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Jinkei

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O efeito surpresa que almejava criar com seu deslocamento pelos portais não fora o suficiente para impedir que a criatura reagisse ao seu ataque e a desarmasse. A garota segurou um grunhido de dor devido à dor em sua perna e não perdeu tempo em desativar o seu fullbring. Esperava que a súbita transformação do martelo em uma lâmina pequena e o ataque de Asichi fossem o suficiente para que a criatura soltasse o objeto. Ao mesmo tempo em que erguia-se do chão, a garota estenderia a mão para frente, puxando a alma de sua tesoura em sua direção para fazer com que seu fullbring voltasse para ela.

 

Uma vez que estivesse novamente de posse de seu objeto de foco, a garota ativaria o fullbring para trazer seu martelo de volta. Moveria-o inicialmente para uma posição defensiva e atentaria-se aos arredores para pensar em seu próximo passo. Parecia que o inimigo havia adquirido uma recente nova mobilidade. Não conseguia prever o que ia acontecer, então o melhor era estar preparada para defender-se ou desviar conforme necessário.

 

Em meio aos movimentos, não conseguiu deixar de se perguntar o que havia acontecido com Tomori? Estaria ela lutando com alguma outra criatura naquele momento?

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@Dona Kinne | Em uma caverna em Komatsu

 

Surpresa com a redução do martelo em uma simples tesoura a criatura desestabilizou-se, tendo seu foco estilhaçado em cacos. A flecha giratória mergulhou no torso novamente, contorcendo em um único sentido carne, patas, pelos e entranhas. Um pouco mais acima, sobre uma placa espiritual, Asichi estendia ambas as mãos em direção ao monstro, manipulando a energia do projétil para que ele seguisse perfurando até ter certeza da aniquilação do perigo. Dois pilares estreitos de sangue escorriam pelas narinas da garota. 

 

Nohime, após alguns segundos com a guarda alta, notou a presença do grandalhão desaparecer da caverna, deixando para trás apenas o ar fedorento e pesado. Em frente às duas, agora diante da parede lateral oposta, um amontoado de algo pastoso e verde impregnava um buraco perfurado na superfície rochosa. O primeiro alvo estava morto. 

 

Descendo de sua placa e limpando as narinas com a capa preta a grisalha aproximou-se da Kisaragi, pondo sua mão logo após sobre a parede que interceptava o caminho. O mesmo vapor visto antes, no primeiro obstáculo, se mostrava aparente. Naquela altura do campeonato Nohime já entendia o que estava acontecendo. 

 

Partindo-se em vários pedaços a barreira revelou o que as esperavam pacientemente do outro lado. Cinco crianças e uma sexta híbrida encontravam-se mortas no chão, algumas distantes demais de seus membros do que naturalmente se esperava. Sentada no chão, com as costas na parede, Tomori aguardava com o rosto corado e as têmporas úmidas de suor. 

 

Bom trabalho, meninas.  — Disse levantando-se, olhando em seguida para a grisalha.  Você retorna, Asichi. Você quase chegou ao limite com a sua energia. Bom trabalho. Eu e Nohime seguimos. 

 

Eu ficarei aqui, me certificarei de que nada intervenha na luta de vocês. Qualquer coisa reportarei. — A falta de resistência confirmava o que a mulher dissera sobre sua energia, ou que talvez desempenhara o papel que devia. 

 

Okay. Seguimos. — Uma vez que a irmã a tivesse seguindo, Tomori emendaria. — Asichi manteve o inimigo imobilizado com a flecha de sombra, enquanto criei um clone meu e o deixei ser atingido para impactar na sua percepção sobre a batalha. Juntamente a flecha negra havia outra que criou uma passagem momentânea para a minha passagem, por isso consegui ter acesso às crianças. Ela gastou exigiu demais de sua reiryoku, porém tudo em prol de seu treinamento. — Mais como em tom de justificativa do que esperando que Nohime se importasse, a oficial seguiu. — Todas as crianças já estavam mortas, manipuladas pelos fios dela. Fora daqui nossos oficiais estão lutando uns contra os outros, parece que o nosso alvo final controla tudo remotamente. — Enquanto dizia um salão circular mostrava-se para ambas, preenchidos nas laterais com estalactites e estalagmites maculadas de sangue e entranhas. No lado oposto apenas uma fresta mostrava-se como caminho, porém larga o suficiente para que os corpos de ambas conseguissem transpor. — É possível que tenhamos surpresas antes que consigamos enfim encontra-la.

 

Aquele era o momento para Nohime refletir sobre o que acontecia e reagir ao plano minuciosamente orquestrado junto à Asichi para treina-la.

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Nohime atentamente à explicação da irmã. Franziu o cenho sutilmente, sem conseguir deixar de se incomodar com a forma que Asichi e sua irmã haviam juntado forças para tentar enganá-la. Para tentarem fazer ela achar que Tomori havia morrido, de todas as coisas. Pensou em perguntar se aquilo era mesmo necessário, mas desistiu. Tinha a impressão de que já sabia o que Tomori ia responder. Aquilo era um teste para saber se ela seria capaz de raciocinar friamente diante de uma situação de grande stress.

 

Espero que você esteja mais segura agora... Que eu ficarei bem mesmo quando você não estiver aqui. — Disse. Seu tom de voz era calmo e indecifrável.

 

Seu coração batia com força ao pensar na proximidade do último confronto. Seria a primeira vez que veria Tomori em ação. Quão forte ela realmente era? Estava ansiosa para saber.

 

E se tudo desse certo, talvez, em algum momento do futuro próximo, ela pudesse caçar sozinha. Mesmo que estivesse vivendo como uma ferramenta para os interesses de outros, não era uma vida ruim. Tentou convencer-se disso, mas em algum lugar nos confins de sua mente, havia algo que a dizia que estava apenas se iludindo. Que permitir que uma organização como a DICE empunhasse seus impulsos assassinos para os próprios intuitos e não escolher suas vítimas por si mesma era algo digno de vergonha. Ignorou aquilo e seguiu a irmã pelo salão, esforçando-se para perceber todo o ambiente com sua sensibilidade espiritual e preparar-se para as surpresas a que Tomori se referia.

 

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@Dona Kinne | Em uma caverna em Komatsu

 

Algo que martelava na cabeça de Tomori mas que não saiu pelos lábios era que tudo não passava talvez de uma forma de ela se certificar que terá uma consciência tranquila uma vez longe de Nohime. Sua vida fora do quartel general sempre estivera orbitando em volta da existência de sua irmã, mesmo que isso não tenha sido algo que ela tenha pedido. Era uma promessa, algo que devia à memória de seus pais. O que não a fazia questionar-se em nenhum momento se era invasivo ou desrespeitoso à mais nova. 

 

Prosseguindo pelo caminho e chegando enfim na fresta que às esperava, a dupla teve que virar lateralmente os corpos, rastejando pela brecha e varrendo no processo restos frescos e podres de algo que parecia carne. No final do trajeto, uma câmara circular ampla com vigas que conectavam o teto ao chão se mostrava. Preenchendo o lugar incontáveis teias se espalhavam, mantendo em pé um casulo que era o centro do cenário. Utilizando sua percepção espiritual a colegial sentia ondas vibracionais emanarem dali, espalhando-se pela caverna, superando-a e tomando proporções que não lhe eram possíveis detectar. Porém o que estava abaixo do casulo era o mais preocupante. 

 

Oficiais, de aparência decrépita com direito a fraturas expostas e entranhas escapando por orifícios, se mantinham em pé numa paisagem deprimente de marionetes humanas. A única coisa neles que podia se levar a crer que estavam despertos eram os olhos abertos, arregalados.

 

Merda. — Tomori instantaneamente entrou em posição de ataque. Nohime não pôde perceber com exatidão o momento em que ela ativara seu fullbring. Ambas as mãos empunhavam um par de magnuns Broken Butterfly. O aço trabalhado em pequenas marés reluzia a pouca luz que escapava de buracos no teto. Havia parado de chover. 

 

Belas garotas, prazer. — A voz feminina já familiar ecoou vinda do casulo. Nada além de serenidade podia ser notado nela. — Mataram toda a minha família, meu queridos e amados filho e marido, e agora querem matar a mim. A minha liberdade. O quão cruéis são os humanos? 

 

Enfia esse seu papo no c*, aberração. — Nas têmporas da mulher veias saltavam. O estresse estava lhe cobrando um preço caro. Talvez fosse por todo o contexto. Ou pelo único fato de ver entre os controlados ali colegas de equipe. Rostos conhecidos. Até mesmo a Kisaragi mais jovem podia reconhecer um, o motorista a van que a levara da floresta de Mashiba tempos atrás. Nos punhos tinha uma arma, assim como a maioria ali. Se aproximavam de cinquenta pessoas. — Qual é a intenção com todo esse inferno aqui? Quem é você para falar de crueldade?

 

Liberdade é um ponto de vista, donzela. Crueldade também. — A resposta veio com o início da movimentação dos controlados. Três na dianteira vinham empunhados fullbrings liberados, duas catanas e outro um chicote que já vibrava no ar. Outros dois, um em cada lateral, vinham um com uma naginata escura e outro com um par de adagas. Aparentemente a matriarca estava os utilizando de forma estratégica, mantendo muitos ao seu redor para ter um controle maior de campo. No final das contas ela conhecia a técnica de Nohime. Os que atacavam na linha de frente realizavam golpes diretos, almejando torso e pernas.

 

Nohime lidarei com os de pistolas. Te encontro lá na frente. — Disse a oficial saltando por cima dos peões com um impulso de bringer light e indo em direção a outras marionetes que estavam mais atrás. Os cinco continuavam seu avanço, ignorando o deslocamento de Tomori e focando em Nohime.

 

Spoiler

kin, a Nohime está em frente ao final do trajeto estreito, rodeada por cinco controlados empunhando lâminas. mais à frente há outro aglomerado de marionetes empunhando armas, com os quais tomori foi tretar. atente-se ao seu espaço e às teias, inclua isso na sua movimentação. mais à frente, perto do centro da câmara, há o restante dos controlados e acima o casulo, conectado pelas teias. acima é apenas o topo da caverna com pequenas perfurações. 

 

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Nohime escutou em silêncio a voz emitida pelo casulo. Ao contrário do que aconteceu com Tomori, o questionamento da matriarca não a fez sentir raiva. Podia-se dizer até que entendia a criatura. Matar humanos fazia parte de sua natureza. Não se podia chamar de 'cruel' condená-la por algo que estava fora de seu controle? Compreendia o monstro, mas aquilo não a faria hesitar. Afinal de contas, Nohime também estava apenas tentando continuar a viver.

 

Entendido. Ela respondeu à irmã enquanto passava os olhos pelos seus adversários.

 

Resolveu mudar de posição. Não conseguiria se defender de todos os adversários ao mesmo tempo se a atacassem por todos os ângulos. Golpeou o chão com a parte cortante da arma, abriu uma fenda e saltou para dentro, fechando-a atrás de si logo em seguida. Usaria sua dimensão particular para contornar os adversários e aparecer atrás do que portava a naginata. Logo antes de emergir da segunda fenda criada, faria surgir em frente a ela um arbusto das flores sangrentas características de sua dimensão e golpearia-a com o martelo de forma a espalhar as gotículas de sangue no ar e evidenciar os fios que estivessem próximos. Considerando que aqueles adversários estavam sendo controlados, Nohime esperava ser capaz de ver porções de teia próximas ao adversário da naginata, como se fossem os fios de uma marionete. Moveria o martelo na diagonal, tentando cortá-los com o lado afiado da arma.

 

Uma vez que terminasse sua movimentação, os inimigos teriam de reestruturar sua formação. Manteria-se atenta para defender-se dos ataques daqueles que chegassem em sua posição primeiro e saltaria para trás, para impedir-se de ser cercada novamente.

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