Jinkei

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  1. [Missão Rank-C] Vulcão

    6º turno Vulcão @ryu-ryu | Com a resposta do genin algo pareceu desanuviar o rosto de Dobei. Seus pensamentos transpassavam memórias distantes ao mesmo tempo em que a mulher ponderava as palavras de Naraka. O diálogo pareceu ser no final das contas uma troca de gatilhos que despertaram na jounin mais certezas do que dúvidas. "Talvez isso soe como um conselho de gente velha mas talvez você acabe aprendendo que nada é mais forte que a relação que temos com as coisas que mais amamos, independente se isso for algo material, coisas intangíveis ou pessoas. Você acabou de dar um bom exemplo disso. Quero que se livre dessa insegurança em forma de mau-agouro antes que o mundo shinobi te consuma e cuspa apenas ossos." Mesmo que na fala de Dobei algumas coisas pudessem desencadear o modo full psycho do garoto um tom apaziguador, destoando de todos usados pela jounin até então, impregnava a sua voz. Parecia ser um conselho a ser aprendido rápido, como se previsse que algo aconteceria. "Acho difícil, aqui a princípio só tem tentativas de estalagens. E acho também difícil descobrirmos." Comentou enquanto vislumbrava as portas e janelas fechando. Se inspecionasse o semblante de sua sensei Naraka notaria que esta parecia inspecionar cada centímetro do lugar, enquanto as sobrancelhas encontravam-se numa carranca de preocupação. Na mente da mulher nada além de preocupação voltava a pairar quando nada encontrava nos arredores e notava cada vez mais os civis encerrando-se em suas casas. Tinha algo em mente mas não queria acreditar que a alta cúpula enviaria um grupo de genins para um lugar em que poderia haver a ínfima possibilidade de algo assim acontecer. Preferiu não externalizar seus temores, a reação do garoto não seria das melhores, por isso o mantivera consigo para evitar que saísse do controle longe de seu domínio. Foi então que algo atingiu a percepção de Dobei. @Hemurin | Pondo as mãos na cintura o homem encarou mais um pouco a garota, irritado com a sua presença. "Nunca nem vi essa gente, mas cê parece sabê mais deles do que eu. Se nunca vimo eles, então pode se que eles sej-" "UMARO VEM PA DENTRO TÁ CHEGANDO A HORA!" Uma voz feminina gritou pela janela enfurecida, o que fez os olhos do caçador de galinhas arregalarem-se. "AH, O ASSADO! BOA ESTADIA PRA CÊ AÍ! Exclamando o civil deixou Kana sozinha, correndo para dentro da casa e batendo a porta atrás de si. Nas redondezas a genin não identificava mais ninguém, apenas a silhueta de Hakuryuu mais à frente. @Keel Lorenz | Tomando todos os cuidados o genin atuou o papel da governanta fuxiqueira, faltando só o copo de vidro na mão. Pôde ouvir lá de dentro o homem falando em um tom alto e exasperado. "É A NOSSA ÚNICA CHANCE VÓ, A ÚNICA!" Mais nada pôde ser escutado além de murmúrios inconclusivos da senhora que permanecia próxima à porta. Transferindo sua atenção à mulher, sem precisar utilizar de seu jutsu para evadir de quaisquer repreendas do homem, viu-a atravessar a rua enquanto duas galinhas se dispersavam. Observando seus trajetos Han, com sua agilidade, interceptou sem dificuldades as aves recebendo bicadas nervosas de ambas na capa. O tecido frágil, puído e que simulava a simplicidade do vilarejo acabou por trair o garoto, criando uma fenda que por fim revelou seu torso e sua vestimenta real. "CÊ TÁ MUITO FERRADO PIRRALHO!!!" Exclamou olhando nos olhos de Hakuryuu, saindo com urgência em direção ao norte rumo a uma casa abatida de dois andares. A frase explodiu nos tímpanos do garoto ao mesmo tempo que algo penetrou no seu campo sensorial. 00:00 @ryu-ryu | No momento em que aquela ínfima perturbação se tornou presente para a sensei sua postura mudou, abraçando Naraka como se fosse apenas um gesto de afeto, exceto por uma das mãos que estava sobre a sua boca. O garoto percebeu a capa da jounin encher nas laterais. "Apenas fique quieto Naraka, e finja ser um abraço natural." Logo que cochichou a mulher logo emendou. "Brigado pô ajuda essa mana gorda e desajeitada aqui, pirralho." O garoto logo relacionou o sotaque ao usado pelos civis. Então, por fim, viu uma sombra passar sobre eles, sendo seguido pelo surgimento de duas Dobeis por debaixo da capa. Logo todos saltaram, indo em direção à rua paralela. @Keel Lorenz @Hemurin @ryu-ryu| Kana e Hakuryuu apenas viram uma Dobei atônita aparecer aos seus lados, proferindo apenas um "venha", agarrando-os e saltando para longe da rua. O sexteto foi se reencontrar atrás de um trio de pedras, no sopé de uma imensa montanha que delimitava uma das laterais de Gojinka. Levou alguns segundos para as duas cópias desintegrarem-se em pedaços de pedra, com a original tomando logo a voz. "Um deles acaba de ir em direção à estalagem de Hideki. O chakra dele... não é normal." Disse a sensei com o fôlego descompassado. Os olhos fixados queriam expressar a segurança que a mulher não tinha naquele momento. "Eu estou com suspeitas martelando na minha cabeça mas... Kana e Hakuryuu, quero que digam o que acham da situação. Após considera-los daremos nosso próximo passo." Como se respondesse à reunião do time o vilarejo se calou, sendo engolido pela tensão.
  2. [Vaehaven] Abismo

    "Porque vocês insistem em agir como animais de estimação? Porque não reagem? Eles são podres, nos exploram e nos censuram se ousamos a colocar a nossa cara nas ruas dessa ilha usando aquele uniforme. Eles não querem ser associados a nós! ELES NÃO QUEREM NEM QUE NÓS EXISTAMOS!" Uma Musa adolescente vociferava, descontrolada, enquanto sua família rodeava uma pedra circular repleta de musgo. A pouca luminosidade era garantida pelo luar que adentrava timidamente na caverna. Feltan a encarava com uma expressão de dor, replicando em uma voz alta e trêmula. "Temos que ser gratos a eles, Musa! Eles nos dã-" Reva, que até o momento segurara as palavras, bateu com ambas as mãos no topo da pedra fissurando-a ao redor do impacto. "Poupe suas palavras, Feltan! Não vê que não adiantou falar nada a Musa durante todo este tempo? A ingratidão tá impregnada nela!" "INGRATIDÃO? Eu devo ser grata por receber migalhas? Aquela família suga cada gota de suor de vocês e não pensam em sequer UM SEGUNDO reconhecê-los por isso! Ao mesmo tempo tão fazendo a filha de vocês de chaveiro como se aquele palácio fosse um circo. É demais eu querer ter a minha própria vida e ser reconhecida pelo que eu sou? É DEMAIS EU QUERER JUSTIÇA PELA MORTE DO MEU IRMÃO? "CALE ESSA SUA BOCA, MUSA! ELES NÃO TÊM NADA A VER COM ISSO!" Aproximando-se de Reva e olhando-a nos olhos Musa disse. "Você é cientista e médica, mãe. Olhe os registros de Noira. Olha quem os financia. Quando algo fazer sentido pra algum de vocês talvez tenha algum sentido a gente conversar." ≋≋≋ As palavras de Lovecraft misturavam-se com memórias perturbadoras da sereia, borbulhando nervosamente em sua cabeça sem atravessar a carranca compenetrada que agora manchava seu rosto. Lembrou-se o quão revoltante era conviver com as personalidades alienadas de seus pais, porém o que mais a perturbou foi relembrar do rosto de Heira... sorrindo, enquanto a cada dia que passava mais sua relação com cada um deles ruía progressivamente. Fixando forçadamente sua atenção no homem Musa corroborava suas suspeitas criadas no momento que adentrou o laboratório. Ao vê-lo afastar-se agradeceu internamente o acréscimo de tempo que teria para assimilar as informações sem saltar impulsivamente na garganta do cientista, porém acreditava que até mesmo Arriety já compreendia como ela encararia aquilo tudo. "Só não posso dizer se você sairá satisfeita", dissera, e "Não fale sobre ser revolucionária a ele.", o que a fazia andar sobre ovos ali. Talvez não tivesse força para combater os dois, ou até mesmo unicamente o homem já que a Dragão a aconselhara não ofender Lovecraft mesmo sabendo das habilidades de Musa. Porém o que ambos não sabiam é que dado ao contexto e a cada similaridade que aquilo tudo tinha com as causas que a sereia viveu para combater até então, não seria uma disparidade de poder que pararia a mutante. Deu-se um breve momento para inspecionar os arredores, compreender o contexto e avaliar a reação de Arriety aquilo. Estava quase completamente certa de que esta era cúmplice ao que acontecia, talvez por uma busca preguiçosa de poder, o que a decepcionava pois tinha interesse na mulher. Notou os equipamentos modernos e claustrofóbicos, assim como uma existência que pairava sobre um deles. Quando sua atenção fora minimamente atraída a isto Lovecraft continuou. Aquilo foi então o clique de um interruptor. Infelizmente para alguém Musa não concordava, naquelas circunstâncias, que os fins justificavam os meios. "Você é um homem inteligente, além de observador, então talvez até mesmo saiba já a minha resposta antes mesmo de eu proferi-la." Musa começou, fazendo um dos pés descrever um arco para trás. "Possivelmente seu organismo já estaria repleto do meu veneno quando tivesse a ínfima chance de encostar um dedo em mim. O que você faz com prazer eu repudio racional e ideologicamente, então o que nos cabe a discutir aqui é: você suja suas mãos para defender o que você acredita ou terei que matar alguém que acredita nesse projeto sujo seu?" Ao longo de sua resposta a sereia impregnava seus arredores com seu hdo. Além dessa percepção estava atenta às movimentações de ambos, dando certa atenção extra à Arriety que estava mais próxima. Se houvesse algum movimento, estaria pronta para evadir com um salto retrógrado e então encaixar com a erpeto um disparo de óleo para o dispositivo que continha a existência flutuante. Aproveitaria do mesmo golpe para seguir com a perna em um chute protetivo para evitar ser atingida por algum membro ou algo, realizando um mortal retrógrado para ganhar distância em seguida. Quem não a conhecia talvez visse naquilo tudo uma pura e burra impulsividade, não notando um fragmento sequer da vontade crua e genuína de Musa em querer ser sincera consigo mesma e com o que acreditava. No final das contas aquela podridão que antecipara encontrar em Vaehaven de fato a faria mais forte. Que coincidência porca.
  3. Não seja igual a mim

    Rio Naka | 9º turno Dança da Água & Fluxo de Chakra @Ayami Elaborando melhor sua nova investida e adicionando um jutsu, Miyuki avançou novamente, vendo o sensei desviar facilmente com uma jogada de corpo lateral de seu projétil líquido. Ganhando tempo e com as anotações anteriores do homem em sua mente a garota voltou a engolir a lâmina com o fluxo de chakra, desferindo o golpe logo que o corpo do homem se tornou visível. Girando em seu próprio eixo Tenma intencionou mais uma esquiva, porém o movimento revelou-se ser diagonal e, reagindo com um movimento de mão oculto, algo cintilou em frente aos olhos da genin. Um assovio zuniu no penhasco ao mesmo tempo em que Miyuki viu a kunai partir-se em duas, ao passo que seu fluxo se mantinha firme em uma empunhadura sem lâmina. Mesmo que aquilo parecesse para ela uma falha, se olhasse para Sotenmaru, veria um sorriso aberto em seu rosto. "Parabéns, Miyuki! Você completou seu treino." O jounin exclamou empolgado, recolhendo com alguns movimentos de mãos duas extensões de fio de nylon afixadas nas árvores atrás de si. Seu talento com o shurikenjutsu era notável. "Mesmo que fosse previsível a sua reação de ataque logo após a Teppodama foi bastante limpa e eficaz, e seu fluxo se manteve mesmo com a interrupção da minha linha realçada com fuuton." Fez o torso baixar por um instante, cumprimentando educadamente sua pupila. "Treine mais sua concentração e pense nas utilidades do fluxo no shikigami no mai. Com isso seu repertório será infinito." @Sesshoumaru No momento em que Hayato começou a compreender o ritmo que seus movimentos deviam adotar para dominar a técnica foi o momento em que seu treino havia finalizado. Em resposta ao avanço dos clones o garoto os enviou um vórtex de fogo, preenchendo-o no processo com shurikens destinadas à cópia da retaguarda. Mergulhando no mar de fogo, a dupla, empunhando uma kunais, neutralizou as estrelas ninja no mesmo instante que puffaram ao contato com o ninjutsu. Ao mesmo tempo um Hayato esgueirava-se pela lateral, fazendo uma curva ao centro enquanto objetivava pegar o último clone pela retaguarda. Ao dobrar na última árvore que levava à localização do alvo viu-o de costas, sem dar-lhe atenção. Vendo a oportunidade o garoto não pensou duas vezes, mergulhou em sua direção com uma kunai. A voz do homem elevou-se no mesmo instante que avançou. "Parabéns, Hayato, seu treino está concluído." Quando a lâmina mergulhou uma resistência foi encontrada. O fio de náilon cintilou o brilho do luar, revelando um emaranhado de fios que ligavam duas árvores às costas do homem. Aquilo assemelhava-se a uma teia de aranha, criando uma película protetora para seu inventor. "Treine seu físico e seus reflexos. O taijutsu exige muito antes a mente do que os músculos propriamente. Quanto mais usá-la menos golpes levarás! Peço que se reúna à Miyuki no penhasco, o sensei dará um último recado." Ao fim de sua fala o clone puffou. Ao final do elogio de Tenma para Miyuki a garota podia ver um Hayato solitário sair da floresta em direção ao penhasco. Nem precisou questionar o colega, o sensei logo pronunciou-se. "Treinos concluídos, descanso merecido. Infelizmente Hanako ainda está na base do penhasco, por isto terei que dar maior atenção para auxiliá-la em seu fluxo. Fiquem livres em retornar às suas casas, em breve terão notícias de nossos próximos passos." Com uma queda de torso o homem despediu-se, puffando. Ele também era um clone.
  4. [Missão Rank-C] Vulcão

    5º turno Vulcão @Keel Lorenz | Ao se aproximar da idosa e redirecionar seu olhar para frente Hakuryuu podia notar um trio de crianças serem repreendidas por um casal que insistentemente os chamava para dentro da casa. Aos resmungos de reclamação os três arrastaram os pés de volta à casa, sendo engolidos pela porta batendo com urgência atrás deles. Quando emitiu sua saudação nada na postura da mulher se alterou, apenas uma aura melancólica flutuava ao seu redor. Mais próximo da mulher o genin podia ouvir agora alguns gemidos uníssonos ao balanço da cadeira. Alguns segundos passaram após a pergunta do garoto até a senhora balbuciar algo. "Cê... tem cheiro de mentira. Mentira... enganadora que nem os oculto. Os..." Interrompendo a mulher e irrompendo no campo sensorial do shinobi um homem apareceu na soleira da porta, de vestes simples e puídas e com uma carranca de poucos amigos. "O que cê qué enchendo o saco da vó pirralho? Xô!" Expulsou Hakuryuu com um movimento de mão enquanto arrastava a cadeira para dentro da humilde casa. Quando a porta bateu ainda se podia ouvir os sons que aconteciam lá dentro. Parecia que o homem falava com a idosa. Mais à frente na rua algumas galinhas despontavam, correndo sem rumo. Uma mulher atônita surgiu correndo atrás delas, repetindo em voz alta e nervosa "Ó A HORA! Ó A HORA!" @Hemurin | Kana, por sua vez, aproximou-se de seus interrogados de forma abrupta e questionou-os diretamente, sendo recebida com olhares desconfiados. "Aqui perde só quem tem o que oferecê, garotinha." Disse um dos homens enquanto o outro se ocupava em organizar as aves no cercado, este último saindo logo da vista da genin. "Se cê tem alguma coisa de valô segue teu rumo, se não tem o Hideki tem uma cama boa pra cê dormi na rua de cima." A garota não notava nada além de brusquidão e urgência na voz do homem. Mesmo que parecesse que queria se livrar logo da sua presença ficou aguardando se ela tinha algo mais a perguntar. @ryu-ryu | Antes que a reação do garoto atraísse toda a atenção do vilarejo e que Dobei tomasse a agradável ciência de que o garoto ainda nem beijara na vida um punho fechado mergulhou rápido demais de encontro à sua testa, fazendo Naraka tropeçar à frente e seu discurso ser interrompido. "CA-LA-DO!" Exclamou cochichando Dobei, pegando o garoto pela capa nas costas e o pondo de pé antes que caísse no chão. "O que falamos sobre descrição?!" Perguntou a jounin enquanto se xingava internamente por ter esquecido de ser mais sutil em como tratava justamente o mais surtado do time. Respirando profundamente sorriu amarelo, pondo levemente uma mão trêmula sobre um dos ombros do garoto o incentivando a manter os passos pela rua. "O que eu quis saber, Naraka, é como você lida com a morte em si, não a sua. Nossa profissão se relaciona com a iminência dela a todo o momento e me choca encontrar alguém como você nessa jornada. Como você agiria se Kana estivesse em situação de perigo extremo? Você desistiria apenas por saber que esse azar faria tudo tomar o pior rumo?" Não era possível ver dali e naquele momento a expressão da mulher, oculta pela altura e pela gola da capa. Em contraste ao momento de descontrole a fala da mulher carregava pesar. Talvez o assunto tivesse algo a seu respeito também. Se voltasse sua atenção à rua Naraka veria que naquela altura em que caminhavam não havia mais ninguém. Em paralelo a noite solidificava um teto escuro e sem estrelas sobre suas cabeças.
  5. [Missão Rank-C] Vulcão

    4º turno Vulcão Uma cachoeira de óleo escorria por um dos cantos da boca da mulher quando os genins rebateram com perguntas mais específicas sobre a situação. No contexto geral Dobei estava lidando com um time coeso, combativamente falando, então ministra-los em combate talvez não seria um problema. Problema seria apenas conviver já que parecia que uma aura de desastre pairava no ar, como se tudo fosse sair de seu controle a qualquer momento. Enquanto uma mão fazia um estrago no jantar, pondo para dentro da boca o suficiente para empanturrar a jounin, a outra coçou a nuca. Pensativa, a sensei respondeu. "São cinco no total, mesmo que no final das contas não passem de arruaceiros acreditando que têm um ideal eles são organizados. Até o presente momento não causaram nenhum dano físico a ninguém da vila, os saques sempre ocorreram discretamente, tendo sido presenciados esporadicamente por alguns civis. O montante de informações coletadas nessas ocasiões foi o repassado para a cúpula de iwa. Essa é a primeira vez que a tsuchikage cria uma operação para resolver isso. E isso é tudo o que temos... talvez tivéssemos mais coisas se eu não tivesse gritado com eles..." Usando as bandas enroladas em uma das mãos, Dobei limpou a boca, dando um último gole na água. "Não sou" respondeu Hakuryuu "e a ideia de nos organizarmos já foi concebida. Segundo o que nos foi repassado, caso os delinquentes sigam o padrão repassado pelo representante da vila, o próximo saque ocorrerá às 2h dessa madrugada. A partir desse momento quero que suprimam a aura de chakra para que nada seja captado. Se eles forem articulados como dizem podem estar atentos a isto. O representante é aquele desagradável que nos guiou até aqui. Dá pra ver que estão em boas mãos." Erguendo-se, Dobei emendou, enquanto pegava de uma bolsa quatro mantos amarronzados e maltrapilhos. "Vistam isto, temos que nos camuflar entre eles." O traje era nada além de uma capa com gola. Felizmente era uma noite de muito vento, a umidade havia abandonado a região e o clima permitia que o vestissem sem incômodo. "Não podemos ficar em um ponto fixo já que podem direcionar o saque a um ponto específico e a gente fique chupando o dedo. Feito isto, me sigam." A jounin lançou sobre o corpo a capa, lançando-se porta afora e esperando que seu time a seguisse. Quando a mulher atravessou a soleira, sem ninguém perceber, a mandala rachou, criando uma fissura dentro do padrão de círculos. Uma vez estando acompanhada pelos discípulos Dobei começou a andar pelo vilarejo. O lugar era composto apenas por duas vias compridas e largas, com casas simples dispostas ao longo de toda a extensão. A movimentação era escassa, tendo alguns homens com vestes simples perambulando aqui e acolá com sacos equilibrados nos ombros. No final de ambas as vias uma construção de pedra, já antiga, se erguia. Na fachada se via "Sumi". Certa de que estava sendo escutada a mulher falou. "Kana e Hakuryuu, você seguem pela rua paralela a esta à direita, em direção ao norte de Gojinka. Eu e Naraka estaremos seguindo por esta indo na mesma direção. Lá na frente encontrarão um prédio, com Sumi na fachada. É a casa do representante. Quando chegarem lá, retornem pelo mesmo caminho e voltem para este alojamento. Durante este trajeto coletem informações de civis que encontrarem, quanto mais detalhes soubermos mais eficiente será a nossa reposta. Quando nós quatro estivermos de volta a este alojamento, após a etapa de interrogatórios, compartilharemos nossas informações. Caso nesse meio tempo encontrem algo de estranho usem o chakra de vocês, os emitem de alguma forma. Eu saberei onde estão. " Tendo respeitado a ordem da jounin e ido para a rua paralela, Kana e Hakuryuu veriam uma via quase idêntica a outra senão fosse pelo maior número de galinhas. Uma dupla de homens corriam atrás delas, para aprisioná-las em um cercado. Mais à frente, seguindo ao norte, uma senhora balançava-se em uma cadeira inclinável em frente à sua casa. Outras movimentações ficavam mais à frente, inalcançáveis naquele momento aos olhos da dupla. Voltando para Dobei e Naraka, dois olhos atentos olhavam para o garoto, como se inspecionasse aquela figura tão instável e louca. Após alguns segundos a sensei voltou a olhar para frente, observando os civis recolherem-se para as suas casas. Não se via o homem mal humorado de outrora, assim como qualquer outro rosto. Parecia que as coisas por ali estavam mais calmas. A medida que caminhavam podiam perceber algumas janelas se fechando, como se respondessem ao avanço dos ninjas. Quebrando o gelo e esquecendo por um pequeno momento que estava lidando com um pessimista azarado, a mulher perguntou. "Naraka, como você lida com a morte?"
  6. Limpando tripas

    Se Yasuko, próximo e consciente do que habitava em Asuka se mostrava surpreso, o que se deixava para Inori. As palavras simplesmente não se conectavam, porém sua percepção sobre os dois, além de sua atenção para suas maneiras e como se direcionavam diziam estar sendo sinceros com ele. Apenas não tinham tantas informações, assim como ele. No final uma proposta de treinamento soava estranho para o homem, ainda mais quando parava para pensar sobre o que esperava ele no final de sua trajetória de evolução. Sabia que tudo havia começado nas feridas de seus progenitores, no entanto apenas uma névoa espessa e cegante rodeava o que as causara. Talvez aceitar a ajuda da dupla fosse uma alternativa desesperada de encontrar respostas, porém era um atalho que poderia tentar. Atento a tudo. Erguendo-se e logo em seguida baixando o torso em respeito, Inori agradeceu. "Seria um prazer, Yasuko. Se isto me levará a respostas. Porém não quero criar nenhum incômodo, também lhe quero ser útil." Pensar em se colocar no lugar de aprendiz sendo que levara sua vida inteira cuidando e ensinando os outros era intimamente perturbador, possivelmente era até o causador de sua estranheza a tudo aquilo, mas o destino havia lhe atraído a isto. Pela primeira vez se deixaria levar. Desativando Saidan e confiando apenas em sua atenção genuína, voltou e encarar Asuka e Yasuko, emendando após. "Por onde começo?"
  7. Resposta

    @Dona Kinne | Em uma caverna em Komatsu Algo que martelava na cabeça de Tomori mas que não saiu pelos lábios era que tudo não passava talvez de uma forma de ela se certificar que terá uma consciência tranquila uma vez longe de Nohime. Sua vida fora do quartel general sempre estivera orbitando em volta da existência de sua irmã, mesmo que isso não tenha sido algo que ela tenha pedido. Era uma promessa, algo que devia à memória de seus pais. O que não a fazia questionar-se em nenhum momento se era invasivo ou desrespeitoso à mais nova. Prosseguindo pelo caminho e chegando enfim na fresta que às esperava, a dupla teve que virar lateralmente os corpos, rastejando pela brecha e varrendo no processo restos frescos e podres de algo que parecia carne. No final do trajeto, uma câmara circular ampla com vigas que conectavam o teto ao chão se mostrava. Preenchendo o lugar incontáveis teias se espalhavam, mantendo em pé um casulo que era o centro do cenário. Utilizando sua percepção espiritual a colegial sentia ondas vibracionais emanarem dali, espalhando-se pela caverna, superando-a e tomando proporções que não lhe eram possíveis detectar. Porém o que estava abaixo do casulo era o mais preocupante. Oficiais, de aparência decrépita com direito a fraturas expostas e entranhas escapando por orifícios, se mantinham em pé numa paisagem deprimente de marionetes humanas. A única coisa neles que podia se levar a crer que estavam despertos eram os olhos abertos, arregalados. — Merda. — Tomori instantaneamente entrou em posição de ataque. Nohime não pôde perceber com exatidão o momento em que ela ativara seu fullbring. Ambas as mãos empunhavam um par de magnuns Broken Butterfly. O aço trabalhado em pequenas marés reluzia a pouca luz que escapava de buracos no teto. Havia parado de chover. — Belas garotas, prazer. — A voz feminina já familiar ecoou vinda do casulo. Nada além de serenidade podia ser notado nela. — Mataram toda a minha família, meu queridos e amados filho e marido, e agora querem matar a mim. A minha liberdade. O quão cruéis são os humanos? — Enfia esse seu papo no c*, aberração. — Nas têmporas da mulher veias saltavam. O estresse estava lhe cobrando um preço caro. Talvez fosse por todo o contexto. Ou pelo único fato de ver entre os controlados ali colegas de equipe. Rostos conhecidos. Até mesmo a Kisaragi mais jovem podia reconhecer um, o motorista a van que a levara da floresta de Mashiba tempos atrás. Nos punhos tinha uma arma, assim como a maioria ali. Se aproximavam de cinquenta pessoas. — Qual é a intenção com todo esse inferno aqui? Quem é você para falar de crueldade? — Liberdade é um ponto de vista, donzela. Crueldade também. — A resposta veio com o início da movimentação dos controlados. Três na dianteira vinham empunhados fullbrings liberados, duas catanas e outro um chicote que já vibrava no ar. Outros dois, um em cada lateral, vinham um com uma naginata escura e outro com um par de adagas. Aparentemente a matriarca estava os utilizando de forma estratégica, mantendo muitos ao seu redor para ter um controle maior de campo. No final das contas ela conhecia a técnica de Nohime. Os que atacavam na linha de frente realizavam golpes diretos, almejando torso e pernas. — Nohime lidarei com os de pistolas. Te encontro lá na frente. — Disse a oficial saltando por cima dos peões com um impulso de bringer light e indo em direção a outras marionetes que estavam mais atrás. Os cinco continuavam seu avanço, ignorando o deslocamento de Tomori e focando em Nohime.
  8. Não seja igual a mim

    Rio Naka | 8º turno Dança da Água & Fluxo de Chakra @Ayami Seguindo normalmente o processo a garota deixou fluir seu chakra pela lâmina, mantendo o fluxo enquanto avançava na direção de Tenma. O movimento fora limpo e direto e, em paralelo a isto, o fluxo manteve-se firme. Sorrindo, porém mantendo-se calado, o homem girou em seu próprio eixo e revelou sua mão oculta já empunhando sua própria kuna, fazendo logo seu golpe contra a arma de Miyuki e produzindo um estilhaço de faíscas e explosão de chakra. No atrito a menina poderia sentir uma vibração aguda abraçá-la. "Este é meu fluxo, sou especialista em fuuton. E o seu?" Após assimilar a frase do mentor a genin pôde ver sua lâmina desprovida do fluxo. "Seu foco conseguiu manter a consistência, porém sem resistência o suficiente. Não depositei força em meu movimento, então deve trabalhar isto no próximo golpe. Tente uni-lo a outro movimento de ninjutsu ou qualquer outra técnica. Elaborar sua investida fará que controle a atenção de seu inimigo e lhe dará tempo para reforçar sua manipulação sobre seu próprio chakra." Por fim saltou para trás mais uma vez em um movimento fluído, estabelecendo uma nova distância e aguardando o próximo passo de Miyuki. @Sesshoumaru Dessa vez Hayato estava mais atento. Livrando-se dos projéteis, revelando nos lugares pequenas fissuras sangrentas, cuspiu sua técnica katon ao passo que Tenma saltava aos céus movendo feito ventriloquista os dedos da mão esquerda. Um quinteto de kunais voou na direção do genin, vindo de algum lugar do topo das árvores, no mesmo instante que já emendava uma investida aproveitando-se da distração criada pelo ninjutsu. Como antecipara a vinda inesperada de projéteis o garoto lançou por sua vez shurikens, que chocaram-se contra as armas, o que foi seguido por um chute descendente de Sotenmaru. Hayato respondeu igualmente com um movimento de perna, bloqueando o movimento com um chute e o desviando para outra direção. Quando atingiu o chão, o jounin foi recebido com um movimento de kunai, evitado com um salto lateral e uma dupla de mortais retrógrados. Um sorriso largo manchava os lábios do sensei. Parecia orgulhoso. "Mesmo que tenha me decepcionado o fato de não teres incluído shurikens nas bolas de fogo e controlado-as com náilon, suas respostas foram bem antecipadas e inteligentes. Para me certificar que não sairás daqui sem ter compreendido todas as camadas dessa técnica, terás um último estágio a superar." No final da frase o clone trouxe para lhe fazer companhia duas outras cópias, postando-as nas suas laterais. O trio de Tenmas estava em posição retilínea a de Hayato, a 20 metros, árvores se postavam tanto próximas pelas laterais quanto na retaguarda dos três. Alguns segundos se passaram até os dois novos clones partirem em direção ao genin, cada um com uma kunai empunhada, enquanto um ficou na retaguarda. Mais nenhum comando foi dado. Era claro que Sotenmaru esperava que seu discípulo superasse-os.
  9. [Missão Rank-C] Vulcão

    _____3º turno Vulcão Um sorriso tímido despontara nos lábios finos de Dobei enquanto as interações entre os três se desenrolavam. Talvez estivesse satisfeita com as relíquias combativas que tinha sob seu comando. Ao passo que avançavam o caminho começava a se alargar, diminuindo a tensão e periculosidade do trajeto enquanto chegavam por fim a uma planície rochosa com algumas árvores secas espalhadas aqui e acolá. "Quando superarmos aquela curva à direita" disse a jounin apontando com o dedo indicador um caminho diagonal na direção que contornava o sopé fissurado de uma pequena montanha. "Chegaremos à entrada da vila." Sua fala serviu mais como uma pontuação no meio do falatório, expressando ali uma Dobei mais compenetrada em seu objetivo. Longe dos ouvidos e consciência dos genins os pensamentos da mulher se entrelaçavam, chocando-se contra as têmporas como se quisessem saltar noite afora. Seus pesares e preocupações iam além de sua nova tarefa, andando em círculos em um passado que quase já não lhe dizia mais respeito... mas ainda machucava. Por fora, os três apenas viam sua silhueta caminhando cautelosamente. Para os sentidos aguçados de Han podia notar o chakra da mulher vibrar, como se borbulhasse. Não tardou para que identificassem o vislumbre de um vilarejo humilde, empoeirado e abarrotado de galinhas e galos. No centro de um par de bambus quebradiços, que aparentemente serviam como uma espécie de portão principal maltrapilho, havia um homem de vestes simples, rubras e puídas, de pele bronzeada e com os braços cruzados. Ao aproximarem-se logo disse. "Ei, boa noite" já se aproximava das 21h, o céu quase completamente engolida pela escuridão. "Cês é que são os mandado?" O trio pôde ver a mulher engolir pesadamente. "Boa noite. Somos os enviados sim, prazer Dobei, Hakuryuu, Naraka e Kana. Estamos às ordens de Gojinka." O homem aquiesceu sem muita paciência. Parecia esperá-los. "Sou Hideki, o dono da pousada. Estão atrasado. Me sigam." Tomou a frente com pressa, criando distância do quarteto. Dobei entortou a boca para cochichar. "Estamos adiantados. Esse cara fede à cachaça." Começou a caminhar, esperando que a seguisse. "Devemos nos animar pois a pousada dele deve ser uma beleza." As expectativas foram devidamente atendidas com uma construção de barro com pequenos furos espalhados esporadicamente e uma marquise de tecido sustentada por dois paus. Lá dentro uma mesa em estilo oriental ficava no chão, já contendo a alimentação do time posta: Karaages (vulgo frango frito) com saladas e água fria. "Passando aquela porta nos fundo na direita tem duas beliche. Podem usa!" E desapareceu pela entrada, tão carrancudo como estivera minutos atrás ao recebê-los. Uma veia pulsando despontava no canto da testa da sensei, em contrapartida um sorriso abria a boca numa expressão nervosa. "Bem, time, comemos! Itadakimasu!" Sentou-se sem cerimônia, caçando do balde um karaage, envolvendo-o em uma folha de alface. Em uma dentada fez sumir metade do frango, colocando-o pra dentro com um golão de água. Aparentemente a mulher não tinha etiqueta nenhuma para aquilo. Após todos se acomodarem ao seu redor, Dobei começaria. "Gojinka possui quase duzentos anos e nunca participou politica ou economicamente de Iwa. Sobreviveu todo esse tempo do setor de estalagens q-" Dobei tossiu, parecia irônico. Engoliu mais água e prosseguiu. "Que sustentou toda a movimentação financeira dessa região e ao mesmo tempo dava aos viajantes certa infraestrutura. Porém, de uns tempos para cá, uma gangue intitulada Muriyari, que diz preservar os princípios antigos de Iwagakure de autossuficiência e anti-estrangeirismo, está saqueando os estabelecimentos e provisões de Gojinka com o intuito de colapsar a sobrevivência de seus moradores e deflagrar um golpe contra Iwa em si e seu atual status de globalização." Dobei pausou para que assimilassem as informações enquanto servia-se de outro karaage. Estava faminta. Ou tinha o olho maior que a barriga. "Nossa missão aqui é afugentar a gangue enquanto um novo ataque acontece. De acordo com as informações repassadas para o QG existe um padrão de horário e dia e nesta madrugada ocorrerá um novo golpe. Os constantes saques estão provocando a ruína desse lugar e não há nenhum poderio ninja por aqui. Nossa querida Oomana achou mais do que certo que a salvação destas pessoas contassem com o nosso êxito desta missão." Olhou para cada um deles, mastigando um resto de alface. "E se depender de minha vontade como jounin assim teremos." A última frase foi dita com uma das pálpebras tremendo. Os três não podiam dizer se era mentira ou a jounin temia apenas de pensar na ideia de encabeçar tudo, porém era evidente a convicção no tom de voz e na sua compenetração. Por fim, arrematou com uma pergunta. "Quero que digam de forma direta suas fraquezas e o que mais temem, de forma geral. Precisamos esclarecer algumas coisas antes de mais nada." Se prestassem atenção aos arredores veriam uma mandala de dimensão pequena girar logo atrás da jounin, como se quisesse refletir todo o mal que se direcionava para o estabelecimento. De algum jeito ainda acreditava que pudesse salvá-lo.
  10. [Missão Rank-C] Vulcão

    2º turno Vulcão "Temo não conseguir muito dinheiro com vocês." Respondeu a pergunta de Naraka com uma carranca pensativa. Talvez estivesse ponderando mesmo o quanto conseguiria se os vendesse. Quando a pergunta do garoto logo foi emendada por uma gritaria sem controle uma veia saltou em uma das têmporas de Dobei. Quase que imediatamente a mulher respirou exageradamente profundo, anotando mentalmente o que acontecera. À medida que tomou o caminho e ouviu o desenrolar das respostas dos genins, a sensei desfez um punho cerrado que mantivera até o momento, direcionando os olhos em seguida para o de cabelo verde. "Devo alertá-lo, criança, que gritos altos nessa região provocam deslizamentos de pedras, grandes o suficiente para esmaga-los." Começou o aviso em um tom controlado, quase mecânico feito robô. Os olhos arregalavam-se ao passo que finalizava a fala. "E acredito que com seu azar nós três sejamos alvos fáceis para essas pedras." No final anotou mentalmente a pequena biografia do trio, não se impressionando com a miscigenação de seu time. O caminho descendente se manteve até alcançar um paredão de pedra que anunciava a base de outra montanha. O caminho que tinham que percorrer agora era uma passarela rochosa estreita, havendo à sua esquerda um precipício inatingido pela luz e à direita a montanha em si. "Yare yare, entendo." Respondeu depois de um tempo. Os três quase conseguiam enxergar as engrenagens trabalhando na cabeça da mulher. "Como fez o menino bem vestido quero que também falem um pouco sobre suas especialidades em combate. Temos grandes chances de atingir o fracasso se a nossa ignorância sobre o outro prevalecer. Sobre as minhas, vocês a conhecerão no momento certo. Apenas quero que saiba que sou extremamente apta a cobri-los em quaisquer áreas em situação de batalha, então não temam." Na frente Dobei levantou o braço, apontando para baixo na esquerda do time. "Esse caminho é o mais seguro e menos custoso para nós já que Gojinka fica no sopé de uma cadeia de montanhas menores mais à frente. Se utilizássemos de nosso chakra para cortarmos o caminho seríamos alvo de animais selvagens e gastaríamos energia gratuitamente. Mantenham-se atentos onde pisam. Não quero perder um membro antes mesmo de iniciar a missão." Após seu exercício de respiração e neutralizar mesmo que por um momento a dupla efusiva de genins a mulher parecia mais dona de si. Ainda eram um mistério suas características mais críticas e o que podia representar como mestre para os genins. Porém aquele era o ritmo que as coisas tinham que ter para Dobei. E, no momento certo, cada um deles saberiam o porquê dela estar ali.
  11. [Vaehaven] Abismo

    Por um momento a palavra causa pairou dentro da cabeça da sereia fazendo-a se perguntar qual era causa da seita. Adorar algo? Defender o seu direito de existência? Bem, deveria se contentar por hora com um silêncio autoimposto já que haviam grandes chances de ser interpretada como intromissão sua insistência em saber mais detalhes. Talvez conseguisse suas respostas alguns passos mais à frente... Ouviu atenta a dissertação sobre o funcionamento das habilidades das que combatiam com seus pensamentos percorrendo involuntariamente a imensidão negra deixada por Noira. No final das contas sua excentricidade não estava em sua hibridez mas sim na sua mutação, constatação essa que manchou o rosto de Musa com uma carranca de desagrado. Apenas foi tirada da espiral de negatividade quando ouviu a resposta de Arriety. Deixou os cantos dos lábios estenderem-se em um sorriso fraco. "Entendo." Pontuou para que a bruxa soubesse que a escutava, sem interesse no momento no que viesse de Kyrie. Perseguiu-a, percorrendo o salão e deleitando-se com os olhos e com os ouvidos do cenário bizarro que se estendia aos arredores. Uma espécie de ritual privado acontecia corroborando em parte o que o garoto marinheiro dissera em sua batalha de outrora. Por fim seu interesse não se ateve tanto ao que acontecia ali, focado em quem encontraria e responderia suas perguntas. A mudança de cenário, no entanto, reduziu o deleite a um mísero desgosto. Ver as cápsulas aprisionando aqueles corpos possivelmente inspecionados, usados como cobaias e limitados àquela realidade de inspeção mergulhou a língua da sereia em um sabor amargo. Suas prenoções de comunidade autossuficiente e baseada na naturalidade dava lugar a uma desconfiança de que as formadoras da seita eram resultado de um experimento, de algo concebido, algo contra ao que imaginara. "São só suspeitas" pensou numa espécie de consolo, porém perdeu o efeito esperado quando viu Lovecraft. Pensar que o futuro e a forma de seu próprio corpo fosse uma vontade manipulada por um mero homem deu ânsia de vômito em Musa. Não conseguiu esconder os olhos trêmulos e a boca comprimida. Seu tom saiu seco. "Prazer." Enquanto que na sua mente um quebra-cabeça trágico se montava, o homem as introduzia no ambiente. A claustrofobia, tanto física do espaço quanto mental de seu estado de espírito, embaralhava suas reflexões num emaranhado confuso. Se não retomasse o controle sobre si mesma não conseguiria esclarecer as lacunas que preenchiam suas ideias. "Sou Natural de North Blue," resolveu não ser específica "uma sereia. Fui contaminada pelo descarte químico de uma empresa da minha ilha, algo que criou uma mutação dérmica e, a certo nível, genética em mim." No seu estado alterado, se não escolhesse o caminho da verdade mesmo que de forma sucinta, talvez transparecesse. "No final uso da toxina para envenenar e a minha mutação dérmica para ferir. Agora é a minha vez. Você é subordinado da sacerdotisa? Ela é completa e profundamente consciente do que acontece por aqui? E sobre as meninas." Olhava com firmeza para Lovecraft. Também notaria se mentisse com sua atenção e seu kenbunshoku. "São elas que escolhem ser submetidas à sua ciência?" Não se importou em como veriam aquela sucessão de perguntas. Quando se tratava de seus objetivos Musa era pragmática.
  12. Resposta

    @Dona Kinne | Em uma caverna em Komatsu Surpresa com a redução do martelo em uma simples tesoura a criatura desestabilizou-se, tendo seu foco estilhaçado em cacos. A flecha giratória mergulhou no torso novamente, contorcendo em um único sentido carne, patas, pelos e entranhas. Um pouco mais acima, sobre uma placa espiritual, Asichi estendia ambas as mãos em direção ao monstro, manipulando a energia do projétil para que ele seguisse perfurando até ter certeza da aniquilação do perigo. Dois pilares estreitos de sangue escorriam pelas narinas da garota. Nohime, após alguns segundos com a guarda alta, notou a presença do grandalhão desaparecer da caverna, deixando para trás apenas o ar fedorento e pesado. Em frente às duas, agora diante da parede lateral oposta, um amontoado de algo pastoso e verde impregnava um buraco perfurado na superfície rochosa. O primeiro alvo estava morto. Descendo de sua placa e limpando as narinas com a capa preta a grisalha aproximou-se da Kisaragi, pondo sua mão logo após sobre a parede que interceptava o caminho. O mesmo vapor visto antes, no primeiro obstáculo, se mostrava aparente. Naquela altura do campeonato Nohime já entendia o que estava acontecendo. Partindo-se em vários pedaços a barreira revelou o que as esperavam pacientemente do outro lado. Cinco crianças e uma sexta híbrida encontravam-se mortas no chão, algumas distantes demais de seus membros do que naturalmente se esperava. Sentada no chão, com as costas na parede, Tomori aguardava com o rosto corado e as têmporas úmidas de suor. — Bom trabalho, meninas. — Disse levantando-se, olhando em seguida para a grisalha. — Você retorna, Asichi. Você quase chegou ao limite com a sua energia. Bom trabalho. Eu e Nohime seguimos. — Eu ficarei aqui, me certificarei de que nada intervenha na luta de vocês. Qualquer coisa reportarei. — A falta de resistência confirmava o que a mulher dissera sobre sua energia, ou que talvez desempenhara o papel que devia. — Okay. Seguimos. — Uma vez que a irmã a tivesse seguindo, Tomori emendaria. — Asichi manteve o inimigo imobilizado com a flecha de sombra, enquanto criei um clone meu e o deixei ser atingido para impactar na sua percepção sobre a batalha. Juntamente a flecha negra havia outra que criou uma passagem momentânea para a minha passagem, por isso consegui ter acesso às crianças. Ela gastou exigiu demais de sua reiryoku, porém tudo em prol de seu treinamento. — Mais como em tom de justificativa do que esperando que Nohime se importasse, a oficial seguiu. — Todas as crianças já estavam mortas, manipuladas pelos fios dela. Fora daqui nossos oficiais estão lutando uns contra os outros, parece que o nosso alvo final controla tudo remotamente. — Enquanto dizia um salão circular mostrava-se para ambas, preenchidos nas laterais com estalactites e estalagmites maculadas de sangue e entranhas. No lado oposto apenas uma fresta mostrava-se como caminho, porém larga o suficiente para que os corpos de ambas conseguissem transpor. — É possível que tenhamos surpresas antes que consigamos enfim encontra-la. Aquele era o momento para Nohime refletir sobre o que acontecia e reagir ao plano minuciosamente orquestrado junto à Asichi para treina-la.
  13. Limpando tripas

    O semblante de Inori que alternava entre o cordial e o pensativo subitamente contorceu-se em uma carranca de surpresa. O início da resposta da garota dava certo tom de confusão ilusória, porém o que fora emendado o pegara completamente desprevenido. A princípio o grisalho não pensou em se justificar ou detalhar seu motivo em explorar a outra face de Karakura, apenas veio à sua mente em saber o que a garota viu. "O que sua habilidade captou, Asuka?" A nuca arrepiara embaixo das mechas longas e molhadas do cabelo. Esqueceu-se por um momento das formalidades seguidas até então, aquilo se tratava de algo perigoso e valioso para Inori. Tossindo e afastando uma nova mecha que caía sobre o rosto, seguiu cautelosamente. "Eu estou atrás de algumas respostas sobre o mundo espiritual de Karakura e como posso me tornar mais forte para o meu vilarejo, porém acredito que não terei êxito senão souber sobre minha origem. Sobre o que vitimou meus pais. Talvez..." Por fim escolheu o caminho da sinceridade, enquanto paralelamente impregnava o recinto com a Saidan. Seus olhos pairavam sobre Yasuko com pesar.
  14. [Vaehaven] Abismo

    Musa livrou-se do sangue do furão com uma sacudida de mão, enquanto, já completamente dona de seus sentidos, se unia novamente à Arriety. Uma impassibilidade clara estampava o rosto da sereia ao ouvir o que a híbrida dissera, levantando uma sobrancelha em resposta ao tal conselho. "Decepção tamanha seria a minha se descobrisse que vocês têm rabo preso com os tenryuubitos." Proferiu com um tom de voz friamente grave. Aproveitando-se do momento privado com a semelhante, antes de se reunirem ao garoto novamente, a loira emendou. "Minha curiosidade sobre vocês, além da arqueologia" mentiu "tem realce no meu interesse pessoal de crescimento. Saber como vocês se relacionam e usam de sua hibridez para o combate seria de grande valor para o meu desenvolvimento combativo. Aliás, quando tiver uma oportunidade de aprender diretamente com você, também seria um prazer." Nada no tom de Musa indicava que ela estava dando uma cantada em Arriety, porém se a mulher decidisse por olhar para ela notaria o olhar oscilante de excitação. No entanto não demorou muito para que o diminuto e anormalmente forte garoto pirata estragasse o clima enquanto quase adentravam a caverna. Também não demorou para que ele a incomodasse ao tentar um novo diálogo lunático. "De onde vim não há deus, criança. Quem me gerou não passa nem perto do que se concebe como divindade." Respondeu a sereia sem olhar para Kyrie, seguindo Arriety de volta para algo que ela mencionou estar quase pronto. "E pelo que pesquiso, nem você."
  15. [Missão Rank-C] Vulcão

    1º turno Vulcão O tempo até o momento marcado para a nova missão transcorreu rapidamente, preenchido de formas aleatórias pelos três genins e terminando em um céu alaranjado pelo pôr-do-sol. A chegada da noite diminuía o calor e a umidade deixando o clima milagrosamente agradável. E, paralelamente a um vermelho aqui e um rosa acolá atravessados pelas nuvens, os três chegaram. Devido ao horário a concentração de pessoas confluía para o centro comercial, enquanto que no portão da vila nenhuma vivalma além dos três se mostrava aparente. Até que Dobei saltou em frente a eles. "Olá, Naraka, Kana e Hakuryuu." A mulher saudou em uma entonação alta e clara, de forma educada, enquanto abaixava seu torso. Quando retornou uma de suas pálpebras tremia. Talvez custasse muito esforço desempenhar aquela entrada, daquela forma. "Me chamo Deikazan Dobei, sua mais nova jounin." Após introduzir-se viu que Naraka vagava perdido, não prestando atenção exclusivamente na sua apresentação. "EI, CABELO VERDE, VEM LOGO PRA CÁ, SENÃO O MALUCO DO PORTÃO VAI TE PEGAR!" A gritaria contrapôs o tom de forma cômica e considerando a estratégia que usou parecia que conhecia muito bem os integrantes do time. "BEM," tossiu, emendando "o antigo sensei de vocês foi afastado pois será redirecionado de função. Por algum motivo a Hokage o quer em outro lugar. De forma a testar vocês três e a mim como jounin ela também inventou de nos mandar em uma missão Rank C, então espero que sejamos um ótimo time." Dizia com aquela expressão alterada. Respirou fundo, unindo as mãos em frente ao corpo em forma de reza. Parecia procurar o foco. "Então, estamos há cinco horas de nosso destino, Gojinka, que está localizado passando um contorno de montanhas à noroeste daqui. Ao chegar lá nos abrigaremos e nos alimentaremos, assim podendo debater os detalhes da nossa missão. Por agora, enquanto caminhamos, quero saber um pouco mais de vocês." O novo tom de Dobei era forçadamente estável. Parecia querer conter sua verdadeira personalidade, criando uma espécie de barreia invisível entre ela e o trio. Era o primeiro contato de alguém com claras limitações sociais, então certamente seria difícil. Bastava agora os pupilos reagirem à sua nova sensei e ver no que se transformaria sua insistente resistência. Partindo da vila um caminho amplo, rochoso e plano se estendia, ainda iluminado pela tímida luminosidade do fim de tarde. Mais adiante um caminho declinado à esquerda mergulhava no limite de uma primeira montanha, estendendo-se até sua base por longos quarenta minutos. @ryu-ryu @Keel Lorenz @Hemurin