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[Yamakakushi] Total Eclipse Of The Heart


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1° Turno

 

Após a folga merecida que tiveram em Dow Hill, a dupla liberatore... e Hime... e Malaquias, estavam em alto mar a bordo do navio Wild Hunt, que todos tiveram tempo suficiente para conhecer totalmente e escolherem a cama de cima da beliche e outras coisas aleatórias. O importante era que já podiam sentir que o navio era a nova casa deles, pelo menos nas águas. Além do navio, também puderam se familiarizar com suas novas armas, inclusive as modificadas de Angus, adequando as mesmas para seus estilos de combate. O que não tiveram durante esse tempo foi problema, o clima foi o mais agradável possível e mal avistaram navios, sejam aliados ou inimigos, bom pra Hime que passou boa parte da viagem apenas escrevendo. Talvez ruim para uma ruiva que gosta de ação. E quiçá pro Angus foi neutro.

 

Contudo no meio da viagem eles haviam recebido uma ligação do seu mestre, esse foi o mais breve possível nas suas instruções que se resumiam a: Me encontrem em Yamakakushi para a próxima missão. Fato era que eles teriam a companhia do seu mestre, que apesar de clichê é legal, e a ilha que precisam estar estava próxima. Após uma viagem mais curta e objetivada eles poderiam ver ao longe, próximo do meio dia, as famosas montanhas vestidas de branco de Yamakakushi.

 

No comando da embarcação, Angus notaria dois caminhos quase que naturais entre as montanhas, um deles era a entrada de um porto construído num misto de madeira e gelo maciço e um outro mais externo que levava para uma abordagem clássica de filme pirata em ilhas: uma praia deserta e escondida. Após a escolha e ancoragem do navio, o cubo mágico humano perceberia a presença mais do que conhecida do seu mestre, o mesmo se mantinha oculto da visão alheia mas o navegador sabia sua posição através do seu HdO.  

 

Evidentemente ao passo que se aproximavam da ilha, sentiriam o grande frio característico dela, então se não se agasalhassem, mal durariam. Hime vestiu um longo casaco avermelhado que combinava com seus cabelos e luvas pretas, em sua mão manteve seu caderno e meio de comunicação. 

 

--

 

Eu jurava que a Hime era uma lolli, eu li o tópico da AV que ela apareceu quando vocês estavam jogando kkk foi mal, vou corrigir o comportamento da mesma. 

Enfim, ilha iniciada. 

 

@Dracon@Aglow

 

 

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1° Turno   Após a folga merecida que tiveram em Dow Hill, a dupla liberatore... e Hime... e Malaquias, estavam em alto mar a bordo do navio Wild Hunt, que todos tiveram tempo suficiente para conhecer totalmente e escolherem a cama de cima da beliche e outras coisas aleatórias. O importante era que já podiam sentir que o navio era a nova casa deles, pelo menos nas águas. Além do navio, também puderam se familiarizar com suas novas armas, inclusive as modificadas de Angus, adequando as m

2° Turno   Angus conduzia o quarteto bem agasalhado pelas areias esbranquiçadas enquanto deixava a embarcação bem escondida para trás, por que o local era clichê e pedia por isso. Aos passos que saiam da areia, começavam a encontrar o chão branco advindo da neve, tal solo era todo irregular com diversas pedras e não continha um caminho "marcado" a ser seguido. Seja como for, o navegador sabia onde estava indo e avisará sua dupla. Estavam a uma meia distância do pé de um das montanhas e

5º Turno   O sensei ouvia as lamurias de seus alunos sem demonstrar qualquer julgamento em seus olhos, apenas ficava escutando e bebendo seu saque de tempo em tempo. No final prestou atenção em Angus e no pouco que falou e agregou, seus olhos percorreram seu aluno até chegar na ave, por um momento teve certeza que o bichano também iria desabafar, alias o pássaro era novo para ele e ficou a imaginar quem era o "dono", mas o silêncio imperou e por fim apenas voltou seus olhos aos dois pr

O tempo sossegado da viagem, por mais contraditório que possa parecer, estressou bastante Pandora. A mulher já demonstrava sinais de irritação no segundo dia e mesmo um navio novo bem mais estruturado e com uma sala especial para treino pareceu entretê-la. Sabendo muito bem disso e com alguns planos em mente, Elizabeth assumiu todo o tempo o qual Pandora não estava treinando com suas armas novas, passava horas e horas fechada em seu próprio quarto, escrevendo a mão sem descanso algum. Mesmo Malaquias havia abandonado a menina, passando tempo com Angus e Hime e também aproveitando o fato de não gostar da personalidade sem expressão.

 

O resultado foi expressivo. Elizabeth, com a mão direita um pouco inchada, praticamente escreveu um livro inteiro cheio de conteúdo e com poucos desenhos, mas não comentou o conteúdo com ninguém - mesmo as outras não prestariam atenção nisso. O fato dela estar tão empenhada em tal tarefa não era segredo para ninguém em Wild Hunt, mas as motivações sim traziam algum mistério. No fim da viagem, ela escreveu uma carta, colocou o nome para a pessoa a qual devia ser direcionada, encaixou na primeira página do livro e o guardou em baixo de sua própria cama. Depois disso não aceitou mais voltar para luz.*

 

Os treinos de Pandora foram decentes. Como era esperado, ela não havia pegado tanta proficiência assim se fosse comparado com o uso dos facões, as espadas eram mais longas e pesadas e por isso o manejo era diferente, vários efeitos e técnicas Pandora falhou em executar com as novas espadas, contudo julgou o suficiente por hora. Nos últimos dias ela se concentrou em ficar com Hime, Malaquias e Angus, jogou cartas, tentou ensinar Hime lutar e brincou de voar com o papagaio. A ligação do mestre deles havia renovado os ânimos certamente, mas ela não se sentia tão disposta assim em realizar missões para a Liberatores.

 

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- Espero que não seja uma perda de tempo. - comentou ao lado de Angus, na sala de controle - Estou mal acostumada, fizemos tanto pelos Spades nos últimos tempos que... trabalhar em uma causa como essa me parece anti climático.... Sem ofensa. - como uma spade, era natural sua opinião e sua sinceridade um traço evidente de sua personalidade. - Wow, esse lugar é beem bonito. - observou olhando para as montanhas de gelo.

 

Aos dois caminhos possíveis, Pandora deu seu voto, não que ligasse tanto assim. - Não estamos fazendo nada de errado, ainda. Que tal pararmos no porto direitinho. Aquele lugar é pra foras da lei como piratinhas escrotos. - finalizou Pandora que não tinha uma, mas duas recompensas diferentes para sua cabeça, naturalmente sem saber da informação da localização do seu mestre. Para se proteger do frio, vestiu uma blusa de couro azul, boa para manter temperatura sem precisar de muito volume, além de calças mais grossas e luva nas mãos. Para completar, um cachecol de lã vermelho, da mesma tonalidade de seus cabelos.

 

 

 

* referência a estar no controle do corpo

Edited by Dracon

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Após o pequeno período de descanso que tiveram em  Dow Hill, a hora de partir novamente chegou, mas diferente do normal a viajem se mostrou tranquila e favorável, clima agradável e que facilitava a navegação. Após saírem da ilha, Angus pode conhecer detalhadamente o navio que haviam comprado, o primeiro lugar a ir foi a sala de comando de onde navegaria, rapidamente tratou de deixar tudo de acordo com seus gostos. Seu quarto foi o segundo destino, o que fez não podia ser chamado de decoração já que apenas levou suas coisas para o quarto e alterou um pouco ali e outro aqui para ficar mais do seu jeito.

 

Os dias passavam tranquilos em alto mar, tão tranquilo que parecia estranho, por isso o habitante do céu se manteve atento para qualquer problema, ainda sim nada de inesperado aconteceu, a viagem seguia tranquila.

 

Angus passava seu tempo entre a sala de comando navegando e a sala de treinamento aperfeiçoando seu estilo e com as meninas jogando cartas ou conversando. No início por um tempo ficou mais com Hime já que Eliza decidiu se isolar para alguma coisa. O contato de seu mestre deu novo ânimo a Angus, tratou de aumentar a velocidade para chegar o quanto antes em Yamakakushi, o habitante do céu sempre se sentiu melhor como um Libertador do que como mercenário da Spades.

 

As montanhas de gelo surgiam no horizonte, Hime e Pandora acompanhavam Angus na sala de comando, era um dos lugares mais bonitos que já tinha visto. Conforme se aproximou viu o porto da ilha, assim como uma segunda opção um pouco mais escondida. Ouviu Pandora ao seu lado, porém seguiu para a praia deserta para ancoragem, seus rostos eram conhecidos sem máscaras também

 

- Somos Libertadores acima de Spades, estamos nessa organização de mercenários como infiltrados e se descobrirem isso eles nos matam imediatamente como já tentaram fazer antes, não esqueça isso, Pandora. Após aporta na pequena ilha, se preparou para o clima procurando roupas mais quentes, optou por um sobre tudo e o fechou. - Também temos recompensa por nossas cabeças sem as máscaras. Melhor evitar problemas. 

 

Antes de pisar na areia já sentiu a presença dele, olhou para a direção de sua aura e começou a andar - Por aqui, ele já chegou. 

 

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2° Turno

 

Angus conduzia o quarteto bem agasalhado pelas areias esbranquiçadas enquanto deixava a embarcação bem escondida para trás, por que o local era clichê e pedia por isso. Aos passos que saiam da areia, começavam a encontrar o chão branco advindo da neve, tal solo era todo irregular com diversas pedras e não continha um caminho "marcado" a ser seguido. Seja como for, o navegador sabia onde estava indo e avisará sua dupla. Estavam a uma meia distância do pé de um das montanhas enormes da ilha e a visão mal mudava entre pedras cinzas e neve branca, dentro dessa visão monótona uma figura saia de trás de uma rocha e encarava os protagonistas. 

 

- Chegaram antes do que eu imaginava. - A figura que pronunciava de modo sério, se aproximava lentamente até que toda sua fisionomia ficasse aparente. Era o mestre de ambos que diferente da imagem estava apenas com o kimono fechado e um tecido felpudo por cima. - Vejo que suas habilidades como navegador continuam afiadas. Já você... Pandora, notei as espadas diferentes, finalmente pronta pra aprender um estilo mais harmônico? HAHA - Falava enquanto mostrava um sorriso sincero antes de desviar os olhos para Hime. - Mas quem é a companhia adorável de vocês? - A dupla mal teve tempo para responder já que a própria Hime folheava seu caderno e apontava para o samurai. "Me chamo Clarice Hime, Princesa de Shell Of Eernity, Prazer em conhece-lo(a)" - Fazia uma pequena pausa enquanto voltava a folhear o caderno. "Sophie e Angus me salvaram, por assim dizer, e estou viajando com eles até poder voltar pra casa." 

 

Talvez a personalidade amena de Albert havia feito a guria tomar frente e se apresentar ou estava mais decisiva em deixar de ser tímida e por isso tinha escrito frases que pudesse usar de maneira rápida, seja como fosse a reação que teve do homem não foi das melhores, nitidamente o homem resguardou seu sorriso seguido de um breve silêncio, apenas indicando com o dedo para ser seguido e começando a andar pela neve. Após a rocha, o começo da montanha se iniciava mas de forma diferente, diversos caminhos começavam a aparecer como se fossem um labirinto de jardim, só que maior e feito de gelo e rocha. O caminho era estreito e fazia os mesmos andarem numa fila indiana, com Albert e Angus um pouco mais a frente e as duas garotas para trás. O momento era perfeito para uma cabisbaixa Hime chamar a atenção de pandora mostrando seu caderno de comunicação. "Fiz alguma coisa errada em me apresentar? Não tinha a intenção de causar problemas..." De fato ela estava falando a verdade mas não ponderou pra quem estava se apresentando, acabou deixando se levar por uma primeira impressão boa. Já os dois mais a frente andavam em silêncio até que o samurai começava a falar ainda olhando para frente. 

 

- Podem me dizer o que fazem com uma princesa de um reino inimigo? Trabalho da Spades? Estamos chegando no nosso esconderijo e preciso saber até onde ela é confiável para saber sobre a missão. - De modo sério esperava pelas respostas. 

 

Pouco tempo depois de entrar no labirinto gélido, Albert parou seus passos, fazendo com que todos parassem próximos da entrada de uma caverna, que estranhamente emitia uma fraca luz rosa. Na entrada o homem esperava as respostas para adentrar a caverna mas sem formar nenhum clima tenso. Antes mesmo de entrar, Angus notaria uma aura tão forte quanto a do seu mestre dentro da mesma. 

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- Hahahahaha - riu gostosamente, com sinceridade - Não me inclua nessa, quem se infiltrou foi você, Eliza, Sophie e Aurora e por isso não espere cooperação se for algo para prejudicar MINHA Spades. Mas não se preocupe meu caro, estamos subindo na organização e ganhando respeito, no momento em que formos uteis demais para sermos descartados, será quando faremos um acordo, deixamos isso para o futuro contudo. - Pandora não se importava realmente com o caminho que iriam tomar, portanto deu de ombros a escolha de Angus, logo seus pés estavam pisando na areia fofa e esbranquiçada de Yamakakushi.

 

Mesmo entendendo a situação, não se sentia muito bem em participar tão ativamente de uma missão da Liberatores, então conforme iam andando com o amigo liderando-as, sua motivação baixava cada vez mais. A única possibilidade de resgate seria Elizabeth, mas ela não aceitaria vir se não fosse realmente necessário, portanto acabava por encarar toda a excursão como um treino... uma prática que batia cada vez mais em sua cabeça, e as ideias começaram a surgir. Quando mal notou haviam chegado no pé de uma das montanhas e uma voz nostálgica soou para os viajantes.

 

- SENSEI! - gritou, dando um belo sorriso, estava diante das únicas pessoas capazes de identificá-la só com um olhar. Era família. Mas não o respondeu de bate e pronto, afinal ele acabou interagindo com Hime, com uns olhos meio curiosos, Pandora se curvou um pouco para ler o caderno da amiga e depois que o clima pesou, tentou consertar - Tá difícil encontrar facões bons no mercado, ai acabei de trocar por espadas, mas estava pensando em algo a mais... Bom depois detalho isso he he... - o tom era um pouco tenso e a falta de carisma claríssima, com Aurora a situação seria muito menos pior. Aos poucos Pandora começava a ficar com raiva de Eliza por fazer merda.

 

O cenário era diferente e interessante, mas a tensão fazia com que não pensasse muito nisso e se concentrasse para reverter o quadro - Não se preocupe com o mestre - sorriu confiante para tentar confortar a menina - Deve ter alguma parada política, mas logo ele vai saber que você é confiável, relaxa - ela já falava em tom baixo para os outros não ouvirem, mas se aproximou ainda mais falando quase sem voz, afinal Hime lia os lábios - Assim como Angus, ele também é família - faria van diesel ficar orgulhoso,

 

A indagação do homem era esperada, afinal assim como ele conhecia a dupla muito bem, a dupla o conhecia igualmente. Mas mesmo assim ia falar com intensidade, portanto deixou que Angus cuidasse disso num primeiro instante, antes de começar a debochar do modus operanti dos rebeldes. De todo modo, em algum local do labirinto, pararam em frente a uma caverna tampada, não sentia mais o clima tenso - uma das razões a qual havia passado a bola para Angus - portanto apenas aguardou enquanto pegava na mão de Hime. Não iria avançar sem ela.

 

Paralelamente a tudo isso, Malaquias estava visivelmente incomodado com o frio, e a prova foi a falta de vontade em interagir com o homem novo. Pandora também não reparou no comportamento do papagaio, afinal muita coisa estava em sua mente. Talvez dentro do recinto encontraria mais calor.

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A resposta de Pandora ficou em sua cabeça, mesmo não dando continuidade no assunto pois sabia que não levaria a nada além de uma discussão, não pode deixar de sentir um gosto amargo na boca juntamente com um mal pressentimento no peito. A fria caminhada continuou com Angus liderando em direção ao mestre da dupla, já estavam consideravelmente distantes da praia e mais próximos das montanhas em meio ao branco e cinza quando ele surgiu.

 

Aos olhos do habitante do céu, Albert não parecia sequer ter envelhecido um pouco, tampouco sua aparência havia mudado, estava apenas um pouco mais protegido para o clima da ilha assim como a dupla e Hime também.  - Sensei - Comprimentou o mestre com um breve sorriso que logo se foi, as boas vindas calorosas de Albert também se foi após Hime se apresentar com seu caderninho, Angus conseguiu ler o que Hime havia escrito e ao menos entendeu que seu professor conhecia a garota. Olhou para Pandora antes de seguir atrás de seu mestre. Seguiram pelo lugar do qual ele surgiu e logo o caminho se alterou, observou o novo cenário porém sem dar muita atenção, sua cabeça estava pensando na reação de Albert após a apresentação de Hime e o que aconteceria dali para frente.

 

Angus não confiava em quase ninguém,  isso era quase patológico, tanto que as únicas duas pessoas nas quais confiava sua vida estavam ali com ele e havia Hime também, Angus gostava da princesa e sua companhia era bem vinda, e após o tempo que passaram juntos se tornou natural para ele te-lá por perto, para ele a garota era uma boa menina, gentil e inofensiva, não sentia qualquer má intenção vinda dela, antes que percebesse seu círculo de confiança havia crescido.

 

- Nos encontramos em alto mar de um jeito inusitado e muito bagunçado e estamos viajando juntos desde então. Hime é de confiança, independente de onde ela seja, sensei. Posso garantir isso. 

 

Continuaram avançando por meio do labirinto branco gelo até chegarem a frente de uma caverna, seu Haki já o informando da presença tão forte quanto seu mestre dentro da caverna, enfim o motivo para serem chamados até ali seria explicado.

 

 

 

 

 

 

 

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3º Turno

 

Parados em frente a caverna o pequeno grupo vivia um clima mais tenso, dando impressão até do frio ter ficado mais forte. O mestre após ouvir sobre a princesa não pode deixar de encara-la por mais algum tempo, no entanto seus olhos captaram a mão da Pandora e após as explicações ele não pode deixar de soltar um sorriso gentil. Sabia como aquele gesto era importante pois conhecia bem seus alunos, ainda manteve seu pensamento de liberatore, não faço ideia de como chamar os rev, mas sua confiança na dupla era enorme, e se eles confiavam na princesa, ela tinha sua confiança. 

 

- Devo me desculpar por como te tratei... Se você sabe e entende qual organização eu faço parte, entende o problema politico que é alguém do seu reino conosco. No entanto, se meus alunos prezam por ti como eu estou vendo agora, eu prezarei por ti. Tenha certeza que a partir de agora eu estou pronto para te defender de qualquer perigo, independente de quem és filha. - O homem demonstrava firmeza, mas com um toque bem gentil, e sem perceber o homem feliz de antes voltava. 

 

Um peso saia do peito da princesa assim que ouviu aquilo, estava preocupada com o problema que poderia ter trazido para ela e seus amigos. Evidentemente ela tinha uma opinião sobre a politica da sua ilha e de sua mãe, nesse ponto era crítica, mas não era um bom momento pra criar uma discussão, além de que já estava junto de Angus e Sophie por tempo o bastante para ver e entender como o mundo é difícil quando você não é uma princesa. A resposta foi simples ao mostrar seu caderno com um desenho de um sorriso e a palavra "smile". 

 

- Atvarius-kakka, estão fazendo uma reunião sem mim-arinsu? - Uma voz fina saia de dentro da caverna chamando pelo espadachim de modo... diferente. Albert apenas ria enquanto chamava a todos para entrarem com um gesto de mão. - Aurora vai ama-lo. - Comentou olhando para a ruiva. Como toretto ruivo disse, eles eram família, então apesar de estar feliz de ver a Pandora, não pode deixar de estranhar a falta da presença da personalidade mais sociável.

 

Assim que entraram na caverna, a luz rosa ficou mais forte e perceberam que toda a caverna era iluminada por ela. Um ponto fora da curva era a organização do local, quase nada de natural tinha ali, a mesma tinha diversos móveis de madeira rustica como uma mesa redonda no centro e uma prateleira gigante de livros que ia até o teto, esse que tinha uns 3~4 metros de pé direito. Tais detalhes deixava nítido que ali não era um esconderijo arranjado de ultima hora e toda aquela decoração havia sido feita pelo homem sentado na frente de um pano rosa. Sua roupa não combinava nada com o local em que estavam, mas não demonstrava qualquer incômodo. Os olhos da okama pousaram rapidamente em Angus que nem precisava ser vidente para saber o que passava na cabeça da purpurinada, mas rapidamente a mesma se levantou e se aproximou para cumprimentar a todos respeitosamente. 

 

- Olar companheiros de causa! Atvarius-kakka falou tanto de vocês que eu já estou intima. - Sorria enquanto estendia a mão para os três. - Sou Guilhermino Bianco De Alcântara. - Tratava de se apresentar com um sorriso enquanto olhava todos nos olhos. Percebeu a deficiência de Hime rapidamente ao ver o caderninho, então logo tratou de fazer uns sinais com a mão, demonstrando que sabia libras. Assim que viu os sinais ela ficou feliz, o que disfarçou o estranhamento que ela estava tendo pelas roupas. Demostrar empatia e conhecimento sobre a língua dos sinais fez com que ela ficasse menos surpresa e se sentisse mais acolhida. - My house, Su house-arinsu. - Tratava de abrir os braços e deixar claro que se quisessem, podiam ir dar uma volta. 

 

O samurai se aproximava da mesa e folheava os papeis enquanto chamava seu companheiro revolucionário e começavam a discutir sobre os mesmos. Já Hime se aproximou do pano e percebeu que o mesmo emitia calor, procurou se ajeitar próximo dele e começar a escrever no seu caderno. Angus e Pandora tinham a opção de ficar parado ou dar uma volta por ali, já que o fundo da caverna parecia ser grande e ir além da onde a luz alcançava. Passado um tempo, Albert viraria para seus alunos sorrindo e falando de modo ameno. 

 

- Eu estou feliz em ver vocês, mas agora que chegaram, nossa equipe principal está completa, então quero passar o motivo de estarmos aqui e a nossa missão. Mas não se preocupem que até ela acontecer vamos ter bastante tempo para conversamos. - Chamava todos que estavam presentes, inclusive Hime, para que ele pudesse começar a explicar o plano. 

 

Amanhã eu dou uma revisada no texto. Desculpa a demora, mas é que eu tava sem cabeça pro rpg por causa do acidente, agora ta de boa e volto a frequência normal. 

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O clima mudou completamente quando Atvarius entendeu a situação ali, e aliviada, Pandora sorriu meio feliz. Não esperava resistência dele mesmo, a confiança era sólida, resistente, recíproca. Vale ressaltar a felicidade parcial, pois naquelas condições era difícil ser plena e embora estivesse na presença do mestre, os problemas e conflitos internos eram grandes demais para serem ignorados. Participar de uma iniciativa revolucionária tão ativamente seria impensável a guerreira algumas semanas atrás. Provavelmente antes de Gardênia. A sensação estranha agravou um pouco após a voz sair de dentro da caverna, com o comentário do mestre sobre Aurora, e Pandora instintivamente desviou o olhar, ela precisava muito de um tempo para conversar com Albert.

 

A luz rosa da caverna revelou um cenário surpreendente levando em conta o local, mesmo rústico era cheia de adornos e se não fosse a luz rosa, na opinião de Pandora, seria bem mais aconchegante. A luz remetia a outro ambiente, mais de diversão e putaria - muito bem vindos àquela personalidade. Sobre o okama, ela não conseguiria estar mais confortável, sempre ficava na defensiva na presença de homens estranhos, mas com um okama a regra era outra e embora Aurora não estivesse ali para adora-lo, Pandora ficava tranquila com a presença do revolucionário. - Espero que não tudo, hahaha! - respondeu diante do comprimento do okama. - Esse é Malaquias. - o papagaio até então calado em protesto contra o frio, se sentia mais aquecido ali dentro, protegido contra o vente sibilante, proporcionando uma mudança de humor vertiginosa e veloz. - Sorvete de melancia. 

 

Após as apresentações, decidiu que exploraria melhor o local, focando em sair um pouco da luz rosa e seu objetivo era procurar um canto seguro para conversar com Albert no momento apropriado de modo que o okama não escutasse. O pior cenário possível seria um o qual elx descobria sobre a dupla identidade de Sophie e Angus, eles correriam riscos juntamente com a Spades, e Pandora não podia correr o luxo de sua organização estar em perigo, seria a receita para o caos.

 

- Vou trazer o mestre aqui depois para pedir conselhos e contar um pouco das nossas aventuras - confessou a Angus, se ele tivesse seguido-a - Então se o okama vier nessa direção eu precisaria de uma cobertura. Vou fazer o máximo para que vocês tenham sucesso em sua missão, mas há coisas para serem resolvidas, preciso de um novo estilo de combate também...

 

Após o diálogo, voltaria até o mestre, okama e Hime, para escutar sobre a empreitada, deixando claro com um aceno que gostaria de conversar com ele depois disso, ou quando fosse mais oportuno. - Pena rosa! - comentou a ave enquanto observava a própria asa.

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Mesmo antes de Albert dar sua resposta, Angus já a sentia, sabia que o homem iria confiar em sua palavra, esse era o nível de confiança entre eles, estavam ligados por laços muito mais fortes que os de sangue. Ainda sim o clima estava tenso enquanto Albert não respondia, isso logo mudou após o revolucionário decidir falar, seu posicionamento foi como esperado por Angus que respondeu com um sorriso discreto e simples. Hime pareceu bastante aliviada e usou seu caderninho para transimir um sorriso, enfim a atmosfera estava leve novamente, porém Angus fez um anotação mental; pedir a Hime para explicar detalhadamente sobre sua ilha e família.

 

Após se resolverem, ouviram uma voz chamar por Albert de forma no mínimo diferente, o homem por sua vez apenas riu e convidou a todos para entrar, ao passar pela entrada, Angus observou a caverna por completo, a luz rosa que iluminava o ambiente todo, os móveis e livros dispostos pelo lugar e por último o dono da voz fina que chamou seu mestre, o aparente habitante e dono da caverna era ainda mais inesperado que o lugar, por assim dizer. O olhar que deu para Angus foi de gelar a espinha, porém a expressão inane de Angus se manteve - Angus - Se apresentou mesmo sabendo que o okama já sabia seu nome, apenas para não ficar mudo. 

 

Após se apresentar acompanhou Pandora no reconhecimento do lugar, dando uma boa olhada aqui e acolá, se perguntou se o okama vivia ali a muito tempo ou apenas se instalou para alguma missão, provavelmente essas questões seriam explicadas por Albert, virou-se para Pandora quando a ruiva começou a falar mais baixo que o normal. - Posso distrair ele um pouco se for preciso - Respondeu com uma cara de quem não tava muito afim de fazer isso - Mas pra certos assuntos seria bom esperar um melhor momento, afinal não sabemos quem conhece nossa situação... - Falou o mais baixo possível, apenas para a ruiva ouvir, Albert nunca havia comentado se o fato de estarem infiltrados era de conhecimento de mais alguém entre os revolucionários. Após a conversa com Pandora, iria se reunir com os outros na mesa, assim que se aproximou um forte dor de cabeça surgiu, fazendo o habitante do céu levar uma mão até a cabeça, em seus ouvidos uma voz eloquente surgiu, uma antiga conhecida.

 

- AAAAAHHH MAQUINAÇÕES REVOLUCIONÁRIAS, UMA ÓTIMA FORMA DE MORRER É MORRER POR UMA REVOLUÇÃO, NA VERDADE É BOA DEMAIS PRA UM LIXO COMO VOCÊ ANGUS! AQUELES QUE LUTAM PARA LIVRAR O MUNDO DE FALSOS DEUSES, FALSOS HERÓIS MERECEM MINHA BENÇÃO, MAS VOCÊ NÃO, VOCÊ SÓ MERECE DOR E SOFRIMENTO, E MORTE, E MAIS DOR.

 

Respirou fundo e se concentrou em ignorar a voz, porém estava mais difícil, sua cabeça doía mais que o normal quando a ouvia, ele havia ficado quieto por um bom tempo, Angus até chegou a acreditar que estava livre da voz em sua cabeça, mas suas esperanças foram em vão, ali estava a entidade falando com ele novamente. 

 

 

 

 

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4º Turno

 

A dupla procurava conhecer a caverna e perceberam que podiam usar os cômodos que se dividiam em quartos equipados com camas e banheiros, mais ao fundo a luz rosa diminuía para deixar o brilho para as garrafas e latas de bebidas que tinham no bar feito de madeira rustica, já sendo a uma moderada distância da "sala" da caverna, talvez o ponto ideal era uma mesa de bar para tal conversa. Ao voltarem para a mesa redonda puxaram para si uma cadeira e sentaram ao lado de hime, ficando do outro lado a okama que apoiava os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos e o mestre que estava na ponta com um olhar sério. O homem exilava "harmonia" em suas atitudes e postura. 

 

- Guilhermino-kun é residente da ilha e um informante, já que aonde tem homens sedentos, existe informações. Há pouco tempo foi vazado que um tesouro de renome estava perdido em algum ponto da ilha, o que começou a atrair grupos mais distintos para cá. Inicialmente é um motivo fútil demais para nos envolvermos, no entanto foi interceptado uma comunicação sobre o interesse da Cipher pool em tal tesouro, o que nos alertou sobre o que poderia ter nele, então Guilhermino ficou em alerta.- Nesse momento fazia uma pausa para deixar a okama continuar. 

 

- Acontece que eles aportaram recentemente na ilha em um grupo considerável e fizeram contato com as rebeldes anti-rainha-Arinsu. O que conecta com a fofoquinha que está rolando na cidade a algum tempo sobre que tal tesouro contém informações vitais para tirarem a rainha de seu posto... E algumas evidências estão confirmando isso, já que a mesma parece estar sofrendo algumas chantagens desde então. A rainha é benevolente e totalmente justa, não merece cair pelas mãos das rebeldes influenciadas pelo governo. - Fazia um meio bico triste antes de voltar a falar. - Contudo eu, divo da inteligência, costurei sozinho um acordo com a rainha para beneficiar a liberatores. - Abria um sorriso enorme enquanto fechava os olhos e esperava elogios gerais. 

 

- Resumidamente, iremos trabalhar junto da rainha para reaver tal tesouro com essas informações, com isso evitamos a vitória do governo e a anexação dessa ilha para seus fins xucros, pois usariam as mulheres e o local da pior forma possível... Apesar de não saber exatamente os planos dos superiores revolucionários para a ilha... Ter uma base com acesso as informações que rolam na cidade pode ser proveitoso a nossa causa. Independente de regente ou não, nossa luta é contra a opressão do governo mundial fanático que precisa ruir e desaparecer de nosso mundo, nos trazendo liberdade e esperança novamente. - O mestre, agora preocupado em ter criado um plot mais spadeano que revolucionário, procurava inflamar um discurso de revolução nos corações presentes. 

 

Guilhermino batia palminhas rápidas e orgulhosa para o samurai que mantinha um rosto sério, Hime por sua vez ficou um pouco assustada com a motivação do homem e ainda analisava o que tinha ouvido, mas tratava de não escrever nada afim de não passar uma imagem errada aos presentes. O homem esperou algum tempo para caso alguém tivesse duvidas ou quisesse falar algo para contribuir, estava convicto em suas palavras e no que elas representavam, via o governo como o pior inimigo e não poupava a saliva para expressar tal sentimento. 

 

- Para nosso plano teremos que esperar até o solstício de inverno, que é a data base da informação, então as mulheres do grupo vão pela cidade selar o acordo enquanto os homens tomaram o caminho mais longo pelas montanhas, o perigo estará a espreita pois varios grupos estão na caça do tesouro, não somente a cipher pool. Nos encontraremos basicamente em algum ponto daqui. - Falava apontando para um mapa que ficavam nas "costas" da cidade. - Mas isso podemos combinar ao longo das semanas que ficaremos juntinhos-arinsu. - A okama voltava a olhar para Angus soltando uma rápida piscadela. Ao lado do mapa havia um pequeno papel escrito com a dita informação:

 

"Meus tesouros? Deixei tudo naquele lugar. Desafio a pega-los afim de tomar todo o poder da ilha da usurpadora e traidora. No solstício de inverno me encontraram aonde as duas luas se tornam uma." A caligrafia era toda com corações nos i, deixando claro quem as escreveu. 

 

Findado as explicações, Albert voltaria com sua expressão amena enquanto olhava para seus alunos e indicava com seu olhar um canto mais afastado, havia percebido o aceno e estava aberto para uma boa conversa. Apesar da ideia de deixar a okama sozinha com o Angus em algum canto escuro fosse ótima, o destino preferiu deixar o trabalho de distrair Guilhermino com Hime, que fez alguns sinais de libras e as duas se afastaram dos demais, poderiam ficar preocupados com o teor da conversa que rolaria? Enfim, ai é com eles. Ademais, Angus ainda teria o prazer de um momento solo com a okama? Só o futuro dirá. Atvarius os levaria até a mesa do bar enquanto procurava pela bebida favorita dos dois, que ele sabia mas precisava ser detalhado rs, por fim sentou com três copos enquanto o seu estava com seu saquê barato. 

 

- Me digam, como vocês estão? - Olhou para ambos gentilmente, queria saber com os dois estavam, pois sentia que o problema não era só com a ruiva. 

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Pandora se sentiu genuinamente surpresa, não pensava que uma missão liberatore podia ser tão divertida assim. Sua última experiência com o grupo envolveu corrida na selva e procura de pedras com escrituras antigas e enigmas característicos enquanto podiam bater em cipher pols e marines. Não exatamente horrível, mas muito menos interessante que a proposta atual, até porque recentemente a missão Spade deles em Gardênia envolveu outro poneglyph, mas esse muito mais especial. Refletindo um pouco, um baú de moedas e peças de ouro não seria ruim e mesmo não sendo assim tarada por lucro, gostava de gastar em jogos e mulheres. Foram muito bem pagos pela missão no castelo da yonkou caída, mas só de lembrar todo aquele tesouro soterrado, dava um pouco de tristeza.

 

Albert era astuto e conhecia Pandora muito bem. Com palavras chaves em seu discurso, conseguia captar e reunir a motivação da moça, só de pensar no governo usando mulheres indefesas de modos inapropriados ou até escravizá-los, ficava meio puta. A parte ideológica naturalmente não a pegava, mas a busca por um tesouro desconhecido aliado com esse desaforo o qual se importava foram os combustíveis necessários para fazer com que não se desinteressasse facilmente. Não estava acostumando a lidar com aquilo e não precisava pois com Elizabeth de vigia e Aurora no social, morava em uma zona de conforto muito grande.

 

Não entendeu muito bem a divisão entre gêneros na aplicação da missão, mas era uma dúvida que podia tirar a qualquer momento, afinal teriam tempo demais para gastar. Ao mesmo tempo, se perguntava em qual a okama se enquadrava, provavelmente se sentiria mais segura se ela viesse com as meninas por já conhecer a cidade, a sociedade e a cultura de Yamakakushi, portanto perguntaria isso também em algum momento. Acabado a explicação e observando o envolvimento da okama e Hime, foi de bom grado com Angus e Albert até o bar de antes. Ele havia entregado a ela um suco de uva, afinal Pandora não suportava álcool e Sophie não estava disponível no momento.

 

- Fora Elizabeth que é nula, eu sou a única que está mais ok, mesmo que ainda tenha alguns pontos... - tomou um pouco do suco, desviando o olhar claramente desconfortável - Eliza fez algo que ofendeu as outras duas gravemente... O lance é que, estivemos envolvidos com os acontecimentos de Gardênia, por baixo dos panos. Na invasão do castelo de gardênia, Eliza, esse meninão aqui e o atual Ás de Ouros não deixariam testemunhas e por isso mataram todos os prisioneiros, sendo eles humanos, ou não. Inocentes tonttatas (mink anão) também estava presos e ali que o problema ocorreu. - a falta de detalhes do porquê foram para lá era definitivamente intencional - Resultado, eu não consigo sair da luz. As duas se quebraram, Aurora muito mais. Não acho que vá conseguir vê-la mestre, sinto muito.

 

Apesar de ser um assunto que não afetava ela nos sentimentos, os desdobramentos faziam isso afinal ela não podia descansar. As coisas que a incomodavam falaria após Angus e a resposta do mestre.

 

Malaquias estava ofendido por não ter recebido um drink.

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Sentou-se a mesa para a apresentação. Assim como Pandora, Angus também não havia gostado da última missão com os Libertadores, mas dessa vez parecia ser diferente. Estavam lidando com um claro golpe de poder, as palavras de seu mestre animaram o habitante do céu, ainda que não deixasse transparecer a agitação que sentiu com a explicação. Ao detalhar o plano, seu mestre confirmou sua teoria de que o okama era um residente da ilha, o homem parecia ter a confiança de seu mestre e dos Libertadores já que trabalhava como informante.

 

Um reino, uma rainha, golpe de poder e abuso da marinha e governo,  era por isso que preferia a organização, sentia que ela poderia ajuda-lo a salvar sua família e não só eles, mas muitos outros que passavam pela mesma situação. Capturou seus pensamentos que já iam longe para voltar a prestar atenção na reunião, afinal tinha que entender bem todos os pontos importantes da situação. Reparou que até mesmo Pandora parecia mais animada, já Hime aparentava estar um pouco assustada com tudo que ouviu na mesa.

 

Após o término da reunião, a dupla seguiu o sensei até o bar enquanto o okama conversava com Hime em libras, pegou seu copo com cerveja escura. Como sabia bem, nada podia passar despercebido perante aqueles olhos, Albert já havia notado que o estado mental das meninas não estava bem, no entanto parecia ter reparado em Angus também. Quando Pandors citou a situação em Gardenia, a cena veio a sua cabeça, a invasão ao castelo e o massacre aos presos que lá estavam, haviam inocentes e outros nem tanto, ainda sim foi literalmente um massacre.

 

- Estávamos seguindo ordens, para não levantar suspeitas desnecessárias tivemos que fazer aquilo. 

 

Ao menos era isso que repetia a si mesmo, se lembrava de manter em mente durante o ataque um único pensamento; faria tudo que fosse preciso para alcançar seu objetivo, independente do caminho que seguisse. Se lembrava também da voz em sua cabeça, rindo e garantindo que seu lugar no inferno estava reservado. Não falou de si mesmo, não falou que a voz estava cada vez mais alta, mais difícil de ignorar. 

 

 

 

 

 

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5º Turno

 

O sensei ouvia as lamurias de seus alunos sem demonstrar qualquer julgamento em seus olhos, apenas ficava escutando e bebendo seu saque de tempo em tempo. No final prestou atenção em Angus e no pouco que falou e agregou, seus olhos percorreram seu aluno até chegar na ave, por um momento teve certeza que o bichano também iria desabafar, alias o pássaro era novo para ele e ficou a imaginar quem era o "dono", mas o silêncio imperou e por fim apenas voltou seus olhos aos dois presentes. 

 

- Imaginei que estavam envolvidos em algum dos eventos marcantes pela recompensa que ganharam. - Falava sobre os cartazes de recompensa como Spades e demonstrava que umas mascaras não o enganariam. - Creio que todos temos nossos fantasmas, vocês, eu e qualquer outro tem suas pendências e pesadelos nessa vida. - Sua fala era introspectiva, como se memorias próprias passassem pela sua mente. - Mas no caso de vocês, minha querida, isso é elevado. Vocês são especiais, cada qual tem sua personalidade e modo de ver a vida e isso uma hora ou outra entraria em conflito. Eu não posso julgar a Elizabeth, acho que as únicas que podem são vocês três, mas Aurora e Sophie precisam entender que não fizeram parte do ocorrido, tão pouco foram omissas, apenas presenciaram uma fatalidade. E eu não quero tirar o peso do que elas estão sentindo nesse momento, o que eu quero é que isso as tornem mais fortes, mas do que são, por que vocês são as pessoas mais fortes que eu conheço... E no momento não falo de apenas força, Pandora. - Soltava um riso frouxo. - Eu tenho um apreço pelas quatro, e desejo ver as quatro durante nosso tempo junto, mas irei esperar o momento de cada uma, assim poderei ver Sophie, ensinar você a manejar suas espadas novas, falar de medicina com Elizabeth e conversar com a Aurora. - Olhava para sua aluna com um sorriso sincero. - Com isso dito, espero que todas tirem uma lição sobre isso, você deve estar vivenciando coisas novas agora, né? Como você se sente? Elizabeth pode reprimir tudo mas deveria pensar em como seria com ela sendo a única capaz de ficar na luz por muito tempo, isso e algumas coisas a mais acho que somente vocês podem se entender.

 

Albert via seus alunos frágeis nesse momento, sentiu que seu chamado para a missão foi num momento exato, então não fugiria de tentar orienta-los e iluminar um pouco seus pensamentos nublado, mesmo que isso fosse meio clichê. 

 

- Eu me vejo bastante em você Angus... Talvez um pouco mais feio e menos sorridente. hahaha - Soltava um leve riso enquanto enchia outro copo. - Acreditamos que somos uma fortaleza que aguenta tudo o que acontecer conosco sem precisarmos expor a ninguém... Uma fortaleza movida pelos nossos sonhos e objetivos. Esse caminho nos corrói mas nos mantém focado... E sinceramente? Se estivermos errados nisso, que sejamos levados ao inferno hahahaha. - um pouco mais "alegre" que antes, talvez não fosse tão forte pra bebidas, sorria para seu aluno antes de finalizar. - Mas é pra isso que nos rodeamos de pessoas que podemos confiar, pode vir a ser uma base quando necessitamos. Tenha isso em mente. - Findou com um sorriso gentil antes de quebrar o gelo. - E esse pássaro aqui, é de quem? Ele está me encarando demais.

 

Paternal demais? Quem sabe, talvez o sensei fosse daqueles que ficam emotivos quando sentam em uma mesa de bar rodeado de pessoas que gosta, eu sei que pelo menos sou assim. Fazia um bom tempo que não via seus alunos e vê-los com essas dúvidas encravadas o fizeram ficar triste, então se pudesse fazer algo, faria. Já Hime e Guilhermino estavam longe o suficiente para não ver e nem ouvir o trio, pareciam conversar bastante com alguns risos frouxos de ambas as partes. 

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Pandora ficava meio sem jeito, estava tentando contornar a situação mas esconder algo de Albert era praticamente impossível, pelo menos algo público como aquilo e não seriam máscaras as responsáveis por ocultar a identidade da dupla. Seguindo o discurso, seu olhar automaticamente fixou-se no copo a sua frente, sua mente captava as sábias palavras e estaria concentrada em apenas segurar o fluxo enorme de emoções nascentes dentro de seu coração. Tais dizeres não eram para ela, o endereço seria às outras, sentia elas tremer e mesmo com toda essa confusão ninguém sentia vontade, ainda, de vir a luz. Com a menção de ser forte, Pandora olhou rapidamente para ele, mas entendeu depois. - Como eu me sinto? Estou sobrecarregada, é muito do meu interesse que essa situação se resolva o quanto antes...

 

Bebeu mais do seu suco enquanto Albert completava com frases as quais não entendia muito bem, provavelmente por serem direcionadas mais ao amigo, mas voltou à realidade ao mencionar o papagaio - Ah?! - olhou para o seu ombro e lá estava ele fitando o mestre. Sua cabeça estava tão cheia que simplesmente esqueceu de apresentá-lo... Ou o apresentou? Não conseguia lembrar mais. - Achamos ele com Hime, diga o seu nome para o mestre - Malaquias! Bebe! Bebida! - Ele deve estar com sede, tem água ai? - disse sorrindo, um pouco menos tensa.

 

...

 

 

- Muitas coisas mudaram, sabe? - seu tom não era tão pra baixo quanto o assunto anterior, parecia mais decido, a dicção era melhor e mais clara - Como temos muito tempo ainda para o início da missão, pensei em unir o útil ao agradável e a presença do senhor aqui torna tudo possível. Eu progrido bastante treinando sozinha, mas há um limite que consigo alcançar sem instrução de alguém mais proficiente. Quero melhorar sim no manejo de espadas, mas não é para ser o foco. Em Vertigo, tivemos uma missão para roubar kairoseki e até ajudamos uns escravos fugir, o problema, como deve saber, é que para entrar tivemos que deixar todas as nossas armas e isso foi um limitante bem problemático... Eu não quero depender tanto assim de objetos, se eu souber usar meus punhos como uma mestra, as espadas seriam apenas um complemento, e é isso que desejo. Saberia me ensinar algo bom e forte? Acho que estou pronta em questões físicas, mas não seria capaz de tirar uma arte nova do nada.

 

Ela bebeu o resto do suco e fez sinal dizendo que queria mais. - Além disso eu esqueci de mencionar algo importante, haha! Eu meio que aprendi chutar pois em determinadas situações não posso usar o braço... - ela então levantou sua mão esquerda e a ponta dos seus dedos se tornaram chamas azuis, as chamas se expandiam para o resto da sua mão consumindo um pouco de seu braço, se tornando as pontas de uma asa, ela parou até que fosse perceptível isso. - Nos deparamos com um tesouro bem interessante, e pelo que ouvi muito raro. Sou uma fênix azul com poderes curativos, acabei comendo a zoan mística da fênix... Provavelmente a Eliza vai querer aprimorar suas capacidades com os poderes curativos da fruta também, hahaha! E você vai treinar também ein Angus! Larápio. Usar essa sua akuma bugada que ninguém entende.

 

Malaquias erguia suas asas e uma perna exclamando - Treino ao cubo! 

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Se manteve mais como espectador na conversa, tomava sua bebida enquanto Albert aconselhava Pandora e as outras, que Angus abra que estavam escutando, assim como Albert, ele também estava muito preocupado com elas, afinal eram sua família. Concordava com tudo que seu mestre dizia, e parecia fazer sentido para Pandora também, Angus queria ter o dom das palavras assim como seu mestre, saber o que dizer e quando dizer, mas não era assim e provavelmente nunca iria ser.

 

Sabia que em algum momento Albert iria se virar para ele e conversar também, o habitante do céu sabia guardar as coisas para si mesmo e acreditava não deixar transparecer seus pensamentos, sentimentos e aflições, porém parecia que o samurai ignorava os muro e armadura que Angus mantinha entre si e o mundo, Albert o via como que por um cristal transparente. Ouviu as palavras do velho e baixou a cabeça, em seu rosto havia um pequeno sorriso, as poucas palavras e ainda sim certeiras pareciam aliviar o peso que carregava nas costas. Por mais que não fosse a mais simpático e amigável das pessoas, ainda sim tinha pessoas tão importantes a ele que daria sua vida sem hesitar. Sabia que mesmo se tivessem objetivos diferentes, ainda poderia contar com ela. Ergueu seu copo em comprimento ao seu mestre e bebeu em seguida. 

 

Pandora fala e mostra para Albert um pouco das mudanças que passaram pelo cominho, enquanto isso Angus se servia de mais um copo, ele mesmo não havia mudado muito, seu haki estava mais forte, ele mesmo havia se tornado mais forte, mas ainda havia muito para melhorar. - Não passei por mudanças tão drásticas quanto a Pandora. Meu Haki está melhor e acho que só - Poucas palavras como sempre.sempre.

 

No que Pandora falou de sua Akuma no mi, Angus levou a mão até a mesa, a transformando em vários cubos e os controlou fazendo-os voar pelo bar. - As coisas sem explicação são sempre as mais interessantes.

 

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5º Turno

 

 

O clima entre o trio era pura harmonia, os presentes ali se entendiam muito bem e a sensação que passavam para qualquer telespectador era de carinho mutuo. Albert se levantava enquanto ouvia Pandora falar sobre um novo estilo de luta, procurava o suco de uva e também um pequeno pote para colocar água para o papagaio falante. Quando ouviu sobre as espadas serem um complemente, não pode deixar de fazer uma careta, aquilo afetava seu coraçãozinho samurai, mas manteve a postura enquanto voltava para a mesa com as bebidas. Ofereceu o suco a ruiva e colocou a água ao seu lado, como se convidasse o pássaro para tomar com ele. Contudo sua atenção foi completamente tomada quando a mulher transformou seus braços em asas azuis, o que espantou um homem que sempre se mostrou calmo. Contudo o espanto logo se transformou em um sorriso, que se manteve assim que viu a fruta roubada de Angus. 

 

- Vocês são cheio de surpresas HAHAHA Você tem uma fruta muito rara em sua posse minha querida, tenho certeza que fará bom uso dela. E isso é um conselho que dou para todos os akumados: Não depende demais somente desse poder, use-o como um complemente. Como pretende com as espadas. - Sorria enquanto se direcionava aos dois. - Bom... Eu tenho um estilo de combate desarmado mas ele é focado no uso das mãos como uma espada, coisa de espadachim, porém acho que pro seu gosto, Guilhermino pode ser mais útil, tem um estilo de luta bem interessante que combina mais com você. Veja com ele sobre isso enquanto eu continuo bebendo e conversando com Angus. - Sorria indicando a posição do outro revolucionário. - E não se preocupe, eu falei sobre vocês mas ele não sabe sobre sobre tudo. - Piscou para ambos pois o dito cujo se aproximava junto de Hime. - Guilhermino-kun, leve a Pandora com você, tenho certeza que será bom para ambos. -

 

- Me perdoe a intromissão, mas a luz azul me chamou a atenção e não pude deixar de vim ver essa coisa linda e um tanto rara, e agora não falo de você garotão. - Sorria enquanto olhava para Angus. - Eu estava indo lá fora treinar e mostrar umas coisinhas pra Hime. Quer vir Yon-chan? Se for a aluna que seu mestre fala, deve aprender rápido. - Perguntava a ruiva enquanto se virava e começava a caminhar para fora enrolada em seu tecido rosa. 

 

Na mesa ficariam Angus, se quisesse, bem como o papagaio, se quisesse, e o mestre que já estava meio alegre. Esse que era mais tagarela que o aluno.

 

- Deixe me ver suas espadas, se elas tiverem bem tratadas vamos treinar um pouco? Nesse meio tempo você pode me contar alguma informação da Spades que pode ajuda a causa revolucionaria HAHAHA

 

Com o convite aceito, Pandora e Hime sairiam atrás de Guilhermino da caverna e voltariam para o frio angustiante de antes, no entanto naquele labirinto de gelo, eles tomaram outro rumo e se afastavam pela esquerda seguindo o contorno da caverna sem subi-la. O caminho tortuoso com a visão prejudicada pela neve parecia bem normal ao homem, que seguia sem se preocupar com o frio. Não demoraram muito até chegarem a um campo com diversos buracos no chão e pilhas de pedras amontoadas num canto, até mesmo o chão parecia ter uma quantidade menor de neve que antes. Guilhermino apontava um local para Hime e Pandora ficarem enquanto caminhava até uma das rochas, o mesmo a pegava com certa facilidade e a colocava em uma posição estratégica de costa para a montanha. Após uma pequena pausa ao respirar fundo, o revolucionário deslizou seus pés no chão e se posicionou para desferir um soco, ao fazer isso os músculos do seu braço se estenderam e cresceram exponencialmente. Pandora, que tinha um olho melhor para combate, podia perceber a força impregnada no movimento. Em seguida, Guilhermino emendava um soco seco contra a rocha, além da força propagando pela rocha, as mulheres presentes perceberiam ondas de vibração que se estendiam pela lateral, poucos segundos depois a rocha se desfazia em pedaços e voavam a uma meia distância, a força do golpe se estendeu por alguns metros e ao findar o homem virou para elas com um grande sorriso de orgulho. 

 

- Essa técnica é chamada de Hasshoken e eu aprendi com uma okama do novo mundo. O usuário é capaz de criar vibrações através dos músculos e usa-las para o combate com as ondas de choque para destruir qualquer objeto e defesa... Isso se tiver a força necessária para tal minhas queridas. - Explicava da melhor forma possível o que havia acabado de mostrar. - Como estava falando, isso não faz seu estilo Hime, mas parece ser a cara da Yon-chan. Que que você acha, posso ensinar tudo que sei, ai depois você caminho sozinha. - Fazia um convite a mulher. 

 

Caso aceitasse, Guilhermino chamaria a mulher para o treino e começaria com movimentos simples, explicando o básico sobre os movimentos e como poderia fazer as vibrações aparecerem. Ainda demostraria o golpe na recente aluna, para que a mesma recebesse as vibrações e as sentisse, pra ele a memoria dos músculos é a melhor aprendiz. 

 

---- 

 

Os dias passaram, as semanas passaram, e tudo ocorria como rotina; O treino era incessante para Pandora, seja com o mestre ou com Guilhermino. Ela já estava tão boa com o Hasshoken quanto a sua atual mestra, que também conseguiu evoluir tendo uma dupla para o treino. O treino de espadas também avançou um pouco, mas como ela já usava armas brancas, esse foi menos surpreendente para ela. Já Angus, treinou bastante com seu mestre e boa parte do seu tempo passou com ele, seja falando sobre o plano, treinando, ou fofocando sobre as aventuras que tiveram nas spades, Albert respeitava Pandora, mas ainda era um revolucionário e qualquer informação era útil a causa. De diferente, ainda teve as diversas investidas de Guilhermino a Angus, que poderia se esquivar ou não, mas estavam ficando mais abusadas. Hime passava seu tempo com o papagaio e escrevendo no seu diário.

 

Durante o tempo não teve nenhuma rusga e todos conviviam bem na confortável caverna enquanto esperavam pela missão, que ainda estava a uma media distância. Angus teve bastante tempo para estudar os mapas que possuía da ilha e estava com tudo na sua mente, além do seu treino com seu mestre estar em dia. Pandora agora já treinava sozinha e seguia seu próprio caminho após conhecer o seu novo estilo de luta. 

 

Tempo para missão: 4 semanas. 

 

-- 

 

Resolvi fazer um time skip em dois turnos, já que achei mais pertinente pra vocês fazerem um rp sobre o que mudaram na ficha. Então considerem que passou metade do time skip e ainda falta uma outa metade, ai coloquem o que querem fazer nesse meio tempo e etc. No próximo turno eu termino e já começa a missão. 

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Naturalmente, Pandora não confiava nem um pouco nx okama, embora não tenha sequer considerado em recusar a oferta por ser uma indicação direta do seu mestre. Pensando melhor, não conseguiria aprender muito mais com ele uma vez que havia deixado o caminho da espada um pouco de lado e sendo assim, Albert seria muito mais útil e natural supervisionando o treino de Angus. Enfim o próprio se aproximava, notou após a piscadela do seu mestre e só então olhou para trás e quando ela começou a falar sentiu um frio na espinha. A fênix era uma característica da Pandora Spade, a mascarada e não tinha nada a ver com seu disfarce revolucionário, portanto se Guilhermino descobrisse algo sobre sua fruta não haveria jeito. Lutaria para matá-la. Mesmo se fosse ensinar ela. Sua lealdade primeiro era com Angus e depois com a Spades.

 

- Descobrimos diversos artefatos interessantes em nossas viagens. - disse tentando consertar, fitando Albert por um segundo - Nossas espadas por exemplo tem poderes malucos, não dá muito pra entender... Parece magia como essa luz azul estranha. De todo modo estou indo com eles então, com licença! - deixaria Malaquias lá aproveitando da sua água e da companhia dos outros dois. Deixou a caverna para enfrentar uma vez mais o vento gélido e mesmo com roupas apropriadas levaria um tempo para se acostumar com as baixas temperaturas, com isso em mente contornou a caverna por uma passagem não tão confortável, chegariam a um campo mais aberto, definitivamente um lugar apropriado ao treino segundo a ótica da garota.

 

Observava todos os movimentos da okama, quase sem piscar e captou algumas das nuances da demonstração dada, definitivamente um estilo impressionante e poderoso. - Hime? - e colocou sua mão sobre o ombro da amiga - Você quer aprender a lutar também? - sorriu em um misto de surpresa e orgulho. Voltando-se a Guilhermino - Isso foi bem impressionante, então por favor, me ensine tudo o que sabe sobre isso! - e se curvou em comprimento ao novo sensei... Seus olhos estavam cintilantes. Voltando à postura normal, avisou - Só não me chame mais de Yon-chan, tenho certeza que não pareço infantil. - e pelo "yon", Albert havia falado mais do que deveria - Se tiver dúvidas, use apenas Sophie.  - puxando pela memória, não tinha tido seu nome e o mestre também não havia falado na presença da okama, portanto fingir ser Sophie era muito mais benéfico ali, mas tudo bem também se não colasse.

 

...

 

Os treinos eram pesados, mas Pandora não se importava. Fora do navio, ficava muito mais confortável em treinar e poderia usar seu poder máximo sem temer quebrar nada. Ela não era um gênio que aprendia rápido, mas sua aptidão física avançada permitiu a ela aprender aquele difícil estilo com mais facilidade do que era esperado de um aluno comum e essa aptidão que a levou a se tornar tão boa depois de semanas de treino. Para não ficar mal acostumada, às vezes tirava um dia o outro para as espadas, raramente se juntava à Angus e Albert quando acontecia, assim não esqueceria seu estilo antigo de arma branca mais chutes. Com o passar do tempo, o novo modo de combate se tornou principal, natural e bem proficiente. 

 

- Bone, Moon, Soar, Bell, Crux, Friz, Fury, Hole, Ryze, Soul, Toot, Zeal - falava cada técnica executando de modo lento todas elas, para memorizar mesmo sendo ela mesmo tendo desenvolvido-as.

 

Sobre o mecanismo de suas armas, Sharbok estava dominada enquanto que o mecanismo de Void só ativava em algumas situações, mas Pandora já havia tido uma ideia - mesmo que não tivesse certeza ainda -  sobre o gatilho de ativação. Em questões de combate bruto, estava preparada. Com quatro semanas faltando para a missão, resolveu recorrer a Elizabeth e dar a oportunidade a ela de treinar a akuma. Surpreendentemente Eliza aceitava, gastando a maior parte do seu tempo meditando, só usava um pouco das chamas da fênix quando tinha certeza que a okama estaria fora de vista, não interagia com ninguém e só murmurava um "Preste atenção." ou "Não deixe de acompanhar". Após o treino diário, vinha Pandora para complementar o dia e assim dividiram a luz nesse último mês. Obviamente fez de tudo para ocultar o treino da akuma. Diante dos outros, na caverna, era a Pandora intensa de sempre.

 

Á contragosto, fez perguntas sobre a ilha, as vilas, a cultura, um pouco da geografia e tudo que fosse relevante para a missão, afinal os grupos se dividiriam e precisava se virar sem ter que depender das outras. E depois de todo esse tempo, havia se tornado uma pessoa totalmente diferente da Pandora que esteve em Gardênia, a sua evolução foi notável. Em termos de combate, é claro.

 

- Qual foi o resultado do seu treino? - perguntou à Angus, no dia da missão - Eu me esforcei bastante, haha! - Malaquias finamente havia voltado em seu ombro.

 

 

 

obs: Pandora não chegou nem perto de experimentar a técnica-boost, pretendo fazer isso em um outro momento nesse tpc

obs2: harmonia e pandora não podem ficar na mesma frase sorry uheueheu

 

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