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[Gianect Island] Lei e Ordem


Keel Lorenz
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Após os eventos no Novo Mundo, Urane e Night haviam sido designados a um novo submarino. Naturalmente, não demorou muito para que novas ordens viessem das esferas superiores da organização de revolucionários. Todavia, dessa vez as ordens haviam vindo de alguém peculiar. Peculiar porque até então sempre houvera a sensação de que os os revolucionários de patente mais alta serviam diretamente a um cardeal apenas. No entanto, pelo andar das coisas, visto as alterações nas patentes, as cadeias hierárquicas na Liberatores parecia mudar.

 

Em uma das paradas que acabaram fazendo pelo Novo Mundo para reabastecer, diversos tipos de carregamentos haviam sido feitos para a longa viagem. Junto deles, um emissário bem vestido e misterioso havia aparecido para deixar uma entrega especial. Um tipo de envelope  com detalhes em dourado e selado à cera vermelha por um brasão contendo duas asas.

 

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Há certo tempo que ouço falar de vocês, Urane XLR-02 e Kyon Night. Entretanto, admito que no começo eu não soube distinguir o porquê disso. Afinal, tratava-se de uma revolucionária de baixa patente, que apesar dos rumores acerca de seus poderes, ainda não permanecia sem  feitos expressivos em seu histórico e de um pirata com passado cheio de laços a organizações com fins questionáveis a causa revolucionária. Admito que, diante da escolha das outras cardeais de um grupo excêntrico, cujo motivo da união ainda me é um total mistério, não dei muito valor ao impacto que poderiam ter numa missão de tamanha importância. Ainda mais tratando-se de uma comandante tão difícil de se cooperar. No entanto, agora admito que você e seu companheiro pirata definitivamente superaram minhas expectativas. Claro, as portas da organização estarão sempre abertas para ele, visto a magnitude dos eventos em que participaram. 

 

Notarão que seus pagamentos pela missão bem-sucedida já terão sido depositados à altura em que esta carta atingi-los. Contudo, apesar disso, e tomando conhecimento daquilo que se passou dentro do Odysseus, tomei a liberdade de preparar alguns extras. Conversando com alguns contatos secretos dentro da Golden Seagull, consegui arranjar-lhes alguns benefícios para compras futuras. Os tickets endereçados que acompanham esse envelope certamente lhes ajudarão em algo no futuro. Afinal, a influência do dinheiro, apesar de impura, ainda tem suas utilidades. 

 

 

- Masrath Kimus, o Cardeal da Castidade

 

Juntos do papel grosso escrito à mão, estavam dois tickets: um dourado e um prateado. Além de seus detalhes frontais contendo margens e silhuetas de gaivotas em tinta grossa, atrás de cada um estavam os nomes dos dois escrito à mão, em uma caligrafia bastante rebuscada. O dourado continha o nome de Urane e o prateado, o de Night.

 

Pelo andar das coisas, não apenas os presentes, como a própria viagem havia sido arranjada pelo cardeal em questão. Informações se alguma missão lhes esperava do outro lado da Red Line não eram claras. Só parecia ser certo o destino daquela viagem e que o Cardeal da Castidade, que tendia a agir muito mais no Paraíso do que no Novo Mundo, parecia ter movido alguns pauzinhos para deslocar aqueles agentes para o seu lado do tabuleiro. Era de conhecimento geral que, após atravessar um dos vários túneis naturais deixados para trás pelas raízes da grande árvore de Gianect, estacionariam na ilha à espera de novas ordens. Visto o contexto do tal local, no entanto, o objetivo da eventual missão não era difícil de se prever.

 

Após a chegada, a bordo de um submarino com aparência padrão, mas interior um tanto luxuoso, Urane e Kyon já estavam estacionados há alguns dias em uma das raízes mais distantes da ilha arbórea. Ao contrário da situação no Novo Mundo, ambos estavam hospedados em grande estilo. Dado o tempo que permaneceram parados, impedidos de sair, mas livres para descansar no confortável interior, aparentava que o cardeal também havia lhes arranjado algo semelhante a férias. Segundo o capitão da embarcação, Nemo, um velho de turbante com atitudes sérias e bastante distantes, a situação que vinha monitorando no sonar há dias parecia absolutamente calma. 

 

***

 

@Night @Pusheen

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Após os eventos no Novo Mundo, Urane e Night haviam sido designados a um novo submarino. Naturalmente, não demorou muito para que novas ordens viessem das esferas superiores da organização de revolucionários. Todavia, dessa vez as ordens haviam vindo de alguém peculiar. Peculiar porque até então sempre houvera a sensação de que os os revolucionários de patente mais alta serviam diretamente a um cardeal apenas. No entanto, pelo andar das coisas, visto as alterações nas patentes, as cadeias hierár

"..."      Durante a viagem, Kyon permaneceu em silêncio. Com a mente praticamente vazia, tendo seus pensamentos apenas interrompidos pela visão que tivera no leito de morte. Já que por algum motivo jornais aparentavam ter deixado de ser publicados, o mágico refletia acerca de sua antiga tripulação. Haveriam remanescentes ainda vivos? Infelizmente, remoer o passado não mais adiantava, apenas se levantar, juntar os cacos e seguir em frente, afinal, agora não tinha apenas seus sonhos par

Balançando a mão conforme a música e lendo contos investigativos do famosíssimo detetive José Roque Gomes, escritos pelo ilustre Artur Renan Dório, Urane teve passatempo para quase toda a viagem, que conseguiu mostrar-se demasiadamente longa. No entanto, voraz leitora que era, o livro não durou muito, restando bastante tempo para episódios de bebedeiras, desmaios e confabulações.    Quando parava para pensar em sua posição no momento, ficava confusa, de certa maneira. Recém-egressa do

"..."

 

   Durante a viagem, Kyon permaneceu em silêncio. Com a mente praticamente vazia, tendo seus pensamentos apenas interrompidos pela visão que tivera no leito de morte. Já que por algum motivo jornais aparentavam ter deixado de ser publicados, o mágico refletia acerca de sua antiga tripulação. Haveriam remanescentes ainda vivos? Infelizmente, remoer o passado não mais adiantava, apenas se levantar, juntar os cacos e seguir em frente, afinal, agora não tinha apenas seus sonhos para carregar, como também as promessas feitas à seus companheiros em um devaneio. Quem diria.

 

   Após estarem parados já por um bom tempo, resolveu fazer a leitura da carta. Mesmo diante do convite do cardeal, Kyon não dava a mínima. Tinha objetivos distintos dos revolucionários, ajudando-os apenas por conveniência. Ter ajudado a derrubar uma almirante era um feito e tanto, e também considerava ter uma dívida com vermelhos, por consequência... Pristine, a desgraçada que gosta de esconder informações. Se o tal do Masrath tivesse uma boca maior do que a parede de carne, já lhe consideraria mais útil. Não deixou de pegar os presentes, afinal, era o mínimo após ter dado um braço pela organização.

 

   Por fim, algo naquela carta o incomodava. O nome completo de Urane. Era como se fosse um número de série, geralmente usada em armamentos. Seria a e-girl alguém treinada como uma espécie de arma? Seja como for, a revolucionária certamente não agia como uma. Era humana. Até mais que o próprio Kyon. Foi ao fim da leitura, que depois de tanto tempo, resolveu trocar algumas palavras com a revolucionária. Já havia adquirido respeito pela garota, apesar dela conseguir o tirar do sério em alguns momentos.

 

   - Você deve odiar esse nome e esse número, querida E-girl de cabelo azul. Tem algo melhor que eu possa te chamar?

 

 Após as palavras trocadas com a revolucionária, mudaria seu foco para o capitão. Afinal, porque diabos alguém não revolucionário estava sendo impedido de sair do navio. Seria aquilo uma espécie de sequestro. De qualquer forma, tinha seus próprios objetivos, e pretendia segui-los.

 

   - Ei velho, me libere desse submarino de merda. Não vim a Gianect para passar uma colônia de férias. Quero dar um oi para minha velha organização, lá fora.

 

Kyon, obviamente, se referia aos Spades, com um secreto objetivo em mente. Sabia que eles gostavam de mercados, e nada melhor do que dar um olá para quem ama desertores.

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 Balançando a mão conforme a música e lendo contos investigativos do famosíssimo detetive José Roque Gomes, escritos pelo ilustre Artur Renan Dório, Urane teve passatempo para quase toda a viagem, que conseguiu mostrar-se demasiadamente longa. No entanto, voraz leitora que era, o livro não durou muito, restando bastante tempo para episódios de bebedeiras, desmaios e confabulações.

 

 Quando parava para pensar em sua posição no momento, ficava confusa, de certa maneira. Recém-egressa do treinamento completo de Hector, o qual havia sido a única a concluir, já havia sido designada para uma força-tarefa com o intuito de combater Ginshin. E, mais assustador, o fizera com sucesso. Modéstia à parte, Urane sabia-se forte, mas ainda assim esperava algo gradual.

 

 Começava a se perguntar o que ela queria realmente. Vingar-se, nova ordem mundial, que as vozes em sua cabeça cessassem... todos os seus desejos pareciam ainda muito distantes. Até mesmo porque não sentia-se encaminhada em nenhum deles. Para dizer que não tinha plano, tinha a sensação de que a Revolução lhe ajudaria de alguma forma. Pelo menos com a parte da nova ordem mundial. Afinal, não já tinha por meio da Revolução ajudado a eliminar Ginshin, um dos pilares da Marinha?

 

 Suspirou e voltou-se à realidade. Tinha uma carta de Masrath, uma recompensa da Revolução por sua atuação no Odysseus e diretrizes vagas sobre o que deveriam fazer em seguida. Esperar ordens?

 

 Com a interatividade ímpar e quase inexistente de Urane e Kyon, foi quase um susto quando o pirata resolveu trocar um cado de palavras. Com um movimento discreto de dedos emitiu um comando para reduzir o volume do som para prestar melhor atenção no que ele dizia.

 

 A presunção do pirata em dizer o que ela deveria ou não odiar foi respondida com um arquear de sobrancelhas em julgamento. No entanto, sua face logo relaxou e com um suspiro, a garota permitiu-se responder que nem gente:

 

 - É definitivamente melhor do que não ter nome nenhum. Mas, se você quiser, pode me chamar de Anne. Se você não acabar se matando por aí, é claro.

 

 Acomodou-se mais confortavelmente no sofá. Em seguida, Night teria um ímpeto de sair do submarino. Ela, no entanto, seguiria por ali, pelo menos por ora. Com seu Haki da Observação, daria uma varrida nos arredores. Só para saber mesmo. Afinal, segundo Nemo, a situação estava calma mas, né, eles estavam estacionados naquele lugar há dias e ela não era exatamente tão paciente quando acreditava estar perdendo tempo.

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Jess Mac

URANE | BÔ ZEBU | MEI

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Ao centro da ponte de comando, cercado por seus subordinados, o capitão estava em pé, de frente a uma espécie de timão. A sala estava em absoluto silêncio, exceto pelos bipes e sons periódicos do sonar da embarcação. Alguns tripulantes cuidavam de painéis, outros de telas circulares e alguns utilizavam fones para que pudessem captar em detalhes os sons do exterior. No entanto, a tensão era algo praticamente inexistente naquele ambiente. Há dias não havia sinal nenhum de perigo. E, como só tinham emergir por algumas horas para repor os suprimentos do submarino, as chances de serem pegos ali pareciam bastante baixas. 

 

Estava tudo na mais absoluta paz e silêncio, do jeito que o velho capitão sisudo gostava, quando a porta metálica bateu atrás deles. Aqueles que não conhecessem o capitão, teriam a certeza que ele teria lançado um olhar pouco simpático na direção da porta atrás de si. Entretanto, a falta de reações por parte da tripulação deixava um tanto implícito que aquela carranca era a expressão normal do velho. Ele cerrou seus olhos sombreados pelo ambiente de meia-luz da ponte de comando na direção de Night e, a princípio pareceu que não iria responder.

 

- Se quiserem, podem sair no próximo reabastecimento - disse com calma, já virado de costas para Night e olhando adiante com ambas as mãos no timão.

 

Após algumas horas, uma jovem da tripulação apareceria diante das portas dos quartos de Kyon e Urane.

 

- Senhor Kyon e senhorita Urane - diria em posição de sentido na direção da garota - Prontos para a missão de reabastecimento? - indagou, voltando à uma postura mais à vontade, mas ainda bastante ereta e solene.

 

Independente da natureza da resposta de cada um dos dois, se negativa ou afirmativa, ela emitiria um “entendido” e continuaria seu caminho pelos corredores da embarcação, guiando os dois por eles ou não. Se fossem, eventualmente subiriam uma escada espiral e uma sirene com luzes vermelhas seria acionada. 

 

“Preparando para emersão!” - uma voz surgiria de um dos alto falantes próximos.

 

A garota logo alcançou um armário próximo da escotilha de saída e rapidamente trocou algumas de suas peças de roupas, deixando seu quepe para trás. Não disse absolutamente nada, no entanto pelas novas roupas mais descontraídas que vestia sua intenção parecia ser se misturar com a população da ilha. Dentro do armário na lateral haviam diversas peças de roupas consideradas "civis". Pelo braço estendido da garota, ela parecia lhes dar a opção de se trocarem também, se quisessem. Ao que puderam ouvir o som da água quebrando do lado de fora e a sirene findou, a garota alcançou e girou a escotilha acima de si. Subindo a escada, empurrou a porta circular, revelando a luz do sol após alguns respingos de água salgada. O submarino flutuava sob as águas e o topo da torre central de onde os três haviam emergido estava rente à face superior de uma longa raiz exposta. Saindo de dentro da água, ela fazia uma curva e seguia horizontalmente por muitos metros na direção da grande árvore. Salvo por alguns musgos aparentemente escorregadios aqui e ali, era uma estrada perfeita até as partes mais centrais daquela espécie de ilha vegetal.

 

Sem dizer nada, deu um cuidadoso salto na direção da raiz. Pousou graciosamente bem no topo da circunferência e começou a caminhar em passos firmes.

 

@Night @Pusheen

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"..."

 

   Se virando de costas após a fala do capitão, Kyon respondeu Urane. Por mais que a e-girl nunca fosse admitir diretamente, parecia que ele estava certo no final das contas, ainda que por linhas tortas:

 

  - Se eu morrer, não se preocupe, prometo voltar para puxar o seu pé, choquinho. 

 

    A resposta teve um tom ligeiramente irônico, como de praxe do mágico. Sabia ser irritante como ninguém. Havia adquirido algum respeito por Urane, mas não poderia perder oportunidades para atazaná-la, em especial após ter sido levado como passageiro, contra sua vontade, DUAS VEZES. De lá para cá, se passaram algumas horas. Kyon passou o tempo aprendendo novas técnicas para embaralhar com apenas uma mão. À adaptação ao aleijamento não era fácil, mas não apenas isso, a falta do braço estaria ali sempre ali, o lembrando do quão longe ainda estava de seu sonho, o incomodando bastante. Por fim, uma jovem da tripulação finalmente deu as caras, os dando... ordens acerca da nova missão.

 

   Novamente, apenas ordens, sem que nenhuma instrução de fato fosse dada. Por mais que o planos dos vermelhos houvesse sido realizado de forma inteligente, tanto Kyon quanto Urane foram jogados às cegas na missão, sem nenhum preparo para o que viria acontecer. Naquele momento, Kyon respondeu a mulher:

 

   - Irei. Mas espero que deem todas as informações que têm. Não tenho mais braços pra perder dessa vez, senhorita.

 

   Dessa forma, Kyon seguiu o caminho instruído, atrás da jovem. Ao se deparar com a oportunidade de trocar suas roupas com civis, assim o fez, ainda que a cartola fosse preservada. Priorizou luvas e camisas de manga longa para esconder o braço mecânico. Também rasgou a manga referente ao lado cotoco. No caminho, puxou conversa com Urane. Dessa vez, diferente do de costume, de modo sério, numa espécie de desabafo:

 

   - Não sei exatamente o que os revolucionários pretendem. Mas não se pode chegar longe quando não se confia nos próprios companheiros, subordinados, ou sejá lá como eles chamam quem trabalha para eles. Os Liberatores do topo me passam essa impressão. - A frase podia soar hipócrita, pois a única pessoa que Kyon tinha alguma confiança era a própria Anne. Mesmo sendo uma e-girl de cabelo azul. - Pessoas irão acabar morrendo por causa disso.

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 Diante da provocação ou ameaça de Kyon em puxar seu pé quando estivesse no outro lado do plano espiritual, Urane limitou-se a responder com um olhar oblíquo e uma das sobrancelhas arqueadas em uma desaprovação debochada. Não demorou muito após isso para que novas diretrizes surgissem: uma missão de reabastecimento. Aparentemente algo simples para quem tinha participado do assassinato de uma das maiores potências bélicas da marinha recentemente.

 

 Curioso. Justificável, porém. Nada de novo sob o sol.

 

 Pegou um conjunto de roupas simples, bem ajustadas. Seu cabelo azul, olhos lilás e fone de ouvido, no entanto, não deixariam com que ela passasse desapercebida tão facilmente.

 

 Seguiu a mulher e Kyon rumo à missão, seja lá qual fosse, e esperava que seu Haki de alcance quilométrico começasse a dar sinal de alguma atividade.  Pensava no que Kyon dizia. Realmente, a carência de informações era algo bastante significativo no funcionamento da Revolução. No geral, Urane pensava que isso fazia sentido na maneira como as coisas funcionavam ali dentro, até mesmo para proteção dos membros e da Revolução inteira em si. Como uma entidade muito perseguida, qualquer vazamento poderia ser catastrófico.

 

 Mas os questionamentos persistiam. Era difícil, no entanto, pensar em qualquer coisa próxima de um rompimento, visto que a revolucionária só conhecia a revolução e a escravidão até o momento. Talvez se desse bem com a pirataria, mas nem sequer pensava nisso agora.

 

 

Spoiler

Clairvoyance
Habilidade Ativa. Especialização que permite enxergar com precisão a aura de seres a até cinco quilômetros de distância, mesmo que estejam atrás de matéria opaca, camuflados ou invisíveis. Exige uma grande concentração, focando nas auras dentro de uma área à distância, sejam elas conhecidas ou não.
Buff Adicional ao Base: +5% dos pontos do Haki em Proficiência ao efetuar ataques à distância.

 

 

Jess Mac

URANE | BÔ ZEBU | MEI

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A tripulante realmente parecia ser uma pessoa bem séria. A cara do soldado perfeito: prática, lacônica e confiável quanto a seguir ordens. No entanto, algo no jeito de falar do mago acabou trazendo algo, talvez inesperado, à tona.

 

- Para um mero cãozinho de colo de Bispa, você espera demais - imediatamente retorquiu, contraindo o cenho em uma expressão momentaneamente pistola.

 

Obviamente, não estava claro o motivo do lapso momentâneo. Isso porque, a julgar pela situação da rotina do submarino, a equipe estava na ilha em standby sem ordem específicas. Ainda mais se a situação conhecida de Gianect Island fosse levada em conta. Só o fato de estarem justo ali já tornava muito mais provável o tipo de missão que teriam. Se fosse o caso, ela talvez parecesse estar mais irritada pela forma de se portar do rapaz do que com ter que explicar uma situação que considerava relativamente fácil de se compreender.

 

Enquanto a coisa acontecia, Urane apenas limitou-se a responder um dos comentários anteriores de Kyon com caras e bocas. Questionou-se acerca da disparidade no nível da missão que tinha sido designada. No entanto, visto que Night havia praticamente implorado por isso e que a maioria na embarcação ainda tinha necessidades básicas como comer ou vestir, era justificável.

 

Ambos conseguiram encontrar peças adequadas em meio aos compartimentos cheios de roupas civis. Salvo pela cartola na cabeça de Kyon, não deveriam atrair qualquer tipo de atenção para si. E, ainda que atraíssem, provavelmente seria do tipo benigno, já que a cartola dava mais uma aura bizarra do que suspeita.

 

Em meio à caminhada, claro, a tripulante acabou conseguindo ouvir o comentário de Night para Urane. Desde o último rápido lapso de raiva, ela pareceu manter-se bastante controlada: sempre com o ar contrastante de soldado perfeito, quase biônico. No entanto, ainda que aparentasse ter bom autocontrole - ou talvez não -, sua paciência certamente tinha limites.

 

- Tsc… Olha, garoto… - ela subitamente parou sua caminhada, voltando-se para Night pouco depois de terminar suas falas dirigidas a Urane - Se ninguém no Vimāna te repassou ordens é porque não houve ordens a ser repassadas - seu tom ainda era irritadiço, mas tendendo mais à impaciência do que à cólera, como antes - Mas só por se tratar de Gianect, meio que dá pra saber que deve envolver escravos, né? - prosseguiu, revirando os olhos e já um pouco mais calma em seu tom - É só pra isso que os marinheiros servem pra proteger mesmo - finalizou, cruzando os braços e voltando a caminhar com uma carranca de desprezo.

 

Após andarem alguns bons minutos, puderam perceber que a estrada-raíz pela qual seguiam ficava cada vai mais grossa. Ao que finalmente adentraram a sombra da grande árvore central, os caminhos possíveis de se seguir começaram a se ramificar exponencialmente. Quando não haviam raízes que se bifurcavam ou se fundiam, haviam pontes ou escadas de corda e madeira que faziam o trabalho de conectar a ilha. A tripulante de nome ainda desconhecido parecia saber exatamente aonde tinha que ir, mesmo em meio àquele labirinto de estética meio selva equatorial. 

 

Ainda estavam bem na periferia da ilha, mas logo puderam ver uma pequena feira livre. Adiante deles, uma ponte de cordas conectava uma pequena doca sobre um dos diversos olhos de água salgada que se formavam por entre as raízes já mais entrelaçadas. Na doca, havia uma rede de piers nos quais dezenas de barcos com tendas estavam ancorados. Cada um representava uma pequena loja local. Era evidente que o foco do mercado era em alimentos: haviam frutas, verduras, carnes e outros empilhados ou pendurados por todas as barracas ao longo do mercado. 

 

Logo à entrada, ancorado ao lado do pier principal que levava a rede contendo todos os demais, havia um barco maior. Nitidamente era a maior loja do lugar. No entanto, ali não eram vendidos alimentos e sim alguns itens de natureza um pouco estranha. Haviam acentos, guidões, pedais e diversos elementos que indicavam se tratar de algum tipo de veículo ou coisa parecida. No entanto, a presença de rodas era absolutamente nula. Era difícil de imaginar como um banco com pedais e guidão poderia ser minimamente útil sem rodas. No entanto, a tripulante do submarino Vimāna não hesitou em se aproximar da tenda e começar a negociar com seu dono. 

 

- Tio, me uma Bubble Bike com… - ela pausou momentaneamente para contar nos dedos - Umas duas carretinhas - ela finalizou, dando de ombros com uma cara de que achava que “aquilo devia bastar”.

 

- Para... Comprar!? - esfregando as mãos, o senhor subitamente saiu de seu aparente tédio, como se um peixe tivesse começado a dar sinais de que cairia sozinho em sua rede.

 

- Hey - a garota, então, voltou-se para seus dois acompanhantes - Eu se fosse vocês também arrumava um desses. Uma mão na roda, já que a gente vai ter um monte de coisa pra carregar - prosseguiu, já num ar bem mais descontraído.

 

Enquanto isso, a expressão cobiçosa do homem parecia ficar cada vez maior. Era como se, quanto mais turistas aparecessem em sua tenda, mais rápido suas mãos se esfregassem uma na outra.

 

***

 

@Night @Pusheen

 

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   Urane sequer se deu ao trabalho de responder, mas Kyon considerava que ao menos havia posto algo na cabeça da garota. Por outro lado, seu comportamento aparentava ter ao menos... "afetado" um pouco mais a até então soldada perfeita. Ela aparentava ter um grande orgulho de ser uma revolucionária, o que poderia ser a causa dos comentários atravessados. Com a análise, o mágico pensou em se divertir um pouco mais com a revolucionária, enquanto mantinha seu orgulho intacto.

 

- Um cãozinho de colo, hmm? - Night apontou a flauta para a mulher, com um ar intimidador. - Sequer sou um revolucionário, não se esqueça disso. Mas se quiser um cão, posso lhe mostrar o quão forte um cão ferido pode morder. 

 

Depois da pequena cena, Kyon ajeitou sua cartola e seguiu em frente. Foi em direção ao vendedor, em busca de negociar seu bem mais precioso. Se aproximando da tenda, retirou de sua maleta uma famosa batata. A desempacotou com carinho de um papel, colocando o legume mordido sobre a mesa da vendedor.

 

- Consegue observar essa especial leguminosa aqui. Agora observe aquela menina ali, de cabelo azul. - Disse, apontando para Anne. - Irei lhe conceder uma oportunidade de ouro, se me eu do passado me encontrasse agora, certamente diria que estou louco. Eu lhe proponho, veja e ouça bem, a troca desta batata mordida pela aquela E-girl por uma Bubble Bike com 3 carretinhas. - DO valor de 3 era provavelmente para provocar a revolucionária, suponha. Se ela eventualmente pedisse 4, ele pediria 5, como numa típica cena Shounen. - Conheço pessoas que matariam por essa regalia que está diante do senhor. E posso dizer que isso já aconteceu. Vê este braço perdido, ele foi obliterado pela almirante Genshin enquanto ela tentava tomar minha batata. - Night então chorou, numa grandiosa atuação. - Infelizmente, sem o braço, apenas quero viver uma vida tranquila com o auxílio de bubble bikes. Por isso estou lhe dando esta oportunidade única e irrecusável. Aceitas? - Concluiria, com um sorriso falso no rosto. Não esperava que a oferta fosse recusada, mas pretendia pagar por meios convencionais caso o impossível acontecesse. Enquanto esperava a resposta do vendedor, concluiria sua conversa com a revolucionária:

 

- Mas que logística e planejamento ruins. Enviamos duas armas mortais para um lugar, e não sabemos exatamente o que fazer com eles. Fascinante. Espero que ao menos esses Marinheiros e Bicicletas valham a pena o meu tempo. - Mais provocador do que nunca, esperava se divertir provocando a revolucionária tão orgulhosa dos liberatores. Não pretendia começar uma briga, mas manteve-se atento a qualquer movimento físico que pudesse vir da garota.

 

Como observações adicionais, observaria a doca em busca de... escravos, que certamente estariam por aí, visando apenas localizá-los em um primeiro momento. O local tinha uma estética interessante, e o ar era de certa forma agradável a Night.

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