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Azrael

[Golden Valley] A caverna que você tem medo de entrar pode guardar surpresas ou tesouros que procura

16 posts neste tópico

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O samurai remava junto a Mikaela-san rumo à Golden Valley, a gatuna, por sinal continuava a dormir tranquilamente devido aos ferimentos e perda de sangue, mas logo acordaria e veria aquela imensa formação de rochas.

 

- Bem, isto foi tudo que poderia conhecer de mim, Isao Hiden, o resto não poderei falar. – Argumentava a moça sobrenatural, com os cabelos brancos por tanto ter sofrido na vida. Apesar disso, era dura como rocha e continuava remando e verificando o caminho com a sua lamparina.- A lamparina é praticamente inútil agora, pois o fantasma que meu pai havia prendido nela está quase desfazendo-se, portanto teremos que procurar equipamentos para mim, além de mais ataduras para ela. – Apontava com a cabeça em direção à moça deitada no barco.

 

 

Aos poucos passavam pelas rochas, já que o caminho era estreito por entres as montanhas escarpadas, por sinal estendiam-se de ambos os lados até onde a visão podia enxergar. Os membros do barco poderiam estender a mão e tocar as rochas de ambos os lados com facilidade, entretanto, seria prudente manter a segurança e ficar no centro da embarcação, evitando com isso que o barco vira-se e  consequentemente,  afogassem. Ademais a arrebentação faziam com as ondas chocassem violentamente nas pedras que davam entrada ao caminho estreito e perigoso, aonde remavam com cautela e esmero. Em alguns pontos a garota usava o próprio remo com o intuito de afastar-se dos grandes paredões, além das rochas ou pináculos que surgiam no meio das águas no caminho. 

 

- Bom, uma coisa ruim que tenho que informar, é que essa ilha, é comandada por caçadores de recompensas, pois piratas de lá nunca saem, ao menos nenhum conhecido por nós... -...- Portanto, até aonde sei devemos tomar cuidado e evitar o máximo sermos desmascarados. – A garota dizia, com a expressão corporal acanhada, enquanto mantinha a atenção em remar naquela canoinha. Aos poucos a águas ficavam mais calmas, à medida que avançavam por aquele caminho criado e sulcado no meio da própria montanha. Entretanto, as paredes tornavam-se ainda mais irregulares, o caminho ainda mais estreito, certamente nenhum navio de grande porte conseguiria passar por ali, a não ser que houvesse outra entrada, o que seria muito provável no momento. 

 

O barco ia devagar singrando as águas, aos poucos Isao Hiden poderia perceber que ao avançar cada vez mais o mar ficava mais escuro e já não podia ver o azul do mesmo, sendo substituindo por tons arroxeados e até negros.

 

@Harper

 

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A viagem com o pequeno bote estava a ser longa e cansativa, mas por sorte a embarcação estava dando conta de levar o trio em segurança até a ilha. Não teve tempo de expor isso claramente na aventura, mas havia conseguido novas habilidades que vinha treinando e se sentia mais forte, também durante seu treinamento ele conseguiu um novo poder que só havia ouvido falar sobre, o tal do haki de observação, ainda era fraco mas isso o animava. Sobre espadas, havia conseguido uma outra amaterasu melhorada, que com certeza seria útil para os percalços a seguir. Diferente das suas vestes normais, o samurai usava um chapéu de palha boladão que pegou da embarcação fantasma, viu o capitão usando e achou que combinaria com ele. 

 

Não pensava muito enquanto remava, tudo que prendia sua atenção era o som da água, evidentemente ouviu os reclames da mulher e apenas concordou com a cabeça, desviando seu olhar para a gatuna que descansava em segurança. O corredor que se encontravam era curiosamente bonito para o samurai, até esticou um de seus braços para encostar seus dedos nos paredões e esfrega-los, fazia como se estivesse examinando, mas ele lá sabia sobre geologia? Contudo um sorriso surgiu em seu rosto enquanto voltava para a sua posição e remava. " Se essa ilha é toda formada por rochas, me pergunto sobre os minerais que já são achados aqui, com certeza dão boas armas" Pensava como um ferreiro combatente, o ouro, que de fato era extraído ali, não chamava muito sua atenção. 

 

- Apesar de vocês serem piratas, vocês tem recompensa pela cabeça de vocês? Caso contrário não precisa se preocupar. - Falava apontando para as duas mulheres que o acompanhavam, excluindo ele da equação. - De qualquer forma iremos tomar cuidado ao procurar um abrigo para vocês duas. Eu tenho algumas intenções e pretendo achar um meio para eles nessa ilha. - Terminava expondo um pouco dos seus planos futuros. Apesar do samurai não saber, ele já era um pirata e tinha um cartaz de recompensa, mas saber sobre isso só dependia do mestre. 

 

Notou a mudança na cor da água e concluiu que estavam próximos da margem, começou a remar mais devagar e pediu silêncio para a mulher, já que ela estava preocupada o melhor a fazer era adentrar a ilha de maneira discreta. O samurai procuraria por um porto ou margem segura com pouca iluminação, aonde pudesse alocar o bote com segurança. Se tivesse êxito na sua busca, tomaria a gata desmaiada e a colocaria em seus ombros, enquanto suspirava calmamente e se concentrava para usar seu haki da observação. Provavelmente seria difícil achar um porto vazio, mas enfim. 

 

@Azrael

 

Spoiler

Haki da Observação  - 62

Rank: C

  • Fora de batalha, o usuário consegue sentir a presença de pessoas nos arredores (raio de alguns metros), caso concentre-se para realizar a percepção.
  • Em batalha, pode prever os ataques de inimigos em seu raio de visão. Porém, não consegue manter a concentração enquanto realiza outras ações, necessitando focar-se apenas em prever e desviar.

 

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Aos poucos o samurai divisava acima de suas cabeças, pontes de madeira cortando de um lado ao outro da rocha, além de cavernas esculpidas nas paredes das encostas, escutava, além disso, música de canções a muito tempo escritas, além de vozes que ecoavam nas pedras trazendo sorrisos e choros. Ademais podia divisar barulhos como de pedra contra pedras, mas esses ao longe, entretanto, a jornada continuava e quando chegavam próximo ao porto veria que a gatuna aos poucos despertava de seus sonos.

 

-Miaaauuuuuuuuuuuuuuuu bem, aonde estamos? – Mikaela-san respondia a garota seguindo as ordens do samurai que não sabia a dificuldade ou perigo que corria indo em direção aquele porto, o estranho ser sobrenatural, então, colocava o capuz e após isto despedia-se da lamparina, única lembrança de seu pai, jogando-a nas águas turvas daquele rio estreito. – Bom, estamos quase chegando no porto de Gold Valley, gatuna, entretanto, teremos problemas, caso nos descubram, por isso estarei sempre escondendo meu rosto, portanto, que siga também meus conselhos e cubram também os seus!

 

A moça encurvava o corpo e olhava agora por debaixo do pano, enquanto via o samurai colocar seu chapéu, entretanto, adentravam pelo saguão, chegando a atracar no local correspondentes aos barcos, a plataforma, por sinal, não era muito grande devido ao caminho estreito que vinha desde os mares até o interior da ilha. Por sinal, era tudo feito na pedra e o lugar aonde arriavam a canoinha feito de madeira, as escadas, entretanto, feito do mesmo material levavam para dentro do local. Logo, a garota transparecendo tranquilidade subia as escadas, indo em direção a uma senhora encurvada e sorrindo:

 

- De onde vêm e aonde estão indo forasteiros? – A voz da senhora vacilava e parecia ter algum conhecimento e nenhum ao mesmo tempo, transparecendo cansaço e firmeza de muitos anos de trabalho. Ao fitar melhor veria que sua pele era morena e queimada, além das mãos estarem trêmulas. Do lado poderia ver dois guardas, vestidos com capuzes roxos e roupas quase como de ninjas. A senhora não tinha nem um metro e meio de altura, além de estar encurvada. Além disso, ao longe o samurai veria estalagens, perfeitamente improvisadas na própria rocha. Ademais no meio, veria um túnel como uma rua, com ambos os lados tendo lojas, a rua parecia subir e virar perdendo-se então a vista dos lugares aonde iam.

 

- Teremos que ver seus rostos? – A senhora esfregava as mãos parecendo animada, ao ver, porém, o garoto carregando a moça que estava na canoa achava estranho tudo aquilo, principalmente pela gatuna ter sido carregada daquele jeito. – Entretanto, caso paguem uma pequena quantia podem passar, ou mais um pouco te daremos mais informações, na decorrência de precisarem? – A senhora parecia ficar eufórica, com a oportunidade de poder ganhar algum vintém dos viajantes, ademais esperava pacientemente com as mãos entrelaçadas.

 

 

Ao longe veria que do lado direito e esquerdo escavados na própria pedra encontravam-se dois estabelecimentos que vendiam bebidas a não mais de 15 metros do caminho talhado na pedra e no centro o imenso túnel que parecia uma rua, com lojas de ambos os lados que subia, como já havia dito.  Nas placas penduradas em cima, imagens de cruzes vermelhas, rolos de alfaiates e placas com espadas cruzadas. Não seria muito fácil divisar a presença de alguma farmácia, vendedores de armas e lojas de roupas. Entretanto, todo o lugar era escavado na pedra como se tudo fora de tudo saído dela, todavia nada poderia ser retirado dali, além do porto escavado na própria rocha, aonde as águas ainda batiam ferozmente, apesar da proteção(talude) de pedra que impediam que o mar invadisse os bares e lojas.

 

@Harper

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Haviam aportado sem problemas a pequena canoinha que não seria mais usada, por fim estava a admirar a arquitetura rustica do lugar e já imaginava o tipo de pessoas que poderiam viver ali, o que foi logo confirmado quando a senhora a sua frente parava-os. Encarou-a mas não respondeu "Será que a gata-chin está bem para andar? Bom, não preciso falar sobre, quando ela se sentir bem eu a coloco no chão." Quase que ignorando a senhora e os guardas a sua frente, pensava sobre a gatuna que havia acordado mas não via problema até agora em carrega-la.

 

Voltou sua atenção a senhora quando a mesma pediu para ver seus rostos e começou a extorqui-los. Silenciosamente o rapaz observava a mulher e captava cada nuance sobre a pessoa que aparentava ser. "Está bem evidente que é apenas uma charlata que após anos de trabalho achou outra maneira de ganhar a vida, acho justo, mas não é como se eu fosse benevolente com quem quer me enganar... Ainda mais com tão pouco dinheiro." Seu rosto transpareceu desanimo após lembrar que quase todas suas economias haviam sido gastas na sua nova katana, porém não tinha tempo para pensar em bobeiras, não quando tinha uma velha animada e dois guardas a sua frente. Se a intenção era não chamar a atenção, começar uma briga no primeiro minuto em ilha não era a melhor das ideias mas sabia que a charlata não abriria caminho com um simples não. Nesse caso apelaria para uma de suas novas habilidades, algo sútil mas efetivo, e para efetua-la levou sua mão até sua katana Nanako e a desembainhou até os furos ficarem aparentes. 

 

- Nossos rostos não são importantes, senhora... O importante aqui é que minha companheira está ferida e precisamos comprar remédios para trata-la. Então irei até a farmácia e depois achar um lugar para descansar. - Mexia o ombro em que a gatuna estava. - Quanto ao dinheiro para a passagem, combinamos de eu paga-la em outro dia. - Aqui dava uma pausa dramática enquanto fazia movimentos contínuos com a katana. - Aceite! - Sua última palavra era a ativação da sua habilidade Gengo Seigyo que buscava levar a mulher a ser hipnotizada e aceitar a proposta do samurai. 

 

Hiden usou sua habilidade para afetar a senhora e os guardas, mas muito provavelmente as duas mulheres que o acompanham também seriam afetadas, o que não interferia muito na situação, já que o comando era especifico para a proposta. Esperaria pela resposta da senhora, pois estava curioso para saber se a habilidade que treinou pensando em seu irmão iria funcionar, caso ela caísse na hipnose, a cumprimentaria e seguiria seu caminho. Iria primeiro para a farmácia comprar o kit de primeiro socorros para a Mikaela cuidar da gatuna, após procuraria uma estalagem para acomoda-las. Se o pior acontecesse e o trio a sua frente não caísse na hipnose, Hiden não recuaria, tão pouco pagaria o dinheiro, apenas entraria em guarda e ficaria na defensiva para caso algum dos ninjas o atacasse, não iria atacar e cassar confusão, porém não recuaria.

 

@Azrael

Spoiler

Nome da Técnica: Gengo Seigyo
Tipo de Técnica: Técnica de Profissão - Animador
Descrição: Usando os conhecimentos do seu irmão, Hiden utiliza a Nanako, tanto em mãos ou na bainha, desde que os furos estejam expostos ao ar, para fazer um som único e sereno movimentando a lâmina calmamente pra cima e pra baixo até o som ganhar características hipnóticas fazendo quem escuta ficar mais suscetíveis as palavras do samurai. Quanto mais simples for o comando (sinta dor, chore, se assuste e etc) mais efetiva é a habilidade, dependendo sempre do rank na profissão usada

  

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A encapuzada encolhendo a cabeça verificava o chão, sempre tentando esconder o rosto dos presentes, a fim de salvaguardar sua identidade.

 

 

- Senhora, senhora, eu sou... – Antes de terminar a fala o samurai chegava calmamente indo no sentido da pessoa que supunha tenta-los extorqui-los, entretanto, ao começar a falar poderia perceber que os olhos da senhora já tinham perdido a luz. Entretanto, retirava a espada e começava a executar os movimentos de espada. Mikaela-san, então, caia em um estupor completamente abalada pelos movimentos estranhos do samurai.

 

A senhora decrepita observava o samurai, mas pouco entendi do que ele estava fazendo, pois não enxergava, nem escutava o que Isao Hiden estava falando, só sentia as notas na mão, todavia como não havia nenhuma, virava as costas e argumentava em direção aos presentes.

 

- Noites escuras os esperam forasteiros que recusam a pagar nosso senhor! – A voz esganiçada podia ser escutada por todos os presentes, enquanto os guardas e ela partiam rumo a rua virando a esquina e desaparecendo, assim como tinha vindo, do nada.

 

As pessoas a olhavam, mas nada diziam, recolhendo-se em suas lojas e ficando atentas aos forasteiros, depois de alguns minutos e de recobrado a consciência, Mikaela-san olhava em direção a Isao Hiden e não falava nada indo no sentido da loja de armas. Em seguida, meio que por instinto o samurai caminhava também em direção a farmácia parecendo querer digerir tudo que a recepcionista tinha alertado aos três.

 

-Senhor, senhor, temos vários recursos para atender a sua colega... – O farmacêutico ignorava tudo que havia acontecido no porto, mostrando ao samurai uma salinha reservada aonde poderia cuidar melhor da gatuna. – Posso ajudá-la, caso esteja muito feriada, entretanto, temos gases e outros tipos de medicamentos, então diga, o que vai querer? – O senhor calvo e todo de branco dirigia a palavra ao moço. Isao Hiden poderia também perceber uma moça sentada em uma cadeira encolhida em um canto.

 

A farmácia não era muito grande, entretanto parecia ter todo tipo de medicamentos, principalmente, muitas ervas e folhas, além de plantas medicinais. Todavia os presentes e os transeuntes nas ruas, a maioria manchados e decrépitos procuravam evitar olhar para os forasteiros, de cabeça baixa continuavam a conversar entre si, quando haviam passado por eles. As lojas, por sinal não maioria eram rústicas e com pouca vida, os vendedores, assim como o farmacêutico mostravam mãos degastadas e olhares cansados, aparentando estarem exaustos.

 

- Caso queira um kit de primeiro socorro, temos este também?- Entregava o pequeno kit rústico e sujo de óleo, entretanto, poderia perceber que dentro tinha tudo que estava precisando. 

 

@Harper

Editado por Azrael

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O samurai nada fez ao ver a velha e os guardas recuarem, por fim preferiu ir até a farmácia enquanto Mikaela ia em direção a outra. "Ela foi afetada, imagino o que passou já que era apenas para concordar comigo." Analisou a medica enquanto voltava a ficar inerte em seus pensamentos. "Cega e surda... Conveniências do destino contra mim. Enfim, o plano de cautela foi por água abaixo no primeiro minuto na ilha, já que independente de quem for essa velha, ela prometeu retaliação... Talvez seja útil saber quem ela é" Findou os pensamentos assim que entrou na farmácia e foi recepcionado pelo farmacêutico. Hiden levou a gatuna até a salinha e a deitou no local apropriado, por hora não respondia o homem e apenas sorria. Já seus olhos buscavam informações uteis a ti, atentou-se que vários olhos os observavam, a mulher sentada recolhida e a situação das pessoas que estava vendo, essa ultima informação tirou o sorriso do seu rosto. "A situação das pessoas me lembram da minha ilha e como as pessoas sofriam com o trabalho, eu sempre fui cercado de mordomia e facilidades, então o sentimento de repudio apenas aumentou com os anos."

 

- Creio que o kit seja suficiente, a mulher que está comigo tem alguns conhecimentos médicos e pode cuidar dela. - Foi respeitoso com as palavras mas não esbanjava o seu sorriso corriqueiro. Atentou-se também ao fato da mulher ter ido direto pra loja de armas, todas as vezes que viu ela em batalha, a moça não lutava, apenas ficava parada e dando ordens... Ficou curioso mas apenas fez a anotação mental e prosseguiu a conversa. - Suponho que pelos olhares e feições que recebi, a velha que me recepcionou no porto é conhecida aqui... Pode me falar quem ela é e se representa algum perigo? Não estou procurando confusão, mas preciso me prevenir. - Agora sim soltava um sorriso sincero ao homem pra passar confiança. 

 

Já que o plano de ter cautela tinha ido por água abaixo, Hiden retirava seu chapéu e arrumava seu cabelo o amarrando com um rabo de cavalo, mexendo o cabeça para balançar os cabelos igual a um comercial da l'oreal. Quanto ao chapéu, deu um jeito de prende-lo em sua cintura de forma que não o atrapalhava. Estava atento para as palavras do homem e qual seria a relevância da velha, porém estava de olho também na sua outra companheira, esperava que viesse o quanto antes para cuidar da gatuna. Hiden manteria a segurança de suas companheiras mas a hipótese de ser babá de npc's durante sua aventura não estava nos planos. Então, esperaria Mikaela chegar e se sentisse confiança, deixaria as duas ali na farmácia e daria uma volta pela rua do comércio, para conhecer melhor o local e as pessoas, a ideia de as pessoas estarem sofrendo igual sofriam na vila em que morava o incomodava. 

 

@Azrael 

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O senhor colocava  o braço em torno das costas do garoto, enquanto levava a outra mão na boca, de maneira triste e analisando Isao Hiden. Entretanto, encaminhava o menino para a salinha do fundo junto com a gatuna, por sinal, o senhor verificava os ferimentos da moça. No entanto sua expressão mudava para um olhar mais sereno, depois respondia às perguntas do samurai:

 

- Quanto a garota ela está muito bem, só vou prescrever alguns remédios e mais duas noites de sono e ela estará novinha em folha. – A gatuna com a expressão já muito melhor que antes verificava a salinha, enquanto permanecia deitada na maca. – Miaaauuuuu estou me sentindo bem melhor mesmo.

 

Entretanto, o clima voltava a ficar nebuloso quando o homem ia em direção a sala principal, deixando os dois sozinhos, em seguida voltava com o olhar pesaroso.  O farmacêutico verificava de cabo a rabo Isao Hiden e após isso, colocava de novo a mão nas costas do garoto.

 

- Bem, caso não seja procurado pela justiça, não terá grandes problemas com ela... – O senhor resignado mantinha a compostura, entretanto demonstrava o olhar cansado e cheio de temores. – Apesar de que já vi um cartaz muito parecido com você, no centro da cidade, portanto, na decorrência de ser um pirata, bem... – O senhor balançava a cabeça negativamente, enquanto continuava a argumentar com o samurai.

 

- Na maioria das vezes nossos senhores ignoram o relato daquela velha! – Agora o tom de voz mudava, parecia querer esmurrar o ar. – Apesar de que, agora ela é cega e surda, portanto, não terás problemas por enquanto... – O homem voltava a colocar a mão na boca e balançar a cabeça. Entretanto, mantenha a vigilância e procure não causar alarde. – Complementava dizendo, Isao Hiden veria suor escorrendo do rosto do farmacêutico. Arrumaremos lugares para vocês na estalagem virando a esquina, lá você poderá passar a noite e encontrar alguma forma de sair da ilha.

 

Após isto o samurai saia da salinha, por sinal via Mikaela-san chegando na farmácia, ela havia comunicado a atendente que chamava por Isao Hiden. Ao sair da enfermaria, veria outra moça a sua frente, muito mais ousada e sem a capa que protegia o rosto que estava agora em seu ombro. Além de ter cortado o cabelo e ter a postura mais decidida, sem a coruja e a lanterna na mão havia perdido aquela pose mística que transparecia no primeiro momento que a conhecera no "Navio Fantasma".

 

- Oi, Isao Hiden! - A garota falava, enquanto retirava duas espadas da bainha, agora parecia mais uma guerreira totalmente modificada, consequentemente seriam os impactos psicológicos do acontecido no navio, e por não ter feito nada em relação a seu pai. – Agora lutarei junto com você e a outra! – A garota prosseguia rumo a enfermaria, enquanto Isao Hiden partia procurando por mais informações.

 

Ao chegar na rua veria muitas pessoas andando de um lado para outro rapidamente, a maioria adentrava a farmácia, outras ia em direção ao bar, sendo predominantemente homens. O resto entravam em lojas de roupas mais humildes, a maioria, por sinal tinha as mãos manchadas de negro, além mostrarem os rostos castigados, ressecados e enrugados. No momento que virou a esquina percebeu a estalagem que o farmacêutico tinha dito, encravado na própria pedra e rústica, era um edifício de três andares, na frente e ao olhar para cima veria escrito na placa que dava mote ao lugar, “Burro Minerador”, lá dentro poderia ser visto, alguns musicistas tocando uma música alegre e divertida. Entretanto, o samurai continuava andando, enquanto as pessoas começavam a olha-lo com desconfiança e medo, a medida que seguia mais fundo para o centro da cidade.

 

@Harper

 

Editado por Azrael

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Enquanto andava ele percebia todas as características inatas de trabalhadores cansados e oprimidos, as próprias falas do farmacêutico demonstravam o medo e frustração que tinha com seus ditos senhores. Todavia, apesar de estar curioso e um pouco revoltado com a situação, agora estava focado em descobrir se de fato havia um cartaz com sua cabeça em prêmio, não era bobo e sabia que a chance de ter uma recompensa era alta pelo que aconteceu na ultima ilha, mesmo que tenha sido inocente em boa parte das acusações, mas precisava tirar a prova quanto aquilo. Continuou adentrando a ilha até o centro da cidade, só que agora ele colocaria novamente o chapéu na sua cabeça buscando o minimo de descrição. "Encontro as duas a noite na estalagem... A gata-chin parece bem e a outra agora deu a entender que é uma lutadora rs. Só espero que ela saiba o que fazer com aquelas espadas." Tratou de findar o pensamento sobre elas e se concentrou em ti. 

 

Hiden iria andar pela cidade a procura do cartaz de recompensa, provavelmente teria algum mural com diversos cartazes, então não deveria ser uma missão muito difícil. Ao fazer isso procuraria não chamar a atenção enquanto se deslocava vagarosamente e sempre de cabeça baixa, procurando se esquivar das pessoas que encontrassem a sua frente, o samurai também estava de olho para qualquer pessoa estranha que pudesse representar alguma ameaça, sinais como roupas muito diferentes, estado físico e armas seriam um chamativo claro para ele. Evidentemente não estava atrás de confusão, mas tinha suas katanas contigo e não hesitaria de usa-las se precisasse. 

 

Após tirar suas conclusões sobre se de fato há uma recompensa por sua cabeça ou não, procuraria um local para buscar informações, mas um local mais informal e fácil de se conseguir; bar. Normalmente é um ambiente bom para se ficar e ouvir historias de pessoas revoltadas querendo falar sobre suas angustias, além de também ser um bom esconderijo para ele próprio não chamar atenção, já que suas vestimentas eram diferentes das da ilha. Se tivesse êxito em achar o bar, entraria sem causar alardes e iria direto ao barmen, pedindo por um saquê. Se aonde ele estava não tivesse um bar, simplesmente voltaria para a rua de antes onde já havia visto um. 

 

@Azrael

 

 

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O samurai continuava a sua jornada indo até o centro da cidade, entretanto, de maneira prudente voltava a usar o seu chapéu, e após muito subir na escadaria dava de frente com a pequena cidade esculpida totalmente na pedra. No local, além de algumas lojas de armas e roupas havia um grande chafariz no centro da região, além de que Isao Hiden, já poderia avistar ao longe o vulcão, símbolo característicos da ilha. Nos flancos e ao longe veria também as passadiças feitas de madeira que ligavam a cidade aos inúmeros túneis.

 

- Prapraprapra... – O movimento no centro de comércio era intenso com várias pessoas conversando, algumas utilizavam máscaras e davam a impressão de estar trabalhando há muitas horas. No entanto, após muito observar poderia ver em um painel feito também de pedra, com a sua própria foto, debaixo de vários outros procurados pela marinha. Além disso, veria figuras estranhas, duas a três andavam em pares, mas inexplicavelmente utilizavam máscaras. Máscaras que encobriam todo o rosto ao contrário das outras dos trabalhadores que eram cinzas, e encobriam só a boca e o nariz, ao contrário essas tinham imagens de animais e palhaços.

 

Spoiler

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A imagem no cartaz refletia o valor de $40.000.000,00 berries, o seu cartaz estava como dito, enfurnado embaixo de outros, esses, porém tinham o valor maior e estavam marcados em vermelho. Com um carimbo, no canto veria o salão de festas, ou “bar”, na placa estava escrito, “Dragon Salon”. A enorme placa de pedra, em cima do lugar refletia aonde as pessoas iam para descontrair nas poucas horas de folga, reflexo direto no número de transeuntes dentro do salão que eram somente cinco clientes, além do barman que estava ao fundo com avental, enxugando o grande copo de cerveja. Entretanto, ao ver Isao Hiden adentrando e indo em sua direção dizia:

 

- Senhor, senhor, vai querer uma cerveja? – O salão, por sinal era grande e totalmente esculpido na pedra, incrivelmente as mesas de centro eram feitas de madeira, mas nos flancos as cadeiras e mesas tinham sido esculpidas na própria pedra. O interior amplo e arejado, além de atrás do atendente, o samurai verificar a presença de várias bebidas, garrafas de vodca, uísque e líquidos com as mais diferentes cores, além de alguns barris de rum. – A sim vai querer um saquê? Mais alguma coisa?

 

O barman de avental e proteção de cabelo, luvas brancas nas mãos, pegava uma das garrafas refinadas e com rotulo branco, depois pegava o caneco próprio para a bebida, feito em cerâmica branca, colocava, então, o liquido branco nele. Em seguida servia o samurai que ficava satisfeito com a hospitalidade do atendente. Enquanto isso, as outras pessoas conversavam e tomavam suas bebidas, havia até mesmo algumas delas que ficavam sozinhas. Passado algum tempo, no entanto,outra figura inusitada entrava no bar, além do samurai, com máscara em formato de tengu, com listras vermelhas, carregando três espadas na cintura e de ar despreocupado, ia em direção a uma das mesas do fundo, pegava uma das cadeiras acomodava-se colocando os pés com tênis vermelho ali, Isao Hiden poderia ver que as pernas do sujeito colocadas em cima da mesa eram feitas de metal, como complemento o cliente repousava as mãos atrás da cabeça, de maneira descontraída e despreocupada. Apesar disso, não retirava a máscara, nem parecia importar-se com o samurai. O rapaz passava um ar agressivo, fazendo com que os clientes que estavam perto mudassem de lugar, além do barman ficar encolhido com a sua presença.

 

@Harper

 

 

 

Editado por Azrael

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Sentado no balcão tendo a companhia do hospitaleiro barman, Hiden apenas o olhava, mas suas palavras pouco lhe interessavam, seus pensamentos estavam inertes naquilo que mais o preocupava; sua recém descoberta nova recompensa. Pegou a caneca servida para ti e tomou todo o líquido em uma golada, tamanha era a sua familiaridade com o líquido que nenhuma cara feia era feita ao sentir o amargo descer pela garganta, na verdade via um sorriso de um homem a muito separado da sua bebida preferida. "Preciso de uma garrafa de saquê para minhas aventuras, a bebida faz o homem relaxar em horas assim" Pensamento esse sendo culpa ~minha~ da sua nova vida pirata. "Eu sabia que isso podia acontecer pelo o conflito no trem, mesmo boa parte não sendo minha culpa, mas ainda sim é um baque... Lógico, não me preocupo com quem venha atrás de mim pela recompensa, que venham a morte pela minha espada, mas essa atenção desnecessária é angustiante." Além da atenção que poderia receber agora de caçadores de recompensa e da marinha, o fato de ser pirata também rondava sua mente, basicamente o que leu sobre eles é serem um bando de selvagens em alto mar para fazer o mal aonde quer que vão, já havia presenciado esse fato, mas também sentia que ser pirata era uma aventura com total liberdade, sem leis e regras. Essa última parte agradava o samurai, o suficiente para não se sentir ruim sendo um pirata. 

 

Mesmo que por hora estivesse mais interessado em seus problemas, Hiden havia visto coisas interessantes na cidade, como as mascaras de animais e palhaços, em sua cabeça havia chutado que eram alguma autoridade na ilha, então levou isso como verdade e tentaria ignora-los. Contudo, o samurai não pode seguir seu plano quando viu um espadachim mascarado entrando no bar. Em ordem, reparou nas espadas, máscara e por fim nas pernas mecânicas. Se ali fosse um tinder, isso seria um match, a pessoa com a máscara de Tengu chamou toda a atenção do samurai, ao ponto dele abrir um sorriso e seguir o homem com os olhos, evidentemente não era um interesse sexual e sim uma curiosidade e combinação de fatores que lhe agradavam. Ao perceber que os clientes e o próprio barman ficaram acuados com a presença, voltou a virar de frente para o balcão e disfarçar. Agora que sua curiosidade estava renovada, precisava conversar com o até então barman ignorado. 

 

- Não sei se reparou mas eu sou um estrangeiro de passagem por aqui e a situação de parte da população me chamou a atenção... Os trabalhadores das minas são servos ou escravos? - Fazia sua pergunta sem mostrar muita curiosidade e em um tom tranquilo. - Alias, senhor, vi que ficou acuado com a presença do sujeito, quem ele é? Pois se está desconfortável é só retira-lo do seu estabelecimento. - Claramente era cauteloso e falava baixo, pois apesar da sugestão de retira-lo fosse apenas uma provocação para se nortear, ele não precisava arrumar uma confusão com o homem misterioso... ou precisava? 

 

Hiden pegou seu copo e novamente tomou a bebida em um só gole, batendo a caneca na mesa e negando uma outra dose, diferente de quem escreve, o personagem sabe quando parar. Esperaria as informações para seguir com seus próximos passos, o mascarado parecia ignorar a presença do samurai e esse por sua vez não era de ter medo.

 

@Azrael

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O barman verificava o samurai bebendo o saquê em um gole só rapidamente, ao contrário do que o garoto pensava o atendente não ficava surpreso com aquilo, afinal já havia deparado com vários loucos em sua vida. Em seguida continuava a enxugar o copo, a caneca enorme feita de madeira colocando para secar, em seguida continuava a trabalhar, lavando mais pratos e talheres:

 

- Vai querer alguma coisa para comer? – O barman perguntava para Isao Hiden, com a voz forte e grossa, além disso os braços dos homens e antebraços apreciam duas bolas redondas e musculosas, veria também a barriga saliente do homem. Por sinal, sua pele era morena queimada e desgastada, assim como os outros trabalhadores na cidade. – Temos torta de maça que é nossa especialidade, além de tortas salgadas de carne seca, muito boa por sinal, além de ensopado de carne de porco.

 

As comidas que informava a Isao Hiden eram todas com alto teor de gordura, resultado da necessidade dos moradores da ilha, devido ao trabalho forçado ao qual estavam sendo submetidos. Em detrimento, o atendente escutava as perguntas do samurai, escutava atentamente, mas poderia ver que estava encolhido, entretanto, com dificuldade e gaguejando respondia.

 

- Bem, b-e-m, esses vêm e vão, não são, portanto, sempre os mesmos, como já analisei... – O grande homem mantinha as costas viradas para o samurai, enquanto limpava as louças, entretanto com bastante cuidado continuava: - Não sabemos para onde vão, entretanto, alguns fazem trabalhos para o responsável pela cidade.

 

 

A voz do atendente mudava ficando cada vez mais baixa até sumir, todavia poderia ser tirado algumas informações a respeito dos misteriosos mascarados.

 

- Nem todos são maus, a maioria é perversa, entretanto, eles não têm o mínimo interesse nas pessoas ou seres que andam nesta ilha, portanto... – O barman virava e verificava o samurai com os olhos argutos e calmos, agora com a voz firme, enquanto colocava as mãos na bancada do bar. – Tome cuidado! E assim que possível volte para a estalagem que o farmacêutico te indicou não queremos mais problemas esta noite... – Dava então uma piscadela ao samurai talvez ele entendesse o recado, aparentemente para maiores informações Isao Hiden teria que espera até a noite. O atendente depois complementava, olhando o intruso mascarado, enquanto o sujeito esquisito verificava o teto: - Eles não têm muito amor a nossas vidas... – As últimas palavras seriam sombrias, caso a situação já não fosse preocupante para Isao Hiden.

 

Enquanto isso, o tengu continuava tranquilamente com as pernas na mesa e com as mãos na cabeça, balançando a cadeira de maneira paulatina, de vez em quando resmungava alguma coisa consigo mesmo. As palavras, por sinal, inaudíveis aos presentes no salão, mas parecia não estar muito satisfeito, e pela postura não gostava muito de trabalhar. Entretanto, ninguém ousava aproximar daquele homem máquina, nem olhar muito tempo para ele. A única coisa que agora saltava aos olhos seria a imensa corda grossa em volta da cintura e os detalhes de flores na vestimenta fora isso, ninguém deliberava mais verificar a sua aparência.

 

@Harper

Editado por Azrael

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Hiden ouvia sobre as comidas que lhe eram oferecidas e negava todas com um sorriso e aceno de cabeça, pra ser sincero após um copo de saquê tudo que ele queria agora era uma boa e conhecida comida da sua ilha natal. Assim que a conversa chegou no rumo que ele queria, tratou de prestar atenção e tentou absorver tudo que lhe era dito, apesar de que o assunto não era familiar ou muito interessante, contudo estava curioso para saber se aquele mascarado era forte, e com as informações pode ter quase certeza disso. Não pode deixar de arquear uma de suas sobrancelhas ao ouvir sobre o farmacêutico e a estalagem, nesse momento ele encarou o homem com uma certa frieza, não é todo dia que te dizem na cara dura que você está sendo espionado, e nesse momento pensou em sacar sua espada e finaliza-lo ali mesmo, mas além da própria racionalidade, as ultimas palavras do barman acalmaram o rapaz. "Pelo que pude ver, com certeza são escravos, e parece que são organizados entre eles, já que trocam informações... Se for algo diferente disso, bem..." Após a encarada mas séria, voltou com seu semblante gentil mas sem rir para não ferir o momento tenso que foi criado.

 

- Obrigado pela bebida e informações, quanto ao seu conselho seguirei por hora, mas trate de não falar sobre isso com mais ninguém, não gosto da ideia de ter meus passos controlados. - Apesar do sorriso, seu tom era sério enquanto jogava alguns berries no balcão. 

 

O samurai virou de costas e até deu dois passos em direção a saída, mas por relapso lembrou das duas mulheres que poderiam estar com fome, além dele próprio é claro, apesar de contraditorio, ele estar com saudades das comidas familiares não poderia faze-lo passar fome, e comprando algo aqui era como se matasse 3 coelhos numa jogada só; Matava sua fome, era um bom companheiro para as duas e fazia uma boa causa ao pobre trabalhador. 

 

- Pensando melhor, irei levar três tortas de maça para a viagem, por favor. - Voltou até o balcão e esperaria pelas tortas, pagando o valor devido após isso. 

 

Sem muitas delongas, caminhou lentamente até a saída sem encarar ninguém, tão pouco o mascarado, mas apoiaria a palma de sua mão no cabo da sua katana, pouco se importaria se aquilo parecesse uma ameaça ou não. Após confirmar que agora tinha uma recompensa e ter informações sobre a ilha, Hiden estava pronto para voltar a estalagem, estava curioso para saber se a gatuna havia acordado. 

 

@Azrael

 

Foi mal a demora, eu estava meio enrolado mas agora da pra voltar.

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O samurai para alívio do atendente não tinha arranjado confusão no local, e recebia com alegria o pagamento pela bebida servida por aquele garçom. Além disso, tinha servido aquele cliente com presteza. Ademais havia falado mais do que era devido sobre as disposições dos moradores da vila, entretanto, o samurai ia em direção a porta mais voltava, causando confusão no atendente e até certa apreensão.

 

 

- Senhor, senhor, o que vai querer? – O atendente atrapalhado tentava parecer calmo, enquanto segurava a toalha branca em que parecia tentar limpar o galpão, entretanto, enxugava a outra mão com veemência e freneticamente, enquanto tentava entender o que o espadachim informava, prestando bastante atenção nas palavras de Isao Hiden.

 

 

Todavia após ouvir tudo, ia no sentido da cozinha que ficava atrás e a direita, guarnecida por duas portas feitas de madeira e que abriam tanto para dentro quanto para fora. Em instantes, porém voltava trazendo as tortas e informando o valor das mesmas. O samurai, por sinal pagava e ia saia do bar, fazendo com que todos observassem a sua saída, até os presentes, destacando o mascarado que olhava de relance e depois voltava para os seus próprios pensamentos.

 

 

Em seguida, porém voltava ao convívio social indo direto para a praça, e caminhava em direção a estalagem. Ao adentrar percebeu os músicos tocando animadamente no saguão, enquanto a atendente observava a entrada do samurai e o interpelava indicando o local possível aonde as duas garotas estavam sendo hospedadas. Por sinal, em quartos separados mais contíguos no segundo andar do lugar, perfeitamente instaladas e assessoradas informava a atendente com muita educação, entretanto, poderia ser visto no rosto pequenas marcas de manchas negras de fuligem. E as mãos como a maioria encardidas e degastadas, o que denotava trabalho manual pesado ou algo do tipo.

 

 

-Bem, o senhor também terá que reservar o quarto, pois elas pediram quarto individuais, portanto, tome está chave! – Vendo que o garoto parecia estar com pressa repassava uma chave para ele com a identificação “101”, e depois complementava. – Não gostamos de confusão, pois somos vigiados a todo instante, principalmente quando temos hospedes de fora da ilha... – A garota fazia sinal com os olhos, indicando mascarados do lado de fora que passavam pela porta do estabelecimento. Esses tinham máscaras em formato de palhaço e caminhada paulatina descendo em direção ao porto.

 

 

@Harper

 

 

Editado por Azrael

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Hiden caminhou pela praça até a estalagem com tranquilidade enquanto carregava as tortas que havia comprado, havia dado uma certa atenção do seu olfato para as tortas, se o cheiro estivesse bom, certamente o gosto também estaria. Ao chegar ao local, um sorriso largo lhe tomou a face ao ouvir a musica, o que tinha presenciado da ilha até agora era de fato bem desgostoso, mas a melodia dava uma sensação bem diferente daqueles pobres trabalhadores, de alguma maneira dava uma lembrança da sua infância. Interpelado pela atendente, logo notou as características mais comuns que viu na ilha na moça e deu um suspiro, que levou seu sorriso pela música e o trouxe de volta a realidade difícil da ilha. A mesma levava ao quarto destinado ao samurai e lhe falava sobre suas companheiras, o que não foi nenhuma surpresa para ele, já que elas se conheciam a pouco tempo para dividir um quarto, já o aviso lhe chamou mais atenção, o fazendo olhar pela janela e notar os mascaradas, o que engatilhou uma lembrança sua. 

 

~~

 

Creio que essa deve ser uma das minhas primeiras lembranças, eu devia ter meus 5 anos e a vila era regida pelo meu vó, uma pessoa retrograda e cruel, e da janela do meu quarto eu conseguia ver o pátio do castelo, e de lá eu via cerca de 5 servos da casa amarrados em mastros com marcas de sujeira por todo o corpo e com seus pés e mãos desgastados, naquela época isso me parecia normal, estavam lá a alguns dias com o pretexto de terem roubado comida, até hoje não esqueço seus lamentos que me causavam calafrios. Questionei meu pai sobre mas ele disse que eles mereciam por quebrar a lei do shogun, aquele olhar dele enquanto tentava me explicar só fez sentido anos mais tarde; sofrimento e tristeza. No final da punição, mascarados degolaram os servos em sinal de alerta para os outros, esses mascarados eram a guarda real do shogun e um dos maiores pavores da vila, se a um sentimento que lembro desde criança é ter ódio desse tipo de pessoa. 

 

~~

 

Após devanear por uma de suas memorias, Hiden voltava sua atenção a atendente e sorria de forma meiga para a mesma. 

 

- Tratarei de não arrumar confusão enquanto estar aqui. Você poderia levar essas tortas para as moças que estão comigo? Devem estar com fome. - Sorriu para a atendente enquanto dava duas das três tortas, após o pedido, abriu a porta e entrou em seu quarto. 

 

Agora em silêncio em seu quarto, que lhe era bom após seu devaneio, tratou de sentar na cama e comer sua torta lentamente, aproveitaria o máximo do sabor da mesma, já que fazia algum tempo que não comia algo bem preparado. Sobre o que ouviu da ilha, estava curioso principalmente pelos mascarados e já tinha planejado seus próximos passos; se não tivesse nada de útil naquela noite, ele iria sair pela ilha e achar algum desses homens. Até lá, trataria de se entreter lendo alguma historia do seu livro. 

 

@Azrael

 

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O samurai entregava a torta para atendente e dava mais informação, a moça olhava meia sem graça para o garoto e levava a torta para as garotas. Entretanto, sem querer saber de mais nada Isao Hiden adentrava teu quarto e comia calmamente o aperitivo, degustando a saborosa torta de maça, mas antes tinha devaneios da sua vida pregressa, relembrando acontecimentos passados no próprio feudo. E tinha certo nojo do teu pai por tratar tão mau seus servos, todavia certos modos não haviam mudado e em determinadas ilhas o tratamento era igual, como em Golden Valley.

 

 

 

...

 

 

 

Em determinada ponto adormecia e durante a noite voltava aos sonhos turbulentos de infância, entretanto, acordava no meio da noite e via pela janela que o céu estava todo estrelado apesar da parede de pedra a poucos metros. O quarto, por sinal além da cama simples, tinha uma mesinha, com cadeira rudimentar e guarda-roupa, mas a não ser os móveis tudo era talhado na própria montanha, entalhado na pedra e muito rústico e simples, entretanto não era isso que chamava a atenção e sim os barulhos do lado de fora.

 

- Vamos rápido com isso já perdemos muito tempo aqui! – A voz jovial e os passos que ressoavam metálico pelo quarto acordaram o samurai que tinha dormido como uma pedra até então, todavia escutava mais sons deste vez a voz era esganiçada e pequena denotando concordar com a outra, parecia estar também a brincar com alguém ou alguma coisa. Entretanto, logo via barulhos de chicote estalar nas paredes e mais resmungos como pedidos de clemência. Todavia, Isao Hiden deveria ir até a janela para obter mais informações sobre tudo que acontecia do lado de fora do hotel esculpido na pedra.

 

@Harper

Editado por Azrael

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Hiden acordou por algumas vezes durante a noite por causa dos sonhos de infância, a situação da ilha com certeza era um gatilho para suas lembranças, contudo não chegava a ser um passado horrível, então logo pois  os pensamentos turvos de lado e resolveu admirar a noite estrelada que via. Antes de dormir havia esperado o barman e o farmacêutico que disseram que o procurariam, mas além de não aparecerem, a torta de maçã pesou na barriga do samurai, o suficiente para faze-lo ficar com preguiça e não perambular pela ilha. 

 

Se o samurai não procurou por problemas, os problemas o procuraram. As vozes peculiares e os sons de chicote ecoaram pelo quarto e faziam o rapaz levantar em um pulo, o instinto faziam o mesmo passar a mão pelo cabo de suas katanas e ficar em alerta. Imaginava o que estava acontecendo, mas não queria estar correto, pois se na infância ele ficou omisso a crueldade, hoje ele não ficaria parado. Hiden tratou de se aproximar da janela e poder observar com atenção o que acontecia, esperaria algum momento para tirar suas conclusões para agir. 

 

Com o pior confirmado, ter algum trabalhador sendo castigado, o samurai não hesitaria e sacaria a Amaterasu já a apontando para quem tivesse com o chicote e o atacando com shibui, criando uma dezena de balas de diâmetro pequeno que fossem em direção ao peitoral inimigo. Como uma conversa é mantida por no mínimo uma dupla agiria rapidamente pulando pela janela, que já estaria quebrada pelo golpe anterior, em direção a segunda voz. O samurai pulava com suas duas katanas paralelas a frente do seu corpo e prontas para fazer um movimento de corte transversal, evidentemente esperava uma reação rápida de quem fosse e estava alerta com seu Haki para caso algum deles oferecesse perigo a sua defesa. Um ataque com força e do alto vindo de surpresa era para pegar qualquer um desprevenido, apesar de isso depender do mestre, porém o intuito principal era fazer quem tivesse na tortura se afastar do torturado, e depois de pousar no chão o samurai poderia tomar sua postura de batalha de modo que não ficasse de costas para nenhum inimigo, ficando atento com seu haki para poder se defender e revidar. 

 

Caso estivesse apenas imaginando sons e não tivesse nada problemático do lado de fora, Hiden não agiria dramaticamente e sairia do quarto pela porta, procurando a saída da estalagem, não antes de passar pela porta das duas mulheres para ver se estava tudo em ordem. Uma vez fora de lá, iria andar tranquilamente em direção ao porto. Isso só aconteceria se não tivesse problemas. 

 

@Azrael  

 

Spoiler

Haki da Observação  - 62

Rank: C

  • Fora de batalha, o usuário consegue sentir a presença de pessoas nos arredores (raio de alguns metros), caso concentre-se para realizar a percepção.
  • Em batalha, pode prever os ataques de inimigos em seu raio de visão. Porém, não consegue manter a concentração enquanto realiza outras ações, necessitando focar-se apenas em prever e desviar.

 

Nome da Técnica: Hinogami Kagura - Shibui

Tipo de Técnica: Técnica de Combate
Descrição: Com a Amaterasu em mãos, Hiden aponta a katana para o alvo desejado e concentra o poder na ponta da lâmina para atirar "balas" de vibração. Os projeteis podem variar de pequenos diâmetros até tamanhos maiores que se assemelham a de canhões. Todos os projeteis tem eficácia igual a força do usuário. 

 

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