisava ser minha. Eu precisava pegar ela, isso era o que eu havia decidido naquele momento. E vê-la falhar em se ocultar completamente ainda deixando rastros para trás me levava a duas hipóteses positivas para a minha missão. Primeiro: Ela estava ferida e, por isso, não conseguia se concentrar em mante-se completamente segura. Segundo: Ela era uma shinigami novata e ainda não havia aprendido o básico com maestria, tornando-a uma presa fácil para hollows. Como só haviam informações positivas no que eu via, iria a seguir cautelosamente, evitando ao máximo deixar a minha presença ser notada ao me manter longe o suficiente para não perder seus rastros de vista e nem deixar que ela notasse que eu a estava seguindo. Também ficaria de olho em possíveis outros hollows que tenham visto ela e tivessem tido a mesma ideia que a minha. Eu não irei deixar que roubem a minha presa.
  4. [Missão Rank-C] Vulcão

    A luta pela qual eu estava pronto para travar pela minha própria vida fora completamente interpretada de forma errada por mim, no qual o erro principal ali era eu ter a audácia de acreditar que aquilo seria uma “luta”. Antes mesmo que eu pudesse falar um A direito, a sensei avançou sem me dar tempo de reação me atingindo com um golpe que eu por um segundo acreditei ser fatal – porém, para a minha surpresa, eu ainda estava vivo. A potencia do soco não fora no sentido de me matar, mas sim de me interromper – e meio que eu pude sentir também um pouco de raiva não por ódio, mas sim por vergonha de ter que lidar comigo. No fim, se fosse uma luta de verdade, aquele soco teria realmente me mandado dessa pra melhor. Me acalmei após ouvir o que a sensei realmente queria saber com aquela pergunta sobre como eu lido com a morte sendo quem eu sou, e uma série de respostas que eu poderia dar para ela envolvendo o meu azar se formaram na minha cabeça. Porém, desde que nos conhecemos, aquela sensei parecia estranha. Estranha porque ela parecia querer lidar comigo mesmo eu sendo tão azarado, não desistindo de mim – pelo menos por hora. Ela me lembrava um pouco a Kana nesse sentido, então... - Nesse caso eu lutaria, sensei. Eu provavelmente iria apanhar e me machucar ou até mesmo morreria no processo de ajudar a Kana-chan por conta do meu azar, mas eu não o deixaria agir como bem entendesse. Digo, eu nunca deixei, mas como ele é mais forte do que eu, acaba que suas ações saem por cima das minhas. – Disse arrumando a minha segunda capa ainda animado com a cena de tirar aquela capa para me revelar tendo outra capa por baixo que não me revelaria. – Então a morte pra mim não é nada mais do que a forma mais fácil de escapar do azar. Apesar de ser pessimista e acreditar que vou escapar assim, eu irei lutar contra ela até o fim. – A respondi com um tom decidido e claro de sinceridade. Após isso, o deserto daquela rua voltou a me chamar a atenção. Se não estávamos indo para o cemitério e aquelas pessoas não estavam se recolhendo porque não queriam ver a cena da minha morte, porque diabos elas estavam fazendo isso então? Eu não poderia estar sendo tão azarado ao ponto de estar caminhando diretamente para a toca do lobo onde estão os canalhas que estavam perturbando os moradores daquela vila, né? Não, não, não. A sensei não cometeria um erro desses, não em uma missão tão importante. Sendo assim... - Sensei, a senhora acha que tem alguma lojinha de artigos de sorte por aqui? Sabe, daqueles onde umas senhorinhas agradáveis com suas netinhas alegres bordam tudo a mão? Eu li um artigo ninja uma vez onde dizia que esses itens são os mais efetivos contra o azar! Seria bom comprarmos uns cinco diferentes para cada um do time, só por precaução... – Comentei com a mulher dando uma boa olhada em volta para ver se encontrava alguma loja do tipo. Caso viesse alguém que não tivesse estranhamente saído dali, iria até essa pessoa perguntar basicamente a mesma coisa que havia perguntado a sensei. 「30%」
  5. [Missão Rank-C] Vulcão

    Suspirei fundo aliviado ao perceber que não teria que reviver o meu trauma novamente, por enquanto, na frente dos três. Enquanto a conversa se desenrolava mais um pouco, eu continuava a atacar os frangos fritos pensando melhor na opção de roubar os da Kana já que ela não parecia com tanto apetite assim. Será que eu deveria usar algum jutsu? Impossível. Eu só sei controlar a terra, ela perceberia na hora e me daria um soco só. Então, uma distração? Sim, uma distração poderia funcionar... Algo que a fizesse olhar para outro lugar por um tempo como... Como... Um genjutsu! - SIM, GENJUTSU! BOA IDEA, HAKURYUU-SAN! DA PRÓXIMA VEZ IREI USAR GENJUTSU PRA ROUBAR A COMIDA DA KANA-CHAN! – Bradei ao garoto agradecido pela ideia que ele havia me dado. Porém, nesse momento, percebi que não era bem nesse sentido que ele havia falado sobre genjutsu. Por estar perdido demais nos meus pensamentos, acabei falando o que estava pensando naquele momento ao invés de responder como eu lidava contra esse tipo de jutsu. Graças ao azar que me distraiu, meu plano perfeito que nem havia sido posto em ação já havia sido exposto e, consequentemente, canceladoh. Agora prestando atenção no que a sensei dizia, vesti a capa que ela havia nos dado por cima da minha capa já imaginando a cena onde eu iria tirar aquela capa para me revelar mas aí teria uma segunda capa que não me revelaria, a seguindo assim que a mesma saiu do casebre junto dos meus colegas de time. O clima do lado de fora parecia tão ameno quanto tudo naquela vila inteira, o que fazia com que eu ficasse surpreso de realmente haver grandes ações como roubos e até mesmo brigas. Fora então que a sensei nos separou mandando a Kana e o Hakuryuu pra um lado enquanto nos dois iriamos para o outro. De imediato fiquei surpreso com uma sensei se envolvendo tanto numa missão de genins como nos, mas logo entendi o porquê. Ela queria se livrar de mim. Kana era forte e inteligente, se aparecesse alguém metido a besta ela o derrubaria no máximo com dois socos. Hakuryuu era ainda mais inteligente e sabe-se lá quanto mais forte que nos dois juntos, ele era a estrela do time. E então tinha eu, o azarado que só sabia fazer castelinho de areia nos jutsus. A forma que ela me olhou por alguns segundos e a forma que os civis daquela área estavam se comportando se recolhendo para não ver o que iria acontecer apenas reforçava a minha teoria. Aquele caminho iria dar provavelmente no cemitério, onde a sensei me enterraria sem que ninguém soubesse. Assim que a sua pergunta sobre a morte veio, dei um salto para trás sacando minha espada. - CALMA LÁ, SENSEI! EU SEI QUE SOU AZARADO E UM FARDO PRO TIME, MAS NÃO É CULPA MINHA! EU NÃO QUERIA SER TÃO AZARADO ASSIM E MUITO MENOS QUE VOCÊ SE TORNASSE NOSSA NOVA SENSEI, MAS É TUDO CULPA DO AZAR! DIGO, MEU AZAR, MAS É AZAR! AZAR É AZAR! ENTÃO EU NÃO VOU DEIXAR QUE SE LIVRE DE MIM ASSIM TÃO FÁCIL! EU AINDA NEM BEIJEI NA BOCA, NÃO POSSO MORRER BV! – Bradei para a mulher empunhando minha espada firmemente na direção dela, com a guarda levantada pronto pra reagir ao ataque dela. Era loucura tentar vencer uma ninja que foi oficialmente aceita pela Tsuchikage, mas eu ainda tinha meu orgulho ninja – iria lutar pela minha vida até o fim, mesmo que desde o começo eu não tivesse chance alguma. Meu coração estava acelerado naquele momento e eu quase podia sentir minhas mãos suarem, mas minha mente estava limpa. Se eu não morresse pro primeiro golpe dela talvez ela pensasse melhor na sua escolha de se livrar de mim e me desse uma chance de fugir, já que vencer ela seria impossível. Sendo assim, na primeira oportunidade que tivesse de conversar, eu iria tentar – por mais horrível que eu fosse nisso também. 「32%」
  6. L’odi lluita amb la lujuria

    A viagem que o portal azul fizera me transportando não fora nada agradável, mas confirmou que era realmente um portal. De uma floresta melancólica cheia de hollow e morte, dessa vez fui parar em um local que dava pra classificar como o total oposto – um parque de diversões com muitos humanos – vivos – e diversão para eles. Olhei primeiramente para o céu notando que ainda permanecia de noite, como na floresta, então eu ainda estava no mesmo mundo. A única confirmação que eu ainda não tinha era se estava na mesma área. - Mas tanto faz. Vamos direto ao que importa agora... Se há confusão em um lado, é pra lá que eu vou. É muito mais fácil conseguir comida no meio do caos do que em um lugar pacífico onde um herói da justiça pode aparecer quando se menos espera para combater o mal. Com correria e muita gente precisando de ajuda, encontrar uma presa sem sorte que não teve seus pedidos de ajuda ouvidos a tempo era fácil – era a melhor forma que eu tinha de agir. Sendo assim, avançaria em velocidade na direção das explosões e eventos sobrenaturais que estava ocorrendo por alí.
  7. [Missão Rank-C] Vulcão

    Não seria no começo da missão que alguém morreria por causa do meu azar. Mesmo na escuridão que cercava aquele caminho pouco seguro, conseguimos atravessar sem que ninguém fosse acertado por uma pedra gigante ou tropeçasse e caísse para uma morte rápida e indolor. Com mais algumas instruções da nova sensei que ao menos parecia saber o que estava fazendo, chegamos em uma vila acabada – bem típica da região. De certa forma eu já estava começando a me acostumar com o estilo de Iwagakure, até porque terra era o único elemento que eu sabia usar até então. Vai ver a ligação das duas estivesse fazendo com que eu me adaptasse mais rápido a toda aquela rusticidade do país. Ao menos para mim era assim, diferente da minha amiga de infância. Assim que a entrada da vila apareceu sobre nossos olhos, pude perceber a expressão de desaprovação imediata da garota de Konoha que no seu quarto tinha uma cama super fofa com lençóis grossos como se fossem nuvens. - Uma hora você acostuma, Kana-chan... Agora para de encarar as galinhas... Vai dar azar... – Disse para a garota meio que sem esperanças de que ela me ouvisse, como sempre faz. Tudo o que eu podia torcer era pra que aquelas galinhas não marcassem o meu rosto e quisessem me bicar depois na hora da saída... Voltando ao presente após um suspiro negativo, um homem com a característica principal do nosso sensei anterior exposta pela nova sensei viera nos guiar para o nosso ponto inicial da missão. Naquele momento eu estava mais do que pronto para explicar aos meus companheiros de time o quão azar aquilo significava, já que da última vez que nos envolvemos com um bêbado terminamos tendo que comer terra e eu ainda por cima vi um velho que já deveria ter partido para a sua próxima vida pelado, mas acabei me segurando por motivos de sentir um cheiro bom do lugar onde estávamos nos aproximando. Assim que entramos na casa de barro, um banquete de frango nos esperava. Meus olhos brilharam rapidamente enquanto o homem explicava onde ficava os beliches para descanso e assim que ele se mandou e a sensei liberou, eu parti pro ataque. A minha fome naquele momento tinha uma boa explicação que poderia ser melhor entendida a alguns posts atrás, então me pouparia de explicações no momento e apenas comeria. Com frango em uma mão e um copo de água na outra, eu me juntei ao time da sensei de não-muitos-bons-modos-ao-comer e ataquei a minha porção. Enquanto comia, a explicação geográfica sobre gojinka fora feita pela sensei que basicamente entrou por um dos meus ouvidos e saiu pelo outro. Naquele momento eu não tinha muitas intenções de prestar atenção no que ela dizia sendo que eu tinha que escolher sabiamente a hora certa de atacar a porção da Kana-chan. A maldita, por algum motivo, parecia ter pedaços de karaages que brilhavam como se tivessem sido fritas em ouro – eram apetitosas e eu as queria, mas conseguir pegar algum pedaço sem que a garota explodisse a minha mão em um tapa era uma verdadeira missão ninja que eu por hora teria que desistir. Para não deixar claro que não havia entendido mais do que pegar uns cara que estavam zoando com a economia local sobre a missão, eu responderia a sensei logo depois da Kana. - Nada. Tudo. Os dois são basicamente a mesma coisa pra mim, uma vez que se eu não tivesse medo de nada o meu azar faria com que eu tivesse que temer tudo. Ao mesmo tempo que se eu tivesse medo de tudo, não adiantaria nada já que meu azar também faria com que eu apenas sofresse ainda mais com isso. Então, querendo ou não, eu to meio que preparado pra tudo, sensei. – A respondi pela primeira vez de uma forma séria e sincera, sem cair pro lado do pessimismo ou do azar. - Ah. Mas pensando melhor... Eu talvez tenha medo de velhos pelados... – Disse relembrando daquela noite traumática. – Eu... Não preciso falar sobre isso, né...? – Finalizei largando a comida de lado, ameaçando entrar em uma posição fetal por puro instinto de lembrar claramente do que eu tinha visto – o que eu querendo ou não, já havia afetado a minha sanidade mental. 「15%」
  8. [Loser's Town] Segunda Dose

    Fiquei levemente surpreso com a resposta rápida que recebi. Por mais difícil que estivesse para aquele delinquente me responder após ver o que aconteceu com os companheiros deles – se é que realmente há companheirismo entre os delinquentes –, deu pra perceber que ele estava sendo sincero em suas respostas e que me enganar era a última coisa que ele queria fazer naquele momento. Ter sido tão prestativo após perceber o seu lugar naquela luta me fez pensar por um segundo o quão bom aluno ele seria se não tivesse se desvirtuado daquele jeito. - ...As vezes, bons alunos acabam se tornando delinquentes por pura falta de opção. Se não tivessem sido influenciados pelo errado, se tivessem sido levados a uma boa escola... Isso não teria terminado assim. Não se preocupe. Eu vi nos seus olhos que você ainda tem rendição e irei deixa-lo ir. Só nunca se esqueça que o Representante de Classe, Kobayashi, marcou o seu rosto. Se eu o ver outra vez como um delinquente... Não haverá uma segunda chance. – Finalizei dando um tapinha de leve em seu ombro, o deixando ir. Então, no fim, eu teria que melhorar a minha velocidade de qualquer jeito. Com a resposta dele eu tive a confirmação de que era uma técnica, mas pelo visto ERA necessário ser rápido. Ou será que não? Eu não iria aceitar até que tivesse um mestre no assunto apto a me mostrar um artigo escrito a mão de que era necessário ser rápido para conseguir aquela técnica, caso contrário eu iria continuar acreditando que com a minha força eu poderia chegar naquilo também. De uma forma ou de outra, deixaria pra pensar nisso depois. Com a vitória esmagadora que estávamos tendo, deu para que nos reuníssemos novamente com a Stella que logo tratou de passar novas instruções do que iriamos fazer a partir daquele ponto. Sinceramente, eu não achava que iriamos perder aquilo nem se eu fosse o maior zikador do mundo por fazer esse comentário agora. Então, por mim, eu simplesmente ia sozinho até a base daqueles delinquentes, explodia ela com todos dentro, catava o líder agora que eu sabia onde ele estava e fim de missão. Fora então que recebi o papel de liderar o nosso pequeno grupo de três e eu já sabia exatamente o que iriamos fazer. Aparentemente a Stella também queria que deixássemos um tal de Boggart vivo pra ela, mas infelizmente pra ela eu não fazia ideia de quem era esse cara. Pra não fazer feio na frente da diretora, deixaria para perguntar depois pro meu time quem era essa desgraçado só pra eu não acabar explodindo ele no processo. - Deixa comigo, Diretora Stella. Eu irei--- Nós iremos lhe trazer a vitória contra os delinquentes. – A respondi com um sorriso confiante no rosto. Assim que ela partiu, tive a atenção chamada por Yumi com sua dúvida seguida de um presente especial. Uma braçadeira de Comitê Disciplinar, um artigo tão raro pra mim quanto uma Akuma no Mi. Meus olhos se encheram de lágrima naquele momento, e com as mãos tremendo, recebi o presente da minha ex-atual novamente colega de classe. A prendi no meu braço direito, logo em baixo da minha braçadeira de Representante de Classe, com uma clara expressão de felicidade. - YUMI!!! OBRIGADO PELO PRESENTE!! EU NÃO SEI NEM COMO TE AGRADECER DIREITO, SÓ...... OBRIGADO!!!!!! – E em um avanço repentino, agarrei a garota lobo em um singelo abraço puro de felicidade dando três girinhos com ela no ar, a soltando depois. - OLHA SÓ, YE XIU! EU NÃO TO SUPER LEGAL?! EIN?! EIN?! EIN? KAH! KAH! KAH! NÃO SE PREOCUPE, KOUHAI-KUN! UM DIA VOCÊ VAI CONSEGUIR DUAS BRAÇADEIRAS SUPER MANEIRAS ASSIM TAMBÉM! – Bradei ao rapaz dando uma série de tapinhas rápidos nas suas costas enquanto me vangloriava do presente que havia recebido. Após me acalmar um pouco, apontei na direção da torre onde o líder dos delinquentes estava para os dois. - Eu consegui a informação de que o líder dos delinquentes está naquela torre mais alta, do outro lado da ilha. Eu irei explodir a cabeça desse cara sim, conto com vocês para quando chegarmos e depois de chegarmos lá. Nós com certeza iremos pra lar pôr um fim nessa guerra. – Disse extremamente confiante, ainda mais depois de receber aquele presente maravilhoso. - Ah... Só tem mais uma coisa... Quem é esse Boggart e o que ele faz...? – Perguntaria por fim, começando a caminhar na direção do boss final daquela ilha.
  9. [Missão Rank-C] Vulcão

    Os meus avisos foram ignorados – mas com isso eu já estava acostumado. Em meio a um grande suspiro de desanimo, observei a nova sensei, Kana e Hakuryuu passarem por mim conversando mesmo após eu ter dito uma frase de impacto dramático com direito a pose maneira e olhar penetrante. Talvez tenha sido aí onde eu falhei já que meu olhar de peixe morto não deve ser capaz de penetrar nem mesmo manteiga derretida. Me ergui e comecei a segui-los agora ouvindo a sensei, a qual deixava claro que gritos naquela área era perigoso já que poderiam causar deslizamento de pedra. Dei uma leve risada que a olho nu parecia ter sido apenas uma leve tossida quando ouvi isso. - Sensei, a senhora está acompanhada do MAIOR azarado que esse mundo ninja já teve o desprazer de conhecer. Eu posso te garantir que não vão ser meus gritos que vão causar um deslizamento de pedra, vai ser algo muito mais simples e direto: A minha presença... – A respondi dando levemente de ombros. Isso não significava que eu havia aceitado morrer esmagado por uma pedra como um certo ninja gado e azarado, então apesar de tudo, tomaria cuidado com a elevação de voz. Se bem que eu já havia dito tudo o que poderia dizer para alertar que aquela missão estava fadada a dar errado e que iriamos morrer, então que se dane. As pessoas hoje em dia não levam o azar dos outros a sério, então, devido a ignorância, eu posso dizer que não é culpa minha... De certa forma. Ao término da apresentação de habilidades da minha amiga de infância, comecei a minha. - Bom... Eu uso doton. Os jutsus básicos mesmo, aqueles que tão em uma lista lá na escola onde qualquer um pode ver. Então se precisarem de alguém pra mover a terra, podem contar comigo.... – Disse de imediato demonstrando o quão incrível eu era, lembrando de algo importante nesse momento. – Ah é... Tenho também uma habilidade especial que a Yana disse que está meio que adormecida, mas que ela já viu acontecer enquanto eu dormia. Algo do tipo, me transformar no elemento que eu toco... Bizarro, não? Bom... Depois que se aposentou, a Yana começou a beber bastante então eu tenho certeza que foi só uma alucinação dela em uma noite bêbada, tanto que eu mesmo nunca vi nada do tipo. Isso não agrega em nada já que não possuo tal habilidade e nem mesmo deveria ter falado sobre isso, mas como eu vou acabar morrendo nessa missão mesmo, acho que vale a pena contar esse ""segredo""... – Finalizaria com um leve suspiro de desanimo, começando a procurar pela próxima pedra com espaço o suficiente para que eu fizesse de lápide e escrevesse minha carta final aos meus responsáveis outra vez. Assim chegamos em um ponto de descida que não parecia nada seguro, o qual se concretizou devido aos avisos da sensei sobre tomar cuidado. Cuidado. A palavra que era completamente anulada pelo meu azar. Nem se eu fosse um super ninja capaz de andar no ar isso seria cuidadoso o suficiente, o meu azar com certeza daria um jeito de me fazer cair e enfim encarar o ponto final da minha vida. Sem mais esperança alguma, tomaria o cuidado de seguir a sensei apenas no sentido de que se eu tropeçasse e caísse eu não puxasse mais ninguém comigo – o que também, mais uma vez, levando em conta o meu azar, não iria rolar. - Kana-chan... Você morreria feliz comigo? – Indagaria por fim a garota, deixando claro que eu puxaria o pé dela caso ela não viesse comigo. 「09%」
  10. L’odi lluita amb la lujuria

    Meu plano havia surtindo em efeito melhor que o imaginado uma vez que aquela criatura não tivera a chance de sair do rio, acabando por morrer envenenado. Por um lado foi um pouco desapontante ele ter preferido morrer dessa forma a tentar se adaptar a uma possível nova forma de batalha fora d’água, mas pelo outro eu podia entender ele. Criaturas de pouca inteligência quando postas em situações onde precisam decidir algo rápido – sendo esse algo um fator crucial para viver ou morrer – tendem a demorar demais a tomar uma decisão, e aí o fator atacante acaba decidindo o destino final da sua presa. - Não que eu vá comer você... Eu meio que não gosto muito de frutos do mar. Com a vitória, pude respirar fundo e acalmar um pouco a adrenalina que ainda corria por todos os pelos do meu corpo. Batalhas como aquela sem um proposito real não eram do meu feitio, ter inveja era algo realmente complicado. Se a criatura não tivesse, do nada, decidido ir até o portal que eu queria isso também não teria acontecido, mas agora tanto faz. Por um momento pude sentir que o primeiro portal que eu havia visto ao chegar naquela parte emitia uma energia forte, como se quisesse chamar a minha atenção – mas não iria rolar. - Eu não me arrisquei tanto ao ponto de tomar um soco nada agradável e correr risco reais de perder a vida para não pegar esse maldito portal azul. Decidido, caminhei em direção ao meu prêmio inicial – tê-lo, mesmo que não fosse possível pegar o objeto, era o que iria me saciar por hora. Assim que chegasse perto o suficiente, tocaria o portal azul com minha pata direita para ver o que iria acontecer. Se fosse algum item secreto mágico eu o pegaria e então iria em direção ao portal laranja, caso contrário, iria entrar no azul para completar a minha pequena missão de obter aquilo para mim.
  11. L’odi lluita amb la lujuria

    No meio de tantos pensamentos sobre como atacar, não me revelar e envenenar aquela criatura até a morte, eu esqueci de levar em conta uma das partes mais importantes em uma batalha pela vida: O campo. Eu sabia que estava em uma espécie de lago com floresta em volta, mas acabei esquecendo da parte mais importante: A profundidade. Por ter visto a criatura em pé, acreditei desde o começo que era algo raso e que não desse para mergulhar, e após aquele soco na barriga nada agradável ficou bastante claro o erro que eu havia cometido. Aquela criatura mostrava claramente ser um ótimo nadador, então embaixo d'água eu não teria chance alguma contra ele. Seria o mesmo que uma raposa chegar na beira do lago para beber água e um crocodilo a arrastasse pro fundo; uma morte certa. Ficar no rio era a pior opção, então o certo seria eu pular de volta para a segurança das árvores. Mas, antes de fazer isso, eu queria testar uma coisa. Por mais que a criatura estivesse mostrando ter criado alguma resistência ao meu veneno, nada é resistente para sempre – principalmente se ela estivesse nadando em um rio completamente envenenado. Em um movimento completamente ousado e fora das minhas ações seguras, viraria de costas para o lago e lançaria Velenogas não exatamente onde a criatura estivesse – até porque acertá-la onde sua velocidade está drasticamente aumentada seria um feitio maior do que posso realizar no momento –, mas sim por toda aquela extensão do rio. Envenenar ainda mais aquela água era o meu plano final antes de vazar dali, pulando de volta pra árvore mais próxima. - Maldito... Nunca ouviu o ditado que bater em cachorro é pecado?! Após dar uma checada melhor na minha barriga para ver se eu tinha sido apenas socado mesmo, ficaria atento aos próximos movimentos da criatura. Se meu plano de envenenar a água desse certo ele teria que sair de lá, e do lado de fora o rápido era eu. Minhas nuvens de veneno o aguardariam e eu poderia testar até quando ele iria resistir. Caso ainda permanecesse lá dentro, eu apenas lançaria mais Velenogas no rio até que aquela água cristalina ficasse completamente roxa nem que eu gastasse toda minha reiryoku para isso.
  12. [Missão Rank-C] Vulcão

    Eu havia me decidido. A melhor opção era sair da vila para procurar uma loja especializada em artigos de sorte já que em Iwagakure eu não iria encontrar produtos tops de linha pela forma que a cidade andava economicamente. Se eu quisesse algo efetivo que realmente fosse surgir efeito no meu azar, teria que ser algo feito por profissionais que não haviam ali. Afirmei para mim mesmo com um gesto de “sim” com a cabeça e, decidido, dei alguns passos para frente pronto para começar a caminhar em busca de ajuda para o Pinto no Balde – mas, nesse momento, algo aconteceu. Um grito feminino bradando algo sobre um maluco do portão me pegar trouxe minha mente de volta pro presente, fazendo com que eu olhasse melhor a minha volta. Uma mulher de cabelo branco parecia falar não só comigo, mas com Kana e Hakuryuu que também estavam por ali. Olhei em volta mais uma vez em busca do “maluco do portão” mas não vi nada do tipo por ali, só havia nos três – nos quatro ali, agora. Ficando um tanto quanto confuso quanto ao que foi aquilo, decidi me aproximar já que ela havia dito aquilo com o intuito de me chamar. - ...Você por acaso não é um daqueles adultos que oferecem doces para as crianças e depois as rapta para vender, né? – Indagaria a mulher tentando entender quem era ela. Mas entender quem ela era não demorou nada, foi mais rápido do que eu cheguei a pensar que seria. Em poucas palavras, tudo o que eu havia esquecido me fora relembrado como um filme que eu havia visto anos atrás e agora li sobre ele de uma forma resumida, lembrando exatamente de como ele era. Acompanhando a sensei naquela cena de expressão bizarra, mais uma vez, tive que fazer a minha de desespero. - ESPERA, ISSO É UMA MISSÃO RANK C? A HOKAGE TÁ MALUCA? A GENTE TAVA COMENDO TERRA ONTEM COM UM SENSEI BÊBADO, COMO DIABOS ELA ACHA QUE A GENTE TÁ PREPARADO PARA UMA MISSÃO COM RISCO DE COMBATE REAL? ELA NÃO ENTENDE QUE ME POR EM UMA MISSÃO ASSIM AINDA MAIS COM OUTRAS PESSSOAS É O MESMO QUE MANDAR ELAS PARA A MORTE?! – Bradei erguendo minha mão direita até a altura do meu peito, fazendo um movimento do meio do meu corpo para a direita jogando o meu braço para trás em conjunto da minha capa preta. Eu estava indignado, eu tinha certeza que havia deixado claro para todos o quão azarado eu era. Não é possível que a pessoa de maior respeito da vila fosse capaz de fazer algo tão inconsequente assim! Mas, no momento em que pensei nisso, a resposta para a minha incompreensão logo surgiu. Era apenas azar, mas, dessa vez, não meu. Eu por si só já era extremamente azarado, mas dessa vez quem deu azar foi a Kana, o Hakuryuu e a Sensei. Azar de terem sido reconhecidos para uma Missão Rank C me tendo no time. - A propósito, você não tem compaixão nenhuma, né? Precisava realmente ter me dado um soco tão forte, droga?! – Disse agora a Kana, passando a mão na cabeça onde eu ainda podia sentir o galo da porrada que ela havia me dado para que eu esquecesse de tudo aquilo. O que eu iria fazer agora era algo que nem mesmo eu sabia. Tinha o caso do Pinto no Balde e agora uma Missão Rank C que eu tenho certeza que eu não tinha a opção de recusar. Se ao menos eu pudesse ir sozinho... Mas tenho certeza que não é assim que funciona. Suspirei fundo arrumando a minha capa que havia saído um pouco do lugar no momento que eu me descontrolei, voltando a encarar a sensei novamente. - Eu preciso mesmo dizer algo? Me chamo Naraka, tenho 15 anos. Meus pais são pessoas comuns sem envolvimento algum com o mundo ninja, exceto por terem me dado à luz. Quando completei seis anos todos os cabelos do meu corpo ficaram verde, principalmente meu cabelo, e então eu me tornei o ser mais azarado do mundo. Antes que algo pior do que já havia acontecido viesse a ocorrer com meus pais, uma ninja de konoha, Yana, me adotou e me criou como um ninja bem longe deles na sua vila natal – e aí eu conheci a Kana que apesar de tudo se tornou minha amiga. Ah, o ponto principal é que infelizmente o meu azar não se prende só a mim, quem está a minha volta acaba sendo afetado também. – Pausei a fala para caminhar um pouco na frente dos três, voltando a partir daí. - Então, sensei, eu preciso te pedir desculpas. Porque se durante a missão houver algum combate de verdade, por conta do meu azar, infelizmente... Alguém irá morrer. – Finalizei olhando para trás com meus olhos de peixe morto e um pequeno sorriso forçado no canto direito da boca. 「05%」
  13. L’odi lluita amb la lujuria

    O golpe havia sido efetivo na criatura. O grito de dor que ela soltou enquanto se contorcia com o meu veneno foi deveras agradável se de ouvir, tanto que um pequeno sorriso escapou da minha boca. Minha estratégia havia funcionado do jeito que eu queria e, dependendo do quão burra fosse a criatura, eu poderia matá-la sem que ela nunca nem visse a cor do meu pelo. Isso me deixou levemente confiante, me dando a coragem de atacar mais uma vez. Porém, algo estranho aconteceu. Assim que terminou de gritar, a criatura estranhamente cresceu alguns centímetros e expõe suas garras afiadas numa clara declaração que estava pronta para contra-atacar. Algo me dizia que aquilo não era um bom sinal. Pude notar que meu veneno havia se espalhado em volta daquele local me dando uma leve vantagem de campo, fazendo com que eu me perguntasse se estava na hora de sair. - Não, Neer! Se revelar a um inimigo sem necessidade é burrice, enquanto ele não te descobrir não há necessidade de uma mudança de planos tão drástica! Convencendo a mim mesmo de que estratégia que está funcionando não deve ser mudada, tive uma pequena ideia do que fazer para que a criatura ficasse ainda mais confusa do que estava acontecendo ali. Mais uma vez, lançaria meus dez projéteis de veneno para cima com um pouco mais de força, fazendo com que eles demorassem mais pra cair propositalmente. Nesse tempo, desceria da árvore alcançando o solo para começar a expelir da minha boca nuvens de fumaça tóxicas, mas de uma forma diferente. Ao invés de ficar dentro de uma, eu esperaria o Fielepunte cair no solo roubando a atenção da criatura que certamente não iria querer sentir aquela sensação novamente para então lançá-las sobre o campo onde a criatura estava. Caso a distração desse certo, eu teria um certo número de pequenas nuvens tóxicas sobrevoando o lago e o campo e bem na última delas, eu entraria dentro para observar agora a criatura de perto. Eu queria me aproximar, mas não queria me revelar, então eu só precisava fazer isso de uma forma literal. Uma vez perto, mas longe, veria o que a criatura iria fazer. Meu maior medo agora era que suas habilidades fossem capaz de me anular de alguma forma, mas, se conforme a sua aparência ele fosse só um monstro que ataca com golpes físicos, a minha vitória estava de certa forma garantida.
  14. [Missão Rank-C] Vulcão

    Eu ainda não havia me recuperado da primeira missão ninja que havia participado no dia anterior, mas eu não me referia a fisicamente. Minha mente ainda não havia se recuperado da imagem do velho que nos contratou pelado, com tudo pendurado e cheio de pelanca. Aquilo era o estágio final que todo homem iria alcançar? Não havia como impedir que uma aparência tão horrenda fosse o meu destino? Ou, mais uma vez, chegar naquele estado era apenas azar? Não fazia sentido. Se for por falta de treino corporal, eu não acredito que um fazendeiro que trabalha das cinco da manhã até as dez da noite falhasse nesse quesito. Seria então a forma que ele trabalhava os músculos, sempre de um único modo? Se for esse o caso, eu não vou terminar daquele jeito. Não mesmo. Deitado no chão do meu quarto, começaria a fazer abdominais de imediato, buscando, pelo menos, não ter uma bacia de pele na frente do meu sac- Antes que eu pudesse terminar o meu pensamento, uma carta deslizou por debaixo da porta. Por mais que eu estivesse distraído comigo mesmo, eu teria visto o pé de quem deixou aquilo ali, mas quando dei por mim o papel apenas surgiu como um passe de mágica. Pelo formato dela, parecia de extrema importância, e assim que abri e li o seu conteúdo eu pude confirmar a minha teoria. - Uma missão Rank C designada diretamente pela Oomana, a Tsuchikage de Iwagakure. – Disse me levantando, com uma clara expressão de desespero. Fazendo o selo de cobra com a mão esquerda, bati no chão do meu quarto e subi uma pequena cratera de terra do tamanho de uma cesta de lixo onde joguei aquela carta dentro e imediatamente botei fogo. Aquilo havia sido um engano, não tinha como eu ser escalado para uma missão Rank C. Por mais que tivesse escrito algo sobre o sensei bebum, tenho certeza que eram códigos secretos e sem querer entregaram pra mim. Sim, é isso. Eu não podia ter dado o azar de cair em uma missão Rank C assim, do nada. Sendo assim, iria destruir a prova de que eu me envolvi com aquilo, agora eu só precisava ir provocar a Kana pra ela me dar um socão na cabeça e eu esquecer o que eu li. Já que a garota era minha vizinha de quarto, chama-la até o meu e pedir pra que ela me apagasse foi fácil, e brutamontes como ela sempre foi, o meu pedido foi realizado alegremente por ela. Com apenas um murro, eu apaguei em cima da minha cama e dormi o resto do dia tranquilo fugindo das minhas responsabilidades. Acordei no dia seguinte com uma puta dor de cabeça, mas eu não sabia o motivo. Enquanto coçava a parte da minha cabeça onde tinha um galo, levantei para ir até o banheiro, mas acabei tropeçando em uma espécie de cratera que tinha no meio do quarto. Como aquilo foi parar ali? Há! Claro, por puro azar. Suspirei fundo vendo que aquele iria ser mais um dia completo de azar, o qual não me deixaria em paz provavelmente nunca. Botei minha roupa e sai, fui dar uma volta em Iwagakure até dar o horário de encontro com a reunião que a Kana queria fazer. Por mais que eu tentasse encontrar coisas novas naquela vila, de certa forma tudo o que eu via eram pedras. Pedras grandes, pedras pequenas, pedras coloridas, pedras de diversas formas. Mas, por mais pedregosa que o lugar fosse, as pessoas que eu vi na rua pareciam felizes. Por um minuto fiquei na dúvida se elas não estavam felizes por estarem rindo dos meus tombos, entrada em lugares errados, cachorros e gatos me perseguindo, crianças puxando a minha capa e quase me enforcando e mais uma série de outras cenas geradas pelo meu azar, mas acabei deixando pra lá. - Você tá atrasada... – Respondi a Kana assim que a vi, nem um pouco interessado no lugar que ela fazia tanto suspense pra contar; o que fez com que eu não prestasse atenção em tudo o que a garota falou, fazendo também com que eu esquecesse os eventos anteriores. A segui para que chegássemos logo na tal reunião sobre nosso time e o... Hiro? Quando pensei nesse nome, o galo da minha cabeça doeu por algum motivo me deixando levemente perdido quanto ao que tinha acontecido. Digo, o galo eu provavelmente peguei após bater com a cabeça enquanto dormia, digno do meu azar, mas porque aquele nome...? Fora então que encontramos Hakuryuu e enfim chegamos no restaurante misterioso que tinha um nome engraçado, apesar de tudo. Assim que entramos e sentamos em uma mesa, mais uma vez o nome do Hiro foi mencionado e eu senti uma dor no meu galo. Pela forma que a Kana fez aquela pergunta, Hiro parecia ser o nome de alguém do nosso time – o sensei, provavelmente, e ele havia sido retirado do time. Mas, por qual razão? Ele havia sido um sensei ruim? Ah... - Eu tive uma perda de memória... – Comentei comigo mesmo, demorando pra perceber o que havia acontecido comigo. Eu havia conseguido ser tão azarado ao ponto de bater a cabeça enquanto dormia e, de brinde, ainda tive uma perca de memória. Eu não podia falar isso. Não mesmo. O que os dois iriam pensar de mim? Era tanto azar que chegava a ser engraçado e eu não queria que eles rissem de mim. Iria manter segredo. Sim. Eu só precisava agir como se conhecesse aquele sensei e os dois nunca iriam perceber que eu tinha batido a cabeça e perdido a memória sozinho. - Ah... Acontece. Vai ver precisaram dele para um trabalho mais importante do que cuidar de três genins novatos. – Foi a minha resposta, em um misto de medo que tivesse sido rasa demais e de esperança que funcionasse. Nesse momento a atendente do restaurante chegou para anotar nosso pedido, mas, segundo ela, nada do que queríamos tinha no momento. No inicio eu até entendi o porque da Kana ter ficada tão braba com aquilo e estava concordando com ela, mas pouco a pouco a minha ficha foi caindo novamente. Olhei em volta, dentro do restaurante, e percebi que não havia mais ninguém além da gente. Do lado de fora, o movimento das pedras era mais provável do que de possíveis clientes que fossem entrar ali. A resposta então ficou óbvia. - ............ É minha culpa........... – Falei momentaneamente, me levantando. – A GENTE TEM QUE IR EMBORA, KANA! SE NÃO SAIRMOS DAQUI AGORA EU VOU DESTRUIR ESSE RESTAURANTE! ISSO SÓ PODE SER OBRA DO MEU AZAR! NÃO TEM COMIDA, NÃO TEM CLIENTES, NÃO TEM NEM SUCO, E ISSO TUDO SÓ ACONTECEU PORQUE O AZAR SABIA QUE EU VIRIA AQUI E ELE COMEÇOU A AGIR DESDE CEDO PARA DESTRUIR ESSE LUGA! VAMOS EMBORA! – Bradei para a garota que, para o meu azar, não devia ter escutado uma palavra do que eu disse por estar mais uma vez gritando com a atendente que a trouxe o suco errado. Suspirei fundo com meus olhos de peixe morto olhando o chão, completamente arrependido de ter ido a um local de público como era um restaurante. Eu não só havia tido amnésia por causa do meu azar, como agora iria falir o Pinto por ter entrado no Balde. Perdido nos meus pensamentos, me vi apenas comendo as batatas fritas que além de frias e meio duras, quase não tinha sal. - Fukou da... – Disse baixinho, fazendo o meu melhor para, ao menos, não deixar que aquelas batatas fossem jogadas no lixo também por culpa minha. Acabou que eu não prestei atenção nenhuma na parte principal da conversa, deixando tudo pro Hakuryuu resolver com a Kana. Eu tinha um trabalho mais importante para fazer agora. Iria mais uma vez rodar Iwagakure inteira em busca de uma loja que vendesse artigos de sorte e de remoção de azar para tentar ajudar o Pinto no Balde a ter seus clientes e boa comida novamente, uma vez que foi meu azar que tirou tudo deles. Coincidentemente acabei indo na mesma direção que os dois ninjas do meu time, acabando parado no portão principal da vila. Será que eu deveria tentar buscar por uma loja fora ou dentro dela? Se eu procurasse dentro, mais cenas de azar ocorreriam e eu acabaria me atrapalhando, mas se eu procurar fora da vila posso acabar é nunca mais voltando pra ela me perdendo... Pensaria mais um pouco ali, parado, sobre o que eu iria fazer. Vai que uma alguma ideia surgia na minha cabeça nesse tempo.
  15. L’odi lluita amb la lujuria

    - Mas o que...? Aquela onda de ar fora muito esquisita. Mas, mesmo assim, serviu para que eu entendesse uma coisa: Algo estava acontecendo não muito longe daqui. Provavelmente do outro lado daquele portal, alguém estava enfrentando outro alguém. A não ser que o portal levasse para o deserto onde venta bastante, essa era a única explicação que eu conseguia enxergar. Aquilo fizera com que meus pelos todos arrepiassem por alguns instantes, deixando claro que era perigoso – provavelmente fora meu instinto animal falando. Mas eu precisava ir ali. A razão eu não entendia, talvez algo contrária a minha intuição animal me dizendo para que não; De certo, eu deveria ouvir a que me fez sobreviver até hoje, mas mesmo ela, as vezes, poderia estar errada uma vez que pelo bem da sobrevivência ela descarta a possibilidade de no meio de algo arriscado ter algo bom. E era nesse ponto que eu acreditava. Mas, por hora, eu não era mais o único interessado em atravessar o portal. A criatura que estava deitada no lago se ergueu, mostrando não só interesse no meu objetivo como não ser tão grande quanto eu imaginava. Isso mudava um pouco as coisas já que, de certa forma, pelo seu tamanho não ser tão diferente do meu, a possibilidade de derrota-lo passava a existir – ou melhor, seria minha única opção. No momento que aquela coisa começou a se dirigir ao portal azul, meu sentimento principal falou mais alto e decidiu que eu não poderia deixar pegarem aquilo de mim. Por mais que eu tivesse tomado todo o cuidado para não ser percebido pelo inimigo, infelizmente o esconde-esconde teria que acabar – mas não imediatamente. - Fielepunte. Ainda escondido na floresta, lançaria meus projéteis corrosivos para o ar em seguida me movendo rapidamente para a árvore mais próxima do meu objetivo, mas não tão longe do meu alvo para que eu pudesse ver o que iria acontecer. Como a minha habilidade primeiro subia dez metros para então cair contra o seu alvo, eu teria tempo o suficiente de me reposicionar para não ser descoberto de imediato – pelo menos era o que eu achava. Sendo assim, aguardaria como aquela coisa iria reagir ao meu veneno. Matá-lo para que ele não roubasse o meu portal já era algo que eu havia decidido, então eu não poderia mais fugir daquele local sem que meu alvo estivesse neutralizado. Se ele me descobrisse de alguma forma já que não conheço suas habilidades, não hesitaria em usar minha velocidade para esquivar de seus golpes e me manter firme na luta. Ele não iria pegar o meu portal enquanto eu estivesse com vida.