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[Vaehaven] The golden girls


Azrael
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O famoso grupo de marinheiros prosseguia naquela embarcação sobre a autoridade do Capitão Vicent-san, até que uma estranha embarcação aproximava da nau da Marinha, ela, ao contrário de onde Soichiro estava apresentava estranhas figuras esculpidas no seu casco, dava para ver de longe, o enorme galeão e na sua frente o estranho anjo com a espada na mão.  Além disso, o barco mais parecia ser de piratas do que da própria Organização, ao qual Bunny pertencia, mas, estranhamente, o Comandante de Mogilevich, observava com curiosidade e com olhar atento a aproximação da nau inimiga. Entretanto, permanecia impassível com a mão em sua espada, a enorme arma em sua cintura. As imensas e numerosas velas faziam o galeão rapidamente chegar próximo ao transporte dos marinheiros. Em sequência, ouvia-se o enorme som de uma trombeta, e o barulho estridente de pessoas conversando dentro do misterioso navio "pirata". Todavia...

 

- Riariaraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa vejo que nós encontramos de novo, amigo, Vicent-san! - A estranha figura, então, surgia das sombras do veleiro, o olhar feroz e tenebroso, a voz como um rugido, "Aquilo não parecia ser humano...", era o que um dos marinheiros posteriormente escreveu em seu diário, enviado para sua mãe. Entretanto, logo ficava evidente que não era humano, pois, após estenderem a prancha, a figura acompanhada por mais dois adentravam o convés. As outras figuras excêntricas eram uma garota que possuía vários apetrechos destoando significativamente da figura de um marinheiro comum. Ela parecia ser bem despojada e com a personalidade caridosa ou bondosa, entretanto, andava com muita segurança. A outra figura mais parecia ter saído direto de Impew Down, com as calças  características de um preso e vários olhos na corrente em seu pescoço.

 

 

- Sim, Capitão Zeco-san, vejo que designaram alguma missão para vocês? - O Capitão Vicent-san fazia movimento para cumprimentar o colega e depois, esperava a fala dele, com serenidade no olhar e vendo aqueles estranhos
companheiros. 

 

-Bem, sim, desta vez estamos recrutando para uma missão altamente perigosa em Vaehaven! - A o pronunciar o nome, a maioria dos marinheiros simplesmente sumia do convés, correndo de forma desordenada. logo, as únicas presenças era de Soichiro e alguns gatos pingados, principalmente, Faith-san que havia desaparecido dias atrás. Agora, ela ficava ali, enquanto suas colegas fugiam rumo ao andares inferiores. Entretanto, seu visual havia mudado muito desde há última vez que Soichiro tinha à visto. No entanto, a moça estava toda encapuzada, e com uma estranha máscara no rosto. O Capitão Vicent-san, olhava para a garota e balançava a cabeça em desaprovação.

 

 

A voz do outro comandante parecia ser mais um rugido, e já dava medo só de escutar, algo que ecoava no navio, e algumas palavras poderiam ser ininteligíveis. Os primeiros marinheiros correram quando aquele ser tinha aberto a boca. Agora,  o convés estava tomado por um silêncio sepulcral, o qual tornava tudo ainda mais estranho. Todavia, o que mais incomodava, era o fato de Soichiro e Faith terem ficado estranhamente parados. Logo, no entanto, Capitão Zeco-san sorria e apontava para os marinheiros.

 

 

- Vejo que vou conseguir mais dois recrutas para missão! Raaaaraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa - E dava aquela risada sinistra dele, o Capitão Vicent-san dava de ombros e dava um sorriso amarelo, depois esperava a resposta deles, mas já sabia que não iriam responder muito bem, portanto, iria simplesmente empurrá-los até o estranho navio "pirata".

 

@Demmon

Edited by Azrael
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O famoso grupo de marinheiros prosseguia naquela embarcação sobre a autoridade do Capitão Vicent-san, até que uma estranha embarcação aproximava da nau da Marinha, ela, ao contrário de onde Soichiro estava apresentava estranhas figuras esculpidas no seu casco, dava para ver de longe, o enorme galeão e na sua frente o estranho anjo com a espada na mão.  Além disso, o barco mais parecia ser de piratas do que da própria Organização, ao qual Bunny pertencia, mas, estranhamente, o Comandante de Mogil

A cena hilária desenrolava rapidamente, enquanto o Capitão Vicent-san empurrava os dois recrutas rumo ao navio dos "inimigos", aos poucos alguns dos tripulantes do outro navio apareciam, estes tinham aspectos meio surrados, com alguns carregando bandagens no corpo de linho branco, podia ver também à presença de sangue em diversas ataduras. A aparência do barco era pior do que o Capitão Vicent-san pensava, havia partes do barco que visivelmente tinham marcas de mordidas, logo, porém, outra risada

Assim que chegava ao novo veiculo, um tubarão deficiente pulava no convés atacando o capitão cachorro. Ambos travavam uma ferrenha batalha, na qual o pequeno coelho só observava. Por um momento pensou em realizar algumas apostas para descolar um dinheiro (bunny). Mas achou que seria repreendido por seu ex-capitão.  Logo mais a luta acabava com interferência dos outros tripulantes, isso seria algo comum de se ver no decorrer da viagem.   Ficava claro a Soichiro que o capitão Zeco precis

Soichiro e bunny estavam na cozinha do navio, como a maior parte do seu tempo. Apesar de ser um trabalho designado a eles, não o encaravam como tal. Era mais como um maravilhoso hobbi, que ambos estavam amando fazer. E por mais incrível que possa parecer as personalidades haviam melhorado em muito desde sua chegada ao navio. Ao contrario de antes, agora todos os marinheiros aguardavam ansiosos para verem o que a dupla dinâmica iria preparar de novo.

 

Porem no meio do seu preparo, um bafafá começou no convés. – Escutou isso Bunny?- Por estarem sozinhos na cozinha, Soichiro fica completamente desinibido. – AOOOO CARAI! TEM GUENTE QUERENDO TRABALHAR AQUI!!- Bunny batia um cutelo na parede enquanto gritava indignado para os marinheiro. – Não deveríamos sair para verificar? A final, podemos estar sendo atacados. – Raciocinou o garoto no tempo que salteava legumes com uma grande frigideira. – Tsc... Eles que se virem, se formos salvar eles toda vez que um rei dos mares aparecer vamos perder o tempo de cozimento de tudo aqui!- Respondia de forma surpreendentemente racional ao garoto. – É! mas se for algo pior vamos perder o tempo de cozimento do mesmo jeito...- Soichiro estava com uma cara de quem havia ganhado a discussão. Ambos apagam todas as chamas do ambiente e saem para ver o que estava acontecendo.

 


Chutava a porta da cozinha dando de cara com o convés lotado. - QUE PUT**** É ESSA AQUI ??- Soichiro estava logicamente com a mesma roupa de coelho rosa de antes, com o uniforme da marinha por cima, e ainda por cima do mesmo um avental de vó. Vermelho de bolinhas brancas e galinhas botando ovos. Em sua mão esquerda estava vestindo uma luva de cozinha, da mesma cor e modelo do avental, eram um lindo conjuntinho.

 

- Olhe aquilo ali...- Soichiro apontava a embarcação de estilho estranho que se aproximava. –  Esse ai tá zero em?!- Comentava Bunny - Como se não bastasse uma bruxa trevosa mal amada, agora temos uma tripulação fantasma... É serio, esse navio precisa de um trabalho para tirar esses Encostos de nós- Balançava de forma negativamente enquanto falava  – Mas é inimigo mesmo?- Indagava a si mesmo. – Bom, só tem uma forma de descobrir.- O coelho rosa pegava uma das cordas que balançava nas velas do navio e começava a se preparar para pular na outra embarcação. Porem, escuta os capitães iniciando sua conversa, por isso para sua investida.

 

Toda a cena narrada (pelo mestre) ia acontecendo. O jovem garoto ficava parado no mesmo lugar só prestando atenção. Em dado momento o capitão dog fala uma palavra e todos saiam correndo. –Vaehaven?- encolhia os ombros de indiferença. Tais palavras não significavam nada para eles, por isso não via sentido algum e correr. Olhava ao redor e agora tinha uma mulher gato ao seu lado. – Soichiro... quem é essa?- Perguntava curioso - Deve ser alguém do navio fantasma ali, não ?- Falava em tom mais baixo para a garota não escutar ele. Mas parecia não ser, pois estava olhando para a mesma direção que o coelho, e também tinha o fato de seu capitão estar empurrando ambos para a outra embarcação. – Ixe soichiro... O capitão está nos usando como oferenda para os fantasmas.- falava de forma descontraída. – É bem a cara dele mesmo fazer isso... vive com medo dos pepeos que aparecem aqui no navio.- respondia da mesma forma descontraída, como se fosse normal ser arrastado para um navio fantasma, que isso acontecia rotineiramente em sua vida. – Verdade, lembra da bruxa das trevas, filha do tinhoso? Ele ficou bem nervoso com aquilo... Esse pessoal ai deve ser da família dela- concluía Bunny. – Por um momento tive a impressão deles serem da marinha, pelo modo que falavam...- Lembrara Soichiro. – AH! Você acha mesmo que a marinha iria contratar um pessoal louco desse ???-

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A cena hilária desenrolava rapidamente, enquanto o Capitão Vicent-san empurrava os dois recrutas rumo ao navio dos "inimigos", aos poucos alguns dos tripulantes do outro navio apareciam, estes tinham aspectos meio surrados, com alguns carregando bandagens no corpo de linho branco, podia ver também à presença de sangue em diversas ataduras. A aparência do barco era pior do que o Capitão Vicent-san pensava, havia partes do barco que visivelmente tinham marcas de mordidas, logo, porém, outra risada característica "nhac nhac nhac nhac" surgia na direção do mastro principal. Encostado de forma badass ali havia o que seria a figura mais pitoresca e agressiva jamais vista antes por Soichiro, e quiçá por Faith, numa mão carregava uma âncora, na outra, na outra....

 

-Rsrsrsssssssssrsssssssrsssssssssrsssssss quietinho Sphyrdae!- O Capitão Zeco-san entrava de forma agressiva no navio, batendo os punhos, no entanto, a figura estranha não "afinava", eles trombavam um com o outro, peitoral com peitoral. Depois a figura dava um golpe com o gancho em direção a cabeça do "dog", ele, então, agachava desviando do golpe, e depois segurava o oponente pela cintura, claramente, a luta seria resolvida no chão. Caso não fosse a habilidade do outro, que segurando com a âncora e o gancho o corpo do comandante, conseguiu arrastá-lo, meio desequilibrado para apoiar-se no mastro principal. No entanto, a irá do Capitão Zeco-san era tanta que dava mordidas no mastro que o "tubarão" estava escorado com as costas, para não ser levado ao chão e finalizado. Entretanto....


-Opa, opa, Capitão Zeco-san, cadê sua compostura? - O Capitão Vicent-san gritava, mas não adiantava, pois o outro estava desligado e incontrolável, não sentindo nem os ferimentos que causavam o gancho e âncora. Entretanto, com muita rapidez,  os ajudantes vinham separar a briga, o "loirinho" usava o enforcador no pescoço do "dog", improvisado com suas armas, e a garota segurava o "Imediato", apaziguando a confusão, com o charme característicos das moças. Após isso, parecia que o Capitão Zeco-san tinha entrado de novo em modo racional, balançava a cabeça e ia em direção a sua cabine. Todavia, antes dava ordens com a voz forte e feroz, era assustadora, principalmente, por causa dos dentes, e logo os tripulantes recolhiam a prancha entre as duas embarcações, e ambas partiam em rumos diferentes, uma ia em direção para a primeira ilha da Grand Line, da rota 4, Vaehaven. A outra tinha rumo desconhecido, mas certamente encontraria seu lugar, algum dia. 

 

As intercorrências aconteciam de tempos em tempos no navio, e logo Soichiro via que os tripulantes não eram muito normais, pareciam mais doidos. No final, tudo era resolvido com a paciência da ruiva e do "loirinho" que era bastante habilidoso e ágil, mas nada confiável, um dia, por exemplo, até o "coelho" sentiu falta de alguns apetrechos, ele tinha pego sua fantasia, em outro dia via que tinha sumido 50 berries da sua carteira. No entanto, tudo era resolvido pelo Capitão Zeco-san, ou mesmo pelo "Imediato". Entretanto, a mais normal era a "ruiva" que era também a navegadora, ela parecia mais um guarda do que marinheira, ela anotava tudo quando chegava no quarto, em seu "caderninho". Nesta parte posso dizer que não era bem assim, na verdade era um livrão de mais de 1000 páginas, e cada página tinha várias anotações detalhada de todos os tripulantes. Agora para que servia aquilo, pouco se sabia, o fato é que após dez dias de viagem, enfim, chegavam próximo a Vaehaven, por sinal, os "marinheiros", já podiam ver a neblina a poucas milhas da embarcação. O capitão Zeco-san, já ficava postado no manche, esperando para atracar.


- Apostos marinheiros, recolham as velas, preparem a âncora! - Ele dizia com voz gutural, e medonha dele, parecendo um latido forte para todos, que chegava até à deixar alguns tripulantes surdos. Entretanto... - Já sinto cheiro de terra à vista! Terra à vista, homens!- A língua dele saia da boca de um jeito esquisito, típico de "dog". Todavia, Bunny poderia perceber por está frase porque tinham escolhido ele para essa missão. Afinal, somente ele poderia saber que estavam chegando próximo da ilha, e que logo estariam sobre solo seguro. No entanto tudo que os tripulantes viam era uma imensa neblina, alguns chegavam até à ficar encolhidos, dois ou três chegavam à ir disfarçadamente para o convés inferior. Entretanto, aquele "dog" do governo parecia não ter medo de nada, e não demonstravam nenhum pingo de medo, e continuava rumo aquela ilha doida. Mas, não era só ele, o "tubarão", a "ruiva" e o "loirinho" ficavam apostos, o último por sinal, sentado na beirada do "bico de proa". A "ruiva" ficava ao lado do Capitão Zeco-san desta vez com um pequeno caderninho de anotações, ela era bem alegrinha e sorria constantemente ao cumprimentar os tripulantes, principalmente, de manhã, depois retornava à postura sisuda.


- 25° graus para estibordo chefe!- Ela dizia com a voz forte e autoritária de sempre, com alguns gestos apontava à direção, enquanto o barco fazia à manobra...

 

@Demmon

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Assim que chegava ao novo veiculo, um tubarão deficiente pulava no convés atacando o capitão cachorro. Ambos travavam uma ferrenha batalha, na qual o pequeno coelho só observava. Por um momento pensou em realizar algumas apostas para descolar um dinheiro (bunny). Mas achou que seria repreendido por seu ex-capitão.  Logo mais a luta acabava com interferência dos outros tripulantes, isso seria algo comum de se ver no decorrer da viagem.

 

Ficava claro a Soichiro que o capitão Zeco precisava demais tripulantes para alguma missão, porem, se sentido um estranho no ninho o garoto preferiu ficar na dele o máximo que conseguia. Logicamente ele logo foi tomando conta da cozinha, principalmente, pois, o que estavam servido não podia ser chamado de comida. Com o passar dos dias ele ficou analisando os tripulantes...

 

Não passou muito tempo e Bunny já estava participando das loucuras do navio também. Porem, logo mais teve um incidente. Roubaram a fantasia do garoto... Isso fez com que ele tivesse um acesso mental no qual entrou em uma espécie de frenesi. Seu corpo foi todo recoberto por sombras, impedido que fosse possível ver sua pele, era como se ele começasse a criar uma fantasia de coelho negra. Tentáculos igualmente negros saiam de suas costas e ficavam em constante movimento caótico. Tudo que estava em seu encontro eles pegavam, arremessavam ou destruíam, partido vários objetos em dois. Uma cena um tanto tenebrosa ate mesmo para os parâmetros daquele lugar. Devido ao horário da noite que isso aconteceu, era bem provável que muito de outros marinheiros menos “peculiares” ficassem bem com medo dessa “manifestação sobrenatural”. O incidente só terminou quando a Ruiva resolveu o problema, devolvendo a fantasia a suas mãos. A partir desse momento a mulher tinha mais profundo respeito das personalidades.

 

Outros incidentes foram acontecendo com o tempo, entretanto, Soichiro desenvolveu um método bastante eficiente para torna-lo de certa forma imune aos roubos... – SEM COMER ATÉ APARECER MEUS 50 BERRIS!!!- Berrava dando um chute na porta da cozinha, estando com uma grande faca na mão e uma frigideira na outra.

 

Mas por muitas vezes Bunny também criava confusão na embarcação, principalmente criando intriga entre os tripulantes. Na grande maioria das vezes fazia com que suas sombras ficassem cutucando o ombro de um marinheiro, perto de outro. Até que um se enfurecesse e começasse uma briga. Quase sempre tentava colocar Faith nas tretas, provocando-a. Mas sempre parava com suas peripécias quando a navegadora pedia a ele. De fato o jovem tinha muito respeito por ela, muito mais que qualquer outro ali dentro, devido a resolução do incidente passado.

 

Mas algo sempre deixava Soichiro intrigado sobre a garota. – Aquele caderninho Bunny, por que ela anota tanto nele?- O próprio garoto encolhia os ombros em indiferença. – Parece que quase sempre está fazendo um relatório das coisas que acontecem aqui. – Falava sempre em tom baixo só para ele mesmo. – Ela é legal.. as vezes é só um relatório para o cachorro louco mesmo...- Falava em defesa da ruiva. – Pode ser... mas é bom ficarmos atentos com ela...- O garoto gostava dela e odiava ter suspeitas, mas estavam em uma estranha missão, qualquer coisa devia ser colocada em analise por mais trivial que possa parecer. 

 

O nevoeiro se intensificava, todo o alto escalão do navio ficava prontamente a postos. O capitão cachorro saia de sua cabine imediatamente, dando coordenadas e prevendo a achegada ao seu destino. – To vendo por** nem uma!- Falava ao lado de Faith. – Ele deve estar farejando a terra...- Supunha Soichiro. O coelho ajudava como podia para auxiliar na navegação, cordas, velas, etc...

Edited by Demmon
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O atracamento do barco no porto não fora muito difícil. Afinal, havia o Capitão Zeco-san para orientar a navegação nos últimos metros, e também a navegadora já muito experiente para concretizar toda à ação. Na verdade, o trabalho era mais de sentir o ambiente, a brisa e o som das gaivotas perto do ancoradouro, pois de resto ninguém estava vendo nada. Além do pequeno farol que emitia uma luz bruxuleante, e das luzes das casas há alguns metros, nada poderia ser visto, portanto, foi com um susto que os tripulantes ouviram a voz do Capitão Zeco-san, o "coração chegava a sair pela boca". Em seguida reinava o silêncio, mas todos meio que já posicionavam perto do mastro principal e da cabine do comandante, que ficava no convés superior, abaixo do manche e próximo da onde era colocada a prancha para o desembarque. "crec crec crec", por fim, alguns marinheiros mais apressados já posicionavam a mesma, conectando o navio, com o cais. Entretanto, isso não era tudo, a âncora fora liberada nas águas do mar, fazendo com que a embarcação ficasse bem posicionada.  Em seguida...

 

- Senhoras, e senhores, enfim, os discorrerei sobre nossa missão, aqui em Vaehaven! -O Capitão Zeco-san, logo descia da popa por uma escada e ficava de frente a sua cabine, era possível ver só algumas partes do seus corpo. A neblina era intensa, e devido a isso, a única coisa que ajudava a visualiza-lo no momento era lanterna que ele carregava na mão. A lanterna, por sinal emitia uma luz esverdeada amarelada, fora isso, tudo ficava embaçado. - Nossos superiores receberam vários pedidos de ajuda desta ilha, recentemente,  no entanto, não sabemos o conteúdo das mensagens. - Aqui ele dava um rugido, e alguns latidos, como se fosse uma tosse: -Veja bem, a comunicação com essa ilha é muito difícil, portanto, só recebemos pequenos trechos de conversas, mas, logo, vimos que era importante! Acima de tudo, sentimos à dificuldade que os moradores daqui estão passando e por isso, resolveram enviar nossa embarcação. - Em resumo mandaram um S.O.S, bem entrecortado por estática, e no máximo escutaram outro "Hel....". Que poderia ser muito Hell, ou traduzido...

 

O "dog" dava à entender que era ele que tinha recebido as mensagens. No entanto, a "ruiva", dava logo um cutucam nele. O Capitão Zeco-san ficava, então, meio arisco, com os pelos levantados, mas, logo corrigia 
sua primeira frase.

 

-Rsrsrsrs, não fomos nós propriamente dito, mas, sim, o Comando Central de Inteligência. - Por sinal, ali estavam todos os marinheiros no momento, inclusive os que trabalhavam nos porões. - No entanto, fomos os únicos que aceitaram à empreitada, em Vaehaven. Todos os outros simplesmente fugiram, o que é motivo de orgulho para todos nós... - E dava um latido alto, e batia no peito, com mais raiva ainda de tudo o que estava acontecendo, e por colocar seus homens em "risco". - O que, portanto, nós foi incumbido, é descobrir, o que está acontecendo na ilha? Então, nossa missão primária, é fazer uma investigação aprimorada com os habitantes. Lembre-se, eles não são muito afeitos à conversa, e também como podemos ver temos à neblina que nesta ilha é permanente. Por isso, levem lanternas como há minha, e andem sempre em grupo.

 

Depois deste momento aparecia a "ruiva", entregava lanternas para três ou quatro pessoas e logo sumia na neblina, entretanto, não era toda as instruções:

 

- Vamos formar grupo de três, Soichiro, Faith... - Em seguida aparecia o "tubarão", carregando uma das lanternas, o Capitão Zeco-san dava uma resmungada e uma risada, mas logo ficava quieto. - E "Imediato" Sphyrdae-san, vocês vão averiguar À cidade! O resto de pessoal formarão um perímetro próximo do barco, e eu, a "ruiva", e Cigano-san, vamos adentrar a floresta próximo da cidade! - Como todo bom "dog", ele preferia farejar as presas, e fazer o trabalho de rastreamento, ainda mais por sua personalidade, já dava para ver que dentro da cidade poderia causar grandes problemas.  -Então, avante marinheiros! Lembre-se, o grupo de perímetro ficará estático, então, qualquer coisa é só procura-los que darão auxílio, em caso de dificuldade ou perda da "lanterna", ou necessidade de suprimentos, etc.

 

A cidade era pequena, o porto, por sinal, minúsculo, os pescadores que estavam no lugar, pescando, quando viram a embarcação correram para suas casas. Além disso, as lanternas ajudava os marinheiros a verem o companheiro do lado, mas nada além de 2 metros era possível ser visto. Entretanto, aos poucos eles divisavam sombras enormes, estas que acabavam por entregar os estabelecimentos, mas de que, só chegando mais próximo para saber. Além das luzes das casas, e de pessoas andando pelas ruas com suas lanternas. Por incrível que pareça, a cidade por ser minúscula não possuía guardas no porto, nem poderiam ver nada incomum nas ruas, ao menos perto do lugar aonde atracaram. Logo, porém, grupos de marinheiros passavam por Soichiro e seu grupo, com caixotes e armas, cada um indo para o seu ponto designado, muitos faziam sinal de "tchau". Alguns tropeçavam e caiam, outras faziam piruetas e falavam coisas sem sentido. O "tubarão" do seu lado, por sinal toda hora resmungava e batia a âncora no chão de pedra da pequena cidade, já Faith dava à impressão de estar em outro mundo, balançando de um lado para o outro. O capitão Zeco-san, era o mais louco de pedra, logo passou o grupo correndo sobre as quatros patas, que nem um maluco, com a língua para fora, sumindo na escuridão da floresta. Afinal, Soichiro poderia perceber que há uma certa distância da cidade havia só escuridão, era um bréu, que superava até mesmo à bendita neblina. Com ele, foram o "loirinho" e a "ruiva", e que Deus guardassem suas almas, pois mais pareciam que estavam entrando...   

 

@Demmon


 

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Finalmente chegavam ao seu destino. Antes mesmo que o garoto pudesse prepara suas coisas para o desembarque, o peculiar capitão começava a falar, descrevendo todos os tramites que levavam a eles chegarem em Vaehaven. O pequeno coelho rosa simplesmente deixava o que ia fazer para prestar atenção. Estava com um ar de quem tinha esquecido completamente de investigar o porque de ter sido colocado nessa peculiar divisão. Claro que sempre tinha o motivo mais obvio, o fato de seu ex-capitão ter pago eles como um tributo ao um navio fantasma. Mas ficava claro agora que não era isso.

 

Com todas as informações em mente, o garoto finalmente pode pegar suas coisas, sua fiel berserker já estava apoiada em um dos seus ombros, só esperando para ser utilizada. O capitão Dog da Silva Sauro voltava sua oratória, dando tarefas aos seus marinheiros. Soichiro ficava com sua velha conhecida mais o... – Serio? Vamos ficar com o tubarão deficiente ? nada pessoal- Falava com ele. – Bunny! Não é educado falar das deficiências dos outros assim!- Soichiro repreendia a outra personalidade, mas parecia ter um tom de sarcasmo no fundo de suas palavras.

 

A sinistra divisão caminhava pela sinistra cidade, a neblina intensa, deixava tudo mais difícil e aterrorizante. Porem, olha bem para esses personagens... Nem um deles tinham verdadeiro medo da tenebrosa cidade, a estranha cidade começava aparecer normal perto dos ilustres visitantes. – Como iremos recolher informações por aqui? Estão todos se escondendo nas casas...- Retrucava Soichiro em tom baixo e levemente frustrado. – Xá comigo!- Bunny caminhava com sua lanterna nas diferentes sombras que iam aparecendo, e em cada casa que ele identificava ia bater na sua porta gritando. – BOA NOITEE! SOMOS DA MARINHA! QUERIAMOS AJUDA DE VOCES COM INFORMAÇOES DAS PESSOAS DESAPARECIDAS!- Casa por casa iria fazendo isso até que alguém os ajudassem.

 

Caso ninguém se manifestasse, olharia para os outros dois falando. – Melhor procurarmos uma taverna e tentarmos extrair informações dos bêbados...- Seu tom de voz era levemente tímido. feito isso, saia em busca de tal lugar.

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O trio começava a andar pelas ruas da cidade, logo, porém, o coelho tomava as rédeas da situação e resolvia bater nas portas das casas. Ao contrário, Faith parecia estar em um estado catatônico com aquela máscara no rosto, parecendo não acreditar no que estava acontecendo,  desde que colocou aquela fantasia, ela não pronunciou nenhuma palavra. Agora, o "tubarão", gentilmente cedia a lanterna e  colocava a âncora, em cima do ombro, ele também pareceu não ligar para a fala do jovem. Todavia permanecia atento ao redor, fazendo sons estranhos com a boca. O "tubarão" impressionava pela força, afinal ele não era muito alto e nem baixo demais, na média, quase da altura de Faith. Entretanto, o que mais impressionava, é do que do atual grupo, só Soichiro tinha o dom da fala, e vendo aquela cena dentro de suas casas, os moradores pensavam que era quase um monólogo. Logo, porém...

 

- Só saia daqui! Não queremos conversa com ninguém! -Era o que na maioria das casas Soichiro tinha escutado, eles só afugentavam o estranho grupo. Algumas vezes eles sentiram até tiros passarem perto de seus rostos, um até mesmo atingiu o "tubarão" de raspão, o mais estranho é que ele não tinha sentido nada, só foi dar conta, quando Faith apontou o ferimento e tratou dele. Algo que surpreendeu até mesmo os já pirados membros do grupo. 

 

A neblina, o que falar da neblina, ela parecia empestear o corpo das pessoas, algo que agora parecia grudar em seus corpos, como fuligem, a noite porém logo chegava e ao olhar para cima, via-se aquele imagem doentia que não mudava. O verde acinzentado dominava o céu, o próprio céu parecia uma criatura viva, algo sombrio, e esse ser era o responsável por esconder aquela misteriosa ilha. Os habitantes em suma repeliram quase todas as tentativas, até que na décima casa, eis que surgia uma voz fina, seguida por outra que parecia de um homem.

 

-Vocês vieram, bem, podem entrar, mas, essa criatura.... - A voz rouca interpelava a senhora, impedindo que eles, simplesmente, entrassem, hora, do jeito que estavam vestidos. Além do mais, havia até um tubarão, senão fosse as roupas de marinheiro, certamente, o homem não deixaria entrar, mas por terem aberto a porta. Logo, o grupo captou que eram pessoas desesperadas, desesperadas e sem esperança de "viver". O fato é que, o próprio ambiente daquela ilha, já deixava alguns meio "loucos", muitos adentravam a floresta por vontade própria, e não voltavam a ser vistos.

 

- Entrem, entrem, por favor, entrem, vamos conversar... - Nem mesmo o "tubarão" adentrando e sentando no precário sofá da casa fez a senhora ficar abalada, muito menos com os outros ali persentes. Ela, simplesmente, servia um pedaço de bolo e uma caneca de cerveja para todos. E começava logo a falar, o senhor só ia para o quarto e colocava a mão no portal, de costas para o grupo, meio cabisbaixo e desolado. Ele também dava a impressão de não estar ligando para as visitas. - Nossa filha, nossa filha foi raptada, mas não foi a única dessa vez, não, não, isso, isso, não tem fim, por isso, por isso........


Ela ficava gaguejando, enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto, ela estava muito emocionada, era possível até ver o pai chorando, as lágrimas caiam no chão de taco. A casa era pequena, com dois quartos, sala e cozinha, e o banheiro. Entretanto,  não era tudo, pois na parede da casa, na sala era possível ver uma enorme arma de fogo, uma espingarda.

 

- Nossa vida nunca foi fácil! - O senhor falava com a voz forte e desesperada. - Nunca, e para que, para que vivemos aqui! Para isso, para proteger vocês! E no final, no final perdemos nossa filha... - Ele virava e vociferava, mas, logo voltava e adentrava o quarto. 

 

- Carlos, Carlos, fique calmo! Não é culpa deles, mas algo ou alguém levou nossa filha, e com certeza deve ter levado para aquela floresta imunda! - A mãe da garota dizia com ódio no coração, mas, entretanto, mantinha agora a calma.- Bem, o que sabemos garoto, é que desta vez raptaram três garotas, sabe-se lá para que, elas sempre somem, alguns já avistaram elas indo para floresta! Então creio que é isso, levam elas para lá, aquele culto, aquele culto imundo de pessoas! Mas não sabemos quem sã...- Era o que a senhora presumia,  os moradores que moravam em casas mais afastadas tinham visto pessoas estranhas, levando os reféns em direção à floresta.

 

 

Antes de terminar ouvia-se um grito no quarto, e a senhora calava-se de novo. Entretanto, o senhor dizia:

 

- Já chega! Já chega! Você sabe que essa cidade tem ouvidos, e já estamos enrolados por deixá-los entrar, mas, tínhamos, tínhamos, que ao menos tentar! É nossa filha... - O senhor começava a soluçar, a engasgar com o próprio choro. Mas, controlava as emoções e continuava:- Fica cada vez pior, e pior! E tínhamos que tentar pedir ajuda, pois aquelas coisas, aquelas coisas, agora estão ficando mais, mais... - A palavra seria ousadas, mas interrompeu quase no fim à frase. Afinal, a cidade tinha perdido contato com alguns moradores que residiam nas casas próximas à floresta. Mas, caso, o grupo, queira pesquisar melhor deveria procurar à prefeitura, ou a casa do prefeito, como é o caso desta cidade. Ou simplesmente, arriscar e tomar outra atitude, bem, mas como relatado pelo morador teriam que ter muito cuidado. 

 

Ele terminava a frase dizendo "saiam", e como é típico desta situação, simplesmente batia à porta atrás dos membros do grupo, sem nem ao menos deixarem comer o bolo ou beber à cerveja direito. Depois, ouvia-se os dois cochichando, e em seguida o barulho de tábuas sendo pregadas na porta. Bem, o que escapava da percepção deles, devido à neblina, era o que Soichiro poderia deduzir agora, eles usavam trancas especiais, as portas não abriam pelo lado de fora, e era possível ver resquícios de tábuas quebradas no exterior da residência. Agora, como abriam as portas das casas, sabe-se lá, afinal elas não tinham maçanetas externas...

 

 

@Demmon

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Parecia que sua estratégia era um completo desperdício de tempo. Já estava para desistir dela, quando uma voz chamava o grupo. Um senhor recolhia o estranho trio, contando sua Historia e experiência no local. Antes mesmo de ter qualquer chance de fazer mais perguntas, ou investigar um pouco mais a fundo, o senhor da casa expulsa o trio. Meio sem ação com as mudanças de ambientes, o garoto só aceitava passivamente esses acontecimentos. Que não se enganem foram de grande ajuda... iram fazer bom uso disso? Provavelmente não...

 

Mas ao menos tinham um objetivo traçado. – Bom, prefeitura então né? Mudinha? Deficiente?- Perguntava Bunny aos companheiros. Já tinha algum tempo que Soichiro se perguntava o fato da garota gato não se manifestar. Fato era que mal se lembravam da garota no começo. Entretanto, com muito esforço durante a viagem acreditavam ter se lembrado da garota ser recrutada um momento antes deles entrarem no navio antigo. Ela tinha uma personalidade completamente diferente. Mas davam de ombros a essa questão, afinal era um louco a menos a se preocupar.

 

Assim que o assunto estivesse resolvido partiam em busca da prefeitura, ou melhor do prefeito. Existia a probabilidade dele estar em outro lugar também. Porem, fazia mais sentido começar sua busca pelo seu local de trabalho, deveria ter alguma placa ou informações pela rua que indicasse esse local. Sem contar que deveria ser uma estrutura diferente, maior. Era nisso que se prendiam ao iniciar sua jornada pela nevoa. Caso encontrasse alguma pessoa na rua Bunny iria perguntar pela localização do lugar.

 

A noite começava a cair e um pressentimento crescente que algo poderia os atacar crescia com o passar dos minutos. Dessa forma o garoto já ativava seu Kenbunshoku ficando atento as adversidades do ambiente.

 

O pequeno coelho rosa cantarolava enquanto andava, dando indicações de estar completamente despreocupado ao andar pelas ruas. – LA LA RIIIIII, PORORO PURURU, MEUS CABEEELOS COR DE A ABOBORAAA! LA LA RIIIIII, PORORO PURURU, MEUS CABEEELOS COR DE A ABOBORAAA!- Para muitos poderia parecer algo insano de ser fazer, e provavelmente era exatamente isso mesmo. Porem, até mesmo uma cantoria dessas poderia trazer frutos de informações. Qualquer contato, tanto com pessoas passivas de boa índole, quanto com inimigos iria trazer benefícios. – BORA LÁ GENTE!! CANTEM COMIGO, VOÇES ESTÃO MUITO QUIETOOOS!!- cutucava os outros dois marinheiros, incessantemente. Com esperanças que cantassem com ele.  Apesar de estar completamente atento, ele tinha bastante confiança para fazer tudo isso, confiança em suas habilidades, e em de seus companheiros. Principalmente o tubarão, que já demostrava ter habilidades tão boas quanto as do capitão.

 

Spoiler

Haki da Observação (Kenbunshoku)
Rank-B (155)
Descrição: 

 

Haki Proficiente: mais habituado aos poderes, consegue acessar sua capacidade extrassensorial mesmo sem se concentrar.

Forma Passiva: pode sentir presenças num raio de 20 metros, captando suas movimentações com uma noção básica da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo. Também é possível ter uma noção dos poderes das auras, mas apenas se são mais fortes ou fracas que a sua. 

Forma Ativa: varre um raio de 30 metros, detectando e se concentrando em até uma aura por vez. Caso o alvo se mova, consegue sentir que algo aconteceu com uma noção aproximada da direção em que estão em relação ao usuário. Ou seja, se estão à direita, à esquerda, à frente, atrás, acima ou abaixo.

Buff Base: 10% dos pontos do Haki em Agilidade ao desviar ou reagir para bloquear.

 

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A prefeitura mais parecia um baluarte, de tão seguro que era, as grades envolta dela apresentavam várias lanças, como nas cercas comuns, mas bem mais fortes. Além disso, o portão principal era comum também possibilitando a visualização do interior da residência. Na parte central do portão havia esculpido no próprio ferro,  a imagem de duas espadas e no centro o escudo, como nos brasões imperiais, por dentro dele, a imagem de dois leões digladiando-se, com as patas levantadas, arranhando o rosto um do outro.  As duas barreiras terminavam em colunas feitas de mármore sólidas, mas não havia guaritas. Por sinal não fora tão difícil encontrá-la, pois incrivelmente a rua principal acabava no casarão, ou seja, era aquela rua, sem saída. O que era bastante estranho, a cidade era retangular, ou seja, ela crescia mais ao redor da costa, já que tinha como maior método de subsistência à pesca. Todavia, para atravessar em direção à floresta, era necessário passar pelo casarão, ou por outras casas, nas laterais. Bem, voltando ao casarão, observando as luzes presentes nele, logo Soichiro veria que ele possuía no mínimo três andares, além de jardim imenso, com vários postes de iluminação para iluminar o caminho. Entretanto, ao chegar ao local, logo  pessoas vinham ao encontro do grupo, mais precisamente eles viam duas lanternas. O "tubarão" dava um sorriso "nhac nhac nhac nhac nhac", e a garota soltava outro som, mais parecido como de um felino "Miaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu" que chegava a gelar a espinha, entretanto, ela continuava fazendo gracinha, balançando o corpo de um lado para o outro. Logo, porém, o som era cortado por outro, era de um uivo, que ao invés de assustar, congelava o corpo da pessoa, seguido de gritos e disparos, sons denotando o horror da vítima que parecia estar sendo dilacerada. Depois, o barulho ia ficando mais e mais alto, como se estivesse próximo, neste meio tempo, as pessoas com as luzes, simplesmente corriam até o portão e o abriam rapidamente, tirando as correntes estabanadamente.  O silêncio, então, se fez....


-Venham, venham rápido, já sei de tudo, de tudo, você devem ser os marinheiros que vieram nos ajudar! - O prefeito abria o cadeado bastante afoito, ele aparentava ser um homem comum, carregando na mão,  um charuto. Além de ter a postura altiva e o semblante tranquilo, mesmo naquela situação, ao contrário, os seus olhos aparentavam grande temor e até medo. - Eu disse para ele, eu, o avisei! - E levava a mão acima do rosto, balançando à veementemente, o charuto balançava de um lado para o outro, enquanto as bitucas de cigarro caiam no chão. Do lado dele havia dois aldeões carregando duas imensas tochas, eles faziam à guarda para o prefeito. 


 

Os aldeões meio que empurravam o trio até o casarão, e fechavam rapidamente os portões, enquanto iam apressadamente atrás do grupo. Naquele momento, o trio percebia que não teria uma boa recepção, não nos molde da delicadeza que esperariam, Faith chegava até a balançar o corpo quando um dos guardas agarrara seu braço, e o "tubarão" fazia o mesmo. Entretanto, Soichiro, por estar no centro do trio, ficava tranquilamente cantando. O prefeito até virava para olhar, mas, logo prosseguia, chegando na mansão batia na porta, e outra pessoa abria, eles tinham um código meio estranho para abrir a mesma, eram cinco batidas no topo, duas na esquerda e uma no centro, depois o prefeito pegava na argola que havia na porta e batia mais um tanto de vezes. Em seguida, o que se vira era outra pessoa trajando uniformes formais.

 

 

- Este é meu filho Johnathan! - O garoto fazia uma reverência para aquelas pessoas estranhas, mas, em seguida encaminhava-se para outro local dando somente um, "Olá, cavaleiros! Muito prazer em conhecê-los!", fazendo outra reverência e indo para o cômodo ao lado, o prefeito no entanto continuava rumo ao escritório que era no segundo andar. Os guardas ficavam na porta, o saguão da mansão era imenso, e ali havia duas escadas uma de cada lado que subiam em espiral até o andar subsequente. O terceiro andar era à incógnita, mas, logo o prefeito explanava. - Lá em cima é aonde ficam nossos atiradores e demais armas. O segundo é somente meu gabinete, nas laterais temos os quartos dos soldados à direita, e a esquerda meu próprio quarto. - Ele dava de ombros, como todo o bom político dava uma tragada no cigarro. - Sabe como é, regras do jogo, ou da nossa cidade, todos dizem "Se o prefeito não dá conta nem de proteger sua casa, imagina as nossas!" . Então, instituíram que toda autoridade deveria morar à beira da floresta sombria e lá guardar a cidade. Mas... - Aqui ele dava um sorriso, e duas baforadas de fumaça no ar, os círculos iam expandindo e aos poucos desapareciam de vista. O prefeito dava uma longa gargalhada segurando a imensa barriga, e logo, começava a tossir meio descontroladamente. - A cidade foi crescendo e nos debruçamos sobre um imenso problema, para aonde avançar? Decidimos, então, ir acompanhando à costa. - O prefeito dava de ombros, e abria as portas feitas de madeira maciça do escritório, que por sinal, era muito bem organizado. - Os problemas, então, começaram, havia brechas em algumas casas que ficavam na borda da floresta, e temo que alguns habitantes estejam agora sendo usados, por qualquer que seja aquelas coisas que saiam daquele imenso buraco. 

 

O prefeito sentava na escrivaninha, e começava a arrumar os papéis, dali Soichiro poderia ver parte de um gramofone, ou algo do tipo na sua esquerda. Ali também havia armários esculpidos com figuras de pássaros, além de apresentar  como que cipós subindo pelas prateleiras até chegarem na última. Os cipós eram esculpidos na própria madeira, ao adentrar também veriam o enorme tapete perfeitamente ornado no chão, com símbolos de flores e no centro o desenho de dois cavaleiros, no fundo podia-se ver o que parecia uma imensa caverna. Os cavaleiros carregavam nas mãos duas lanternas para iluminar o local, aonde adentravam, os cavaleiros pareciam encolhidos e com muito medo. Já a sala era iluminada por um imenso lustre com várias velas. Além disso, tudo era trabalhado em madeira maciça, o mais estranho é que até agora não tinham visto janelas nas casas, mas ali havia uma imensa que dava para  a varanda do fundo. 

 

- Sentem-se, sentem-se, fiquem perfeitamente acomodados!-  Ele oferecia as cadeiras e o sofá, dava mais tragadas no charuto, enquanto o "tubarão" acomodava-se nas cadeiras estofadas próximas à porta, a dupla ficava de frente para o senhor. Ele ia direto ao assunto. - Bem, fui eu que pedi ajuda, solicitei que um dos meus homens saísse da ilha e usasse qualquer meio de comunicação, mas, vejo que ele deve ter sido surpreendido e não voltou, afinal achamos os destroços do navio à poucos dias. - Ele dava de ombros e continuava a fumar, mas agora a expressão estava carrancuda, de vez em quando ele apagava o charuto no cinzeiro. O prefeito ficava um pouco encolhido, meio constrangido. - O seu Capitão, por sinal, saiu feito maluco daqui, há poucas horas atrás, ele adentrou à imensa floresta passando por essa mansão, e não quis, bem, vocês sabem como ele é... - Ele franzia à testa, o responsável pela cidade não esperava muita coisa. Afinal, era um lugar ermo e de pouco interesse da Marinha. -Ele acabou machucando um dos nossos, mas controlamos a situação, então, usou a nossa entrada "especial" para adentrar à floresta. - Neste ponto era possível ver o senhor tremer, da cabeça aos pés.- Bem, nós não estamos aqui de brincadeira, por isso temos segurança, ou seja, daqui até chegar na borda da floresta, temos arame farpado em tudo quanto é lado, praticamente um cenário de guerra, além do pequeno fosso envolta da casa e armadilhas plantadas nos jardins. - Ele tragava calmamente agora, chegando até a inclinar à cadeira para trás, depois dava uma longa baforada, mais parecendo um imenso dragão de  fumaça. -O Capitão Zeco-san teve grande dificuldade em entender as dificuldades que é superar esse campo "minado", por isso tivemos que mostrar nossa entrada secreta, por fim demos um jeito nela também... - O lugar parecia ser bem perigoso para terem tantas armas e segurança deste jeito. Além do próprio prefeito ter sido obrigado a ficar por ali. - Além disso, temos a cerca muito bem preparada no limiar da propriedade e homens até dentro da floresta! Aqueles que se dispõe há ficar ali é claro. Por sorte, temos uma ordem, inspiradas nesses cavaleiros que vê, perfeitamente desenhados no tapete. 

 

Por fim, o prefeito levantava e caminhava rumo a janela, ali ficava meio que hipnotizado, mas, logo voltava a si. Ele parecia sair de um sonho distante, dando beliscões no próprio braço. 

 

- Veja bem, essas criaturas são traiçoeiras, até mesmo para mim! - Ele balançava à cabeça, voltava à sentar e apagava o charuto no cinzeiro. - Portanto, diga, o que vão fazer agora que já lhes informei quase tudo? Querem saber mais sobre a floresta, ou as criaturas? Devo dizer que sei bem pouco sobre elas. Afinal, elas são astutas e tantas... Mas, devo acrescentar que também já trabalhei como cavaleiro e matei algumas delas em meu tempo de juventude, é claro. No entanto, vi poucas, pois logo entrei na vida... -Claramente, ele estava escondendo muita coisa, mas como ele poderia dizer tudo, quando há tanto a si dizer, entretanto, algo também o estava incomodando, mas isso deveria ser os gritos que ouvira, e o fato do Capitão Zeco-san, simplesmente, ter entrado dentro da floresta. Por consequência, ele não mencionara nada sobre as garotas, nem de rapto, ou culto misterioso, só que alguns moradores estavam sobre efeito, de algo, o qual denominou de, "coisas saindo daquele imenso buraco".

 

O prefeito não demonstrava ser uma pessoa fraca, nem física, nem mentalmente, como ele relatara para ficar ali teria que ter uma força psicológica muito grande. Apesar dos devaneios ao observar a floresta, mas aquilo poderia ser algo que até mesmo uma pessoa muito forte não conseguiria competir. Todavia, ele abriu o casarão para eles, e agora estava sendo perfeitamente cordial. Além disso, ele permitiu que o grupo fizesse perguntas, e pela primeira vez Faith olhava diferente para Soichiro, ela parecia querer entrar na conversa.

 

- Senhor, senhor, como faço para matar as criaturas? - E logo, o "tubarão" sacudia à cabeça de modo engraçado, e soltava sua risada característica e estranha pelo visto, "Nhac Nhac Nhac Nhac"... e tudo ficava silencioso de novo...

 

@Demmon

 

Obs: Depois faço mais reparos no texto.

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Sem demora a trupe chegava a uma construção diferente as demais. Observava sua estrutura, segurança e ornamentos. Nisso pontos luminosos se aproximavam, logo os outros dois marinheiros se atiçaram. Soichiro/Bunny estava com um ar de despreocupação, pois, até essas possíveis pessoas chegarem  ao garoto, o gato e o tubarão já teriam devorado os mesmos a muito tempo. Mas felizmente não foram atacados, ou infelizmente dada a fome do tubarão.

 

Foram levados para dentro do lugar, acompanhados e apresentados pelo prefeito. Todos os marinheiros seguiam o fluxo dos acontecimentos, como telespectadores em uma sala de cinema. Não realizavam perguntas, nem questionavam nada. Simplesmente acompanhavam e observavam. O prefeito os levava para sua sala, explicava varias coisas, sobre a prefeitura, acontecimentos relacionados ao vilarejo e também inesperadamente sobre o capitão. Que dada a oratória do tabagista, dava a impressão de conhecer até que relativamente bem o Cão dos mares.  

 

Ao final deixa em aberto para perguntas. A gatinha, para a completa surpresa a Soichiro toma a frente perguntando. Soichiro tomado pelo mesmo impulso pergunta: - Me fale um pouco mais sobre a floretas e o tal buraco por favor...- Seu tom de voz era tímido. Bunny não ficava atras e lançava a sua pergunta também: - EI! PSIU! EU AQUI!! ME FALE SOBRE OCULTO QUE TEM AQUI NA ILHA!!- O tom de voz e a atitude da mesma eram completamente diferentes da de Soichiro. – Sempre tem um culto louco ultimamente... bruxas, navio fantasma... que fase em ...- Falava em com baixo para sua outra personalidade.

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O senhor ficava com o semblante alegre, e dava duas baforadas no charuto, ali mesmo sentado na cadeira do escritório. Ele estava feliz pelas perguntas, pois demonstrava que aquele grupo não era tão "maluco" quanto o primeiro, que simplesmente adentrou a floresta sem nem mesmo receber alguma indicação, foi um custo por sinal, que a donzela do grupo recebeu um pequeno astrolábio, a única maneira que teriam de guiar-se naquela Floresta Sombria. Afinal, fora indicado subir na mais alta árvore para enxergar as estrelas e assim calcular o caminho de volta, mas isso era assunto para outra hora. O prefeito balançava a cabeça...

 

- Respondendo a primeira pergunta, a única forma de matar grande parte das criaturas da floresta, é usando prata...- Assim que ele terminou a fala e dirigiu para a estante mais próxima, e pegou dois sabres que estavam ali escorados, por fim os entregou para Faith e depois da cintura retirou outra arma, entregando para Soichiro. - Esse punhal aqui será bastante útil para vocês! Caso sobrevivam me devolvam, mas mesmo que o percam, ele sempre acha o caminho de casa... - A última frase era no mínimo enigmática, e de certo ponto parecia algo fantasioso, mas de toda forma, aceitavam aquela arma craveja nas joias e rubis. A pequena bainha tinha vários adornos, feito de ouro. - Não entendem mal, mas as criaturas da floresta procuram nos evitas, quando usamos estas armas...


O prefeito dava um grande suspiro, entretanto, voltava a responder as perguntas daquele incauto grupo, que demonstrava ser mais responsáveis que até seus superiores, o que o deixava, ao mesmo tempo perplexo e curioso. Todavia, ele apagava o charuto no cinzeiro, e respondia mais perguntas.

 

- O buraco ninguém sabe muito bem como é, afinal esses cavaleiros adornados no tapete acabaram por ter sua vida abreviada... - O senhor engolia em seco, parecia estar suando frio. - Eles voltaram, mas já não eram os mesmos, portanto, tiveram que retirar algumas informações deles, mas... - O prefeito balançava a cabeça, e logo dizia: -Esses valorosos guerreiros depois da transformação foram acusados de vários assassinatos na cidade, e enfim, foram queimados na fogueira. -O prefeito batia com a mão na mesa do escritório com certa força e voltava a falar: - Afinal, as investigações levaram a eles, e no fim, conseguimos só alguns relatos que a boca da caverna é bem pior que a floresta, lá o ar é quente como nunca se viu... - Ele pegava outro charuto, o acendendo:- Os guardiões, então, tiveram que retirar suas armaduras, o que foi seu erro, pois logo depois, surgiu, surgiu, outra criatura mais ardilosa, e ela, ela, fez atrocidades com eles, depois, o monstro liberou os cativos na floresta, e por vários dias vagaram até chegar na cidade, enfim, tiveram o termino de suas vidas sendo queimados na fogueira...

 

 

Nesta parte, o prefeito balançava a cabeça, e dava três longas baforadas no charuto, parecendo até mesmo tremer. Em seguida, observava o grupo...

 

- Quanto à floresta, é pior que a neblina, pois você não enxerga nada há um palmo de distância, só as luzes da floresta ao longe, que logo desaparecem... - O senhor agora demonstrava estar mais controlado, mas continuava à discorrer sobre tudo que sabia, e que fora relatados nos inúmeros livros da história da cidade. Desde os tempos remotos, quando os primeiros colonos chegaram do mar, até os dias atuais: - Luzes, que são enganosas, não caiam nunca nesse artificio do inimigo, pois podem ser todo o tipo de criatura, sendo o mais perigoso deles, a "Green Moon"... - O senhor fazia uma longa pausa, e enfim continuava: - Esse, nem mesmo a prata poderá ajudá-los, o certo neste momento é evitá-la, esconder-se, ou ficar parado. Afinal, lá é tão escuro que até mesmo os monstros têm dificuldade em enxergar, e o ambiente tão abafado e fétido, que elas não conseguem rastrear, por fim, é tão claustrofóbico, que até mesmo ela não saem de seus esconderijos. Então, os guardiães desenvolveram estratégias, na maioria das vezes ficavam parados, meio que dados como mortos, e como cobras, dão o bote nas suas presas, só quando essas atravessam seus caminhos. -Ele dava de ombros, e continuava à narração: - Portanto, tomem cuidado, com o "verde"! - Ninguém entendia o que o prefeito queria dizer: - Veja bem, é por isso que algumas delas querem invadir a cidade! Afinal, aquele ambiente é hostil até mesmo para as criaturas, muitas são mortas por outras maiores e mais poderosas! Ou usadas, por aquelas que são mais astutas, como peões, numa guerra sem fim por território...

 

O prefeito interrompia a conversa colocando as duas mãos na mesa do escritório, e observando ao estranho grupo, dando veemência à última frase, depois voltava a recostar na cadeira e mudava de assunto:

 

- Quanto à vocês, lhes darei outra missão... - Ele dava duas baforadas de fumaça no ar, e ficava atento aos presentes, depois com a voz sóbria voltava a falar: - Descobrimos corpos, em uma casa no extremo oeste da cidade, e gostaria que alguém fossem investigar. Entretanto, não pensem que vai ser fácil, pois a casa não é bem uma casa, e sim, uma enorme mansão, até maior que essa... - Ele olhava com expressão de interrogação, aparentemente, eles não sabiam o que tinha acontecido lá, e estava até meio consternados. - Como relatei à vocês, a cidade fora ganhando proporções cada vez maiores, e com o aumento da demanda, havia aqueles que simplesmente enriqueceram do seu próprio modo, e acabaram criando o interesse de criar outras fortalezas, principalmente nas bordas ou lugares mais afastados desta mansão, portanto, fora dado autorização para fazê-lo. Afinal, o prefeito não poderia cuidar de tudo, entretanto, após várias investigações, descobrimos que eram os descendentes daqueles guardiães, e que não obstante à loucura que os tomaram, eles conseguiram trazer tesouros, e algumas das criaturas com eles...

 

Aqui o prefeito engolia em seco mais uma vez, e dava outra baforada no charuto, que por sinal, já estava quase acabando:

 

-Bem, na época, o atual prefeito não quis meter-se no assunto, por sinal, já tinha problemas demais, e era melhor continuar elaborando a defesa da cidade, ou esta mansão, do que ficar em guerra com outras famílias... - Os olhos dele ficavam mais calmos, pois aquela fora uma época de ouro para cidade, que expandia mais e mais, e os monstros ficavam à milhas de distância, e a vida prosperava rapidamente, e podia-se até mesmo ficar bêbado e dormir nas ruas, no entanto, isso durou pouco, pois depois de vários anos de paz: - Eles até criaram os guardiães, e instruíram regras, que foram muito benéficas para nossa cidade, dando inicio, a época gloriosa, em que podia-se até dormir nas ruas, as casas voltaram  à ter janelas.- O prefeito balançava à cabeça, a expressão amargurada, mas ao mesmo tempo feliz, por recordar, o quanto tinha aproveitado de sua infância, pois naqueles tempos, as crianças podiam brincam nas ruas. - Eu lembro até hoje, de quando era criança, e podia brincar nas ruas com meus colegas, mas, então, após não mais do que duas décadas, outras estranhas criaturas apareceram, os "Green Moon", e para essas nem mesmo a prata era suficiente, e ainda veio mais, outras mais astutas, e os guardiães foram minguando na Floresta Sombria, por fim, tiveram que fazer uma convocação as pressas, e foi assim que fiz parte da primeira fileira de proteção da cidade por dois anos...

 

Os guardiães,  afinal naqueles tempos os protetores já não se podiam caminhar livremente pela floresta, então, criaram novas regras, eles tinham que permanecer como predadores, quietos, imóveis, e evitar a maioria dos monstros, quando não davam o azar de topar com os "Green Moon", quando saiam raras vezes do posto para, vocês sabem...

 

-Bem, quero que deixem seu Capitão para lá, e vão para esta mansão, lá devem tomar muito cuidado, evitem lutar, mas o mais importante, é o relatório que me trarão depois que voltarem... - Ele, então, pegava uma pequena caixinha feita de ébano, com grandes esmeraldas no topo, depois mais duas armas, besteiro e o que parecia ser um "colar". E dava as últimas informações: - Esses são objetos dos próprios donos da mansão, por sinal, dado à nós, pelo único sobrevivente do massacre, devem ser itens de valor, e podem ajudá-los a entrar na casa. - O prefeito entregava outro artefato de grande valor, uma chave, em formato de caveira e o item mais importante, o mapa da cidade, nele havia marcado um "X". Em seguida...

 

- Bem, não será fácil chegar lá, pois colocamos várias barreiras, e no fim a cidade é como um labirinto, com casas interceptando todo o local, a não ser pela rua principal que é reta... - Olhando o mapa, eles veriam que a cidade tinha uma estranha conformação, e se tivessem desviado do seu rumo, acabariam ficando perdidos, para alívio de todos ali acabaram por seguir o caminho mais fácil. Ele continuava, com bastante calma: - Vão garotos, vão, em direção à missão! Afinal não deixarei mais ninguém entrar na Floresta Sombria!- O prefeito falava com tom severo, deixando eles meio que oprimidos.

 

@Demmon

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