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[Lankar] Aposta Alta Low Rider


Dracon
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Aposta Alta Low Rider

 

O clima gélido da ilha era preponderante, mesmo com o céu limpo ao meio dia, o sol não era capaz de esquentar com muita eficiência os moradores dos 3 centros urbanos, os maiores por assim dizer. Mesmo assim, em comparação com as montanhas, era válido afirmar que as cidades eram paraísos tropicais, tamanho o frio produzido por geadas e tempestades de neve. Longe, porém, desse frio extremo, duas pessoas NÃO se destacavam da multidão. Pelo menos um deles com certeza passava despercebido. Coberto por agasalhos, roupas que o protegem do frio, o doutor Edward Crombel se encontrava sentado em um banco, na frente de uma estação, mas ao lado de fora. O fluxo de pessoas ali era mais intenso, pois era o principal ponto o qual os habitantes e viajantes iam e voltavam entre as cidades de Lankar.

 

Ao seu lado, um ser único fazia companhia. Sendo a mistura de mink com algum tipo de tritão, Seth Pink - o mink sem pelos, talvez não teria tanta facilidade assim de se misturar naturalmente, tendo em vista que não era humano. Também trajava as roupas, afinal teria tanta necessidade disso quanto humanos pelas características já descritas. Estavam em um território aberto, uma espécie de praça, um átrio que parecia compor aquela grande estação. 

 

Havia chegado na ilha na noite anterior, e sem muito tempo preferiram alugar quartos em um hotel no centro de Hasus, onde estavam agora, e descansar. Já no dia seguinte, estariam disponíveis e dispostos para começar a atividade deles em Lankar, mas mais importante, iniciar oficialmente a operação da Hórus. Mas faltava informação sobre a ilha.

 

 

 

Longe dali, no porto de Lâssir, um submarino chegava, e um pirata cansado e talvez abalado pelos acontecimentos em Gardênia submergia seu submarino. Sua companheira de viagens havia evitado tocar no assunto delicado, mas era fato que o silêncio esmagava ainda mais o ambiente confinado. Agora em Lankar, Jhon teria mais tranquilidade e ameaças muito menos perigosas se comparadas com aquelas causadas por um buster call de um almirante em uma ilha no meio do novo mundo. Era suposto que poderia dormir mais. Mas afinal, porque viajava? Dormir nos lugares era uma opção interessante para um turista? Um pirata?

 

- É bem frio aqui. - disse a mink gata do lado de fora da embarcação. Já havia corrido e aberto a escotilha para observar o território novo - Tem muita coisa valiosa para ser roubada - completou colocando a cabeça para dentro do submarino, impaciente com a demora de Jhon. - Vamos logo.

 

O porto era rico de comerciantes, trabalhadores fortes e braçais transportando caixas e barris intermináveis, carregando e descarregando navios de médio e grande porte. O comércio era algo bem notável de Lankar.

 

 

 

 

 

that's it guys. Titulo com referencias

descrevam as roupas dos personagens de vocês, como lankar é frio, as roupas habituais farão os personagens sentirem frio, considerem que já compraram roupas assim, etc

 

as únicas infos que a hórus tem é que lankar é conhecida pelas corridas diárias de trem, por enquanto

 

sigam o tópico, ai não preciso ficar marcando

 

@Harper @ShinoNaro @.Juao

 

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8º Turno    Hasus, Subúrbio   E sem mais rodeios, Rakunoda mergulhou diretamente no objetivo - Saffo Bocchino, um jovem líder da família Bocchino, herdou a posição após o pai ser preso e levado para Impel Down por lavagem de dinheiro, usando uma mecânica de trens que não existe mais. Para limpar o nome da família ante a sociedade, Saffo se tornou um filantropo, queridinho dos ricos e dos pobres, enaltecido pela imprensa. Acho que já percebeu a dificuldade da missão. Mora e at

9º Turno    Hasus, Subúrbio   Decidindo por ir até o líder da gangue local mais por interesse próprio que por qualquer outra coisa, Seth anunciou o que estava fazendo e nenhum empregado ali se opôs, talvez pela menção do nome de Ugor, talvez por ele ser um mink sem pêlo, um ser único que chegou do nada - estariam chocados demais para dizer algo. Bateu e abriu a porta encontrando Crombel lá dentro junto do tal homem, o líder da família bem após a pergunta do doutor, não precis

Aposta Alta Low Rider   O clima gélido da ilha era preponderante, mesmo com o céu limpo ao meio dia, o sol não era capaz de esquentar com muita eficiência os moradores dos 3 centros urbanos, os maiores por assim dizer. Mesmo assim, em comparação com as montanhas, era válido afirmar que as cidades eram paraísos tropicais, tamanho o frio produzido por geadas e tempestades de neve. Longe, porém, desse frio extremo, duas pessoas NÃO se destacavam da multidão. Pelo menos um deles com certez

O clima era agradável, não pela temperatura, mas pelo que a temperatura poderia proporcionar. Em um frio desses, ficar perto de uma lareira tomando vinho era muito confortável, e o Dr. Crombel gostava. Infelizmente não era possível ficar perto de uma lareira no momento, conseguir mais informações sobre a ilha era essencial tanto para seus negócios como para os negócios da Hórus. Pensando em como iniciar sua jornada, Crombel estava sentado em um banco, olhando do lado de fora para uma das várias estações de trens que aquela cidade possuía.

 

Crombel usava sapatos para o frio/neve, com uma calça jeans mais robusta, criada especialmente para o frio. Já na parte de cima do corpo, o doutor usava uma blusa comum coberta por um sweater grosso feito de lã, com uma gola que cobria todo o pescoço e as mangas se estendendo por todo o braço. Por cima do sweater tinha um sobretudo puffer, que se estendia até pouco abaixo dos joelhos e assim como o sweater cobria todo seu braço. Esse puffer tinha um capuz que Crombel poderia usar. Além do capuz, o lado de fora do puffer tinha dois bolsos cada lado, para colocar as mãos e evitar o frio. Havia dois bolsos internos no puffer, em um deles Crombel colocou seu isqueiro e charuto. No outro bolso tinha um cachecol, que Crombel usaria eventualmente caso precisasse cobrir o rosto de eventuais ventos frios. Suas Katars estavam presas na cintura e consequentemente cobertos pelo puffer. O puffer estava abotoado até a altura de seu peito e Crombel não usava o capuz, suas mãos estavam dentro dos bolsos, evitando o frio.

 

- Temos um negócio aqui - Disse para seu comparsa Pink - Aparentemente trens são um bom negócio nessa cidade - Crombel se referia ao fato do possível negócio de venda e tráfico de peças, ou até de trens mesmo. Além das corridas e apostas que deveriam acontecer por conta delas - Temos que entender como que funciona os trens e essa cidade, depois fazemos nossa jogada - Disse com um sorriso de canto de boca enigmático. O Dr. pensava em como transformar essa cidade em um negócio para Hórus, escravos para fazer seus serviços, tinham para todo lado. 

 

- ku ku ku ku - Deixou o som de um riso contido escapar enquanto pensava no futuro.

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Depois de ter passado por um inferno gerado pelos peixes gigantes que controlavam o Mundo, Jhon, a Mink gata, e o seu submarino chegaram em um novo ponto de suas aventuras. Tinha sido uma viagem silenciosa, afinal estava faltando alguém, a primeira companheira do pirata, Archie. Por ter que pilotar o submarino, Jhon não teve muito tempo para dormir, e isso o afetava ainda mais. Queria encontrar uma pousada e dormir um dia inteiro, porém Jhon é amaldiçoado com seu senso de justiça, será que ele conseguiria realizar seu desejo?

 

Quando Jhon menos esperava, a gata já estava olhando do lado de fora, conhecendo a nova ilha. E ela nem chegou, e já queria roubar. Pelo visto, o que dormir representava para Jhon, representava o roubo para a gatuna.

 

- Espere, se está frio vou fechar minha jaqueta e vestir algo por cima. - Fechou sua jaqueta roubada da Marinha, que na visão dele era sua marca registrada. E colocou uma roupa igual a desse personagem aqui da obra, copiada na cara dura. Conseguiu camuflar a jaqueta, mas não tirou seu boné da Marinha, escrito " Pirate " no lugar onde devia estar o Marine. - Estou pronto, mas antes de roubar algo se lembre de ver de quem. Não roubarei de pobres e inocentes! E terei que te impedir se esse for o alvo.  - Era um pirata complicado. - E mais importante, não devíamos ir descansar? Explorar a ilha e ver a movimentação da Marinha? Acabei de sair de uma guerra que deve estar nos jornais até hoje. E aumentaram minha recompensa, me orgulho como pirata, porém isso é um problema se vierem atrás de mim. - Jhon não queria levantar suspeitas. Sim, o homem com um boné escrito Pirate. Mais do que tudo, ele queria ir dormir, se andassem por aí, ele poderia acabar se deparando com algo que fizesse sua maldição pessoal o forçar a se envolver em problemas.

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Em um local de intenção movimentação monótona, Seth mantinha-se sentado confortavelmente enquanto observava as pessoas daquela ilha. Hora ou outra fixava seus olhos em alguém aleatório e tentava buscar qualquer informação de quem era e da onde estava indo, mas para seu azar aquilo só lhe deixava com mais tédio e o fazia pensar por que estava ali. Entre sua lamentações, o vento que batia em suas orelhas lhe fazia lembrar do clima gélido e de se arrepender de não comprar uma touca, mesmo que o motivo fosse justo: Não queria esconde-las. Contudo, estava bem agasalhado para o frio, escolheu comprar um Sobretudo preto que descia até seus joelhos e estava todo abotoado mas de forma que a "fenda" das costas desse total liberdade de movimentação para seu rabo, em suas mãos também usava duas luvas pretas e para completar o look contra o frio usava um cachecol amarelo, que comprou apenas para destoar do seu estilo atual, mas que era bem aproveitado em seu pescoço. Juntava suas mãos enquanto inclinava seu corpo para frente, sabia perfeitamente que poderia usar seu poderes para se esquentar mas não achava necessário por ora, então apenas aguentaria o vento gélido na orelha sem perder a compostura. 

 

Ao contrário daquela multidão sem sal, ao seu lado estava seu parceiro de negócios, que já tinha uma personalidade mais interessante. Quando quebrou o silêncio, Pink não o olhou, apenas ouvia enquanto olhava para o céu. - Quando uma ilha se identifica muito com apenas uma coisa, fica muito mais fácil de entende-la. Provavelmente ter um trem por aqui é um status quo. - Voltava seus olhos a multidão quase que apontando o que queria dizer. - Então concordo, precisamos entender melhor a situação para nos movimentar e a partir disso marcar o começo da nossa organização. - Por um momento um sorriso apareceu na sua face enquanto voltava a dizer de forma mais motivada. - Eu quero ver essa corrida de trens de perto. Uma competição tão encravada na cultura local deve ter um grande mercado por trás, seja ele ilegal ou não, acho que seria um bom começo pra gente, não acha Doutor? -

 

Finalizou seu raciocínio se levantando lentamente do banco e levando sua mão até seu bolso, procurando por seus cigarros normais e o isqueiro. Não estava muito afim de fumar, mas a fumaça iria esquentar suas orelhas enquanto seus olhos buscavam alguma placa ou mapa para ele localizar aonde estava e quais seriam seus próximos passos. 

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2º Turno 

 

Hasus, meio dia

 

A temática de trens estava profundamente enraizada na cultura dos habitantes de Lankar, só de ficar na cidade por algumas horas já ficava notório, mesmo que o motivo ainda fosse desconhecido pela dupla. Assim como Seth notou, ninguém muito interessante chamou atenção afinal estavam em um lugar público em horário de pico, no meio do dia. Mesmo se tentassem ouvir as conversas dos grupos ou duplas, apenas pescariam conteúdos triviais como o preço da comida e a corrida do dia anterior. O mink, observando os arredores enquanto acendia seu cigarro, observou uma placa de pedra longa onde havia sido colado um mapa bastante simples, mas que serviria aquele propósito, afinal é um lugar conveniente na saída da maior estação da cidade, um guia simples e imediato para turistas que chegavam. Como um navegador ainda, leu as informações com maestria.

 

Estavam mais ou menos na parte central da cidade, enquanto pontos relevantes se destacavam: centro comercial, museu, área residencial alta para ricos, média e pobre, estações de trem, e uma área parecida com um paddock onde os corredores e mecânicos preparavam seus trens para as corridas. Trilhos de trem atravessavam a cidade completamente, passando por pontos importantes, sejam eles no nível do solo ou parecidos com um aero trem, e iam, naturalmente, para outras cidades. A malha ferroviária era muito intensa. Lendo aquele mapa, Seth sabia a direção exata das coisas que havia lido, só faltava agora tomar uma decisão.

 

 

Lâssir, meio dia

 

- Gostei da blusa - comentou a gata - Agora não atrairemos atenção desnecessária, então não tire. - recomendava enquanto Jhon saía do submarino e pisava no pier de madeira escura - Você realmente precisa rever seus conceitos de carreira - começaram a andar pelo longo pier, rumo a terra. A conversa deles era dissolvida rapidamente diante das diversas vozes nos arredores - É um pirata estranho, você deveria virar um Spade ou um Liberatore, ambos estão em alta depois dos acontecimentos recentes... E você sequer tem um navio pirata - e fez sinal de deboche - Quem te respeitaria como pirata? Submarino é coisa de espião, de membro tático.

 

A movimentação no porto era frenética, podiam ver de relance um ou outro marine de passagem e por isso dava para perceber que não estavam tão próximos assim de uma base. O boné escrito pirate era, por enquanto, irrelevante na notoriedade do tigre. - Óbvio que você quer dormir, mas dessa vez eu apoio. Nada de muito interessante vai acontecer na luz do sol, então precisamos estar ativos e descansados quando a lua chegar. Não reclamaria de executar outro grande roubo, mas precisaremos de uma equipe confiável. Roubar de um magnata, é claro. - se apressou em completar

 

- Mas mesmo assim eu prefiro explorar a dormir. É fundamental sabermos onde esta localizada a base da marinha, se ela existir. O que acha? - perguntou enquanto venciam o movimentado porto, chegando em ruas que os levariam para o centro comercial, segundo uma placa havia mostrado.

 

 

 

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- Obrigado. E você, o frio não te afeta tanto quanto nós humanos, Hashibi? - Questionou a mink. Ao sair do submarino e começarem a andar pelo longo píer, Hashibi começou a questionar a escolha de carreira de Jhon, ao ouvir suas regras sobre roubar. - Você não entende muito sobre piratas né, Hashibi? - Ele também não entendia, mas prosseguiu. - Ser um pirata é ser livre! Não precisamos ser bons ou ruins, não precisamos nos prender as regras ou um objetivo fixo! Podemos criar as nossas próprias regras! Podemos escolher se vamos fazer algo bom ou algo ruim! E não preciso ouvir as ordens de nenhuma organização de força maior. Ser um revolucionário e lutar contra o governo?! Quem quer todo esse trabalho? Um caçador de recompensas? Me envolvi nessa última guerra por ter agido como um e aceitado um serviço por dinheiro! - Discursava sobre seus ideais de pirata para Hashibi. - Eu desisti da Marinha porque eu queria a liberdade de um pirata. Sinceramente, se eu não tivesse um senso de justiça desnecessário, eu teria só me tornado um fazendeiro  em algum canto isolado, onde dormiria o dia todo, só acordando para conseguir alimento. Porém tenho isso, talvez tenha nascido quando aquilo aconteceu na minha infância... De qualquer modo, não consigo ignorar minha vontade de ajudar pessoas em situações que eu considere injustas. - Se lembrava do seu passado e da sua motivação. - Ao mesmo tempo, não quero ser um herói da Marinha ou revolucionário que salvará o Mundo. Só preciso tentar ajudar aqueles com quem eu me esbarrar. E quero me esforçar o menos possível, então roubar dos ricos é ganhar dinheiro fácil. Cometer crimes, ajudar os outros, e ter minha liberdade pra dormir. Só consigo pensar na vida como um pirata para mim! - Encerrava com sua conclusão. Era raro para o preguiçoso falar tanto de uma vez, então Hashibi conseguiu o tocar em algum lugar dentro do seu coração.

 

A medida que continuavam andando, era possível notar um ou outro marinheiro passando, mas só. A base deles não devia ser próxima. As próximas palavras da mink tiraram um raro sorriso da cara de Jhon. - Hahaha! Que ótimo que concorda! Sim, vamos descansar e recuperar nossas forças! - Tentou ignorar a parte que ela queria trabalhar depois disso.

 

- Explorar... Vou te acompanhar nessa exploração até acharmos a pousada mais próxima. Além da Marinha, temos que ver se existe alguém rico e de preferência que seja um babaca para roubarmos. Se não um roubo, outra forma de ganhar dinheiro nessa ilha. Enfim, depois de encontrar a pousada, você explora, eu durmo! - Respondeu, enquanto torcia para não encontrar nada, e só chegar na pousada em paz.

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Enquanto seus pulmões enchiam de fumaça, Seth lia o mapa e armazenava as informações do mesmo para si, em seguida expelia toda a fumaça em seu rosto, para que então fossem até suas orelhas e cumprissem sua função. O que era meio inútil. "Devia ter comprado uma touca... Ou eu devo usar uma droguinha mais pesada pro frio passar?" Devaneou por um tempo com seu problema pessoal enquanto se virava para seu parceiro. 

 

- Achei o caminho para a corrida, vou ir lá para ver se encontro algo interessante. - Soltou um sorriso tendencioso para o Doutor. - Você tem algum outro plano ou vem comigo? Se formos nos separar precisamos marcar um local para encontro. - Esperaria pela resposta e caso fosse preciso daria as direções que leu no mapa para seu parceiro, pelo menos as que sabia.

 

Após definir seus próximos passos, tomaria o caminho mais curto para o paddock enquanto voltava a fumar o cigarro, diferente de antes não soltava a fumaça na sua cara, além de não querer parecer um otário, estava mantendo o ventinho gelado na orelha em segundo plano, agora estava focado no seu caminho e os arredores. Já em seu rosto o incomodo aumentava a cada ventinho entre as orelhas. 

 

- Não sei você, mas odeio frio. - Resolveu externar um pouco da sua raiva com o Crombel ou sozinho mesmo, importante era desabafar.

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- Corridas? ku ku ku - Riu contidamente, entendendo o que se passava pela mente de Pink - Não, vou andar um pouco e ver se encontro algo por aqui - Se referia ao submundo, queria começar a fazer uma base da Hórus naquela ilha, para fazer isso, contato com o submundo era necessário - Deixa eu ver.

 

Ouviu as localizações de Pink, tentou memorizar todas as localizações que havia escutado. Como seu parceiro ia para as corridas, Crombel decidiu ir para as área residenciais, principalmente as mais pobres. Nesse local procuraria por pistas do submundo.

 

- Podemos nos encontrar no hotel de noite, aqui é muito movimentado para entrar em futuros detalhes. - Combinou o local. Qual o local mais ideal que o hotel que estavam se hospedando? Ali onde estavam parecia ser um bom lugar, mas Crombel achou melhor não arriscar se encontrar de novo em um lugar que já haviam passado, mesmo sendo perto de estações, comércios e bem localizada - Eu gosto do frio, quando estou em um local quente ku ku ku - Respondeu, imaginando um bom vinho quente dentro de seu submarino. 

 

Assim que seu parceiro seguisse, pegaria o mapa para não se perder no caminho de volta, ou até mesmo no caminho de ida. Olharia para objetos ou pontos de referencia enquanto se dirigia para a parte pobre. Sempre estava de guarda alta, um assassino que se preze nunca fica de guarda baixa, pelo menos é o que Crombel acredita.

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3º Turno 

 

Hasus, Subúrbio

 

Tendo decido se separar do seu parceiro, Crombel toma um caminho árduo: não no sentido geográfico, mas sim em questões agradáveis. Enquanto o centro apresentava um cenário médio e movimentado, quando mais andava na direção desejada, mas antiga e decrépita eram as construções, mais suja e quebrada eram as ruas, pessoas vestindo trajes mais simples e surrados, decididamente em menor volume. Segundo suas observações, era provável a presença de fábricas mais rudimentares, pois trombava com pessoas pintadas de graxa e carvão em uma freqüência considerável. Fora isso, nada de anormal apontava o submundo, apenas pessoas pobres em seu dia-a-dia.

 

Até que becos silenciosos direcionou o médico para uma pequena praça, muito escondida pois só era acessível por travessas muito estreitas e pela porta dos fundos das casas que o rodeavam. Ali, pessoas meio mal encaradas conversavam, até avistarem o homem, fixando seu olhar imediatamente nele. - Está perdido, senhor? - sorriu mostrando dentes pouco cuidados. Um homem mais velho com roupas de marca e qualidade era presa fácil para aqueles moradores. Eram seis homens, apenas um se adiantou ficando a frente dos demais, seus trajes eram velhos como o esperado mas não estavam sujos nem nada. 

 

 

Hasus, Paddock

 

Diferente do seu comparsa, o mink felino se manteve ali mais no centro de Hasus, em direção ao paddock dos trens da cidade. Era uma área baixa com construções simples para comportar os trens e os protegerem da chuva, enquanto trilhos passavam acima, dando uma sombra maior para a área. Os hangares foram construídos alinhados de ambos os lados, de modo que formasse um corredor largo com trens estacionados. Como era de se esperar, não se tratava de carros portanto precisava de espaço, tanto para os veículos, quanto para os trilhos que saíam de cada garagem e se emendavam no centro, sendo então caminho para o resto da cidade.

 

O trabalho ali era intenso, algumas equipes faziam reparos emergenciais em grande velocidade, provavelmente preparando o trem para a próxima corrida enquanto outros seguiam mais tranquilos, só esperando a hora de liberar. - O que um estrangeiro como você estaria fazendo aqui no começo da tarde? - Seth ouviu uma voz grave atrás de sí, quando se virou encontrou um mecânico meio alto e careca, usava um macacão de jeans e uma camiseta quadriculada, não se importava muito com os ventos gelados. - Interessado nas corridas eu imagino, é pra isso que os turistas vem afinal de contas - deu de ombros - Talvez até queira participar? Ou é um inventor e está mais interessado na parte técnica? 

 

 

Lâssir

 

Era bem possível que Hashibi não concordasse com a filosofia de Jhon, pois apenas ficou em silêncio enquanto observava ao redor, ao mesmo tempo que era esperado ela retrucar, tendo em visto sua personalidade, mas não o fez, mostrando que talvez não valesse a pena ou não estava com vontade. Contudo, referente a segunda parte da conversa, ela não se omitiu - Calma que ainda temos informação para coletar. Quanto mais eu trabalho e você dorme, maior vai ser meu corte e menor o seu. Não que isso sirva de motivação para você, eu duvido muito, ainda não fui capaz de encontrar algo que desperte sua vontade e garra além desse papo de ajudar pobre... - meio ríspida talvez, ela tentou dar um ponto final naquilo o quanto antes.

 

Após andarem um pouco, se viram em uma rua meio estreita, cercado de prédios de janelas grandes de ambos os lados, chão de pedra, postes de ferro e uma movimentação de pessoas um pouco maior, podiam inferir que se tratava de uma das ruas do centro comercial. As lojas, no andar do térreo, se diversificavam muito, enquanto comportavam nos andares de cima, apartamentos para seus donos ou para aluguéis de outras pessoas. Vendo uma mulher de expressões mais amenas encostada em uma parede de uma doceria, Hashibi se aproximou com Jhon sem hesitar muito. - Boa tarde! Você poderia me informar onde se encontra a base da marinha? Meu amigo aqui deseja se alistar. - A mulher, com um sorriso, olhou Jhon de baixo para cima mas não notou seu boné - Mas que ótimo! Precisamos mesmo de reforço! Peguem um trem para o Monte Cárhs, o centro de operações deles ficam lá dentro.

 

 

Preztaprei (preztaprei) - Profile | Pinterest

 

Agradeceu com um aceno, e quando tomaram distância, observou - Nossa ação fica mais fácil desse modo. Essa ilha tem 3 cidades, planeja visitar as outras?

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- É melhor que não descubra. Conhecendo você, já imagino que usaria meu senso de justiça para me forçar a entrar em todo tipo de enrascada. Sobre dinheiro, desde que eu tenha o suficiente para necessidades básicas, não é algo que ligo tanto. Mas vamos roubar até você ficar satisfeita aqui. - Se importava em deixar Hashibi minimamente feliz.

 

Ao continuarem andando, chegaram em uma rua mais movimentada, parecia ser uma rua comercial. Hashibi se aproximou de uma mulher que estava próxima de uma loja de doces, e sem consultar Jhon, o usou como desculpa para tirar informações sobre a base da Marinha. Um pouco surpreso, só forçou um sorriso e balançou a cabeça positivamente. Deu certo e conseguiram a localização da base.

 

- Três cidades? Não tem necessidade de conhecermos todas, vamos ver algum mapa e escolher a que fica mais distante desse Monte Cárhs. Vamos atuar fora do alcance da base. E queria saber mais sobre essa ilha: Roubo é nosso único meio de lucrar? - Assegurou que deveriam atuar longe das forças da lei, e questionou sobre como poderiam lucrar.

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Seth caminhava tranquilamente até seu destino, já havia jogado a bituca do cigarro e passado seu sapato por cima. O cenário que via a sua frente era interessante, só demonstrava como a locomoção era predominante na cidade, além da estrutura muito bem planejada. Enquanto olhava ao redor e pros vários trens, ouviu alguém lhe chamar de forma não muito educada, o que o fez virar seu rosto com um olhar felinamente sério. Enquanto ponderava as palavras do homem a sua frente, visto que sentiu um pontada de ignorância, o mesmo continuou suas indagações, o que deu brecha pro felino de ter informações sobre o que queria sem ser tão evasivo com o assunto que lhe interessava: O mercado das apostas.

 

- Bom, um turista como eu conseguiria participar da corrida com essa facilidade? - Deu um ênfase na parte que lhe incomodou anteriormente enquanto o encarava. - Eu estou curioso sobre a corrida que mexe com o coração da população, então achei que seria interessante conhecer um trem mais de perto. E claro, quem sabe apostar no vencedor. Seria sua equipe a favorita? - Mudaria momentaneamente sua face para uma mais neutra, deixando a ultima parte levemente com um ar ameno. - Você poderia me mostrar seu trem? - Esperou a resposta com a mesma face de antes, quiçá ajudasse com o pedido.

 

Enquanto esperava, notou as vestes do homem a sua frente, logico ele ser um local ajudava ele não sentir o frio que a ilha proporcionava, mas a cena junto das palavras do seu companheiro de antes estava batendo na sua cabeça. Refletiu por um tempo enquanto retirava seu cachecol amarelo e o enrolava para guardar no bolso do sobretudo. Não pensou mais nos frios entre as orelhas e sua irritação com esse caso sumiu no mesmo passo. 

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Enquanto Crombel andava em direção a periferia, a estrutura do prédios mudavam para um visual mais decrépito e sujo. Nada fora do comum, o Dr. nasceu, cresceu e viveu em ambientes semelhantes ou até piores, a situação ali não o surpreendia. Por saber que locais como esses são mais propícios para negociações do submundo, entrou em becos que normalmente ninguém entraria. Esses becos guiaram Crombel para uma praça escondida. No meio da praça se encontrava figuras distintas, não distintas fisicamente, mas distintas na qualidade das roupas.

 

Enquanto andava até ali, cruzou com vários tipos de pessoas trabalhadoras, ao passar por elas uma pessoa normal sentiria empatia, ainda mais se tivesse passado por situação semelhante durante sua vida, mas não Crombel. Sua vida o fez ficar em estado de "vazio emocional", ele olhava para eles e não sentia nada além de expectativa. A expectativa que Crombel sentia era como eles trabalhariam ao virar escravos para sua organização, afinal, ninguém sentiria falta se uma dúzia, ou mais, de algum dessas pessoas sumissem. Se ligassem para eles, aquela área não estaria daquele jeito.

 

- Eu não diria que estou perdido, mas agradeço a preocupação - Respondeu, em seu tom havia certa ironia que não deve ter ficado claro por não conhecerem o doutor - Estou procurando um local para fazer certos tipos de negócios - Nesse momento o canto de sua boca deu uma leve subida - Sabem se tem algum mercado por aqui? - Para uma pessoa normal, perguntar sobre mercado soaria como procurar por um Carrefour ou Pão de Açúcar, mas para alguém do submundo, perguntar sobre "mercado" logo após mencionar "certos tipos de negócios" pode soar como gatilho para informações obscuras. As pessoas a sua frente pareceram ser do tipo que entenderiam as entrelinhas do comentário do doutor.

 

Assim que terminasse de responder, ficaria com seu Haki da Observação ativado para prevenir eventuais investidas ocultas, afinal, o submundo pode ser cruel sem motivo algum. Usaria seu Haki para ler a aura pessoas a sua frente e ter noção de força de combate.

 

 

Spoiler

 

Haki da Observação: Rank B ( 100 )

Haki Proficiente: mais habituado aos poderes, consegue acessar sua capacidade extra-sensorial mesmo sem se concentrar.

Forma Passiva: pode sentir presenças num raio de 20 metros, captando suas movimentações com uma noção básica da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo. Também é possível ter uma noção dos poderes das auras, mas apenas se são mais fortes ou fracas que a sua. 

Forma Ativa: varre um raio de 30 metros, detectando e se concentrando em até uma aura por vez. Caso o alvo se mova, consegue sentir que algo aconteceu com uma noção aproximada da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo.

Buff Base: 10% dos pontos do Haki em Agilidade ao desviar ou reagir para bloquear.

 

 

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  • 2 weeks later...

4º Turno 

 

Hasus, Subúrbio

 

Assim que Crombel abriu a boca, a áurea do lugar mudou completamente. O que antes era um assalto fácil, longe do olhar das autoridades, transfigurou em pura tensão, o ar de riso e confiança dos homens esvaíram tão rápido como uma bala cortando o ar. Especialmente o que havia tomado a iniciativa, fitava o doutor com seriedade e atenção, sem dar um passo a mais para frente, ou para trás, e depois de longos segundos de puro silêncio é que houve sua pronunciação. - Um magnata que conhece o ramo? Aí caras, algum de vocês conhece a figura?

 

Nenhum dos outros disseram nada. Rendido, o homem deu de ombros - É, acho que você não é um marine disfarçado ou um criminoso procurado, Spade ou Liberatore conhecido. Está interessado em apostar na corrida noturna de hoje não é? Me siga. - Deu meia volta, indo diretamente até a entrada dos fundos de uma das casas que circundavam a praça, o haki da observação não detectou nenhuma movimentação estranha ou advinda dos que tinham ficado. Por fim adentraram a casa revelando um lugar moderadamente movimentado ainda que apertado. Pessoas separavam papéis em uma mesa, enquanto outras escreviam em papéis, sem contar as que iam e vinham.

 

- As apostas são terminantemente proibidas em Lankar, viajante. - concluiu o cara da praça antes de deixar Crombel naquele lugar e voltar para seu posto. Uma mesa perto da entrada sinalizava para o caçador, provavelmente o homem encarregado por registrar as apostas. Combrel precisaria cavar mais fundo.

 

Hasus, Paddock

 

O homem parecia ter sido acertado no estômago repentinamente, tão logo Seth mencionou a palavra "aposta". Ainda não recuperado do baque, tentou falar mesmo assim - Como é um turista então não deve saber, vou relevar... Trens e corridas são nosso orgulho! Disputamos em honra da Deusa Kharssís, responsável por guiar a própria Lankar até a Grand Line e assim atingir o patamar que estamos hoje! - mesmo se Seth tivesse ou não uma opinião formada sobre religiões, dava para perceber que o sujeito acreditava piamente na profecia - Por isso não existe isso de aposta, não podemos macular o respeito à deusa com dinheiro e corrupção! - e fez sinal para que o mink o seguisse.

 

- Esse é o local onde são guardados os trens que vão correr nas próximas horas e que precisam de pequenos reparos. Fabricação, montagem, aprimoramentos e grandes concertos são feitos no Monte Cáhrs, perto da base da marinha - e por algum motivo decidiu frisar a informação que não tinha exatamente correlação com o assunto - Esse é meu trem - indicou parando do lado dele. Seth não era um inventor, portanto não podia dizer muito bem do ponto técnico a qualidade do veículo, mas parecia impressionante mesmo assim. - Sobre as equipes, os ricos tem os melhores equipamentos mas não é por isso que tem mais chances de ganhar! Como eu disse, é sobre coração e honra do piloto e não só a máquina que está correndo!

 

Lâssir

 

- Hmmmmm, na verdade não. - respondeu a mink após um tempo, ante a pergunta do pirata. - Vamos pensar bem, se aqui tem muita corrida é natural que exista um mercado de apostas, o problema é que não me sinto confiante em jogar dinheiro nisso, não entendo nada de trem, mecânica e todas essas coisas de ferro e graxa. Que tal se roubarmos daqueles que organizam apostas? Se for ilegal, meio que estaríamos fazendo um bem para a ilha e para nós ao mesmo tempo, sabe tem muito rico que gasta o excesso de berries nesse tipo de coisa, é bem comum.

 

Decidir aquilo seria importante para definir os próximos passos, Jhon sabia que Hashibi gostava de planejamento e o único motivo de ter participado do assalto em Geometric Island é porque Arthur havia feito decentemente e com antecedência, segundo disse ela na viagem que haviam feito até ali - Pra isso teríamos que procurar no submundo se for ilegal, mas o passo inicial é descobrir se isso é legalizado ou não... Alguma ideia?

 

Como estavam mais na calçada, no canto da rua, não chamavam muito atenção e nem atrapalhavam o movimento. Para alguém passar e ouvir a conversa deles, teria que cruzar deliberadamente do lado deles, seria muito óbvio.

 

 

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Hashibi pensou e chegou a resposta que Jhon pediu. - Mercado de apostas para essas tais corridas de trem... Me parece uma boa ideia, mas sabe que gente rica que mexe com isso, geralmente é bem perigosa, né? - Disse, dando uma coçada na cabeça. - Porém faremos isso. Sinto que tem muita podridão aí, então quero ir cavar. - Essas palavras saíram involuntariamente. " Que merda estou dizendo? Vamos só bater umas carteiras de ladrões de galinha ou coisa assim... " - Pensou, arrependido.

 

Hashibi continuou, dizendo que precisariam primeiro averiguar se era mesmo ilegal apostar nas corridas e onde procurar essa informação.

 

- Acho que o melhor local para conseguir esse tipo de informação é no lugar mais pobre, porém mais próximo de onde ocorrem essas corridas. Normalmente é onde se esconde esse tipo de podre. E então, sabe de algum lugar que se encaixe? Se não, vamos seguir em direção ao local que as corridas acontecem e procuramos alguém que atraia apostadores ou competidores. - Respondeu confiante e determinado a ir... E os seus pensamentos... " Hein? EU QUERO IR DORMIR NUMA POUSADA POR UMA SEMANA!! Dane-se a ilha e apostas de trem, droga! " - Dizia e agia, entretanto pensava diferente.

 

 

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O homem respondeu prontamente ao mink mas a resposta foi deverás chata. Percebeu que sua ida até ali perdeu muito do seu propósito, mas ainda obteve informações novas. Saber aonde fica a base da marinha era essencial para sua estadia temporária e seus interesses, portanto todo o resto sobre a religião do homem não lhe interessou, ele estava ficando menos interessante ao olhos do mink que já estava ficando de mau humor. 

 

Pôde apenas contemplar a beleza do veiculo, já que de todo o resto era leigo, e enquanto ouvia o homem teve uma nova ideia. Procurou por alguma entrada para a cabine principal e entraria sem qualquer pedido ou aviso. Ao entrar, procuraria o painel de comando, quiçá pudesse pilota-lo devido a sua profissão? Só saberia se visse o painel e o entendesse. Em seguida daria uma atenção maior ao resto da cabine antes de se voltar ao homem novamente. 

 

- Eu não entendo muito de trens mas esse me parece muito bom, parabéns. - Seu tom beirava a neutralidade que já não sentia internamente. - Alias, como essa máquina reage ao fogo e eletricidade? Por exemplo se eu quisesse colocar mais velocidade, eu poderia usar o fogo em alguma parte? E qual parte poderia ser comprometida por algum choque externo? Sei que são dúvidas especificas, mas eu estou interessado em pilotar um trem e acho interessante saber sobre essas questões. - 

 

Seth claramente estava curioso sobre como seus poderzinhos poderiam afetar um trem, talvez no futuro fosse útil. Caso o homem hesitasse e não desse as informações que pediu, o mink pararia com a cordialidade e partiria para cima do homem, levando o antebraço no pescoço até prende-lo contra a parede e demonstrando todo seu instinto assassino ao mecânico, por fim voltaria a fazer a mesma pergunta de antes. O híbrido nunca teve muita paciência, então se a situação não rolasse como queria, usaria da violência para obter o que precisava. 

 

Se por ventura o homem fosse mais que um mecânico e conseguisse revidar ao mink, o mesmo revisaria seus movimentos para ataca-lo. 

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A dedução de Crombel estava certa, aquelas pessoas faziam parte do submundo daquela ilha. Dizem que um cachorro reconhece outro cachorro pelo cheiro né, esse foi caso. Após o grupinho conversar, guiaram o pobre senhor para uma das casas próximas daquela praça, o local onde as apostas aconteciam.

 

Pelas poucas palavras daquele pessoal, deu pra ter uma ideia geral da situação. Primeiro que, ao que tudo indicava, o principal mercado daquela ilha é direcionado para os trens, incluindo as negociações do submundo. Os rumores que tudo aqui nessa ilha envolvia trem eram verdade. Moradores de Minas Gerais iam adorar esse negócio de "trem" pra cá ou "trem" pra lá. Em segundo lugar que eles parecem não gostar de envolver Spades ou Libertadores em suas apostas, procurados ou não. Marines ou criminosos, por motivos óbvios, também não pareciam ser bem vindos. O que significava que eles sempre tentavam manter o low profile daquela banca de apostas, mantendo o negocio apenas para o povo daquela ilha, o que fazia sentido pois não era toda ilha que tinha corridas de trem sô. Não tinha como Crombel saber, apenas refletir para eventualmente ter uma ideia de como transformar isso em um negocio para a Horus, afinal, os planos do médico envolviam dominação.

 

- Não tem problema - Respondeu ao comentário sobre apostas serem proibidas antes de seguir para a mesa que o chamava, talvez para fazer apostas - Olá - Disse educadamente para quem estivesse na mesa encarregado de fazer apostas - Sou viajante e entusiasta de apostas, como funciona esses trens, corridas e apostas? Quero entender antes de escolher qual aposta fazer - Disse o senhorzinho simpático. Cada vez que Crombel é simpático um anjo entra em combustão em algum lugar do mundo - Todas as apostas são feitas aqui com vocês ou tem apostas que podem ser feitas diretamente com seus superiores? - fez uma pausa dramática e deu um leve sorriso malicioso - me refiro a apostas com valores altos... ku ku ku

 

Usar dinheiro em um local de apostas para atrair o lado bom das pessoas é algo muito comum, apenas o fato de ter mencionado "valor alto" deve facilitar sua busca por informações, pois implica que Crombel tem muito dinheiro para apostar, para uma banca de aposta isso é o importante.

Com seu Haki da Observação faria uma varredura no local, afinal, ali era literalmente a casa de seu futuro alvo. Procuraria por alguma aura forte como a sua, ou até mais. Com isso poderia ter noção se ali era a base principal ou apenas uma "filial" da banca de apostas. Se tivesse uma aura forte, tudo indicava que ali era onde os chefes dessa casa de aposta ficava, e se o chefe ficava ali a chance do dinheiro das apostas também estarem ali eram altos. Dominar esse grupinho significa eliminar os atuais chefes.

 

 

Spoiler

 

Haki da Observação: Rank B ( 100 )

Haki Proficiente: mais habituado aos poderes, consegue acessar sua capacidade extra-sensorial mesmo sem se concentrar.

Forma Passiva: pode sentir presenças num raio de 20 metros, captando suas movimentações com uma noção básica da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo. Também é possível ter uma noção dos poderes das auras, mas apenas se são mais fortes ou fracas que a sua. 

Forma Ativa: varre um raio de 30 metros, detectando e se concentrando em até uma aura por vez. Caso o alvo se mova, consegue sentir que algo aconteceu com uma noção aproximada da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo.

Buff Base: 10% dos pontos do Haki em Agilidade ao desviar ou reagir para bloquear.

 

 

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5º Turno 

 

Hasus, Subúrbio

 

Não era muito comum aquele tipo de pergunta ali, quem apostava conhecia, quem não conhecia sequer chegava perto, valia para a esmagadora maioria de viajantes e habitantes. Por isso, após a frase inicial do mercenário, o homem do caixa mostrou instantes de surpresa, transfigurando-se em impaciência logo após. E, na mesma velocidade, mudou para animação: o plano do dinheiro fazia sentido e surtiu efeito sobre o sujeito. As roupas, o fato de ser mais velho e mostrar desconhecimento sobre o dia-a-dia ali corroboraram, um velho rico que não tinha com o que gastar. Ao contrário do que Crombel achava, não despertava o lado bom das pessoas, mas o ruim - pelo menos naquele meio.

 

Sem demoras foi direcionado a uma sala ali no térreo, fechada onde um homem bem vestido anotava algo em um caderno enorme enquanto estava sentado atrás de uma escrivaninha grande. Havia cigarros, charutos, destilados e cinzeiros, enquanto um ventilador de teto circulava o ar lentamente, limpando a fumaça do ambiente. Contudo, era evidente ser alguém mais importante, a sala, os móveis, as marcas das coisas, tudo era muito superior. Com seu haki da observação, sabia que o sujeito era mais forte que todos os seus empregados, pelo menos na área a qual era capaz de sentir.

 

- Bem vindo, gostaria de fazer negócios então? - disse se levantando e apontando para um acento a sua frente, do outro lado da mesa. Pegou um copo pequeno e uma garrafa cara de whisky, enquanto arrastava um mini den den mushi para o lado, liberando espaço para a garrafa - Aceita? - se sentou novamente, dando mais uma tragada no cigarro que havia repousado no cinzeiro de prata ao seu lado. - Meu nome é Rakunoda Takaken, chefe da família Takaken, responsável pelo ramo de apostas de Hasus. Está pronto pra abrir o jogo? - e sorriu, tranquilo.

 

 

Hasus, Paddock

 

Com pouca educação ou interesse nisso, o mink gato adentrava à cabine do trem, sendo seguido prontamente pelo mecânico que não entrou, ficou na porta observando. Observando o painel, Seth concluiu que seria capaz sim de guiar um trem daqueles, os controles não eram tão complicados pois o fato de existirem trilhos ajudava muito, seus conhecimentos em navegação podiam ser úteis em situações específicas, mas não era uma habilidade majoritária ali. A situação estava estranha, a tensão subia à medida que as atitudes de Seth ficavam mais incomuns, depois da sua pergunta o clima só piorou. O homem apertou os olhos, desconfiado, deu dois passos para trás, se afastando da porta...

 

E não respondeu.

 

Seth veio correndo em sua direção, mas o homem tinha uma vantagem, era o hangar dele, e por isso deslizou a mão para uma mesa que tinha ali do lado e agarrou uma chave inglesa bem grande, um pouco mais curta que uma espada, e girou a ferramenta como se fosse um taco de baiseball prestes a atingir a bolinha, com a diferença de que a cabeça do mink seria a bola, por isso teria que lidar com aquilo. E como estavam dentro do hangar, entre a porta do trem e uma das paredes do lugar, estavam fora da vista do resto, á priori.

 

 

Lâssir

 

- Eu não tenho ideia - respondeu distraidamente olhando para os lados, mais para o alto - Precisamos de um mapa... ou de uma visão privilegiada. Não sabemos nem as localidades, nem os lugares.. Ei, rola de você virar tigrão e nos levar pra cima?... Não? Ok. Me siga se puder, kikikikiki! - sorriu. 

 

E com um soru ela sumiu da frente dele repentinamente, para chegar em cima do telhado da loja a qual estavam usando o muro para conversar em paz. - AQUI TAMBÉM NÃO DÁ PRA VER MUITA COISA, MUITO BAIXO! OH, PARA LÁ TEM UNS PRÉDIOS MEIOS GRANDES, TEM ATÉ DOIS ARRANHA CÉUS. VAMOS TREPAR LÁ PARA IDENTIFICAR OS LOCAIS, MAIS DIVERTIDO QUE FICAR PROCURANDO MAPA QUE NEM TROXA! - e riu, tinha certeza absoluta de ser uma ação a quela Jhon evitava a todo curso, o gasto desnecessário de energia.

 

Anteriormente ela havia apontado para o oeste, assim começou a correr nessa direção, pelos telhados como se fosse um ladrão em fuga, mais alguns metros e desceriam a rua, revelando uma avenida cujo o fim era o lar dos arranha céus, mas como uma avenida estava cheia de gente e por isso correr pela rua estava meio fora de questão. Assim, o pirata podia escolher o que fazer a partir da peraltice e provavelmente tédio mórbido da companheira de viagem. 

 

 

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Para o desapontamento de Jhon, que esperava que Hashibi soubesse de tudo para evitar mais trabalho, ela também não sabia. E o pior de tudo, é que Hashibi teve algum tipo de surto de adrenalina. Após perguntar e se responder se Jhon poderia virar tigre e subir, ela sumiu e apareceu em cima do telhado da loja da qual estavam próximos. - Mas que droga está-... - Antes que pudesse reagir, ela já disse que de lá também não dava para se localizarem muito bem, e que iria para prédios mais altos. - Ei, espera... A pousada... - Jhon falava para o nada, ela já havia ido.

 

" Nem se me pagarem eu vou subir e correr por telhados. Mas não posso abandonar essa gata maluca em uma ilha desconhecida... " - Jhon começou a correr na direção que Hashibi foi. Correr não era bem a palavra, ele parecia aquele idoso que corre em volta da pracinha para fazer um exercício matinal. Seguiu pela avenida movimentada, enquanto olhava para cima tentando ver Hashibi, e tentando desviar dos transeuntes. - Gente pra caramba, porém se tá achando que vou subir aí, só se estiverem te perseguindo! Gata maluca! - Resmungava enquanto nadava no mar de gente. Se não fosse para ajudar Hashibi ou alguma pessoa em risco, esse merda jamais se esforçaria mais que o necessário.

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Um sorriso singelo aparecia no rosto do mink ao ver a ação do homem. Lógico, conseguir informações de maneira rápida e fácil era uma opção mais adequada, mas Seth estava ficando de mau humor e ser cordial não é seu forte nesses momentos, as vezes é melhor a força falar por si só. 

 

Percebendo o golpe vindo em sua direção, o mink ajeitaria seu corpo em uma posição baixa, erguendo seu braço direito até a altura da sua cabeça de modo que ficasse entre ela e a chave inglesa,  Ativando seu HdA em seu ante braço e usando como sua defesa. Após o impacto, abriria a palma da mão esquerda criando uma bolha de calor na mesma, em seguida buscaria acertar seu golpe no abdômen do homem, fazendo o mesmo tomar um duplo dano com o calor e sua força. Caso tivesse subestimado a força do homem e sua defesa não tenha sido suficiente, abandonaria seu segundo movimento e preocuparia apenas em se esquivar do golpe. 

 

- Coragem e convicção em seus ideais são características importantes para um homem. - Afastado, Seth voltaria pra sua posição ereta enquanto o encarava. - No entanto não são dessas características que preciso agora, o que eu preciso é de obedi... Não, obediência seria uma palavra muito forte para se usar, complacência é mais adequada. - Soltaria um leve riso antes de ficar totalmente sério enquanto liberava seu instinto assassino. - Então colabore e responda minhas perguntas, por que não estou com paciência pra ser misericordioso com você ou qualquer outro desse hangar. - No final da frase o mesmo liberaria o electro pela sua mão, mandando uma mensagem simples e clara ao mecânico.

 

Talvez tivesse maneiras melhores de fazerem alguém colaborar que não fosse ameaça mas não para tipos iguais a Seth. Esperava por alguma resposta ou ação para saber como agir, se o mesmo tentasse fugir ou gritar, o mink avançaria e de uma curta distância usaria Toth  golpeando o ar e mandando um projetil até o homem. Acabar rapidamente era o mais adequado para não atrair atenções demais. Se o mesmo conseguisse reagir num primeiro momento, usaria o electro na chave ou no corpo para desestabiliza-lo e finaliza-lo com o mesmo golpe de antes, só que agora no corpo a corpo. Contudo, se ele fosse um homem complacente e colaborasse, voltaria ao seu humor anterior e não atacaria o mesmo... pelo menos não até não ser mais útil.

 

Spoiler

Nome da Técnica: Sharp - Toth | Critico - 25% em Força
Tipo de Técnica: Técnica de Combate
Descrição: Sharp é uma técnica de projétil ao qual o usuário utiliza de seus membros e das vibrações do hasshoken para golpear o ar, criando assim um deslocamento de vento que pode ser usado a distância ou a corpo-a-corpo. Quanto maior a distância do alvo, mais força e velocidade se perde, sendo que para golpes a distância só pode ser usado uma vez por turno. A eficácia da técnica está ligada a força e combate do usuário.

 

 

Busoushoku Haki - (Rank B - 100 Pontos) 

Haki Proficiente: mais habituado aos poderes, consegue acessar suas capacidades espirituais adequadamente e por um tempo bem maior.

  • Forma Ativa: Consegue eficientemente cobrir o equivalente a um membro ou item em contato contínuo com o corpo. Por isso, é eficaz contra oponentes normalmente imunes a ataques físicos. Não pode ser mantido por mais tempo do que o equivalente a duas ações em combate e sua defesa ou ataque possuem a eficácia de equipamentos Rank B.

Buff Base: 10% dos pontos do Haki em Força, Proficiência ou Resistência para bloquear, causar ou suportar danos. 

 

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A sala que Crombel entrou demonstrou que quem ficava ali era diferenciado, o feeling que o ambiente transmitia era diferente do local que o mercenário estava antes. Todo negócio tem um chefe e aparentemente o chefe das apostas de Hasus era a família Takaken.

 

- Aceito, obrigado - Respondeu Crombel após se sentar no acento indicado e aceitar o whisky em algum copo que tenha por ali. Alguém como Crombel não recusaria uma bebida em uma mesa de negócios. Embora estivesse com a guarda alta, aceitou a bebida por dois motivos: o primeiro porque ele gosta de bebidas caras, o segundo para demonstrar sociabilidade e boa intenção, no submundo é normal bebidas conterem veneno e por isso muitos recusam, porem naquela situação a banca de apostas só teria a perder caso tentassem envenenar um senhor rico e viajante disposto a fazer apostas altíssimas, afinal, em um negócio o vendedor tem que seduzir o cliente.

 

- Sim, quero fazer negócios - Deu um gole no whisky e colocou o copo na mesa, em seguida pegou um charuto de seu tubo para charuto de bolso - Me permite? - Pediu licença para o dono da sala para acender o charuto. Crombel é muitas coisas, mal educado não é uma delas - Esse é o charuto que eu mais gosto, feitos no North Blue. Tirou um porta charutos de couro com três charutos de um dos bolsos do longo sobretudo - Experimente, são muito bons - Arrastou o porta charutos de couro para o lado da mesa de Rakunoda, era uma espécie que agradecimento pelo Whisky. Em uma negociação boas ações precisam vir seguidas de boas ações, pessoalmente Crombel não ligava para nada daquilo, era apenas aparência, porem essas etapas de uma negociação são importantes para entender um ao outro.

 

- É um prazer, me chamo Edward Crombel - O mercenário não costumava mencionar o "V" em seu nome - Sou um médico viajante e entusiasta de apostas - Deu uma tragada no charuto, soltando a fumaça para algum dos lados, que não fosse ir no rosto do Takaken - Pronto eu não diria que estou porque tenho um comparsa que aposta comigo, enquanto eu vim para cá ele foi para o local de corridas perguntar sobre apostas - Fez uma pausa para beber o whisky e dar umas tragadas no charutão - Nós dois gostamos de fazer apostas altas, afinal, quanto maior o risco, maior é o retorno - Deu um sorriso de canto de boca e voltou a beber o whisky e fumar. Com essa frase Crombel esperava fazer Rakunoda ficar interessado tanto nele quanto no amigo, que seria o Pink, que está atualmente fazendo bagunça por aí.

 

- Como funciona as apostas? O que eu tenho que fazer para apostar? - Perguntou - Não sou dessa ilha e deu para perceber que os trens são muito importantes por aqui, quero entender antes de apostar - Deu uma tragada no charutão e voltou a beber - Assim que eu entender como funciona os trens, os apostadores, como ganha, etc... a gente fecha negócio. Não vou jogar dinheiro fora né, ninguém aposta sem saber em que ta apostando - Voltou a tragar o charutão e observar tudo ao seu redor com o Haki da Observação, dessa vez Crombel não bebeu o whisky.

 

 

 

Spoiler

 

Haki da Observação: Rank B ( 100 )

Haki Proficiente: mais habituado aos poderes, consegue acessar sua capacidade extra-sensorial mesmo sem se concentrar.

Forma Passiva: pode sentir presenças num raio de 20 metros, captando suas movimentações com uma noção básica da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo. Também é possível ter uma noção dos poderes das auras, mas apenas se são mais fortes ou fracas que a sua. 

Forma Ativa: varre um raio de 30 metros, detectando e se concentrando em até uma aura por vez. Caso o alvo se mova, consegue sentir que algo aconteceu com uma noção aproximada da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo.

Buff Base: 10% dos pontos do Haki em Agilidade ao desviar ou reagir para bloquear.

 

 

 

 

 

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  • 2 weeks later...

6º Turno 

 

Hasus, Subúrbio

 

Naturalmente o chefe da família aceitava o charuto do médico e o acendia ali mesmo, dando a sinalização que não haveria problemas fumar no local. - Comparsa? - Rakunoda abriu um vasto sorriso enquanto ainda tragava o charuto - É muito simples, Crombel-san. Mas primeiro um panorama geral, cada submundo das cidades é controlada por uma família, meu território como pode perceber é Hasus, recebemos apostas feitas aqui, geralmente à favor dos pilotos e equipes naturais dessa cidade. Você escolhe em quem apostar, vem aqui, fala com o caixa e compra o bilhete, mas... - deu uma outra virada no copo de álcool - não há como aprender tanto assim de uma hora para outra a ponto de ter segurança em fazer uma grande aposta... é claro que posso dar sugestões, mas seria inocência escutá-las - e riu.

 

- Não pense que não sei fazer negócio - o motivo ficava por conta do médico - Ao invés de perder um montante bom de dinheiro, que tal mergulharmos nesse mar de lama o qual você aparenta conhecer? - e se levantou, andando pela sala, meio que pensando - Você parece mais forte que a média de pessoas, sem dúvida muito mais que alguém na sua faixa de idade. Tem experiência como hitman? Lâssir é lar da família mais poderosa do submundo de Lankar, pelo menos por enquanto... O que acha de esquecer isso de aposta e me trazer a cabeça do chefe deles? - sorriu naturalmente, como se estivesse pedindo um copo de água. - Me diga seu preço.

 

Talvez pessoas parecidas se reconhecessem mais facilmente.

 

 

Hasus, Paddock

 

A chave cruzou o ar com certa velocidade, mas Pink foi capaz de fazer seu movimento ao encobrir seu braço com haki do armamento, aguentando o tranco do choque que se deu, apenas sentiu o braço vibrar e uma pequena dor. Por outro lado, seu próprio golpe foi mais devastador, o soco quente na boca do estômago deixou claro a diferença de patamar dos dois - o mecânico cambaleou para trás cuspindo um pouco de sangue, ganhando momentaneamente uma distancia segura do seu inimigo.

 

- Hehehehehe, você é mais forte que eu. - admitiu sem problemas, após o discurso do mink - Você quer informações, é? Que tal trocarmos conhecimento então? Eu desconfiei que você não era muito normal, por isso puxei papo... - fez uma breve pausa - não me entenda mal, não é sobre a aparência que falo, mas sobre capacidade, talvez índole. Apesar que isso acabei de confirmar segundos atrás, hehehehehehe...

 

Finalmente se recompôs, recobrando ar e superando a tontura - Você disse que é turista, mas pode ser algum contratado de alguma outra família rival... Há alguma chance de estar aqui para fazer mal aos Takaken? - sorriu novamente - Esqueça isso de corrida, é para gente chata.

 

 

Lâssir

 

Hashibi era rápida naturalmente, uma gatuna de pés leves, somando o fato de estar entusiasmada e ter caminho livre por cima dos telhados, Jhon não tinha a chance de conseguir segui-la quando decidiu fazer aquela corrida de trotar nas ruas do centro comercial. Ele conseguia vê-la ao longe, mas ela ficava cada vez mais distante, enquanto se desvencilhava repetidamente dos habitantes de Lâssir. A notícia boa era que a direção era óbvia, não haviam muitos arranha-céus e o maior ficava na frente deles, mesmo que fosse mais lá ao fundo. Após um tempo, ele perderia ela de vista.

 

Longos minutos depois, Jhon chegaria ao pé do grande prédio, notando ser um hotel de luxo, algo que não estava tão habituado assim e se olhasse para cima também não seria capaz de enxergá-la, pois o sol do começo da tarde se encontrava quase no topo, incomodando os olhos daqueles que, por ventura, olhassem diretamente para ele. Jhon notou que o hotel estava aberto, mas também notou andaimes em uma das laterais do edifício, colocadas em um beco rente a lateral, deviam estar reformando algo externo. 

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Crombel não obteve suas respostas sobre as apostas, porem isso não teve importância, de qualquer maneira seus planos ali só envolviam gastar dinheiro como um meio para alcançar os fins. Claro que o fim é a criação da base da Hórus ali naquela ilha. O fato de Rakunoda ter entendido muito bem o que o mercenário queria ali naquelas bandas deu alguns pontos de credibilidade, pois significava que tinha experiencia e sabia lidar com gente daquele mundo.

 

[BGM]

giphy.gif

 

 

Assim que o chefe da familia Takaken parou de falar, Crombel bebeu o resto do whisky, encarou o rapaz e colocou o charuto em um dos cinzeiros como o gif demonstra - ku ku ku... ku ku ku ku... - Riu contidamente, tanto pelo fato do rapaz chamar ele de velho e forte, quanto pelo fato de um dono de casa de aposta preferir gastar dinheiro para eliminar inimigo ao invés de ganhar dinheiro de um viajante, era uma boa visão de negócios, Crombel gostou - Não encontrei nesse oceano alguém que tenha matado mais que eu - O que é verdade, Crombel agora é um velho, porem é um assassino desde criança, ele realmente até agora não encontrou alguém que tenha matado mais que ele - Gosto da sua visão, como eu disse, estou aqui para fazer negócios - Deu um sorriso cínico.

 

O fato de Rakunoda ter contratado alguém como Crombel pra assassinar uma outra família, significa que ele não tem a força necessária para tal, ou que ele não quer envolver seu nome, ou o nome de sua família, em tal situação. O que fazia total sentido, já que a maior família deve ter algumas conexões e obviamente isso era ser prejudicial para os Takaken, mas de qualquer forma era uma chance para Crombel.

 

- Tenho uma proposta para a sua proposta - Tirou uma carta roxa, com um diamante no verso, e segurou entre o dedo indicador e o dedo do meio - Entre na minha organização com sua família Takaken. Dessa forma nós faremos você virar a família mais importante do submundo de Lankar, obviamente, não precisa pagar pra eliminar adversários - Fez uma pausa dramática - Você não perde nada, vai continuar no poder da sua família, vai continuar com o mesmo posto, e vai ter o poder do submundo daqui. Receberá suporte da organização quando necessário - Balançou a carta roxa entre os dedos, fazendo-a ficar girando na horizontal de um lado para o outro - Essa carta roxa representa um gerente de base da Hórus e o identifica entre os rankings da organização. Aceita-la representa virar um membro da Hórus, nós vamos dar todo o suporte que precisar e tiver ao nosso alcance - Seu tom ficou grave e pesado, sua expressão ficou fria e sem emoção - É um caminho sem volta, para sair da Hórus, apenas como um corpo frio - ou seja, apenas morto.

 

- Como eu disse antes, quanto maior o risco, maior o retorno - A expressão e voz de Crombel voltaram ao normal - Eu e meu comparsa, que é mais forte que eu, cuidaremos do seu inimigo, o que me diz?

 

Crombel sempre com seu Haki da Observação ativado. Naturalmente, caso ele recusasse, escutaria sua proposta de pagamento para o assassinato do alvo.

 

Spoiler

 

Haki da Observação: Rank B ( 100 )

Haki Proficiente: mais habituado aos poderes, consegue acessar sua capacidade extra-sensorial mesmo sem se concentrar.

Forma Passiva: pode sentir presenças num raio de 20 metros, captando suas movimentações com uma noção básica da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo. Também é possível ter uma noção dos poderes das auras, mas apenas se são mais fortes ou fracas que a sua. 

Forma Ativa: varre um raio de 30 metros, detectando e se concentrando em até uma aura por vez. Caso o alvo se mova, consegue sentir que algo aconteceu com uma noção aproximada da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo.

Buff Base: 10% dos pontos do Haki em Agilidade ao desviar ou reagir para bloquear.

 

 

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Hashibi que corria muito mais rapidamente que Jhon (o que não era nenhum desafio), rapidamente foi desaparecendo da vista do pirata. Ele a via de longe enquanto desviava das pessoas na rua movimentada.

 

- Droga, Hashibi... Hah... Hah... - Reclamava ofegante. Ele tinha físico pra aguentar muito mais do que isso, mas arfava de tão preguiçoso. Por sorte, mesmo depois de perder Hashibi de vista, Jhon ainda tinha um ponto a seguir: O maior prédio da região.

 

Depois de uma longa corrida, que para Jhon parecia uma eternidade, ele chegou ao seu suposto objetivo. Era um hotel de luxo, parecia ser um lugar fora da realidade de Jhon para tirar uma longa soneca. Olhou para cima e não conseguiu avistar Hashibi, pois o sol já estava forte. Observou o hotel e seus arredores, notando que existiam andaimes de construção nas laterais do local, o que indicava que estavam reformando alguma coisa.

 

" Bem, tentarei entrar pela frente. Mas provavelmente serei barrado lá dentro por ser um pobre qualquer, e se isso acontecer, talvez aqueles andaimes sejam uma possibilidade. " - Analisou e chegou a sua conclusão. Seguiu porta a dentro do hotel. Ao entrar, iria em direção as escadas para subir como se fosse um hóspede qualquer. Caso houvesse alguém barrando, pediria para ir até a recepção. Ao conseguir falar com alguém, diria uma desculpa próxima da verdade.

 

- Estou perseguindo uma ladra. Suspeito que entrou neste hotel, peço que me permitam subir até o terraço para procurá-la. - Jhon não ligava se isso era uma má ideia, ele não queria se esforçar mais do que já tinha feito. Porém caso conseguisse subir sem ser barrado, só sairia procurando pelos andares do lugar.

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Conforme seus ideais indicavam, a força por vezes é mais interessante e útil que palavras, e de certa forma comprovou tal fato após seu ataque surtir efeito e o homem mudar de figura. Ao desativar seu HdA, fez questão de ignorar a pequena dor em seu braço, mantendo a pose, e encarando o mecânico de forma mais amena. Seth não pode deixar de sentir um sentimento "reconfortante" por ter uma presença impactante e notória, e isso não ser advindo somente da sua aparência impar. De qualquer forma deixava o narcisismo de lado para se concentrar nas próximas palavras do homem. 

 

"Pelo que eu entendi esses Takaken são quem comanda o submundo, mas possui outras famílias brigando por território... Isso pode ajudar nos planos de fazer a organização crescer nesse caos." Analisou o que ouviu e se atentou ao homem em questão. 

 

- Por ora sou apenas um turista... mas tenho objetivos nessa ilha.  - Fez uma pausa dramática enquanto buscava um cigarro em seu bolso. - Contudo agir contra os Takaken não está nos planos atuais e tão pouco estou em algum serviço.Acendia o cigarro tragando-o e expelindo a fumaça em seguida. - Se supõe sobre minha índole, devo fazer o mesmo e supor que você faz parte dos Takaken? Se sim, gostaria de saber mais sobre o funcionamento da ilha. Quem comanda as apostas, mercado negro e etc. - Apesar do clima estar tranquilo seu tom mantinha-se firme, esperava que com isso o mecânico não omitisse as informações. - Eu não tenho muitas informações além do que já falei e também não posso descuidar... Você pode ser alguém de baixa posição ou pior, ser algum espião da marinha, nesse caso já sabe o que aconteceria. - Riu solenemente, mesmo que o tom fosse outro.

 

Seth caminhou lentamente se afastando um pouco do trem e o esquecendo por hora, de fato desde que chegou ao padock percebeu que ali estava bem chato, e se antes o homem motivado não lhe convenceu, imagina agora que também estava mostrando desinteresse. Dependendo das informações que recebesse, traçaria seus próximos passos, não dava para se encontrar com o Dr. sem nada útil. 

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  • 2 weeks later...

7º Turno 

 

Hasus, Subúrbio

 

No momento que Crombel fazia sua contra proposta, o líder da família se virava de costas, enquanto bebia mais do seu copo após ter alcançado-o em cima da mesa e durante todo o discurso ficou assim, pelo menos até o médico puxar uma carta e mostrá-la a ele - Hórus? - o homem então foi até um armário cheio de papéis, folheou-os rapidamente para só depois se colocar atrás de sua própria cadeira, em frente ao médico, repousando o copo novamente na superfície. - Eu não conheço nada referente a ela, no submundo e na superfície. Não me leve a mal, mas... Não há como aceitar essa proposta... agora. Você continua um completo estranho pra mim.

 

- Contudo, minha ambição ainda é grande, não vou mentir mas estamos estagnados nos negócios, é só olhar em volta. A família mais poderosa tem uma mansão enquanto meu escritório fica em uma toca de ratos, escondida de tudo e de todos. Que tal fazermos o seguinte, vamos inverter a ordem. Mate esse homem, o mais influente da ilha e eu tomarei seu lugar, assim terei uma posição privilegiada para ajudar nos preceitos e objetivos de sua organização. Faça isso e teremos essa conversa novamente. O que acha?

 

 

Hasus, Paddock

 

Dado a postura de Seth, o mecânico acabou relaxando um pouco, principalmente quando viu o mink acender um cigaro - O principal negocio nessa ilha está relacionado a trens, não importe a ótica a qual você olha. O ramo de apostas é dominante, controlado por 3 famílias, cada uma residente em uma das três cidades. Sou o braço direito do líder da família Takaken, meu nome é Ugor. Vai haver uma corrida grande hoje a noite, então meu trabalho aqui é... bom, não vem ao caso agora, não é muito do seu interesse. 

 

Deixou sua chave inglesa de lado, enquanto espiava em direção a entrada do hangar onde ninguém passava - Não se preocupe, eu odeio a marinha, mas acho que é perda de tempo ficar aqui... eu já terminei o que deveria fazer... Venha comigo até o escritório e te explico melhor as coisas, você sabe que, principalmente nesse ramo, as paredes tem ouvidos... Revelar coisas em um lugar não tão confiável é um erro...

 

Se aceitasse, caminhariam juntos pra fora do Hangar, sairíam do Paddock e voltariam ao centro pra só então tomar o caminho do subúrbio, o mesmo que Crombel havia tomado. - Vou te levar até o chefe, você pode ser útil e em troca lucrar muito, apesar de não saber suas intenções em Lankar. - atravessaram as ruas pobres até chegarem a um pátio interno com um chafariz quebrado no centro, contudo antes de alcançarem a parte de trás de uma casa, ambos sentiram uma presença atrás deles, era mais ou menos forte.

 

- He he he, acho que tem algo de errado aqui... - comentou Ugor se virando para encarar um homem de terno preto, vestes caras.

 

- O que está fazendo com um habitante de Gardênia? - indagou com uma voz pomposa - Temos negócios a tratar.

 

 

Lâssir

 

O interior daquele hotel fazia jus ao que se apresentava por fora, era muito luxuoso mesmo, provavelmente Jhon nunca havia pisado em um local tão chique e requintado, o chão era de um carpete macio e vermelho, as paredes de mármore branco lustrosas, o balcão e os móveis da recepção feitos de uma madeira escuro cheio de entalhos e detalhes finos, além de ouro espalhados aqui e ali. Normalmente não seria tão fácil passar assim pela segurança, contudo a pessoa que deveria barrá-lo estava ocupado com uma outra, alguém com vestes muito lustrosas, um terno completo vinho, mais um tom pro azul e pareceria um cafetão de luxo.

 

- Há razões para acharmos que algo grande vai acontecer hoje à noite - disse o homem em tom baixo, mas não o suficiente para que Jhon não ouvisse, afinal ele passava atrás deles rumo ao elevador - Enviamos um coletor para investigar os suspeitos e contatar espiões, mas é bom que a guarda fique alta. Com tanta gente prestando atenção na corrida, movimentos secretos ficam mais convenientes...

 

Jhon não conseguiu ouvir tudo porque só passou, entrou no elevador onde uma musica lofi tocava e apertou o botão do ultimo andar. Lá ele pegaria um corredor e se veria em frente a uma porta cujo a porta indicava o terraço, de lá um pequeno lance de escadas o levaria ao ponto mais alto da cidade. Hashibi estava na beirada, focada em uma só direção, e se Jhon se aproximasse, notaria que ela observava uma mansão enorme, meio longe em cima de uma colina. Seus olhos haviam se tornado cifrões de berries.

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