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- Hmpf… - resmungou baixinho, diante da frase inconclusiva.

 

Afastando-se cuidadosamente da porta, passeou os olhos por todo o ambiente, enquanto pensava a respeito da frase. Não era algo estranho de se dizer para aquela situação. Hakuryū conseguia imaginar um monte de contextos para a conversa que batiam com a situação passada por Dobei. Fazia sentido que estivessem tentando se defender de alguma forma e procurassem por alguma chance de, por exemplo, deixar aquela aldeia problemática. Entretanto, sem mais informações, ficaria difícil entender o que realmente aqueles aldeões queriam fazer. Ainda assim, aquilo apenas ajudava para a aura de tensão e crise do lugar.

 

Fixando os olhos na mulher com dificuldades com a galinha, rapidamente calculou seu trajeto e procurou agarrá-las com cuidado. Calmo, observou-as bicar suas vestes como uma fútil resistência. Ladrões batem carteira e fogem. Roubam cordões de ouro e furtivamente tentam sumir entre a multidão. Se seguidos, novamente, fogem. Porém, Hakuryū não fugiu. Muito menos esboçou qualquer nervosismo ou ansiedade, como se tivesse acabado de se apossar das galinhas e estivesse procurando uma rota para fugir. Aliás, com seu ar distante, era difícil que alguém visse mais do que um garoto desligado. 

 

Tão desligado que demorou alguns segundos a perceber que seu disfarce tinha sido arruinado. Talvez um henge tivesse sido uma melhor decisão, porém já era tarde demais. Novamente desorientou-se com os brados da mulher, sem entender do porquê o revelar do disfarce parecia tanto ter sido a gota d’água. Momentaneamente teve a sensação de que a sensei não estava sendo totalmente sincera quanto à situação da vila. Realmente, para uma vila que dependia do setor de hospedaria, aquele que havia os recebido mais cedo e nem ninguém parecia ser muito… hospitaleiro. 

 

De qualquer forma, Hakuryū talvez ainda fosse um pouco de ingênuo demais para entender os motivos de ser tratado daquela forma. Entender situações sociais não era seu forte, ainda mais quando o contexto por trás dos comportamentos das pessoas parecia ser tão complexo. Naturalmente, formulava suas hipóteses e porquês, entretanto inevitavelmente um quê mais humano parecia faltar em seus raciocínios.

 

Assim que viu a mulher seguir com urgência, também disparou em sua direção. Já que havia conseguido agarrar as galinhas que ela não conseguia alcançar com facilidade, supôs que conseguiria utilizar de sua agilidade para alcançá-la e avançarem lado a lado.

 

- Senhora... Senhora?! - chamaria repetidamente em bom tom para até que ela parasse e prestasse atenção, ou até que a alcançasse - Desculpe, mas notei que estava tendo dificuldades - prosseguiria ao que estivessem lado a lado - Aqui estão… - estenderia as bichinhas para que ela pudesse pegá-las e seguir seu caminho - Me chamo Hakuryū - prosseguiria, se possível, adaptando sua posição se necessário para dar uma breve reverência - Será que poderia me ajudar? A vila parece estar tendo problemas… Quem são esses ladrões de que falam? - terminaria, talvez inadequadamente calmo demais para a situação em que se encontravam. E isso, provavelmente porque não havia entendido a reação da mulher com precisão.

.

Arregalaria os olhos e estremesceria os ombros de susto com a apresentação da professora. Novamente Dobei havia aparecido com uma velocidade monstruosa e isso configurava apenas mais um motivo para prolongar a surpresa estampada em sua face. Rapidamente, porém, recompôs-se assentindo com a cabeça para o comando da professora.

 

Caso não tivesse conseguido alcançar a dona e entregar os animais, rapidamente procuraria por alguma terra próxima que parecesse… "Ciscável". Procuraria deixá-las o mais próximo possível do tal local que presumia ser capaz de deixá-las ocupadas ciscando e, então, dispararia atrás do clone. 

 

[...]

 

Naturalmente, sua mente afiou-se diante de uma descrição de assinatura de Chakra por parte de Dobei. Hakuryū tinha certeza de que ela havia dito anteriormente que não era tipo sensor. Entretanto, não poderia se deixar ser pego naquela suspeita. Procurou manter sua face o mais limpa possível conforme escutasse. De qualquer forma, também estava interessado na assinatura, por isso brevemente se focaria em suas capacidades sensoriais para sentir o que havia próximo da estalagem. Não apenas isso, ficaria também atento ao chakra da professora e seus nuances, por segurança. Ainda não tinha como comunicar suas suspeitas aos colegas de time, infelizmente. 

 

- Acho que… - iniciaria, tentando manter seu ar pensativo e distante habitual - A previsão da hora do ataque está um pouco errada. As pessoas parecem bastante apressadas, como se houvesse um tipo de toque de recolher - prosseguiria, contraindo o cenho e estranhando um pouco a situação - Talvez eles estejam pressentindo que o ataque deve acontecer mais cedo que o previsto - sugeriu, calmamente, mas pensando no fundo que talvez aquilo não fosse uma mera casualidade. 

 

Hakuryū estava um pouco descrente que a inteligência de Iwagakure estivesse sendo tão displicente a ponto de analisar a situação tão mal. Para ele era claro que as pessoas que estavam vivenciando os saques de fato é que detinham a previsão mais precisa de quando o próximo deveria acontecer. Instintos às vezes tinham razão. Mas para os profissionais de Iwa, o não vivenciamento da situação deveria ser um mero detalhe. Eles deveriam ter ferramentas ainda mais avançadas que instintos para prever os ataques. Então… Por que? Claro, havia a possibilidade tanto do setor de inteligência simplesmente estar errado, quanto ter repassado a informação errada intencionalmente. Mas com a nova recente suspeita de Dobei… As coisas complicavam mais ainda. Han, tentou manter-se inexpressivo, controlando-se por dentro.

 

- Acho que… - inicou, primeiramente olhando ao além, como se estivesse distante em pensamentos, mas logo focando o olhar nos aliados - Um bunshin desses que a sensei usou disfarçado de dono da pousada comum henge para dar um chilique deva ser uma distração boa o suficiente - um pouco nervoso, acabaria falando um pouco mais que o normal - Já que não temos genjutsu - completaria, rapidamente olhando para todos para captar suas reações - Poderíamos nos aproximar furtivamente e se alguém puder usar um Kanashibari e um outro puder atacar de longe, daria pra neutralizar um desgarrado ou, no mínimo, descobrir se é apenas um chamariz sem nos aproximar - finalizou, meio preocupado se conseguiria de fato controlar o nervosismo.

 

@Hemurin @ryu-ryu

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Dentro da redoma, abaixo da imensidão de pedra, os passos de Dobei emudeciam. Uma mixórdia de sons, luzes e cheiros preenchiam a noite de Iwagakure, contrapondo a expressão de poucos amigos da mulher. Tivera uma reunião nem um pouco amigável com os conselheiros de Oomana momentos atrás e seu humor beirava à completa ira. Dava o crédito de seu estado de espírito a eles, porém muito mais se misturava ao seu estresse. O afastamento de Hiro tão repentino a pegara desprevenida em um momento em que nã

_____3º turno Vulcão   Um sorriso tímido despontara nos lábios finos de Dobei enquanto as interações entre os três se desenrolavam. Talvez estivesse satisfeita com as relíquias combativas que tinha sob seu comando. Ao passo que avançavam o caminho começava a se alargar, diminuindo a tensão e periculosidade do trajeto enquanto chegavam por fim a uma planície rochosa com algumas árvores secas espalhadas aqui e acolá.    "Quando superarmos aquela curva à direita" disse a jo

Eu ainda não havia me recuperado da primeira missão ninja que havia participado no dia anterior, mas eu não me referia a fisicamente. Minha mente ainda não havia se recuperado da imagem do velho que nos contratou pelado, com tudo pendurado e cheio de pelanca. Aquilo era o estágio final que todo homem iria alcançar? Não havia como impedir que uma aparência tão horrenda fosse o meu destino? Ou, mais uma vez, chegar naquele estado era apenas azar? Não fazia sentido. Se for por falta de treino

- Droga de missão e de pessoas desconfiadas... Gojinka, estou devastada. - resmunguei baixinho, enquanto andava pela rua. Novamente, o homem não me deu nenhuma resposta muito direta, mas me chamou atenção o fato dele nunca ter visto a tal gangue. E minhas suspeitas sobre o toque de recolher se atiçou com a mulher gritando para o homem se apressar, ainda que aparentemente ele tenha tentado me despistar com um jantar ou algo assim.

 

Tive que me afastar desses pensamentos, porque alguma coisa se aproximava de mim em linha reta. É agora. Respirei fundo e parei completamente para preparar meu próximo movimento. Talvez eu consiga pegá-lo de surpresa com um golpe no estômago... Mas a voz de Dobei me fez sair desse transe, com uma indicação clara para segui-la. Balancei a cabeça em um movimento de concordância e segui a sensei para a reunião urgente.

 

Após as informações da jounin, fiquei ainda mais desconfiada. Enquanto Hakuryuu falava, tentei encontrar algum padrão naquela situação, tentando visualizar peças de um quebra-cabeça e ir montando, mas a abstração não estava ajudando. Desabei num falatório, fazendo um misto de reporte e suspeitas, esperando que isso ajudasse alguém a encontrar uma lógica:

 

- Hmm... Eu realmente não consegui nenhuma resposta muito concreta com o morador que conversei, mas tive a mesma impressão de Hakuryuu. As pessoas estão com muita pressa, guardando os pertences e se trancando em casa, como se realmente obedecessem a um toque de recolher ou soubessem do horário dos ataques melhor do que nós. E o mais estranho é que para uma região de estalagens, achei esse pessoal muito desconfiado e pouco hospitaleiro. Fico pensando se essas pessoas não já sabem quem somos e porque estamos aqui, tanto os moradores quanto a tal gangue. O maluco das galinhas que conversei disse nunca ter visto esse pessoal da Muriyari, o que mostra que eles são super discretos, então talvez estejamos falando de shinobis com um nível mínimo de habilidade. - Fiz uma pausa para respirar, enquanto olhava para cima carregando uma expressão de concentração, analisando se deveria pontuar minhas novas suspeitas. Como achei melhor compartilhar todas as teorias, continuei no falatório. - O que me deixa mais preocupada é que eles quebraram o padrão passado para nós pela inteligência de Iwagakure e, sinceramente, não acho isso pouca coisa. Somado ao fator do chakra, já não considero que eles devem ser um bando de baderneiros vagabundos e fedidos... No mínimo, eles devem ter um informante ou apoiador aqui em Gojinka. O ideal seria encontrá-lo, mas agora eu acho melhor lidar com o suspeito que está indo em direção a estalagem, né?

 

Com o desenrolar da conversa, me preocupei com os próximos passos que tínhamos que dar sem informação sobre o tal suspeito. A quantidade de informaçõe que a gente tinha, com a quantidade de informações que a gente precisava e o número de teorias tava se embolando de um jeito que tava começando a causar uma dorzinha de cabeça.

 

- Ai, que saco. Não sei realmente se devemos derrubá-lo ou só observá-lo e tentar montar um plano para o próximo ataque. O problema é que não sabemos quando isso vai ser, o que complica mais ainda. É horrível pensar em uma estratégia sem ter nada muito sólido para se apoiar... Hakuryuu, isso bem que poderia atraí-lo pra fora da estalagem, mas se quisermos ter mais sucesso, acho melhor afastar o suspeito do nosso cliente, ou pode sobrar pra ele. Conseguem pensar em alguma forma de deixá-lo puto da vida a ponto de seguir algum de nós para outro lugar? Ai lá a gente pode ver uma forma de quebrar ele 5 minutinhos na porrada.

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O que a sensei disse perante a minha resposta à pergunta anterior dela a principio foi tão confusa para mim quanto essa frase que elaborei agora, mas eu sentia que eventualmente eu iria entender ela perfeitamente. Eu podia sentir que a Dobei era uma pessoa boa que se importava com os outros, digo, pelo menos comigo e todo o meu azar, mas infelizmente quanto a isso não tinha nada o que se fazer. O azar havia grudado em mim de uma forma que até a cor natural do meu cabelo mudou, eu já havia aceitado que iria viver com ela até o dia da minha morte.

- Assim fica difícil, Sensei... Sem nenhum item de sorte com a gente teremos que contar apenas com a minha tatuagem da sorte... E desde que eu a fiz eu sinto que só marquei uma palavra aleatória no rosto porque não tive aumento algum de sorte... – Reclamei com a mulher dobrando os braços rapidamente, entrando e ao mesmo tempo saindo de um estado pensativo conforme continuávamos a caminhar.

A movimentação estranha dos moradores daquela vila continuava como se estivessem prevendo uma tempestade que estava para vir. Aquilo com certeza era estranho e, se realmente estivessem agindo por medo de algo que estava por vir, eu não diria que estou muito afim de descobrir o motivo daquele medo. Não era possível que meros bandidos deixassem aquele povo assim, né? Apesar de tudo deve ter um ou dois ninjas naquelas bandas que se garantem em batalha, então não teriam porque temer tanto...

Mas fora perdido em pensamentos que, pego de surpresa, recebi um abraço da sensei.

A minha surpresa para aquela ação fora tanta que, de imediato, tudo o que eu fiz foi permanecer imóvel como se fosse um gatinho filhote sendo pego pela gata mãe que o iria levar para casa. A sensei sequer precisava por a mão na minha boca naquela situação, eu no máximo teria miado baixinho aceitando a carona, e no fim foi isso que aconteceu. Mal havia entendido a situação e ainda recebi um agradecimento tão sincero que eu não era loco de duvidar do que havia ouvido e por fim, quando dei por mim, estávamos quase fora da cidade com todos do time reunidos novamente.

À medida que Hakuryuu falava, eu ficava em um misto de olhar para a sensei e para a Kana-chan, pensando em tudo o que havia acontecido. As perguntas feitas em relação a agir ou não me fizeram pensar melhor na possibilidade de eu, um dia, realmente ter que agir para defender alguém que sempre me defendeu dos garotos brigões que vinham tirar sarro do meu azar e do meu cabelo verde. A Kana era a garota mais forte que eu conhecia, mais até que muitos garotos e sem sombra de duvidas mais forte do que eu, e ainda assim eu teria que defende-la? Quase impossível, eu não via uma situação assim acontecendo nunca.

Quando a garota em questão começou a falar, e a falar muito que por sinal era uma característica dela de quanto estava irritada – coisa que acontece na grande maioria das vezes –, eu fui pego de volta dos meus pensamentos. Aquela ainda não era a hora de pensar tanto assim, estávamos no meio de uma missão; E uma missão Rank C! Dando dois tapinhas no meu rosto, voltei a prestar atenção ao meu redor. Se normalmente eu já costumava ter azar com tudo, avoado então eu iria acabar desfalcando o time mais rápido do que imaginava.

- Eu posso usar jutsus de terra! – Disse confiante dando a minha contribuição para aquele momento estratégico de troca de informações.

Após toda a adrenalina passar, as emoções de ter sido abraçado por uma mulher madura naquela altura do campeonato vieram à tona e meu rosto imediatamente corou em um misto de irritação também. O que foi aquilo?! Sensei?! Esse tipo de relação entre aluno-professor é permitido porque estamos no mundo shinobi?! Não, não, não! S-Sem falar que o meu coração já batia rápido daquele jeito por outra... Agora, pela sensei também?! E se ela engravidar por causa daquele abraço?!?!?! Eu vou ter que me responsabilizar?! Se acalma, Naraka. Você tem azar, aquilo não foi nada além de uma estratégia para não ser percebido pelo inimigo.

- Mas... E se... N-Não... Argh... – Resmungando para mim mesmo, me forçaria a voltar a prestar atenção no que diziam perante a missão, visualmente fracassando por não conseguir pensar em outra coisa no momento.

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  • 3 weeks later...

     7º turno

Vulcão

 

@ryu-ryu @Hemurin @Keel Lorenz

 

Reunidos, o time trocava informações que se amontoavam num entrelaço confuso. O rosto de Dobei contorcia-se num carranca de claro desespero, como se suas expectativas tivessem sido completamente frustradas. Embora absorvesse cada palavra dita pelos genins seus olhos rodeavam o cenário corrompido e sua atenção expandia-se vilarejo afora. Naquele momento Hakuryuu começou a sentir um incômodo quase tátil na atmosfera. A pressão de chakra da jounin estava insuportável

 

Quando deu-se por conta o garoto suava. 

 

Um pedido de desculpas cintilou no par de olhos agora tristes enquanto as mãos apertavam-se abaixo dos joelhos dobrados. Esperou todos falarem para então, com um voz nitidamente controlada, tomar a voz.

 

"Bem, a situação é mais complexa do que imaginei. Inúmeras possibilidades passaram pela minha cabeça, inclusive imaginar que todo o vilarejo estivesse mancomunado com algum plano sujo contra Iwa. Porém tudo o que ouvi, inclusive de vocês, ainda dá muita margem para interpretação. O que me incomoda é que as coisas estão tomando um rumo muito contrário ao suposto pela missão. Isso é uma m*rda!" O protesto escapou dos lábios trêmulos da mulher. Era claro que estava lidando de frente com a responsabilidade de estar vinculada com a integridade física de três crianças enquanto um problema maior do que imaginava se colocava à sua frente. Aquilo estava exigindo dela mais do que imaginava e um conflito de pensamentos raivosos centrifugava dentro do crânio. Queria matar cada um daqueles da alta cúpula. Porém se pegou insegura em frente ao seu time, repreendendo-se de imediato enquanto se aproximava mais dos três numa tentativa de retomar o controle da situação. 

 

"Perdão. Sou responsável pela honra de minha vila, pela honra do êxito dessa missão e pela proteção de vocês três. Eu tenho um plano." Pôs suas mãos em volta de Han e Kana ao passo que uma redoma de pedra se erguia rapidamente ao redor do quarteto. No escuro, só a voz de Dobei poderia ser percebida por todos. "Para que as suspeitas que temos sejam esclarecidas de uma vez por todas, vamos fazer uma despretensiosa visita a Hideki em sua residência oficial, aquela construção no final das ruas chamada Sumi. Se existe algo além por debaixo dos panos aqui ele saberá. Se estivermos com ele, estaremos próximos do epicentro da questão. Porém quero discrição e calma. Iremos até lá como se quiséssemos informações mais sólidas do que está acontecendo. Sobre a sua sugestão Hakuryuu, ótima, porém se irmos até Hideki ao mesmo tempo que coletamos mais informações passamos a limpo algumas suspeitas, além de que... estou com um mau presságio sobre aquela hospedagem." Ao final uma batida de pé fez redoma mergulhar no chão. Logo após fez um sinal para que se movimentassem até à construção.

 

00:28

 

A silhueta da mulher saltou e serpenteou rapidamente em direção ao destino. Agora estavam agindo como ninjas, a abordagem mais passiva estava criando mais dúvidas do que soluções. Chegando em frente a um portão de ferro com o escrito "Sumi" Dobei bateu palmas, optando por uma abordagem cenicamente amigável e condizente com o papel que tinha que fazer ali. Sem nenhuma certeza das más intenções do responsável da vila não tinha como optar por uma conduta mais ofensiva. 

 

"HIDEKI!"

 

Saindo da construção o homem rabugento lançou um olhar turvo para o cercado, vociferando com impaciência sem ir até o portal. "CÊS DEVIAM TÁ TRABALHANDO, NÃO ERAM PRA TÁ AQUI." Era clara a sua apreensão. Dobei havia notado. 

 

"Temos algumas dúvidas, Hideki, queríamos debat-"

 

Shurikens sibilaram no ar contra o time, neutralizadas pelo ricochete da kunai da sensei.

 

00:30

 

Uma explosão deformou o ar do vilarejo, empurrando o time contra a grande, vindo da extremidade contrária da rua. O pensamento acometeu todos ao mesmo tempo. A estalagem. 

 

Tão logo quanto os acontecimentos um clone da jounin apareceu ao lado dos genins, criando uma meia lua oposta a um trio de silhuetas. Hideki retornou para o interior da construção respondendo ao aparecimento dos saqueadores. Parecia que as coisas estavam começando a acontecer como planejara. Dobei, no centro de tudo, suava. A noite começara a ficar inexplicavelmente quente. 

 

"Então os Muriyari enfim apareceram." Começou, tomando imediatamente uma posição defensiva. Outro clone emergiu do chão logo atrás da mulher do outro lado do portão. Apenas seus pupilos puderam perceber. "Estou curiosa para saber qual é a vantagem de sugar até a última gota um vilarejo tão desimportante como este? Seria mais digno criar um grupo maior e realizar um ataque à Iwa. Nessa situação só são dignos de pena."

 

Sem responder uma única palavra as três figuras lançaram uma nuvem de kunais, ao passo que realizavam uma sequência de selos. Lufadas de ar foram conjuradas em seguida, potencializando o curso dos projéteis. Com um movimento extremamente ágil de mão Dobei conjurou uma imponente parede de pedra, afugentando os projéteis. Ao mesmo tempo deu o comando para seus pupilos. 

 

"Avancem contra os das laterais no momento em que eu desfazer essa parede. O do centro é meu!"

 

Hakuryuu estava à esquerda de Dobei, alinhado ao adversário da esquerda, enquanto Kana e Naraka na direita estavam alinhados com o oponente do mesmo lado.  Quando a parede voltou ao chão, o trio estava intacto, mantendo a mesma formação a vinte metros de distância do time.

 

Antes de avançar Dobei deu mais um comando. 

 

"Não temam, vocês terão um clone meu às suas retaguardas!"

 

Dito isto a mulher sacou uma katana, saltando num arco alto em direção ao adversário do centro. Em resposta, os das laterais foram na direção dos genins. 

 

Spoiler

Formação bem básica de treta para dar início aos trabalhados. Às costas de vocês está um portão alto de metal com laterais em muro também alto de pedra. Atrás do trio adversário está o fim de ambas as ruas que compõem Gojinka, enquanto que nenhuma residência está ao alcance fácil (a mais próxima está a um pouco mais de cem metros da residência de Hideki). O grupo oponente foi neutralizado para que vocês escolham melhor a sua primeira movimentação, já que estamos num rank C e não quero dificultar muito as coisas. A princípio foi atribuído pela Dobei o capanga da esquerda para o Hakuryuu e um dos clones e o da direita para Kana, Naraka e os outros dois clones. Porém nada impede da formação de combate se mesclar e ser vocês três (mais os clones) com os dois. 

 

MUSA | INORI | MUJA | LNC 

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  • 1 month later...

Em meio a todo aquele caos por conta de um plano um pouco imprudente, mas tão bom como qualquer outro, ali estava eu, com o pau quebrando no meio dos Muriyari. Era óbvio que sabiam ninjutsu, depois de toda aquela demonstração de explosão, vento, brilho e kunais. Em meio segundo, parecia que nem estávamos mais na vila pacata e silenciosa. Atrás de uma barreira de pedra sólida, eu só tentava encaixar as coisas no lugar. Quando e como eles passaram? O que estavam fazendo com Hideki? Hideki estava com eles? Hideki está vivo?

 

- Droga, matamos Hideki? Vamos receber o pagamento dessa missão ou fracassamos? Vamos ser espancados pela Kage? - sem respostas, tempo e espaço para pensar nisso, decidi que choraria depois pela questão burocrática. - Todos de preto sensualizando no meio desse fim de mundo. Não esperava menos desse bando de vagabundos... - murmurei, enquanto sentia a tensão subir por minhas veias como uma corrente elétrica (seria um Raiton?). Porém, não podia deixar de notar que a vestimenta do trio passava um certo ar de perigo e ofereciam um nível básico de proteção. Além disso, elas possivelmente seriam frescas, o que abre outra vantagem, visto que o tempo ficou levemente mais abafado do nada. A explosão deve ter ajudado nisso.

 

Atrás da parede de pedra da sensei com aqueles clones criando uma proteção adicional, tive uma ideia pra ajudar a gente no combate. Abafei os gritos de CHAMA A POLÍCIA E O CONSELHO TUTELAAAAR que ecoavam na mente e comecei a falar rapidamente:

 

- Tenho a sensação que eles possuem mais informações sobre nós do que gostaríamos, então pode ser que invistam nos genins fedidos primeiro, e deixem a sensei por último... Aiii, que bosta. Enfim, vamos tentar mantê-los confusos e esquecer essa ideia. - não tinha muito tempo para explicar, então esperava que eles pudessem somar 1+1 rápido o suficiente. A sensei já estava sacando a sua arma, e o primeiro movimento depois daquela parede ia definir toda a luta.

 

Me concentrei nos selos de Cão, Javali e Tigre, olhando pra sensei como se não quisesse que nenhum detalhe dela ficasse de fora e usei um Henge no Jutsu, tentando me transformar em Dobei. Não esperava que isso durasse muito, ainda mais com o estresse da luta, só queria quebrar algum planejamento prévio que eles pudessem ter feito. Aquela coisa do elemento surpresa.

 

Saquei uma kunai e corri, me preocupando em esquivar de algo que pudessem lançar, ao mesmo tempo que tentava me aproximar do safado da direita. Absorvi bem a sua vestimenta, com todos aqueles detalhes em couro, tecido leve e cordinhas, decidindo o melhor lugar para socar com carga total: cabeça ou barriga?

 

Olhei bem pro local mais desprotegido, apenas com os olhos do meu oponente descobertos e decidi. Cabeça. Tá na hora de deixar ela mais fofa do que parede mofada.

 

Mas vamos ter que dançar antes.

 

Spoiler

変化の術 Henge no Jutsu (Técnica de Transformação)
Rank-E | Ninjutsu | Habilidade Geral
Suplementar. Esse jutsu permite ao usuário tomar a forma de um outro objeto, outra pessoa ou animal. Essa é uma técnica básica ensinada na Academia Ninja de Konoha, e quase todos os shinobis conhecem esse jutsu. Essa é considerada uma das técnicas Rank-E mais complexas, pois exije constante emissão de chakra e concentração mental para mantê-lo. Além disso, o usuário estaria, no topo de tudo, interagindo com o ambiente. Isso coloca uma grande tensão mental em um ninja iniciante. O melhor jeito de descobrir se algo é um Henge é exatamente aplicar essa tensão sobre o ninja, mesmo que nem sempre seja bem sucedida.
Tsunade, dos três Sannins de Konoha, possui uma versão avançada do Henge no Jutsu onde ela se disfarça com uma versão 50 anos mais nova do que seu corpo. A sua técnica parece ser única e permanente, além de não necessitar esforço adicional para ser mantida por muito tempo, já que ser ferido pode desfazer um Henge comum. Isso implica que a técnica causa uma real alteração física, sendo desfeita apenas quando Tsunade possui pouco chakra. Kagerō também mostrou uma variação dessa técnica de alteração física, se transformando em um homem grotresco e corcunda.
Selos: Cão → Javali → Tigre.
Uso: Pessoal.

 

@ryu-ryu @Keel Lorenz

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