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[Vahlor Island] - Legion


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   Apesar da intenção inicial de se ir até Liar Island, uma repentina ligação do alto escalão dos revolucionários foi responsável por uma mudança de planos. Havia pistas de algo ligado à A.P.T.M. em Vahlor Island. Por meio do den den mushi, não foram informados muitos detalhes à dupla, apenas de que um homem de meia idade chamado Tera iria ao encontro deles, assim que recebesse a notícia de que haviam chegado.

 

   Ao desembarcar na ilha, no reino de Sôhmirs, a dupla se deu conta de que a cidade tinha um comércio razoável, com alguns cidadãos vendendo e realizando compras pacificamente. Se olhassem ao céu, notariam que estava ensolarado, com algumas poucas nuvens no céu, e um vento bastante agradável.

 

   Se olhassem ao redor, também seriam capazes de ver alguns estabelecimentos. Lojas de flores, tavernas e até mesmo armas circundavam o comércio central. Algumas figuras estranhas se misturavam entre os pedestres, enquanto faziam trocas ainda mais estranhas, indicando que alguma forma de mercado negro também pudesse estar misturado entre o mercado central.

 

   Ao perceber a presença de duas aparentes turistas, uma mulher se aproximou. Ela parecia bem segura de si, e portava uma pistola. Ela cumprimentou a dupla efusivamente:

 

   -Sejam bem vindas a Sôhmirs. Meu nome é Sarai. Posso ajudar?  

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Apesar da intenção inicial de se ir até Liar Island, uma repentina ligação do alto escalão dos revolucionários foi responsável por uma mudança de planos. Havia pistas de algo ligado à A.P.T.M. em Vahlor Island. Por meio do den den mushi, não foram informados muitos detalhes à dupla, apenas de que um homem de meia idade chamado Tera iria ao encontro deles, assim que recebesse a notícia de que haviam chegado.      Ao desembarcar na ilha, no reino de Sôhmirs, a dupla se deu conta de que a

A dupla seria desviada de sua missão inicial, buscando em Vahlor Island pistas para a missão atribuída por Vesper Arcebus. Num local pacato na medida do possível, contrastando totalmente com a maré de azar caótica que até então misteriosamente afligia a dupla, uma mulher extrovertida portando uma pistola repentinamente surgiria naquele dia ensolarado, abordando-as. Ademais, há que se destacar que Michaela estaria com uma dor de cabeça que deixaria seu humor mais turbulento do que de costume, ond

"Hoojiro... Hoojiro. Quem que coloca esse nome no filho, hein? Se o pássaro tiver algo haver com as habilidades dele então... faz sentido eu acho." — Finalizaria meu pensamento refletivo acerca do nome do líder da Ilha dos Tritões como pontuado por Peu outrora. Estaria encarando o céu reluzentes com ambos os braços — Obviamente cobertos — atrás do pescoço enquanto isso. O clima dessa vez estava ameno, diferentemente das outras ocasiões. Pelo menos desta vez minha má sorte não acarretará em tempe

A dupla seria desviada de sua missão inicial, buscando em Vahlor Island pistas para a missão atribuída por Vesper Arcebus. Num local pacato na medida do possível, contrastando totalmente com a maré de azar caótica que até então misteriosamente afligia a dupla, uma mulher extrovertida portando uma pistola repentinamente surgiria naquele dia ensolarado, abordando-as. Ademais, há que se destacar que Michaela estaria com uma dor de cabeça que deixaria seu humor mais turbulento do que de costume, onde o pessimismo e a raiva afetariam ligeiramente suas decisões. Uma mulher abordando a dupla do nada? Na melhor das hipóteses trata-se de uma golpista, ou talvez uma assaltante. Não conjecturaria nada muito específico por desconhecer o cardápio de crimes da cidade, mas uma chama estranha se acenderia dentro de seu coração. Afinal, caso estivesse certa em sua teoria, ganharia alguns objetos para descontar sua raiva, raiva esta extremamente sutil, quase que imperceptível em seu semblante gentil e comunicativo.

 

"Não sei o que ela quer, mas verei isso como uma oportunidade de conhecer melhor esse terreno. Andarei conforme a valsa, tomando um risco calculado."

 

— Olha só, quanta gentileza! — A cumprimentaria com uma extroversão equivalente, prosseguindo ao acenar para Kamille deixar sua aliada lidar com isso — Eu e minha companheira estamos procurando um armazém com bons mantimentos e uma taberna com quartos com um preço agradável. Poderia nos indicar locais assim?"

 

"Assim mato dois coelhos com uma cajadada só. Sempre é interessante ter acesso às informações de uma taberna."

 

Agiria de forma extremamente ingênua e colaborativa com Sarai, aguardando com o intuito de descobrir até onde ela iria. Ademais, caso ela fosse de fato uma pessoa bem intencionada, conseguiria a localização de um bom ponto para começar sua busca pelo homem de meia idade. Em caso de conflito, teria Kamille consigo, o que lhe proporcionaria tempo suficiente para pensar em um plano perante potenciais ameaças, dando para Michaela um certo relaxamento mesmo com seu estado mental afetado pela abstinência de café. Apoiando-se em sua bengala enquanto aproximaria seu dedo do mecanismo que prepararia o saque da lâmina oculta, sorriria, esperando as próximas falas de Sarai, que definiriam suas próximas ações.

 

"Se eu não conseguir café em uns 3 turnos, vou acabar sendo obrigada a torturar alguém." — Concluiria, quebrando a quarta parede.

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"Hoojiro... Hoojiro. Quem que coloca esse nome no filho, hein? Se o pássaro tiver algo haver com as habilidades dele então... faz sentido eu acho." — Finalizaria meu pensamento refletivo acerca do nome do líder da Ilha dos Tritões como pontuado por Peu outrora. Estaria encarando o céu reluzentes com ambos os braços — Obviamente cobertos — atrás do pescoço enquanto isso. O clima dessa vez estava ameno, diferentemente das outras ocasiões. Pelo menos desta vez minha má sorte não acarretará em tempestades ou vice-almirantes querendo me matar. Ou será que não?

 

Bem, se vamos nos meter em confusão de novo, só o tempo dirá. Fato é que de repente uma humana nos abordara simpaticamente, algo que obviamente desperta meu lado receoso. Sei que há humanos bons por aí porém também sei que alguns podem utilizar de palavras bonitas e influenciáveis para conseguir vantagem e/ou enganar uma pessoa. Essa mulher pode ser uma dessas pessoas ou eu estou simplesmente desconfiando demais dela usando como base o que me ensinaram no passado.

 

"Ela sabe lidar com pessoas melhor que eu, devo confiar em sua lábia." — Pensaria e depois faria uma conclusão mentalmente, ficando quieta. Também teria notado o aceno da minha companheira, o que me ajudou a tomar uma decisão de certa forma. Já confiamos o suficiente uma na outra para sabermos o dever de cada uma. Ela é a mente e eu o corpo. Poético, não? Enfim, por ora apenas manteria uma postura mais reclusa, porém elegante. Isso para não deixar nenhum ângulo do meu vestido à mostra pois isso poderia revelar minhas partes robóticas, o que seria um problema. Não sei muito bem a aceitação dessa ilha com esse tipo de coisa, mas todo cuidado é pouco.

 

Mesmo querendo manter ambas Michaella e eu fora de confusões, não hesitaria em intervir por ela caso ocorresse algum conflito, seja lá qual for. Se acima de tudo não tivesse nenhum problema me manteria quieta observando os arredores para ver se encontraria alguma comida de qualidade que valesse a pena levar enquanto as seguisse — Isso é, se saírem do lugar —. Além de tudo isso, acenaria educadamente para a humana se ela falasse comigo, não prolongando além disso. 

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Sarai, então, suspirou, como se tivesse ficado mais tranquila com a resposta. Com o dedo, apontou para frente, em direção ao mercado.

 

- Se seguirem em frente, encontrarão uma taverna bastante conhecida, localizada num duplex de madeira. Lá eles vendem coisas comuns como, vocês sabem, comida, bebidas e... "tapas na pantera."- Houve especial ênfase na última parte. Sarai então continuou: -  O nome da taverna é "Sidra de astúrias." No caminho também poderão encontrar alguns itens... "úteis" no mercado, contanto que consigam acertar o nome deles. Existem também outras tavernas, mas considerem essa como minha recomendação especial.

 

Enquanto conversavam, o agora trio foi capaz de avistar, à distância, um jovem pirata roubando as mercadorias de uma velha senhora, antes de correr voado dali, se aproximando de onde estavam localizadas Michaela e Kamille. Com velocidade no gatilho, Sarai acertou um disparo na perna do ladrão, que caiu ao chão enquanto gritava de dor.

 

- Sohmirs é um reino para onde as pessoas vem perseguir as riquezas escondidas nas cavernas, mas também pode se tornar bastante perigoso. Tomem cuidado e evitem causar problemas aqui.

 

Virando as costas para a dupla enquanto alguns seguranças chegaram para capturar o jovem ladrão, Sarai, lentamente, iniciou a andar na direção contrária.

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Num átimo, a interlocutora suspiraria em alívio, como se não estivesse carregando consigo más intenções. Falaria sobre os itens disponíveis na taberna, tal como seu nome e localização. Também seria possível avistar um mancebo roubando uma mercadora idosa, recebendo um tiro de Sarai e agonizando de dor no chão. Após essa cena não tão adequada para o horário local, a atiradora finalizaria com uma fala, se despedindo da dupla revolucionária. Antes de Sarai virar as cortas para a dupla, Michaela acenaria com a cabeça para baixo em agradecimento, apoiando seu braço no ombro de Kamille para indicar que elas também deveriam prosseguir. Ademais, logo se lembraria acerca da burrice de sua companheira. Será que ela se perderia no caminho? Seria sequestrada pelo homem do saco? Veria um unicórnio atravessando um arco-íris e iria ao seu encontro? Muitas perguntas se passariam na mente de Michaela, que mesmo após algum tempo juntas, seria incapaz de mensurar de forma exata o quão burra Kamille era.

 

"Meu Deus... o que eu faço?"

 

— É-é-é-é... Kami-chan? — Mesmo sendo portadora de uma personalidade calma e insensível, seus "trabalhos maternos" a deixariam um tanto quanto desconcertada. Deveria medir bem suas palavras para evitar a revolução do pré-escolar por mais tempo de merenda e menos deveres de casa. — Como a moça bem disse... aqui é um lugar cheio de distrações e perigos, então não posso te perder de vista... lhe dou duas opções: ou você segura na minha mão ou terei que usar uma cordinha para não te perder. — Infelizmente, seu tato não seria tão bom em situações assim, erguendo uma espécie de coleira de cipós que aparentemente surgiria do além. Ademais, apoiaria sua mão em sua bochecha, sorrindo de forma suspeita enquanto aguardaria uma resposta. — Aliás, se for uma boa garota, pagarei um lanchinho. — Concluiria.

 

Independente da resposta de sua companheira, utilizaria cada neurônio presente em seu corpo para conseguir levar a Dora Aventureira para seu objetivo. Deslocar-se-ia contra tudo e contra todos — provavelmente julgaria a luta contra o vice-almirante como uma tarefa mais fácil — finalmente chegando em carne e osso em seu objetivo: a taberna Sidra de Astúrias. Utilizando sua bengala em uma mão desocupada, adentraria discretamente o estabelecimento, realizando um panorama de toda a estrutura visível, traçando metodicamente protocolos para todas as situações possíveis, observando rotas de fuga, diversas nuances na linguagem corporal de todos os indivíduos visíveis e outros detalhes que nenhuma pessoa sã sequer notaria. Paranoica de natureza, a abstinência de café apenas pioraria esse quadro. Suspiraria, fitando Kamille e apontando para que ela se sente em alguma mesa próxima.

 

— Ah, sim. Também pode escolher o que comeremos, eu pago. Boas garotas devem ser recompensadas, certo?

 

"Espera. Eu sou esposa ou mãe dela? Se bem que não somos casadas... amiga, talvez? Não... companheira? Aliada? Guardiã? Não... a força física dela é bem maior que a minha. Talvez então eu seja guardiã da pureza e da inocência da Kami-chan? Parece verídico."

 

Após suas reflexões acerca de sua relação com Kamille e certificar-se que sua companheira está em sua devida posição, se aproximaria do balcão, apoiando-se em sua bengala e sentando em um banquinho próximo ao taberneiro. Olharia para os lados, fitando-o logo em seguida com um olhar perspicaz e predatório de forma com que se assemelhe à uma águia. Com um estômago vazio após a viagem turbulenta, escolheria os pratos sugeridos por Kamille. Ademais, como em suas ordens constavam que o informante iria ao seu encontro, a escolha mais prudente seria aguardar em um local movimentado pelo tal do Tera.

 

— Além disso, tem café? — Se lembraria de um detalhe de suma importância para a manutenção de sua sanidade.

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A mulher que primariamente havia despertado certa desconfiança em meu ser dava diversas informações provavelmente úteis, incluindo seu nome. Gente boa demais ou eu que sou desconfiada de mais? — Que clichê. — Reagiria à interrupção do pequeno assalto, indicando que aparentemente criminosos não são bem vindos aqui — São em algum lugar? — e... somos criminosas. Bom, ignorando quase que completamente a despedida da humana a não ser uma frase em específico entraria num estado de reflexão profunda. Mais uma vez a cultura humana me deixaria confusa. — "Tapa na pantera"? Vocês pagam pra bater em uma pantera? Humanos... — Indagaria à minha companheira com certa cara de nojo a respeito da fala de Sarai.

 

De repente, sou abordada por Michaella que começara a adotar um comportamento estranho. Quer dizer, estranha ela já é — Óbvio —, mas você entendeu o que eu quis dizer. Continuando, eu não entendi muito bem o que ela planejava, mas suas palavras pareciam fazer sentido, exceto pelo... — Sem mãos dadas ou qualquer coisa do tipo. Isso é pelo seu próprio bem. — Responderia seu pedido com um tom sério. Segurar as mãos seria problemático pois caso eu empolgasse demais iria apertar e consequentemente quebrar as mãozinhas dela sem querer. — Vou te seguir, confio na sua intuição. A protegerei se necessário. — Finalizaria.

 

Após, prosseguiria com ela até a tal taberna com nome de bebida enquanto olharia ao redor. Provavelmente a viagem não teria empecilhos então não vou encher linguiça com isso. Assim que chegássemos, procuraria dar um bom dia ou boa tarde para quem me abordasse educadamente na entrada, ignorando os outros clientes e funcionários. Em seguida, junto à Michaella me assentaria, ouvindo sua fala e me deixando com uma expressão fofa por um único instante, recobrando a postura logo depois para que ninguém mais visse.

 

— Pois bem. Requisito dois prato feitos com duas cebolas médias, quatro tomates, três pimentões, duas abobrinhas e dois dentes de alho, todos picados. Também deve conter ramo de tomilho, azeite, sal e pimenta-do-reino. Desconheço o nome popular desta receita então ficarei devendo-te. Sem nada a mais e nada a menos. Para bebida vosmecê pode me dar leite quente e à minha companheira, café. Avise-nos quando finalizar, por obséquio. E não nos recomende nada que inclua peixe caso não tenha o que eu quero. — Faria meu pedido à quem me parecesse ser o atendente do lugar, logo após me aquietando e mantendo a postura formal, esperando algo acontecer. Só não sei se o atendente vai entender o que eu quero. E também se tem Ratatouille, né.

 

"Espero que não apareça nenhum esquisito. Uma taverna vai ser cara de pagar quando eu destruir."

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   A dupla então decidiu seguir o caminho pelo mercado em direção à sidra das astúrias. O comércio parecia absolutamente normal durante o caminho, sem sequer a ocorrência de um incidente, como o ladrão que recebera o disparo de Sarai. Talvez, tivesse sido apenas um caso isolado. 

 

   Após seguirem pelo caminho, sem problemas, se depararam com a entrada para a Taverna. Apesar de ser um duplex, não parecia ser um estabelecimento muito grande. Uma placa de madeira, com a inscrição "Sidra das astúrias", erguida na parte superior da parede frontal era o maior atrativo do estabelecimento, além de algumas flores e plantas que simbolizavam possivelmente materiais de bebidas. A porta de entrada era dupla, também de madeira, similar às portas de um cassino no velho oeste.

 

   Ao cruzarem a porta, se depararam com um bar, que possivelmente também funcionava como recepção para se alugar os quartos no andar de cima. Liderada por uma bela barmaid, o local tinha uma decoração característica, com várias bebidas localizadas atrás do bar principal, como um chamativo para os clientes. Na parede opostas, cartazes de recompensa, incluídos alguns que pareciam recém-chegados. Na parte oposta à entrada, ao fim do bar, escadas que levavam a um andar de cima, possivelmente aos quartos. Ao centro, mesas e cadeiras, repletas de bebuns, que pareciam estar se divertindo bastante enquanto cantarolavam  Sake no Bink, ainda que de forma meio torta, dando uma espécie de música ambiente ao local.

 

   Na específica mesa do Bar, a barmaid parecia conversar com uma figura encapuzada, isolada dos demais. Apesar do capuz, era possível de notar algumas coisas. A primeira, era que ele também levava uma espécie de bengala, assim como Michaela, e a deixara apoiada sobre o banco que estava sentado. A segunda, era que ambas suas mãos aparentavam ser feitas completamente de metal, indicando que era um ciborgue. À sua frente e sobre a mesa, estava um copo de uma bebida. Caso Kamille puxasse um pouco da memória, identificaria a bebida como sendo a própria Sidra das Astúrias, que dava nome ao bar. Um pouco antes das duas chegarem a conversar com a barmaid, conseguiram captar um pouco da conversa, em especial Michaela, que parecia bastante atenta.

 

   - Obrigado pela bebida, Olga-Sama. - Agradeceu o homem, com uma voz cibernética e formal.

 

   - Hmpf. - Resmungou a mulher, com um ar convencido. - Há algum tempo éramos nós lá atrás, cantando Sake no Bink. Realmente tenho saudade daqueles tempos.

 

    Após uma pequena pausa, o homem respondeu, enquanto continuava a encarar o copo.

 

   - Aqueles foram bons tempos, Olga-Sama. - Disse a voz cibernética, que parecia guardar arrependimentos. - Mas olhe pra mim agora. Tudo que consigo fazer é apenas observar o que costumava ser minha bebida favorita. Mesmo em minhas memórias, não consigo sequer lembrar mais o gosto claramente. Mesmo as outras memórias daqueles tempos. Em breve também se irão.

 

     - Hmpf. - Resmungou novamente a mulher.- Você sempre acaba ficando melancólico quando vem pra esse lugar. - Foi então que a Barmaid notou a presença de Michaela e Kamille, mudando o foco de sua atenção para a dupla: Posso ajudar? -  Perguntou a mulher, pouco antes de ser abordada pelos pedidos de Kamille e Michaela, nessa ordem. A sereia pediu algo bem específico, mas que não pareceu intimidar a mulher.

 

     - Custará 500 beli. - Disse a barmaid, enquanto pôs dois pratos sobre o balcão. Então, prosseguiu aparentemente retirando ingredientes de baixo do balcão, os jogando para o alto. Sacando duas facas, realizou cortes rápidos, de modo que a comida caiu pronta sobre os pratos. Era uma salada gourmet, basicamente, portanto não precisava ir a fogo. Por fim, serviu o leite de Kamille e o café de Michaela, com copos e canudos de madeira, possivelmente salvando algumas tartarugas. Por fim, o homem ciborgue, que estava quieto até então, finalmente resolveu se pronunciar, após um sinal feito a ele por Olga.

 

   - Peço desculpas pela melancolia anterior. São apenas lamentações de um velho ranzinza. Sejam bem vindas a Sohmirs: Michaela e Kamille. Espero que aproveitem o reino.

 

    Após uma pequena pausa, ele se pronunciou novamente:

 

   - A propósito, esqueci de me apresentar. Creio que atualmente as pessoas me reconheçam por um codinome, uma espécie de apelido. A.P.T.M.

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A comida seria servida tranquilamente para a dupla. Entretanto, paralelamente à sua espera pelo tal do informante, perceberia uma história paralela ao seu redor. Um homem com voz cibernética e formal falaria com a barmaid, demonstrando uma intimidade notável enquanto se comunicaria com a mesma numa linguagem notável por seu tom melancólico. Ademais, apanharia seu café e o beberia delicadamente enquanto observaria o diálogo com seus olhos brilhando como os de uma criança, demonstrando uma satisfação pouco demonstrada através de seu semblante normalmente intocável. Subitamente, o homem cumprimentaria Michaela e Kamille, afirmando ser o próprio A.T.P.M.. Com isso, beberia novamente seu café enquanto o encararia com o olhar predatório de uma águia, sorrindo enquanto diria com um sorriso perspicaz:

 

— Ouvi boatos acerca da presença dos Spades nessa ilha, e um conflito com os mesmos não é algo nem um pouco... desejável. Com isso temos um impasse, eu suponho? — Realizaria uma pausa entre suas falas, sinalizando para que Kamille continuasse agindo normalmente. — Ademais, excluindo as consequências de uma ação hostil para ambos os lados, não é muito cortês iniciarmos um conflito no meio de uma refeição. Observando isso, creio que um armistício seja proveitoso para ambos os lados. 

 

"Não posso ser gananciosa ao ponto de querer abocanhar uma cobra dentro de seu próprio ninho. Ademais, minha missão foi claramente buscar o informante e a partir daí começar a agir. Formalmente, estamos simplesmente aguardando pela chegada do mesmo enquanto degustamos um almoço em uma taberna qualquer. Além disso, não imagino grandes motivos para ele iniciar um conflito com duas revolucionárias de cargo baixo sem nenhum pretexto. Todos nós estamos fazendo nosso trabalho e podemos coexistir desde que as circunstâncias não façam nossos caminhos se cruzarem."

 

Com uma frieza anormal, julgaria aquele homem como alguém minimamente sensato, evitando um conflito em curto-prazo. Ademais, se aproximaria do balcão com o intuito de pedir mais um café e uma refeição qualquer para acompanhar Kamille. Em sua visão pragmática, tudo aquilo seriam negócios, ou seja, enquanto que ambos conseguissem lucro e cumprissem as funções delegadas, poderiam coexistir até certo ponto. Entretanto, apesar de sua atitude cortês para alguns e leviana para outros, não conhecia as nuances da personalidade do A.T.P.M., não sabendo medir com exatidão o que passaria em sua mente. O gesto de pedir algo seria um teste para a coexistência de ambos naquele ambiente, apoiando-se em sua bengala com o intuito de retaliar qualquer agressão que o mesmo dirija à dupla. Caso ele se preparasse para um ataque, não hesitaria em revidar. Todavia, caso ele colaborasse, simplesmente desfrutaria de um bom almoço.

 

"O que você fará, afinal? Inclusive, ainda há a chance de ser um blefe. Entretanto, já vi pessoas descaradas o suficiente para declarar publicamente suas intenções. Homens de ação extremamente honestos, eu suponho." — Divagaria por seus pensamentos enquanto aguardaria os próximos acontecimentos.

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"Que música mais... Deixa pra lá." — Pensaria imediatamente após ouvir os homens bêbados cantando uma melodia atípica. Por mais que eu pensasse já ter ouvido em algum lugar, não conseguiria lembrar. Eu também poderia gravar mas... não, enfim. Prosseguiria junto à Michaella em busca de tirar a barriga da miséria. Chegando em uma certa mesa, um homem com voz atípica parecia estar conversando. Poderia escrever sobre minha análise acerca dele se não fosse por — Uma bebida dessas por aqui, não esperava. Aliás, por que eu não esperava? — Seria minha primeira e única reação em tom inaudível, ignorando o tal homem por ora.

 

— "Empoderada". Suponho que és dessa maneira a forma cujo qual elogiam as damas por aqui. — Faria um breve comentário a respeito da coroa ao vê-la fatiando os ingredientes que pedi com magnificência e tranquilidade, embora não me surpreendesse muito — Contraditório —. Esperando que Michaella fosse pagar a refeição, me assentaria sem preocupações passando a mão por debaixo do vestido para ajeitá-lo corretamente. Após, iniciaria a comer com a mão direita e total educação, de forma lenta. Perceberia a presença do cara com voz diferenciada e pele de metal mas também notaria o sinal de Michaella, mantendo a normalidade. — Olá. Bem haja. — Balbuciaria em resposta ao ciborgue, não prolongando.

 

"Parando pra pensar, eu conheço esse cara? Ele sabe nossos nomes. Além disso, é um ciborgue e parece estar usando da lábia, típico de humanos. Ao menos foi isso que me ensinaram. Fez até um cumprimento cortês. Talvez ele seja um aliado mas não cairei nessa conversa mole. Velho tarado." — Finalizaria o pensamento fitando o ciborgue com um rosto "indiferente" enquanto comia. Continuaria olhando para ele mesmo que finalizasse as refeições e/ou viessem mais para devorar. Em nenhum momento perderia o glamour e a classe.

 

De qualquer forma, não sei o que Michaella pensa, mas confio no intelecto dela. Creio que apenas atrapalharia o andamento das coisas apesar de eu não ser burra — É sim — e poder tentar ludibriar um humano na fala. Se eu conseguiria? Provavelmente não já que se o ciborgue tiver falando a verdade sobre sua ocupação ele é um sujeito astuto. Bem, manteria a serenidade e a quietude a todo momento. Caso acontecesse um conflito, eu hei-de intervir para proteger a mim mesma e à Michaella usando as mecânicas base do Gyojin Karate para combater a ameaça. Do contrário, apenas continuaria comendo sem falar nada. Tô até silenciosa demais nessa ilha. O cara que me controla é um babuíno preguiçoso e não consegue escrever falas.

 

"Rei do Mar gigantesco, meio mundo de marinheiros, Vice-Almirante de magma, névoas e caçadores do Novo Mundo e agora um ciborgue depressivo esquisito. Não aparece nenhuma pessoa normal na minha vida?"

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   Com uma expressão indecifrável, devido ao capuz que lhe cobria grande parte do rosto, o autoproclamado A.P.T.M. parecia escutar Michaela atentamente enquanto encarava sua bebida. A barmaid Olga parecia um pouco irritada, entretanto, qual dona de bar gostaria de ver seus clientes brigarem afinal? Após o fim da indagação da Michaela, A.P.T.M. respondeu, parecendo concordar, de certa forma.

 

   - Um conflito com os Spades.- A voz cibernética estava... robótica, como estava até então e era de se esperar.- Já faz um tempo desde que não faço parte da organização diretamente. Desde a guerra interna que ocorreu algum tempo atrás, sendo mais específico. Mas criminosas com recompensas pelas cabeças tem outras coisas com o que se preocupar em uma ilha dominada por Spades além de minha história, suponho. A não ser que sejam mais uma daquelas pessoas enviadas para me caçar. - Ao completar a frase, ele retirou o capuz, revelando sua aparência. Por fim, retirou uma cartola amassada de seu bolso, deu um pequeno soco para desamassá-la e a colocou, completando sua figura sinistra. Seu corpo pareciam ter alguns tubos, por onde circulava uma espécie de líquido azul, que também era presente em alguns frascos que carregava.

 

   - Não tenho interesse em conflitos desnecessários. Afirmou, enquanto encarou a barmaid, que retornou um sinal positivo com a cabeça. - Esse bar também me traz algumas memórias do passado. Danificá-lo traria um gosto amargo em minha boca.-Após essa fala, se virou para o balcão. -Agradeço novamente bela bebida, Olga - Sama. - Num movimento final, deu um empurrão em sua própria bebida, a deslizando pelo balcão, até que a mesma caiu diante de Kamille. - Considerem como um presente final. Desperdiçar bebida é um pecado.

 

  Ao fim, se levantou e partiu dali. Ou ao menos eram suas intenções iniciais. Repentinamente, um dos bêbados deu um grito de dor e caiu ao chão, levando às mãos ao peito. Olga, que estava servindo o último pedido de Michaela, interrompeu o trabalho diante do ocorrido. A experiente mulher realizou um breve check-up, constatando que o pior havia ocorrido. Um ataque cardíaco, de modo que a vida daquele jovem bebum havia ficado por um fio, após seu coração repentinamente parar de bater. O clima no bar ,outrora de cantoria, era de apreensão, em silêncio. Por fim, o ciborgue se pronunciou, após observar a situação de longe, por algum tempo.

 

   - Este jovem ainda pode viver. Deixem-no comigo. Sou médico.

 

  Aproximando-se do bêbado, o ciborgue retirou uma de suas cápsulas com o líquido azul, colocando o líquido sobre uma enorme seringa, injetando a substância no coração do homem. Em seguida, iniciou uma massagem cardíaca padrão. Enquanto o procedimento era realizado, uma nova presença adentrou o bar. Um senhor de meia-idade, cujos traços mais característicos eram seus óculos redondos e um grande rifle. Ele pareceu meio surpreso com o ambiente do local, mas ainda sim se dirigiu em direção à dupla protagonista. Àquela altura, Olga já havia voltado ao balcão, demonstrando nutrir certa confiança na capacidade de A.P.T.M. lidar com a situação. Já o homem, ao chegar ao balcão, sentou-se próximo as revolucionárias e pediu um copo de Sidra das Astúrias para Olga, que prontamente iniciou o preparo da bebida, juntamente com mais uma refeição de Kamille e mais um café para Michaela. Em seguida, o homem dirigiu-se uma fala a Michaela e Kamille, mantendo sua cortês expressão no rosto, enquanto levantava ligeiramente seu chapéu.

 

   - Chamo-me Tera. Creio que as moças devam se chamar Michaela e Kamille, estou correto?

 

Após a fala, ele virou-se de frente para o balcão, esperando pela bebida e possivelmente uma confirmação da identidade das revolucionárias. Simultaneamente, o autoproclamado A.P.T.M. continuava a realizar o procedimento, observado pelos apreensivos bebuns, e Olga preparava a bebida de Tera, imediatamente após servir um novo prato para Camille e um novo café para Michaela.

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