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[Shell of Eternity] Início com T de 'tompero'


Hemurin
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Ainda nas primeiras horas da manhã, Daisy agarrava seu coelho de pelúcia, Gato, além de sua bolsa preta com os pertences de cozinha, imaginando os pratos típicos da maravilhosa ilha sob os seus pés ao norte de Blues. Shell of Eternity estava lá, esplendorosa com suas construções repletas de conchas, seguindo um conceito de lugar que poderia afundar a qualquer momento e continuar lindamente igual. Ainda decidindo entre mariscada e sopa de ostra, a jovem estava parada no que parecia ser um cais, com um prédio com enfeites de conchas às suas costas.

 

- O mar aqui não tem lá um cheiro tão agradável, né Gato? - foi o que disse a menina de cabelos longos e olhos heterocromáticos alguns minutos depois de chegar da ilha e já seguir um caminho bem diferente que havia planejado nos poucos passos que deu.

 

"Daisy, acho que não estamos no mar. Pelo cheiro diferenciado, creio que estamos em algum tipo de esgoto."  Foi o que respondeu Gato, o coelho de pelúcia. Para qualquer pessoa, Gato só estaria mantendo sua mesma aparência fofa e fazendo tanto som quanto uma pedra parada. Mas para Daisy, era como se Gato fosse a forma física da sua consciência, já que ela conseguia escutá-lo e ainda receber bons conselhos.

 

E de fato, Gato tinha razão. O mar no qual ela se referia nesse momento nada mais era que uma espécie de esgoto na parte de trás de alguma construção chamativa.

 

- Gato, acho que você tem razão! - respondeu Daisy enquanto prestava atenção na variedade de dejetos humanos que seguia o movimento do córrego e desaguariam em algum lugar. - Será que existe algum modo de filtrar essa água de novo? Tipo, botar umas redes e depois colocar alguns minerais para tentar purificar... Será que ela um dia seria reutilizável?

 

"Você não tá pensando em beber água com fezes, né? Lá vem você com essas ideias..." - debochou Gato.

 

Poxa, eu só estava imaginando a possibilidade... Enfim, o que Kobayachi disse mesmo naquela carta? - respondeu a garota, enquanto fuçava a bolsa em busca de um pedaço de papel enviado por um amigo que não via há alguns anos, deixando para trás o esgoto. - Então, ele disse que seguiu para o oeste até Onigashima. Então estamos em Onigashima? Vamos perguntar!

 

"Estou com um mal pressentimento..."

 

_____________________________________________________________________________________________

@ryu-ryu

Edited by Hemurin
fui otária e esqueci do banner pra deixar o post mais bonitinho edit2: a fome me fez engolir 1 R edit3 e ultimo: agora s ta 100%
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Após perceber que o local de sua hospedagem não fora das melhores, Daisy e seu Gato-Coelho partiram em busca de informações sobre Onigashima, suposto local onde encontrariam informações de Kobayashi, o mais próximo de "parente" humano que a garota tinha naquele momento. Apesar do cheiro ruim e da falta de pessoas naquela região, não demorou muito para que a paisagem começasse a mudar - assim como o cheiro - e as ruas brilhantes e bem construídas de Shell of Eternity começasse a se construir na frente dela.

Ou seria, se a garota não tivesse um péssimo senso de direção. 

Ao invés de seguir pelas ruas largas e movimentadas, a garota acabou entrando em becos e mais becos as vezes apertados o suficiente para achatar a cabeça do pobre Gato-Coelho-De-Pelucia, as vezes grande e com pequenos grupos que estavam próximos a latões de lixo com uma leve chama dentro deles. Por algum motivo, todos observaram Daisy passar sem falar com ela, apenas cochicharam entre sí, mas isso não durou muito.

 



anime-original-alley-building-wallpaper-

 

Após passar por certa de uns cinco grupos diferentes, um beco num estilo meio oriental tornou-se o seu destino final. Isso porque, antes que ela pudesse continuar a andar, duas figuras masculinas apareceram fechando seu caminho de ida e vinda. A pouco menos de dez metros na sua frente, um rapaz da sua mesma altura vestindo um traje todo verde, cabelo de cuia e um peculiar vestido de ganso apareceu encaranco-a com a cara feia. A pouco menos de seis metros atrás de sí, um garoto de longos cabelos pretos e olhos foscos a observava com uma expressão vazia, possuindo uma bandana laranja em sua testa e o que parecia ser um uniforme escolar.

Fora então que um som metálico vindo direto do portão vermelho e grande que ficava no meio do beco, a pouco menos de cinco metros de distância de Daisy, chamou sua atenção. Quem realizava o som era uma garota, cerca de vinte centímetros menor que ela, vestida também com um uniforme escolar e uma máscara sobre o queixo. Assim que percebeu Daisy olhar pra ela, ela começou a andar na direção da garota, arrastando um taco metálico no chão mantendo um sorriso intimador no rosto.

 

Spoiler

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Assim que chegou perto o suficiente da loira para que ambas pudessem sentir uma a respiração da outra, ela falou.

- O que diabos uma princezinha como você está fazendo por essas bandas, hãããããn?!

Após a pergunta, ela começou a bater seu taco no chão próximo a perna esquerda de Daisy, mas sem a intenção de atingi-la. A cada batida no chão, ela pode perceber que o garoto que fechava a sua frente - o do vestido de ganso - fazia uma movimentação de ataque ou defesa, aleatoriamente. O de trás dela, o mais normal, continiou com a cara vazia sem expressar nada.

- O que foi? O gato comeu sua língua? - E riu levemente, cutucando a bochecha do Gato-Coelho-De-Pelúcia com seu dedo da mão esqueda encarando Daisy fixamente.

Edited by ryu-ryu
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- Poxa, Gato! Eu preciso perguntar para alguém se estamos no lugar certo. Toda oportunidade que aparece você diz que é uma péssima ideia, assim não... Olha a concha daquele prédio, que diferente! Será que tem como fazer um prato com ela? - iniciou Daisy para a pelúcia, já desviando mais uma vez o caminho e adentrando nas piores ruelas de Shell of Eternity.

 

"Por que a gente não volta e pergunta isso para uma pessoa que esteja minimamente limpa? Todas que vimos até então pareciam mendigos."

 

- Você tem certeza? Todos parecem bem amistosos por aqui. Tem certeza de que você não está sendo preconceituoso?

 

Daisy ia se afastando até mesmo da luz, enquanto aparentemente deixava as tais pessoas amistosas para trás. Aproximando-se de um beco com uma casinha vermelha no estilo oriental que se destacava das demais, a loira notou a presença de mais pessoas a sua volta. Quando deu por si, já estava cercada por colegiais e sendo encarada por um rapaz que tinha sobrancelhas bem proeminentes (ou estava sendo atacado por uma tarantula).

 

A jovem encarou o ganso estrategicamente posicionado na vestimenta do rapaz e mal notou uma garota baixinha se aproximar. Muito menos na pergunta que fez.

 

- Gato, ela falou comigo? Oi, você perguntou alguma coisa? Desculpa, meu nome é Daisy, estava prestando atenção no pet do seu amigo e não ouvi. - respondeu ela apontando para o sobrancelhudo. - Ei, você está alimentando esse pinguim direitinho?

 

"Daisy, eu acho que eles são encrenca. Para de falar besteira e tenta correr... EI, TIRA O DEDO DAÍ, SUA ABUSADINHA!"

 

A menina fazia barulho com aquele bastão de metal, tentando claramente uma abordagem intimidadora. Mas para Daisy, aquilo só podia significar uma coisa:

 

- Calma, gato, pra que tan... Ooh, isso é um rolo de pizza? Eu bem que estava procurando por um, mas achei apenas um feito de bambu! Dizem que dependendo do material da ferramenta que usar, corro o risco de encher a massa de bolhas. Estranho, né? Enfim, nada como o bom e velho ferro no preparo de alimentos... - respondeu Daisy, já divagando.

 

"Daisy, acho que estamos naquele tipo de situação que o Mestre Ding Ding disse que aconteceria caso não estivéssemos em um lugar conhecido e seguro..."

 

Pela tensão imaginária apresentada por Gato, a garota começou a pensar que talvez ele tivesse razão, ao menos bem lá no fundo do material fofo que preenchia seu corpo de coelho de pelúcia.

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Mais avoada do que pipa em favela, Daisy claramente não percebeu a situação em que estava e agiu como era o de se esperar. O seu senso comum, que se chamava Gato-Coelho-De-Pelúcia, percebeu que a melhor opção ali era meter o pé o quanto antes – mas a história não iria prosseguir se ela realmente fizesse isso. Tendo sua atenção chamada pelo vestido de ganso do garoto de cabelo de cuia, a sua primeira reação fora voltada praquilo e; como resposta a isso, ela conseguiu tirar o sorriso do rosto da garota que a intimidava deixando-a claramente puta.
 

- S-SIM! E ELA NÃO É UM PINGUIM, ELA É UMA GALINHA ALBIN---- - O garoto a respondeu de imediato após sua pergunta sobre os cuidados, mas, antes que pudesse terminar sua frase, um taco de metal que antes batia no chão apareceu voando na sua direção, acertando-o bem no meio da cara o derrubando no chão. 
 

- Você tá tirando com a minha cara, ? CÊ ENTRA NO TERRITÓRIO DOS KATSUDON E AINDA AGE COMO UMA SONSA?! - Ela bradou mais braba do que siri em lata, dando uma mãozada na bolsa de Daisy, arrancando-a com certa facilidade da garota. 
 

Recriando a famosa cena de bullying na garota nova da escola, a baixinha virou a bolsa despejando tudo o que tinha dentro dela no chão. Como o resto do conteúdo não tinha importância no momento, um pequeno bilhete aberto foi o que chamou a atenção da opressora. Ela o pegou e o leu rapidamente e, então, congelou por alguns segundos. Após acordar do seu pequeno surto e com a mesma velocidade em que os itens de Daisy caíram no chão, ela recolheu tudo fazendo questão até de limpar novamente para então entregar a dona respeitosamente. 
 

- V-Vo-V-Voc-Você co-co-co-co-coNHECE O MESTRE KOBAYASHI!??!!? - Ela bradou novamente só que, dessa vez, com uma visível expressão de quem fez merda e se arrependeu completamente do que aconteceu. 
 

Ao ouvir o nome do Kobayashi, o garoto do vestido de ganso rapidamente se levantou com uma pequena tira de sangue saindo de seu nariz e também se aproximou junto do dos olhos foscos, ficando ambos ao lado da baixinha que ainda estava nervosa olhando atentamente ao bilhete que tinha em mãos. Daisy podia ouvir eles cochichando palavras como “É real esse bilhete?”, “Sim!! É a letra do mestre Kobayashi!”, “Você não tá reconhecendo...?”, T-To! Claro! E-Então realmente é ele!!” e então, mais uma vez, voltaram a olhar pra Daisy – agora de uma forma diferente. 
 

Todo o ar intimidante de anteriormente sumiu. Mesmo que a cabeça de vento da Daisy não notasse, certamente o Gato-Coelho-De-Pelúcia notaria. O trio que antes fazia menção de que problema havia sido encontrado, agora mais pareciam três gatos molhados de chuva observando atentamente a única pessoa que podia salvá-los naquele momento. 

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- Iiih! - exclamou Daisy, depois de toda pancadaria e o puxão da sua bolsa, que a fez dar um giro de 360º no mesmo lugar, com Gato indo parar no chão como resultado - Ei ei, calma aiii! Cuidado com minhas coisas... - reclamou a loira, tentando recuperar o equilíbrio e vendo os pertences que tinham sido organizados e posicionados na bolsa de forma estratégica sendo jogados no chão.

 

"Daisy, sua burra! Eu avisei pra você parar de andar por aí igual a uma tonta. Olha só onde você enfiou a gente dessa vez!" Gato estava claramente triste, decepcionado, sem esperanças sobre o futuro da sua vida e jogado no chão, imóvel, com a cara de coelho gordo e felpudo de sempre.

 

Mas em um milésimo de segundo, tudo ficou em seu devido lugar, inclusive Gato, já que uma desnorteada cotoquinha muito afoita já tinha arrumado. Daisy, preocupada com o bem-estar do seu amigo de pelúcia, prestou mais atenção em salvar Gato do chão do que o resto. Felizmente o seu amigo estava atento.

 

"Eles conhecem o Kobayashi! Podemos usar isso a nosso favor, Daisy!"

 

- Hmm? Então vocês conhecem meu amigo Tobarashi? Ele me ajudou muito na escola e no orfanato. Vocês viram ele por aí? Estou tentando encontrá-lo... Me tornarei a COZINHEIRA DOS HERÓIS! Mas preciso de um herói pra alimentar, por enquanto só tenho o Gato, né Gato?

 

"Amedronta eles e vamos dar o fora daqui!"

 

- Calma, gato! Talvez eles sejam amigos do Korabashi, não é verdade? Aliás, aqui é Onigashima, certo? Ele disse que passou por aqui... O que acham de uma boa refeição pra gente bater um papinho? - perguntou Daisy, já tirando o seu bom e velho equipamento de cozinha da bolsa para obter umas respostas. Afinal, dizem que o humor das pessoas melhora quando bem alimentadas.

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A medida que Daisy falava de como conhecia e das suas vivências com Kobayashi, parece que a culpa que a baixinha - líder ali dos três - ia aumentando ao nível de passar para os seus companheiros. Os três suavam friamente por suas testas e, ao final do término da explicação da garota, um silêncio reinou por alguns minutos. 
 

- O-Onigashima...? Erm... Não... Você está em Shell of Eternity... Er... ANEKI! - A baixinha bradou com as bochechas levemente coradas, porém agora trocando seu nervosismo por animação. Animação essa que, assim como anteriormente, foi passada para seus companheiros que perceberam onde ela queria chegar e assentiram com a decisão. 

 

- Eu me chamo Ana e esses são Stephen e Damon! - Ela disse apresentando os dois companheiros, que agora sorriam calmamente após a situação ter sido “resolvida”. - Infelizmente não conhecemos o Mestre Kobayashi desde que ele era jovem... Mas ele nos ajudou muito ao ponto de até mesmo nos treinar! Se o Mestre Kobayashi foi seu amigo desde a infância, então... Isso só pode fazer de você a nossa Aneki! 

 

Assim que ouviu aquela palavra, Stephen correu com seu vestido de ganso pra dentro do portão oriental. Damon, por sua vez, também o seguiu de uma forma mais calma, deixando as duas garotas sozinhas. 

 

- Nos desculpe, sério! Os estudantes dessa área normalmente respeitam os territórios dos outros e só invadem caso queiram guerra... Mas já faz muito tempo desde que uma guerra foi permitida por aqui. Maldita seja a rainha, tsc. Enfim! Acreditamos que você era uma aluna de outra escola querendo arrumar confusão e agimos de imediato... Se soubéssemos que alguém tão próxima assim do Mestre Kobayashi ia aparecer aqui, tínhamos ido te buscar no porto!  

 

Era perceptível tanto para Daisy quanto para o Gato-Coelho-de-Pelúcia a transformação da água pro vinho que Ana havia sofrido. De uma estudante delinquente, ela imediatamente passou para uma aluna comportada e animada. E não havia sido só ela quem tinha mudado. Após aquele pedido de desculpas, não demorou muito para que os rapazes voltassem: Stephen tinha em suas mãos outros dois vestidos de ganso, um na cor preta com o bico do ganso amarelo e a outra rosa com o bico do ganso azul. Damon, por sua vez, trouxe algo menos extravagante para Daisy: Uma cadeira, pondo-a próxima da garota. 

 

- Fique à vontade. - Ele disse com uma voz serena e calma. 

 

- Idiota! Por que você está querendo que a Aneki sente aqui fora quando o certo é convidá-la para dentro?! - Ane imediatamente reagiu, chutando a cadeira de madeira no chão. 

 

Como se aquelas palavras fizessem o maior sentido do mundo, o garoto de cabelos lisos pegou a cadeira de volta e se mandou pra dentro mais uma vez. Por outro lado, Stephen estava extremamente animado e na expectativa de que Daisy provavelmente escolhesse um daqueles vestidos para usar também. 

 

- Vocês dois, sinceramente... - E suspirou pesado, mas não de uma forma aborrecida. - Não os leve a mal, Aneki, eles são meio idiotas mas são bons alunos. Ambos foram reconhecidos pelo Mestre Kobayashi, então eu posso garantir isso. Nossa base fica depois desse portão, você gostaria de entrar? Podemos te contar mais sobre onde o Mestre está agora... Que não é nem aqui e nem em Onigashima... Mas acredito que, aqui, ele tenha te deixado uma espécie de missão ou algo do tipo para encontrá-lo...? Talvez... Ainda não entendemos aquela mensagem e por isso também ainda não fomos atrás dele... - A dúvida sobre o que ela tinha de Kobayashi era óbvia, assim como suas intenções de, aparentemente, também encontrar o estudante delinquente. Cabia a Daisy decidir o que faria agora, sendo que certamente ela não encontraria outras pistas do seu amigo de infância tão facilmente. 

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- Shell of Eternity...? Gato, então é por isso que aquele cara que deu carona pra gente tava rindo quando falamos que finalmente estávamos chegando em Onigashima. Aii, não acredito! - Daisy soltou uma lufada de ar de decepção, enquanto notava que não estava nem na mesma direção do mapa da ilha que tinha que ter ido.

 

"KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK 300 placas escrito SHELL OF ETERNITY e todo mundo falando 'sejam bem-vindos a Shell of Eternity' pra você descobrir agora que está no lugar errado. Duas palavras para você, Daisy: Para e béns." 

 

Enquanto Gato se recuperava de sua crise de riso imóvel e Daisy aceitava que tinha errado o caminho pela milésima vez, ela logo voltou para a conversa - até porque o trio parecia querer respostas também, mesmo que fosse de perdão.

 

- Enfim, prazer em conhecê-los, Tanya, Jefferson e Damião! Então vocês foram treinados por Torayashi? Isso só pode significar que nosso encontro já estava predestinado e eu nunca errei o caminho! - exclamou a loira, apontando o dedo pro céu como se tivesse descoberto uma nova estrela. - Aaaah... Então vocês são os futuros heróis de Shell of Eternity? Está mesmo na hora de começar a minha missão!

 

"Que mudança de situação esquisita. Enfim, aproveita a hospitalidade pra perguntar sobre o paradeiro de Kobayashi. - julgou Gato.

 

Ouvindo toda a apresentação e o pedido de desculpas sobre a situação, Daisy agora tinha uma escolha muito difícil: o vestido de ganso preto ou rosa?

 

- Hmm. Eu vou ficar com o rosa! - e logo ela pegou o vestido e enrolou-o no pescoço como um echarpe, com a cabeça de ganso de bico azul posicionada em pé e atrás do pescoço.

 

"Hmmm, não sei ao certo se era pra ser usado dessa forma, mas gostei. Achei tendência."

 

Depois da confusão da cadeira, que teve atenção parcial da garota já que ela estava ocupada conversando com o ganso, a garota decidiu nomear o ganso de Brittany e aceitar o convite da baixinha que parecia ser a líder.

 

- Bem, acho que vamos entrar, né Gato? Vou preparar uma bela refeição para heróis em formação: frango ao molho cremoso de laranja! Assim vocês me dizem mais sobre essa guerra de colégios e o enigma que Koba deixou.

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Extremamente aliviada após ver que a reação de Daisy em relação a tudo o que aconteceu foi positiva, Ana sequer percebeu os nomes trocados ao ouvir a garota se apresentar suspirando longamente como se um crime tivesse sido tirado das suas costas. Por outro lado, Stephen quase explodia de alegria ao ver que alguém – pela primeira vez – havia aceitado um dos seus vestidos de ganso ao ponto de até usá-lo; apesar de que, naquele caso, a forma usada fora meio diferente. 

 

Aceitando então entrar, a loira passou pelo portão oriental entrando em outro beco um pouco menos largo do qual onde estava, passando por algumas latas de lixo reconhecendo o tipo delas; era as grandes e cinzas, específicas para se jogar comida fora onde gatos e cachorros de rua muitas vezes faziam a festa. Aparentemente, aquela região tinha bastante restaurantes e comércios do tipo alimentício, fazendo com que apesar de não ser tão visualmente bonito, em termos de cheiro não deixava a desejar. 

 

Após uma pequena caminhada, chegaram a um beco sem saída onde uma casa os aguardava. Bem no segundo andar em baixo de umas janelas fechadas havia um pequeno banner escrito “KATSUDON HIGH SCHOOL”, com letras tortas e mal escritas. 

 

- Chegamos! Não repara na bagunça, tentamos manter o mais arrumado possível, mas... Digamos que nos falta disposição pra isso. - Ana disse após abrir a porta, aguardando que Daisy e Stephen passassem para logo após fechar. 

 

O interior da casa por si só não aparentava ter muita coisa. Estava mais pra um cômodo vazio com uma escada pra o segundo andar, muitas caixas de papelão espalhadas pelos cantos – algumas ainda lacradas com algo dentro e a grande maioria vazia – e uma forte luz que vinha um pouco mais do fundo, literalmente do chão do lado de um pequeno corredor. 

 

Ao se aproximar do local, a cozinheira poderia ter sua atenção roubada pelo o que tinha no final do corredor – seu habitat natural, uma cozinha, mas não era ali onde ela iria por hora. Stephen foi o primeiro a se aproximar da pequena passagem subterrânea iluminada, rapidamente descendo. Em seguida veio Ana, que passou fazendo um sinal de “venha” com as mãos para a loira que, por questões de a história andar, decidiu segui-la antes de se mandar pra cozinha. 

 

Assim que desceu, uma pequena surpresa esperava a garota cabeça de vento: Uma base secreta.
 

Spoiler

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A sua direita, ela podia ver um grande maquinário tecnológico onde Damon estava sentado com headphones em sua cabeça teclando em uma grande velocidade o teclado gigante que tinha na mesa. Haviam três telas, a da esquerda um monte de códigos subia em grande velocidade, enquanto a do seu lado havia um esquema de câmeras que a cada cinco segundos mudavam de imagem e por último uma menor, mais em cima, que aparentava transmitir informações em tempo real do que acontecia na ilha quase inteira. 

 

Na sua frente, outro setup maquinário a aguardava, mas dessa vez era uma grande variedade de rádios e outros objetos sonoros. Ana havia sentado em uma pequena cadeira girante e ali ficou, sorrindo para Daisy como se estivesse imaginando o que ela estava achando da base secreta deles. Por fim, mas não menos importantes, tinha Stephen que estava sentado em um sofá bem largo no meio daquela base comendo uma pizza que a garota com seus dotes culinários podia perceber que não era das melhores enquanto assistia um show na TV que consistia em bailarinas com vestidos de ganso apostando corrida ou algo do tipo. 

 

Assim que tivesse tempo o suficiente de processar todas aquelas informações, Ana falaria. 

 

- Bem vinda a nossa base secreta, Aneki! Ah! A propósito, você se importa de a chamarmos assim ou prefere seu nome? Não queremos parecer íntimos ou forçados demais... Mas acredite quando dizemos que a respeitamos muito por ser amiga de infância do nosso Mestre Kobayashi!  

 

Ela sorriu dando uma girada de leve na cadeira, para então se levantar. 

 

- Mais cedo você disse querer saber a guerra dos colégios e do enigma que o Mestre Kobayashi deixou, mas... Você também disse que prepararia algo para comermos, certo?! Então, por favor! Faça isso! Faz mais de uma semana que estamos nos alimentando apenas de pizza e lámen, a nossa cozinha fica no fim do corredor ali em cima... A geladeira tá cheia de mantimentos mas como aqui ninguém sabe cozinha... E ela que cozinhava pra gente também a mais de uma semana saiu e ainda não voltou e... 

 

- ANA!- Damon bradou, chamando a atenção das duas. 

 

- A-AhC-Claro... Esquece o que eu disse, sim? Mas em relação a comida, sinta-se à vontade! Você irá encontrar tudo o que precisar lá na cozinha, ela tá super bem equipada! Aí em seguida iremos responder todas as suas perguntas. Que tal? - Ela indagou ainda um pouco sem jeito, esperando por uma resposta da cozinheira. 

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Daisy seguiu o trio, passando pelo portão oriental e chegando até uma casa com um banner. Ela levou um tempinho pra perceber que era um banner, já que estava olhando para uns insetos voando por ali e procurando rachaduras nas paredes, entre outras coisas não muito importantes.

 

- Uuh... Gostei, achei bem rústico. O que vocês acharam, Gato e Britanny?

 

"Aaa, não gostei não. Que tal a gente seguir nosso rumo e ir embora? Não gosto de gente estranha."

 

- Mas eles tem mais informações sobre Koba, Gato...

 

"Aa, é mesmo... Que pena. Então vamos né, não tem jeito."

 

Koba era o apelido para Kobayashi, e era até comum que Daisy acertasse (mesmo que erre o nome incansavelmente). Até o momento, Britanny parecia apresentar alguma timidez ou de fato estava agindo como deveria, já que não demonstrou nenhum sinal de que pudesse se comunicar - mesmo que unicamente na cabeça da loira esquizo. Ao entrarem na casa, a menina não deixou de reparar nas caixas que haviam ali.

 

- Gente, o que vocês guardam nessas caixas? Não é nenhuma bomba, é? Ou pode ser uns temperos... Aaa, será que é um transporte para a outra ilha?

 

Gato absorveu tudo na sua ansiosa imobilidade e silêncio ensurdecedor. Deixando o cômodo para trás, todos se encaminharam para outro andar. Após descer as escadas e sair em um lugar todo cheio de máquinas e equipamentos meio escritório do FBI, Daisy exclamou:

 

- Aaah! EU SABIA! Vocês são caçadores de fantasmas, não são? Então vocês trancaram espíritos naquelas caixas lá em cima? Gente, isso me lembra a história do Espírito Açoitador...

 

"Que história é essa?"

 

- Foi assim, Gato. Uma vez eu tava sozinha lá no orfanato, no quarto que eu costumava dormir. Aí eu ouvi um pocotof pocotof vindo das escadas. Ai eu falei assim QUEM TÁ AÍ? e botei no chão.

 

"Botou o que no chão??"

 

- Meu pé. Eu tava deitada na cama, então precisei me levantar.

 

"Aaa ta."

 

- Aí eu fui pra perto da porta e continuei ouvindo pocotof pocotof, só que eu tinha certeza de que não tinha ninguém lá embaixo. Desci devagarzinho a escada e o barulho tava vindo da cozinha. AÍ EU ENTREI NA COZINHA E TAVA LÁ!

 

"Meu Deus, o que tava lá? Era o Espírito Açoitador???"

 

- Nããão, essa aí é outra história! Mas depois eu conto porque agora eu vou cozinhar.

 

Concordando com o que Ana falou, Daisy seguiu direto para a cozinha para preparar uma ótima refeição para todos ali - ignorando um Gato muito curioso para saber o final da história e um possível enigma sobre uma pessoa há 1 semana desaparecida. Com uma olhada rápida pela cozinha, ela viu que não precisaria usar nada seu - todos os mantimentos necessários para fazer o tal frango ao molho cremoso de laranja estavam ali.

 

Então, como aprendiz de cozinheira profissional modelo que era, começou a preparar o mise en place, que levou um tempinho, já que consistia em lembrar a receita completa, verificar os ingredientes e equipamentos necessários, separar, pesar, picar, descascar, ralar e espremer tudo que fosse necessário para realmente começar a cozinhar. A cozinheira fez questão de abrir toda as janelas e portas, pois acreditava que o cheiro iria atrair boas energias (além de estimular o apetite dos colegas, afinal, o melhor tempero é a fome).

 

Nesse misto de ciência e arte, Daisy procurou uma mesa para colocar tudo no lugar antes de chamar todo mundo. Caso não tivesse, deixaria os pratos já montados em cima do balcão da cozinha mesmo. Levando uns 40 minutos, ali estava o tal frango ao molho cremoso de laranja de Daisy, servido com um misto de legumes grelhados. Com tudo milimetricamente posicionado, a loira chamou todo mundo para a degustação.

 

TÁ NA HORA DE COMER, GENTEEEEE!

 

"Poxa, também gostaria de comer, mas não quero sujar minha espuma. Pergunta sobre a pessoa desaparecida. Afinal, você vai embora e largar os 3 com fome?"

 

É verdade, Gato.

 

Aproveitando a primeira oportunidade de puxar assunto durante a refeição, Daisy realmente perguntaria sobre o fulano que tinha dado no pé.

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O chamado para comer fez com que o trio do andar de baixo subisse rapidamente até a cozinha, onde um almoço digno de um chefe de cozinha os esperava na mesa. Todos os três sentaram lado a lado e começaram a comer o frango que Daisy havia feito, sem a necessidade de eles dizerem algo sobre o sabor já que pela expressão deles dava para se notar que haviam adorado. No entanto, quando a garota perguntou sobre a pessoa que havia desaparecido, a expressão animada e contente dos três sumiu e deu lugar para uma séria e um pouco receosa. Ana até havia feito menção de responder a garota mas, ao olhar para Damon, ela desistiu. Esse que, por sua vez, pegou um guardanapo e limpou a boca já tendo terminado a sua refeição. Aparentemente não era só digitar rápido a sua especialidade, comer também era.
 

- Ela se chama Myera. Assim como a gente também conheceu o Mestre Kobayashi, mas não chegou a treinar com ele... Ela já era bem forte desde o começo. Um dia, resolveu sair em uma missão sozinha e desde então não voltou mais.  


E então se levantou, retornando para o andar inferior da base secreta. O silêncio que ele deixou para trás fora o suficiente para que fosse possível ouvir ele voltar a teclar rapidamente em seu computador, assim como estava antes. Ainda na metade do seu frango, Ana pôs os talheres no prato e se virou para Daisy, com uma expressão mista de vergonha e leve incomodo. 


- Myera é a irmã mais velha do Damon, então esse assunto é bem estressante pra ele... Você disse mais cedo que iria preparar uma refeição para heróis, né? Então, basicamente a Myera é a heroína do Damon, alguém beeeeem importante pra ele e que está sumida a mais de uma semana. Ele se sente culpado porque demorou em sua própria missão e não voltou a tempo de ir nessa com ela, algo que ele tinha prometido. 


- S-Se eu não tivesse ficado enrolando em voltar logo pra base o Damon teria voltado a tempo de ir com a Mye-chan... 


- Stephen! Também não foi culpa sua! Sai dessa! - Ana bradou séria, voltando a comer em seguida. 


Nenhum dos dois tocaram mais no assunto e então voltaram para o frango, comendo sem pressa e degustando todo o prato preparado pela cozinheira que não demorou muito para ser finalizado pela dupla. Apesar do clima ter ficado pesado não parecia que alguém iria começar a chorar ou precisar de um abraço; era, de fato, um assunto sério, mas ali ninguém parecia ser tão frágil assim. 


- Obrigada pela refeição!  


- Day-day cozinha muito bem! O que mais  sabe fazer? E-ESPERA! POR ACASO VOCÊ SABE FAZER KATSUDON!? - Stephen perguntou levantando-se do seu lugar, visivelmente animado com a resposta da garota. 


- Stephen! - Ana falou em um tom leve alegre, dando uma pequena risada. - Ah, sim! Esquecemos de te falar sobre as tais missões que comentamos e as guerras, então deixa eu te dizer. Basicamente, cada área dessa ilha é controlada por uma escola que vai do primário até o nono ano. A grande maioria dos alunos de cada escola são realmente alunos normais que vão estudar e seguir alguma carreira profissional no futuro, porém... Tem a pequena parte da qual fazemos parte: Os que protegem as escolas e os seus arredores. Nossa missão é impedir que delinquentes apareçam e perturbem a paz dos alunos que estão focados em seus estudos. Normalmente isso é fácil já que os delinquentes não costumam fazer parte de escolas, mas quando fazem... Isso resulta em guerra. 


Levantando-se do seu lugar com o prato e os talheres que havia usado, Ana pegou também o prato que Damon deixou para trás e levou até a pia, sendo seguida por Stephen que fez o mesmo com o seu. Ela então abriu a torneira, pegou uma bucha com sabão em liquido e começou a lavar tudo o que foi usado por eles ali, inclusive o que Daisy deixou sujo pra trás já que não mencionou ter limpado algo. 


- O real problema tá nisso, a guerra. A rainha dessa ilha proibiu que tivesse qualquer tipo de conflito aqui, levando a prisão imediata dos participantes de qualquer bate boca que incomodasse a boa convivência dos cidadãos dela. Só que ela não vê que isso só está favorecendo os delinquentes uma vez que eles podem agir como quiserem desde que não sejam pegos pelos guardas-reais-marinheiros. Ela se diz “Rainha”, mas não sabe o que acontece fora das suas vistas, nos becos da “sua ilha”. Nosso trabalho é dificultado uma vez que não podemos simplesmente socar todos os delinquentes até a morte já que iriamos preso por “justa causa” e agora tem o sumiço da Myera... Estamos em uma situação realmente ruim... 


Conforme Ana ia terminando de lavar um prato e os talheres, ela ia passando pra Stephen que aguardava para secar e guardar de volta nos armários. Acabou que o trabalho dos dois fora rapido o suficiente para que a garota conseguisse explicar tudo o que tinha pra dizer, terminando ambas as tarefas ao mesmo tempo. Após secar suas mãos em um pano de prato e o estender para que secasse, ela virou-se novamente para Daisy. 


- Mais alguma dúvida? Ah! As caixas espalhadas são basicamente de suprimentos como miojo e algumas coisas é... Femininas... Se é que me entende... Mas essas eu deixo escondido dos dois pervertidos aqui. - E sorriu novamente dando um soquinho no braço de Stephen que estava ocupado demais fazendo carinho na cabeça do seu vestido de ganso para perceber o que Ana havia dito. 


- VOCÊS TRÊS! DESÇAM AQUI, RÁPIDO! - Então Damon bradou do andar inferior. 


Assim que ouviram o chamado do garoto, os dois imediatamente se dirigiriam para a base secreta, deixando pra responder qualquer outra pergunta que a cozinheira tivesse após verem o porquê daquele chamado repentino. 

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